notícias imobiliárias

  • 18/09/2014 Já imaginou morar no meio das nuvens?
    Você já sonhou estar entre as nuvens? E que tal morar no meio delas? Na cidade chinesa Shenzhen, próxima a Hong Kong, um concurso que buscava o equilíbrio entre design e soluções ao adensamento demográfico da região resultou em propostas inusitadas - entre elas, a de uma cidade que se estende para o céu. O \"Cloud Citizen\" (Cidadão Nuvem), como foi chamado o projeto, seria um complexo de edifícios de residências e escritórios interligados por parques públicos, que funcionariam como pulmões verdes, só que atravessando as nuvens.

    Com uma torre principal de 680 metros, se este projeto sair do papel, terá o segundo arranha-céu mais alto do mundo, atrás apenas do Burj Khalifa, em Dubai, que tem 829,8 metros de altura, segundo o site Shangaiist. Publicado por: O Globo online - Morar Bem
  • 18/09/2014 Governo amplia programa Minha Casa Minha Vida em 350 mil unidades
    O governo anunciou nesta quarta-feira uma ampliação do Minha Casa Minha Vida (MCMV), com a inclusão de 350 mil novas unidades habitacionais no programa. A meta do MCMV era a contratação de 2,75 milhões de imóveis até o fim de 2014. Agora, o número total subiu para 3,1 milhões, sendo que as 350 mil novas unidades só poderão ser contratadas no primeiro semestre de 2015.

    O anúncio foi feito pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Miriam Belchior, depois de uma reunião com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins.

    Esse foi o segundo afago da equipe econômica no setor produtivo esta semana e ocorre a apenas 18 dias do primeiro turno das eleições presidenciais. Na segunda-feira, Mantega anunciou uma redução da tributação sobre o lucro das empresas no exterior.

    Mantega ressaltou que, este ano, será encerrado o Minha Casa Minha Vida 2 e que já foram contratadas 2,550 milhões de habitações. Até o fim do ano, serão mais 200 mil unidades. No entanto, disse o ministro, o setor estava preocupado com a continuidade do programa, uma vez que as empresas precisam começar a se preparar para os projetos de 2015.

    _ Vamos manter a maior parte das regras que estão em vigor _ disse o ministro, que observou que o objetivo da medida é garantir a \"continuidade absoluta\" dos projetos e permitir que, em janeiro, o setor comece a realizar as contratações.

    Outra bondade desta quarta-feira foi a prorrogação por mais quatro anos do Regime Especial de Tributação (RET), que reduz os tributos que incidem sobre os empreendimentos imobiliários do MCMV de 6% para 1%. Esse benefício acabaria no fim de 2014.

    _ Esse regime especial desonerado vale até 2014. Vamos renová-lo para mais quatro anos _ disse Mantega.

    O ministro afirmou ainda que discutiu com o setor a necessidade de um programa de concessões que se some às regras em vigor.

    _ O setor cresceu, enfrentou grandes desafios ultimamente e tem condições de dar resposta a desafios ainda maiores que vão ser colocados _ disse.

    Mantega lembrou que tanto o programa Minha Casa Minha Vida quanto o de concessões foram criados na época da crise econômica internacional como medidas anticíclicas, a fim de aumentar investimentos, oferecer para a população bens e serviços, reduzir o déficit habitacional e criar empregos.

    _ Não é mais para uma política anticíclica porque a crise está se dissipando, mas esse setor continuará tendo uma importância fundamental no novo ciclo de crescimento do país, de modo a permitir um aumento do investimento _ afirmou.

    O setor da construção civil vinha pedindo ao governo uma ampliação do Minha Casa Minha Vida alegando que a meta de 2,75 milhões de unidades poderia ser atingida antes do fim do ano. Assim, haveria um hiato entre o fim do Minha Casa Minha Vida 2 e o início a terceira etapa do programa, que ainda precisa de regulamentação do governo.

    Havia o temor de uma desaceleração da atividade e uma onda de demissões.Por isso, as empresas também pediam que o governo prorrogasse o Minha Casa Minha Vida 2 por seis meses, até junho de 2015. Com a nova medida, a segunda etapa do programa não será estendida, mas as unidades que serão contratadas em 2015 serão feitas nas mesmas condições da segunda etapa, mas já dentro do escopo do MCMV 3.

    O presidente da Cbic reforçou que havia uma preocupação do setor com as regras de contratação para o primeiro semestre de 2015.

    _ O que sabemos é que o primeiro semestre de 2015 terá as mesmas regras de contratação atuais. Não teremos solução de descontinuidade _ afirmou. _ Não tenho medo de comprar e aprovar um projeto na prefeitura _ acrescentou Martins, que observou que a peça jurídica que fixará as regras ainda será definida.
    Publicado por: O Globo -
  • 18/09/2014 Com ampliação, segunda etapa do Minha Casa vai até junho de 2015
    Um dia após a campanha petista na TV afirmar que Marina Silva ( PSB) defende medidas que representam \"grande risco\" para programas como o Minha Casa, Minha Vida, o ministro Guido Mantega ( Fazenda) anunciou nesta quarta ( 17) o aumento da meta de construção de casas.

    Em um reforço a uma das principais bandeiras eleitorais da candidata Dilma Rousseff, Mantega divulgou, ao lado de empresários da construção civil, que a segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida vai contratar mais 350 mil unidades habitacionais a partir de janeiro de 2015, o que deve manter essa fase do programa até junho.

    A medida atende ao pedido de empreiteiras que temiam ficar sem obras no início de 2015, o que levaria à demissão de trabalhadores.

    Segundo o ministro, essa será uma \"transição\" da segunda para a terceira etapa do programa, evitando sua descontinuidade. O Minha Casa, Minha Vida é responsável pelo emprego direto de 500 mil trabalhadores.

    Segundo Mantega, essas casas serão contratadas seguindo as regras da segunda etapa do programa, mas contabilizadas dentro da terceira etapa, que, apesar de não te sido lançado oficialmente, tem como meta a construção de 3 milhões de casas.

    A segunda etapa do programa previa a construção de 2,75 milhões de unidades e terminaria ao fim deste ano.

    O governo prorrogou também o RET ( Regime Especial de Tributação) para as empresas de incorporação imobiliária, que reduz de 6% para 4% as alíquotas da CSLL ( Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), do PIS/ Pasep e da Cofins por mais quatro anos.

    Os dois benefícios foram anunciados depois de reunião com o presidente da CBIC ( Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil), José Carlos Martins, e de outras entidades do setor. PROPAGANDA POLÍTICA Na terça- feira ( 16), o horário eleitoral do PT, dentro de sua estratégia de tentar desconstruir a imagem de Marina, disse que a adversária de Dilma, se eleita, \"vai reduzir os subsídios dados pelos bancos públicos\". \"Parece algo distante da vida da gente, né? Parece, mas não é.\"

    Em seguida, o locutor, em tom grave, diz que a ideia de Marina seria \"um grande risco para programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida e o Prouni [ de bolsa para universitários\", que são financiados com subsídios bancados pelo Tesouro.

    O trecho do programa de TV que ataca Marina Silva está sendo repetido ao longo da programação das TVs no formato de comerciais. Publicado por: Folha de São Paulo -
  • 17/09/2014 Novo BRT vai conectar parques de Deodoro e Barra
    O prefeito Eduardo Paes visitou, nesta terça-feira, o canteiro de obras do corredor Transolímpico, via que vai ligar Deodoro à Barra e ao Recreio. Parte dos dois túneis no Maciço da Pedra Branca previstos no trajeto já está escavada. O primeiro terá 1.300 metros e o segundo, 200. A nova via, com 26 quilômetros de extensão, terá três faixas em cada um dos sentidos, sendo que uma delas será exclusiva para o BRT. As restantes poderão ser utilizadas por outros veículos, mas haverá a cobrança de pedágio. A previsão é que a obra fique pronta no primeiro semestre de 2016.

    - É uma obra importante. É outro túnel no Maciço da Pedra Branca, depois do da Grota Funda. A função durante os Jogos de 2016 será conectar os parques olímpicos da Barra e de Deodoro. O mais importante é que vai reduzir em 80% o tempo de viagem. Para ir do Riocentro até Deodoro, hoje se leva duas horas e meia em um dia bom. Esse tempo vai ser de 30 minutos com o novo BRT - prometeu Paes.

    FLUXO DEVE SER DE 90 MIL VEÍCULOS POR DIA

    A previsão é que 90 mil veículos passem diariamente pela nova via expressa. Além disso, 70 mil passageiros deverão ser transportados por dia com o BRT Transolímpico. Ao todo, haverá 17 estações de BRT e três terminais de integração com outros modais (trens da Supervia e os BRTs Transcarioca e Transoeste).

    - A gente espera 70 mil passageiros nesse BRT, mas acho que vai dar mais. Aqui será feita a integração entre vários BRTs. O morador da Zona Oeste vai poder pegar o BRT e se conectar com todas as linhas - avaliou Paes.

    Segundo o prefeito, na região de Magalhães Bastos o número de desapropriações caiu de 300 para apenas seis. Uma área do Exército foi comprada por R$ 100 milhões, para possibilitar um novo traçado e evitar um grande número de remoções. Na outra ponta da via, na favela Vila União, em Curicica, 876 famílias serão reassentadas. Elas vão para um condomínio com 1.400 unidades do Minha Casa Minha Vida, que está sendo erguido na antiga Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá.

    O coordenador geral de obras da Secretaria municipal de Obras, Eduardo Fagundes, explicou que, por se tratar de uma via expressa, os trabalhos começaram pela construção dos viadutos e pontes - 56 no total. Segundo Fagundes, muitas das estruturas já estão prontas, assim como a terraplanagem na Colônia Juliano Moreira.

    A implantação do Transolímpico está orçada em R$ 1,6 bilhão, dos quais R$ 1,1 bilhão serão investidos pela prefeitura e o restante pela concessionária Via Rio, formada pelas empresas Invepar, Odebrecht e CCR/AS, que vai administrar a via por 35 anos. Publicado por: O Globo -
  • 16/09/2014 Lançamentos imobiliários na Zona Norte crescem 245% em 5 anos
    Com quase 2,5 milhões de habitantes, a Zona Norte concentra cerca de 37% da população carioca. Ainda assim, somente nos últimos anos a região voltou a receber novos empreendimentos imobiliários: tanto comerciais como residenciais. Segundo dados da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), entre 2008 e 2013, o número de unidades lançadas na Zona Norte cresceu 245%, ficando atrás somente da Zona Oeste. Em 2013, foram 6.315 lançamentos, quase 17% a mais do que em 2012.

    - O carioca é muito bairrista e o da Zona Norte, em especial, não quer sair da região. Então, com o aumento de renda e a instalação das UPPs, que aumentou a sensação de segurança na área, começamos a perceber que havia uma demanda reprimida - conta Rogério Jonas Zylberstajn, vice-presidente da Ademi e da RJZ Cyrela, empresa que vem investindo em empreendimentos residenciais e comerciais na região.

    É que com o mercado residencial já consolidado, com grande número de lançamentos nos moldes de condomínios clubes e até um sub-bairro planejado, o Rio Parque, o mercado também começou a lançar imóveis comerciais. Afinal, a pouca oferta de serviços próximos faz com que boa parte das pessoas que moram na região se desloquem até o Centro ou a Zona Sul quando precisam de serviços. Só a RJZ Cyrela, por exemplo, lançou dois empreendimentos comerciais na região no ano passado, num total de 1.162 unidades. Parece muito? Mas dados do setor de Inteligência de Mercado da construtora mostram que em Del Castilho, onde a empresa ergue o DHC Offices, os imóveis comerciais têm uma taxa de vacância bem baixa: 0,8%. Já na Vila da Penha, onde está sendo construído o Carioca Offices, havia apenas um prédio de salas comerciais, todas ocupadas. O mercado considera como normal uma taxa de vacância em torno de 6% a 8%. Ou seja, há mercado.

    MÉIER SE DESTACA NA REGIÃO

    E uma das regiões que mais recebe lançamentos é a conhecida como Grande Méier. Ali, nos últimos três anos, foram 30 empreendimentos, num total de 4.992 unidades, segundo dados coletados pela inteligência de mercado do grupo imobiliário Lopes. O número fica abaixo apenas dos bairros que, ano após ano, se revezam no topo da lista de lançamentos: Jacarepaguá, Recreio e Barra, todos na Zona Oeste.

    - A área apresenta um grande potencial, pois a verticalização na região vem aumentando gradualmente fora do eixo da Rua Dias da Cruz - explica Fábio Pacheco, diretor da Lopes Rio, que aponta os valores da região como um atrativo em tempos de alta nos preços. - É um mercado que apresenta ótima liquidez e registra baixo nível de estoque, que é de 18% das unidades lançadas.

    Para se ter uma ideia, o tíquete médio registrado na área em 2014 foi de R$ 374 mil. E o metro quadrado está em torno dos R$ 6.509, bem abaixo da média da cidade, que é de R$ 10.749. Não que a região não venha se valorizando. Pelo contrário. De 2011 para cá, os preços subiram em média 63%.

    TIJUCA VALORIZOU 26% NO MESMO PERÍODO

    Já na Tijuca, bairro mais valorizado da Zona Norte, o aumento foi menor no período: ficou em torno dos 26%, o que é justificado pelos já altos preços da região, que já vinha se valorizando desde a instalação das unidades de polícia pacificadora nas comunidades do bairro. Outro motivo de valorização foi a inauguração, em março, da estação Uruguai do metrô.

    O estudo realizado pela Lopes aponta que o metro quadrado médio dos imóveis subiu de R$ 6.716 em 2011 para R$ 9.928 em abril deste ano.

    - Obras de infraestrutura e mobilidade urbana aumentam a segurança, impactando diretamente a qualidade de vida da população. Isso reflete automaticamente no mercado imobiliário - explica Pacheco, da Lopes Rio.

    Ainda segundo os dados da Lopes, foram lançados, entre 2011 e 2014, 25 empreendimentos residenciais na Tijuca, que somam 1.712 unidades. E a região mantém alta liquidez, com apenas 12% das unidades em estoque. Apartamentos com dois ou três quartos predominam, representando, respectivamente, 43% e 49% do total. As unidades com apenas um dormitório correspondem a 2%, enquanto com quatro ou mais são 5%.

    Mas a exemplo de outros bairros da região, a Tijuca também recebe imóveis comerciais. Um exemplo é o Plenus que a construtora Concal está erguendo na Rua São Francisco Xavier.

    - Depois de receber diversos lançamentos residenciais, a região carecia de unidades comerciais novas e modernas. A Tijuca sempre foi conhecida pelo seu comércio vasto e está retomando este status com a instalação das UPPs. Os investidores estão voltando para a Tijuca - comemora Caldas.
    Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 11/09/2014 BRT Transcarioca chega à Penha a partir deste sábado
    A partir deste sábado (13), será iniciada a terceira e última etapa do processo de implantação do BRT Transcarioca, informou a Secretaria Municipal de Transportes nesta quarta-feira (10). O serviço expresso que vai de Vicente de Carvalho até a Alvorada e está em funcionamento desde o último sábado (6), será estendido até a Penha e passa a ser expresso Penha-Alvorada , com intervalos de 10 minutos entre as saídas.

    Ainda no sábado, a Secretaria Municipal de Transportes inicia o novo serviço Penha - Madureira (Parador) com saídas a cada sete minutos, passando pelas estações Penha, Pastor José Santos, Guaporé, Praça do Carmo, Pedro Taques, Vila Kosmos, Vicente de Carvalho (integração com Metrô), Marambaia, Vaz Lobo, Vila Queiroz, Otaviano, Mercadão e Madureira Manaceia. Com isso, o BRT Transcarioca passa a atender aos bairros de Madureira (lado norte junto ao Mercadão), Vaz Lobo, Irajá, Vila Kosmos, Vila da Penha, Penha Circular e Penha.

    As medidas anunciadas seguem o planejamento definido pelo município. As mudanças serão divulgadas nas estações e principais pontos das linhas com distribuição de folhetos explicativos. As novidades também estão nas redes sociais do BRT Rio, que atingem mais de 120 mil seguidores.

    O BRT Transcarioca liga a Barra da Tijuca à Ilha do Governador (Aeroporto do Galeão), sendo o primeiro corredor de alta capacidade no sentido transversal da cidade que já reduziu em 60% o tempo de viagem por ônibus no trecho. São 39 quilômetros de extensão, com 10 viadutos (sendo um estaiado), nove pontes (duas estaiadas), três mergulhões, 47 estações e cinco terminais, passando por 27 bairros como Curicica, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Penha, Olaria e Ramos.

    O Transcarioca já transporta 142 mil passageiros por dia, devendo chegar aos 320 mil ao final da implantação da terceira e última etapa. O corredor tem ainda seis estações a serem inauguradas até o término desta etapa: Ibapina, Olaria, Cardoso de Moraes, Santa Luzia, Maré e Fundão. O primeiro BRT implantado na cidade, o Transoeste, já transporta 192 mil passageiros por dia.

    Horário de funcionamento do BRT Transcarioca
    Galeão - Alvorada (Semi-direto) - Horário de funcionamento: 24h
    Estações: Terminal Alvorada, Vicente de Carvalho, que integra com o metrô, Galeão - Tom Jobim 2 e Galeão - Tom Jobim 1.

    Penha - Alvorada (Expresso): ¬ Horário de funcionamento: das 5h às 23h
    Estações: Terminal Alvorada, Rio 2, Santa Efigênia, Taquara, Tanque, Praça Seca, Madureira/Manaceia (integração com o trem), Vicente de Carvalho (integração com Metrô) e Penha.

    Madureira - Penha (Parador) - 24 horas
    Estações: Penha, Pastor José Santos, Guaporé, Praça do Carmo, Pedro Taques, Vila Kosmos, Vicente de Carvalho (integração com Metrô), Marambaia, Vaz Lobo, Vila Queiroz, Otaviano, Mercadão e Madureira Manaceia.

    Madureira - Alvorada (Parador) - Horário de funcionamento: 24h Publicado por: O Globo -
  • 11/09/2014 Obras do metrô descobrem relíquias do século XIX
    Um passado desconhecido está sendo revelado com as escavações da Linha 4 do metrô em Ipanema e Leblon. Graças ao trabalho de uma equipe de 13 arqueólogos - montada como parte do Plano de Gestão Ambiental do Consórcio Linha 4 Sul, responsável pelas obras -, já foram encontrados mais de 1.700 objetos de interesse histórico enterrados nos dois bairros. São itens do cotidiano dos moradores das chácaras que ocupavam esta área da Zona Sul, entre meados do século XIX e início do XX, antes de a região passar por um processo de loteamento. O governo do estado está negociando com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para que as peças mais relevantes sejam exibidas nas futuras estações da Linha 4.

    A equipe do arqueólogo responsável pelos trabalhos, Cláudio Prado de Mello, recentemente resgatou cerca de 150 objetos, entre os quais vidros, fragmentos de alvenaria, peças de porcelana, enfeites de telhado, talheres e quatro penicos de ágata:

    - Os penicos são especialmente interessantes. Serão enviados para o pesquisador da Fiocruz Adauto Araújo, que vai fazer um estudo de paleoparasitologia. Com sorte, vamos encontrar bactérias e microrganismos, que podem nos dar mais informações a respeito das doenças que afetavam as pessoas na época.

    Todos os frascos de vidro encontrados também serão analisados. De acordo com Mello, continham perfume, loções e remédios. Segundo ele, eram artigos importados da Europa, pois o Brasil só passou a fabricar vidro no século XX. Um dos achados interessantes é uma ampola, encontrada intacta e com um líquido incolor em seu interior.

    Outro destaque é a grande quantidade de pisos hidráulicos. Mello explica que esse tipo de acabamento estava em moda na época, pois, mais barato e resistente, era usado em substituição aos mosaicos, comuns em palácios europeus.

    No acervo, também há segmentos praticamente intactos de trilhos do sistema de bondes que funcionou em Ipanema até meados do século passado. Muitos continuarão no mesmo lugar, pois não interferem no traçado do metrô. O consórcio, porém, notificou o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.

    Os materiais estão sendo catalogados e armazenados em um contêiner no canteiro de obras da Linha 4, no Jardim de Alah. No espaço, os arqueólogos ergueram um pequeno museu, com imagens do Rio antigo.

    As peças reveladas são muito diferentes das encontradas nas proximidades Estação da Leopoldina, no Centro. Lá, foram recolhidos mais de 200 mil objetos, alguns dos séculos XVII e XVIII. Dentre eles, está uma escova de dentes em marfim e osso, com a inscrição em francês \"S M L\'Empereur du Bresil\", que os arqueólogos acreditam ter pertencido a Dom Pedro II, que vivia nas proximidades, em São Cristóvão. Publicado por: O Globo - Rio
  • 10/09/2014 Governo quer elevar subsídio no \"Minha Casa, Minha Vida\"
    O governo estuda uma regra específica, que deverá mesclar subsídios mais elevados e limite de preço de imóvel, para ser aplicada na faixa de renda intermediária que deverá ser implementada na terceira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida, caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita. Em entrevista ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, o ministro das Cidades, Gilberto Occhi, destacou também que negocia com o Tesouro Nacional o aumento do subsídio, atualmente de R$ 25 mil, para outras faixas de renda. Ele negou que esteja ocorrendo atrasos nos pagamentos das construtoras que trabalham com o programa.

    Para o ministro, as adequações na terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida têm como objetivo atender o público de menor renda que vive em grandes cidades, onde não é possível atender toda a demanda de imóveis, principalmente para famílias com rendimento mensal entre R$ 1,5 mil e R$ 2,2 mil.

    Um dos empecilhos para o programa tem sido justamente o elevado preço dos imóveis nos grandes centros urbanos. \"Queremos construir uma alternativa para que essas famílias tenham capacidade de comprar o imóvel\", disse ele.

    Se for fixado o valor do imóvel a ser adquirido por famílias dessa faixa intermediária de renda e o governo elevar os subsídios, o valor a ser financiado será menor e as prestações vão caber no bolso das famílias.

    O programa habitacional MCMV, criado em 2009 pelo então presidente Lula, conta com três faixas de renda. A primeira beneficia as famílias com rendimento mensal de até R$ 1,6 mil; a segunda, entre R$ 1,6 mil e R$ 3,275 mil; e a terceira, a partir de R$ 3,275 mil a R$ 5 mil.

    Quanto menor a renda maior o subsídio concedido com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e orçamento da União. Atualmente, o subsídio total é de R$ 25 mil. Para as famílias com renda de até R$ 1,6 mil ao mês, o valor da parcela do financiamento não deve ultrapassar 5% da renda mensal, sendo que o mínimo é de R$ 25,00 por dez anos.

    Na terceira etapa, além de regras específicas para uma faixa de renda intermediária, o governo pretende atualizar o valor do subsídio, o valor dos imóveis para atendimento das famílias com renda de até R$ 1,6 mil e as faixas de renda dos beneficiários. A medida é necessária para contemplar a inflação acumulada e o aumento de custos da construção civil.

    Apesar das restrições fiscais que vão se estender pelo próximo ano, independentemente de quem for eleito presidente, o ministro disse que o aumento do subsídio é importante para a retomada do crescimento econômico e a criação de novos postos de trabalho. No acumulado de janeiro a agosto de 2014, o Tesouro Nacional desembolsou R$ 10,3 bilhões em subsídios para o Minha Casa, Minha Vida.

    Occhi rebateu também as críticas feitas por algumas construtoras de que elas estariam recebendo com atrasos os pagamentos do Minha Casa, Minha Vida. O ministro lembrou que, segundo as normas vigentes, o governo tem 20 dias para pagar a partir da medição da obra.

    Na campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff prometeu que, se reeleita em outubro, vai contratar 3 milhões de moradias entre 2015 e 2018.

    A candidata do PSB, Marina Silva, e o candidato do PSDB, Aécio Neves, comprometeram-se com a continuidade do Minha Casa, Minha Vida. Marina, por exemplo, incluiu em seu programa de governo a construção de 4 milhões de unidades habitacionais.

    Mesmo com a indefinição em torno de quem será o próximo presidente, Occhi destacou que o programa não deverá ser interrompido como teme o setor da construção civil, que já solicitou a prorrogação por seis meses da segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida e a ampliação da meta em 350 mil unidades. O temor do empresariado é que ocorra uma paralisação do programa enquanto ele é discutido no Congresso Nacional. O ministro disse não há decisão sobre esse pleito.

    Até o dia 15 de agosto, último balanço disponível do programa Minha Casa, Minha Vida, que inclui a primeira e a segunda etapas, foram contratadas 3,56 milhões de unidades habitacionais, valor bem próximo da meta de 3,75 milhões para o período. Do total de moradias contratadas, 1,77 milhão foram entregues. Por outro lado, 434 mil estão prontas e ainda não foram liberadas por problemas de documentação, averbação por cartório ou finalização de obras de infraestrutura. Publicado por: Valor Econômico -
  • 06/09/2014 Rio ergue o seu novo centro metropolitano
    Eixo natural do desenvolvimento da cidade, a Barra vive um novo ciclo de desenvolvimento, impulsionado, em parte, pela realização dos Jogos Olímpicos de 2016. A efervescência da região traz no seu bojo a concretização de boa parte do que havia idealizado o arquiteto e urbanista Lúcio Costa, autor do Plano Piloto da Barra da Tijuca, em 1969. Uma das propostas da época era levar toda a sede do governo do então Estado da Guanabara para a região, numa área que ficava exatamente no centro geográfico do território, para formar o centro metropolitano da cidade.

    Quase meio século depois, no mesmo local e com o mesmo nome, ganha corpo a planejada centralidade que, a partir da Avenida Abelardo Bueno, até a região da Ilha Pura, bairro de tamanho superior ao Leme que está sendo criado na Avenida Salvador Allende, traduz todos os conceitos de uma cidade planejada, sustentável, com infraestrura adequada para abrigar novos empreendimentos que valorizam, antes de tudo, o espaço urbano e a qualidade de vida. \"A Barra é hoje a melhor representação de uma cidade global do século XXI\", afirma o urbanista Carlos Eduardo Nunes-Ferreira. Segundo ele, de certa maneira, o desenvolvimento da região seguiu a ideia de Lúcio Costa, de propiciar aos arquitetos a liberdade de usar todas as possibilidades de fachadas. O urbanista Vicente de Castro, por sua vez, acredita que a Barra está seguindo seu destino, de se transformar no Centro do Rio. \"Aqui será a capital do setor quaternário, que reúne os mais nobres serviços da economia: negócios financeiros, entretenimento, lazer, educação de alta qualidade. Os Jogos Olímpicos são a consagração desse princípio\", destaca.

    Ainda que as Olimpíadas estejam tirando do papel obras importantes como a despolui ção das lagoas, a construção dos corredores expressos e da linha 4 do metrô, melhorando a mobilidade e a acessibilidade à região, todos esses esforços foram precedidos por iniciativas da sociedade civil, em parceria com empresários, que contribuíram para que se atingisse o estágio atual, como afirma Delair Dumbrosck, presidente da Câmara Comunitária da Barra: \"a Carvalho Hosken, por exemplo, foi decisiva no desenvolvimento da Barra. Toda vez que uma obra fundamental para o bairro emperrava, ela ia lá e botava para frente. É um nível de conscientização importantíssimo, que todos os empresários deveriam ter. Afinal de contas, ajudar na melhoria da qualidade de vida não é tarefa apenas do poder público. É de todos nós, sejamos empresários ou moradores\", diz. Esse princípio inaugurou uma prática hoje bastante difundida na região: moradores de bairros como a Península, por exemplo, contribuem com taxas para manter seus espaços impecáveis. Publicado por: O Globo - Especial Cidade Planejada
  • 05/09/2014 FGTS cobra dívida de R$ 7 bi do Tesouro para aprovar subsídios à casa própria
    O Conselho Curador do FGTS vai condicionar a aprovação de novos subsídios para a terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida ao pagamento da dívida do Tesouro Nacional com o Fundo. O débito, de R$ 7 bilhões, vem desde 2009, quando o programa foi criado e se refere à contrapartida da União nos empréstimos habitacionais. Do total do subsídio, que chega a R$ 27 mil por família (nas capitais) e funciona como uma espécie de desconto a fundo perdido, 82,5% são bancados pelo FGTS e 17,5% pelo orçamento da União. O problema é que o Tesouro não está fazendo os repasses que são da sua responsabilidade.

    A preocupação dos conselheiros é porque o programa está cada vez mais dependente do FGTS. Eles alertam que a retenção dos repasses da União pode comprometer os desembolsos do Fundo para habitação, a partir de 2017. Os representantes do Conselho estão aguardando a definição dos novos parâmetros da terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida, que vai começar em 2015 e tem como meta entregar mais três milhões de moradias, conforme prometeu a presidente Dilma Rousseff no início de julho. Ainda falta definir o montante total do subsídio e a distribuição do número de unidades por faixa de renda.

    - Na hora em que o Tesouro for pedir os subsídios para o Minha Casa Minha Vida 3, vamos exigir o pagamento da dívida - disse uma fonte do Conselho.

    O Tesouro tem afirmado que não há atrasos nos repasses relativos ao programa Minha Casa Minha Vida.
    O Conselho Curador do FGTS vai condicionar a aprovação de novos subsídios para a terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida ao pagamento da dívida do Tesouro Nacional com o Fundo.

    O governo tem intenção de criar uma faixa de renda familiar intermediária, com objetivo de aumentar os subsídios e incluir novos beneficiários. Atualmente, existem três faixas. Na primeira delas, para famílias que ganham até R$ 1.600, a casa é praticamente doada, com prestações simbólicas. As faixas seguintes são entre R$ 1.600 e R$ 3.275 e de R$ 3.275 até R$ 5 mil. Nesses dois segmentos, os mutuários ganham um desconto e assumem um contrato habitacional.

    Para este ano, o FGTS liberou R$ 8,9 bilhões a serem aplicados como subsídios nos empréstimos dentro da segunda fase do Minha Casa Minha Vida. Criado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa tinha como meta entregar um milhão de casas. De lá para cá, as metas subiram para 2,75 milhões (fase 2) e três milhões (fase 3).

    Segundo o Ministério das Cidades, na primeira etapa do programa foram entregues 796.253 unidades habitacionais. Na segunda fase, lançada em 2011, foram 973.477 moradias. Os dados são de 15 de agosto de 2014.

    O Conselho Curador também vai avaliar a proposta feita pelo Tesouro Nacional para quitar em 30 meses outra dívida com o FGTS, no valor de R$ 10 bilhões, referente à multa adicional de 10% nas demissões sem justa causa. Os conselheiros vão examinar se os R$ 330 milhões que o Tesouro se compromete a repassar ao Fundo por mês, a partir de janeiro de 2015, são suficientes. Eles lembram que essa dívida é antiga, de 2012, e os recursos decorrentes da contribuição continuam reforçando os cofres do governo.

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    Um acordo feito entre o Conselho e o Tesouro neste ano garante o repasse mensal de R$ 100 milhões, até dezembro, da receita arrecadada com a contribuição adicional. O total de receitas mensais obtidas com a multa chega em média a R$ 300 milhões.

    - O Tesouro está nos dando apenas o troco - destacou um conselheiro.

    O FGTS é uma das vítima das manobras do Tesouro para fechar as contas públicas atrasando repasses para programas sociais. Mas o Fundo não pode contar com a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU), órgão a quem a Caixa Econômica Federal recorreu para forçar a regularização das transferências.
    Publicado por: O Globo - Geralda Doca
  • 04/09/2014 Centro cultural no Porto
    A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região Portuária e a Biblioteca Nacional farão um concurso nacional de arquitetura, organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil do Rio (IAB) para reformar a antiga Estação de Expurgo de Grãos do Ministério da Agricultura, no Centro.

    A proposta é transformar o prédio, que já abriga parte do acervo de periódicos da Biblioteca Nacional, no mais novo centro cultural do Porto. O lançamento da competição que vai escolher o projeto acontecerá hoje, no IAB, no Flamengo, às 18h30min, e a publicação do edital deve sair em setembro. Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
  • 03/09/2014 Maricá vive boom imobiliário
    A apenas 50 quilômetros do Rio, Maricá, na Região dos Lagos, vive uma grande expansão imobiliária com a chegada cada vez maior de pessoas atraídas pelo Comperj e também por melhor qualidade de vida. A cidade já conta com oito grandes empreendimentos imobiliários.

    Em Alphaville, foram vendidos 400 lotes em quatro horas. No Privilege Golf, 95% dos 360 lotes também já estão nas mãos de turistas e trabalhadores do Comperj, que fica a 20 quilômetros. \"Neste loteamento, de 500 mil metros quadrados, por exemplo, toda a infraestrutura está pronta, com calçamento e tratamento de água e esgoto\", destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Lourival Cazula. Mobilidade urbana: prefeito Quaquá destaca a nova ponte que liga Barra de Maricá ao Centro Foto: Daniel Castelo B
    A segunda cidade com maior crescimento populacional do estado - só perde para Rio das Ostras, segundo recente estudo do IBGE - tem apostado em obras de infraestrutura e mobilidade urbana para receber seus novos moradores.

    Com população estimada em 143.111 habitantes, a expectativa é de que, em cinco anos, 400 mil pessoas residam no município, que tem uma área total de 362 quilômetros quadrados, enquanto Niterói e São Gonçalo, juntas, contam com 363 quilômetros quadrados e 700 mil moradores. \"A gente recebe um efeito muito forte do Comperj e do pré-sal.

    Maricá é a segunda taxa de crescimento demográfico do estado (2,55% ao ano). Esse é um indicador de que a cidade tem virado uma alternativa para as pessoas que moravam no Rio, Niterói e São Gonçalo. Muita gente se estabelece aqui pela pouca distância da capital, pelas belezas naturais, além da captação de investimentos que estamos fazendo\", disse o prefeito Washington Quaquá (PT). Para acompanhar esse crescimento, Maricá está investindo pesado em obras de urbanização e mobilidade urbana. \"O município pegou antecipado R$ 200 milhões dos royalties do petróleo só para investir em urbanização. Fizemos ainda um acordo com um grupo chinês em torno de R$ 1 bilhão a serem disponibilizados para mobilidade urbana, infraestrutura e saneamento\", acrescentou, lembrando que está reestruturando toda a malha urbana, para melhorar o trânsito na cidade.

    A ponte da Barra de Maricá é parte importante desta nova fase do município. A estrutura de 172 metros liga os bairros de Guaratiba, Cordeirinho, Bambuí e Ponta Negra à região central de Maricá. A obra custou R$ 10,6 milhões, sendo R$ 2,4 milhões em recursos do município e o restante, pago pelo governo estadual. Moradores da região aprovaram a ponte, que acabou encurtando a distância entre os bairros e reduziu os transtornos com os constantes alagamentos. \"Nos períodos de ressaca, o mar entrava na lagoa, passando por cima da rodovia. Várias vezes fiquei preso, sem poder sair de casa.

    Quem precisava ir até o Centro tinha que percorrer uma distância 10 vezes maior. Era preciso passar por Saquarema praticamente\", contou o jardineiro Gilson de Souza, de 55 anos, que mora próximo da ponte. Comércio critica informalidade Apesar do grande contingente populacional chegando na cidade, a Associação Comercial, Empresarial e Industrial de Maricá não sente esse impacto na economia. \"Aumentou muito o número de pessoas, mas a infraestrutura ainda está muito precária. O crescimento pode se reverter em investimentos para município, mas não se reverteu para os moradores e o comércio.

    A insatisfação no setor comercial é muito grande\", disse a diretora, Patrícia da Silva. Segundo ela, a prefeitura retirou os estacionamento e mudou algumas ruas, mas o grande problema continua a ser o comércio informal, que se localiza nos principais pontos da cidade.

    \"Nos finais de semana e feriados, quando os comerciantes poderiam tirar um dinheiro extra, mais camelôs se instalam aqui. A cidade está inchando, mas não há circulação de capital para o comerciante legal\", criticou. Dono da padaria Pão Quente da Barra, no bairro da Barra, Itamar de Souza, de 68 anos, está satisfeito com chegada do asfalto na região. \"Esperava esse asfalto há 15 anos e agora está tudo certinho. Houve um aumento de 20% no fluxo daqui. A minha renda melhorou bastante\", ressaltou. Arco Metropolitano beneficia a cidade A criação do Arco Metropolitano, que deverá chegar até Maricá em sua segunda fase, também é fundamental para o desenvolvimento da cidade. \"Maricá está crescendo e estamos criando novas alternativas.

    Asfaltamos o distrito de Bambuí e, assim, o pessoal que ia para Ponta Negra não precisa mais passar pelo Centro\", disse Quaquá. Ele também espera a licença ambiental da restinga para criar um acesso direto à Barra de Maricá, sem passar pelo Centro. \"Hoje são 270 quilômetros de asfalto em todo o município. Antes eram apenas 70 quilômetros de vias asfaltadas\", comentou.

    Outra ação que destaca são as obras de infraestrutura no distrito de Itaipuaçu, onde não havia tratamento de esgoto, saneamento, mobilidade urbana, nem asfalto. A ideia é fazer a dragagem e a drenagem dos canais para ligar Itaipuaçu a Maricá, onde vai haver uma linha de transporte de passageiros. A cidade também quer se tornar conhecida no mundo inteiro para atrair recursos estrangeiros.

    \"Participamos como expositores de feiras imobiliárias de Milão e de Cannes. Isso tem atraído muitos investidores\", explicou Quaquá. Publicado por: O Dia - Eduardo Oliveira
  • 01/09/2014 Empréstimo da casa própria poderá cobrir reforma
    Num esforço para reanimar a economia, que entrou em recessão técnica no primeiro semestre de 2014, o governo resolveu retomar sua agenda microeconômica. Sem espaço fiscal para novas desonerações, a ideia agora é tomar medidas para desburocratizar, reduzir custos e aumentar o acesso dos brasileiros ao crédito. Uma das propostas em discussão é passar a permitir que uma pequena parte do financiamento habitacional seja usada para a reforma do imóvel adquirido. A iniciativa, no entanto, ainda não tem prazo para ser adotada.

    Nas regras atuais do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que utiliza recursos da caderneta de poupança e permite o uso do FGTS, uma pessoa pode financiar até 80% do valor do imóvel. Mas segundo os técnicos da equipe econômica, o que se estuda é permitir que 5% do valor financiado sejam destinados a obras como pintura, troca de encanamento ou revestimentos, o que hoje é proibido. Todo o valor do financiamento tem que ser depositado pelo banco na conta do vendedor.

    - Essa seria uma forma de ajudar o mutuário a embutir as despesas com reforma na conta do financiamento, que tem taxas mais baixas e prazos mais longos - disse ao GLOBO uma fonte do governo.

    Segundo o técnico, o governo ainda quer avaliar com cuidado que impactos a medida teria na atividade econômica e suas dificuldades para ser implementada e, por isso, não há prazo para ser adotada. Nos cálculos da área econômica, essa medida poderia acelerar a demanda por materiais de construção e ajudar a aquecer a economia como um todo:

    - É uma discussão, mas não significa que a medida vai ser adotada logo.

    Mesmo ainda em discussão, a ideia animou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Cover. Segundo ele, a mudança é muito positiva, pois reduzirá o custo de famílias que querem fazer obras em seus imóveis.

    MAIS PRAZO DE PAGAMENTO

    Ele lembrou que um dos instrumentos mais baratos para quem quer reformar um imóvel hoje é o Construcard, uma linha de financiamento da Caixa Econômica Federal com taxas de juros que variam de 19% a 25% ao ano e que pode ser paga em até 36 meses. No entanto, um financiamento habitacional tem custo médio de 12% ao ano e prazos que podem chegar a 35 anos.

    - A medida tem grande potencial. As pessoas que compram imóveis muitas vezes querem fazer reforma, mas ficam sem capital por causa dos financiamentos. Acabam deixando para depois. Muita gente iria aderir - afirmou Cover.

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    O presidente da Abramat ressaltou que metade do mercado de materiais de construção no Brasil está no varejo, ou seja, pessoas físicas que estão reformando ou construindo uma casa. Outros 28% estão na construção civil e 22%, na área de infraestrutura.

    Os técnicos do governo também afirmam que outra forma de facilitar o acesso dos mutuários a materiais de construção seria a ampliação dos prazos de pagamento para quem usa o Construcard. Uma medida em estudo pela Caixa é ampliar o tempo para quitar o empréstimo para dez ou até 20 anos.

    Dimalice Nunes, redatora publicitária de São Paulo, teve que negociar com o antigo proprietário a redução do preço de um apartamento de três quartos no bairro da Consolação que acaba de comprar. Só assim conseguirá custear a reforma que quer fazer quando receber as chaves.

    - A compra foi bem planejada e ficamos o tempo todo de olho na equação certa entre parcela, entrada e custos da reforma. O que fiz exatamente foi chorar na orelha do proprietário para reduzir o valor total do imóvel. Assim eu mantive o valor financiado, reduzindo um pouco a entrada e liberando parte desse valor para a reforma. Consegui reduzir em 4% o valor final do imóvel, que equivale a 10% da entrada que eu daria - explicou Dimalice.

    NÃO SOBRA DINHEIRO PARA REFORMA

    Mas sem um proprietário sensível a \"choros\", os compradores podem ter de recorrer a alternativas de crédito mais caras ou mesmo atrasar reformas importantes em imóveis usados adquiridos, uma vez que um financiamento costuma consumir todos os recursos disponíveis de seus mutuários. O presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Leandro Pacífico, reconhece que é comum que um comprador de imóvel fique sem fonte de crédito barato para fazer reparos necessários no imóvel que compra ou mesmo para instalar o acabamento em um novo.

    Incluir as reformas no crédito imobiliário poderia ter mudado a decisão de Andreia Moura Silva, técnica em edificações, de entrar no imóvel em janeiro deste ano, depois de casar. Ela foi obrigada a deixar a reforma do forro e a cerâmica da cozinha do apartamento no bairro de Álvaro Weyne, em Fortaleza, para depois.

    - Ele dá para morar, mas quero reformar no ano que vem, com dinheiro próprio, porque agora já ficamos bem apertados - disse Andreia, que financiou em 35 anos menos de 80% do valor do imóvel e teria, portanto, alguma margem para incluir a reforma nesse limite, se a medida já estivesse em prática.

    A ideia de incluir materiais de construção no crédito imobiliário, porém, suscita críticas entre as construtoras, uma vez que estimularia a aquisição de imóveis usados em vez de novos. Os empresários também criticam o desvio do tradicional uso de recursos da caderneta de poupança, que é vinculado à compra de imóveis pelas pessoas físicas.

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    Para José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), a inclusão de material de construção no limite de 80% para financiamento via SFH pode ser perigosa por se tratar de bens que não são facilmente acompanhados e conferidos pelo financiador, diferentemente do bem imóvel.

    - O seguro e o risco de crédito podem ir lá para as alturas, se o modelo não for bem feito - disse Martins.

    Os empréstimos para aquisição e construção de imóveis com recursos da poupança somaram R$ 63,6 bilhões entre janeiro e julho de 2014, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O número representa um crescimento de 6,7% em relação ao mesmo período no ano passado. Em unidades, foram financiados 307 mil imóveis, volume 4,9% maior que em 2013.
    Publicado por: O Globo -
  • 31/08/2014 Desburocratização na compra de imóveis pode levar dois anos
    Ainda vai levar um tempo até que a compra de um imóvel se torne mais rápida e simples. A desburocratização anunciada na semana passada - que prevê a concentração de todas as informações do imóvel numa matrícula única - não deve começar a valer antes de dois anos, já que depende da integração de bancos de dados dos cartórios. Já o aumento na concessão do crédito imobiliário depende de um reaquecimento do mercado que os analistas só esperam para médio e longo prazos.

    Mais dinheiro disponível, os bancos já têm. A possibilidade de usar em novas operações de crédito uma parcela maior dos depósitos compulsórios (agora são 60% em vez dos 50% anteriores) já está valendo. Mas, mesmo positiva, não está garantido que a liquidez seja suficiente para gerar mais negócios agora.

    - As medidas são positivas porque sinalizam para a redução de juros no futuro. Mas enquanto os valores de captação do banco estiverem altos, e a inflação no teto da meta, não haverá a redução - acredita o economista Roberto Zentgraf.

    A medida do Banco Central é a única, entre as anunciadas na semana passada, já em vigor. As mudanças divulgadas pelo Ministério da Fazenda dependem ainda da edição de duas medidas provisórias, o que, segundo fontes da pasta, deve acontecer nos próximos dias.

    Só com a edição das MPs será possível saber o tempo exato para a unificação de certidões, já que ela exige um sistema integrado de dados. Isso já começou a ser feito com a criação de um banco nacional. A informatização é essencial pois apenas assim poderiam ser feitas, por meio eletrônico, as averbações sobre pendências judiciais de imóveis e proprietários.

    A medida da Fazenda se baseia em projeto de lei que tramita no Congresso e prevê que, cabe à autoridade judicial informar ao Cartório de Registro de Imóveis qualquer decisão judicial que cause a indisponibilidade do imóvel. Nos casos que já correm na Justiça, a obrigação de fazer a averbação é do dono do imóvel que terá, para isso, até dois anos, a partir da publicação da lei.

    - É algo positivo pois traz segurança jurídica, mas bem difícil de ser implementado. Espero que o governo tenha encontrado mecanismos para isso - diz o advogado Hamilton Quirino.

    Ainda quanto ao aumento na concessão do crédito imobiliário, a expectativa do mercado é que ela aconteça, mas não imediatamente, até porque a inadimplência vem aumentando.

    - As medidas dão mais liquidez ao setor, mas, hoje, os bancos estão mais cautelosos. E ainda não deu para saber se haverá novas diretrizes - avalia o economista Gilberto Braga.

    Em comunicado, a Federação Brasileira de Bancos diz que \"quanto melhores as garantias e mais simples a sua recuperação em caso de inadimplência, maior será a disposição dos bancos para emprestar e menor será a taxa de juros\".

    A NOVA HIPOTECA, COM JUROS MENORES

    Dar o imóvel quitado como garantia para tomar um empréstimo, seja para comprar outro imóvel, seja para outra finalidade, já é permitido. Mas, a modalidade conhecida como home equity - nada mais do que a velha hipoteca - sempre teve juros altos e nada atraentes. Agora, contudo, os bancos poderão usar até 3% dos recursos captados pela poupança para esse crédito. Com isso, os juros tendem a baixar, tornando a modalidade mais vantajosa.

    Em países como os EUA, por exemplo, esse tipo de empréstimo é tão comum que foi justamente o grande número de segundas hipotecas uma das causas da crise econômica de 2008. Mas a situação era diferente. Os juros eram baixos, e o problema surgiu quando eles começaram a subir e as pessoas deixaram de pagar suas dívidas.

    Mas será que os brasileiros, mais conservadores, apostariam nessa modalidade?

    Cláudio Costa, diretor de financiamentos da imobiliária Coelho da Fonseca, acha que sim:

    - Como toda operação de crédito, essa também inclui riscos. Mas, no médio e no longo prazos, acredito que as pessoas poderão usar a modalidade para comprar uma casa de campo, um apartamento na praia.

    Uma das dificuldades é justamente a falta de familiaridade do brasileiro com a modalidade.

    - Essa medida passa pelo aculturamento do brasileiro. As pessoas precisam assimilar essa possibilidade primeiro. Mas com a redução dos juros ela pode sim se tornar mais atrativa - lembra Fábio Pacheco, da imobiliária Lopes Rio.

    Já João Paulo Matos, presidente da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ) acha que o crédito até pode ser usado para outros fins, mas não o do segundo imóvel:

    - Eu acho que é difícil as pessoas usarem um imóvel para financiar a compra de outro. Talvez, para reforma ou decoração da casa nova.

    As medidas anunciadas pelo governo incluem ainda a criação de um novo título, as letras imobiliárias, que por isentar do Imposto de Renda as aplicações superiores a dois anos, poderá atrair investidores para o mercado imobiliário.

    Além disso, haverá mudança nas regras da alienação fiduciária. Até agora, tributos e multas não pagos recaíam sobre o imóvel. Se o comprador deixasse de pagar e perdesse o imóvel, essa conta ia para o banco. Agora, a responsabilidade pelo pagamento das dívidas é do devedor. A modalidade também passa a valer para bens móveis. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 31/08/2014 Na contramão da seca
    Além do medidor individual, obrigatório em novos empreendimentos, as firmas investem em outras iniciativas sustentáveis para usar a água de forma consciente, como descarga com fluxos diferentes e as torneiras com sensores automáticos, instaladas nas áreas comuns.

    Somente a torneira, por só liberar a quantidade de água necessária, garante uma economia de 70%. Também para as áreas comuns, o reaproveitamento da água da chuva vem sendo adotado nos prédios mais antigos e também nos mais recentes.

    Em Minas Gerais, por exemplo, a Construtora Casa Mais adota ações ecológicas no Residencial Mirante do Sol, começando pelos medidores individuais de água.

    \"O medidor individual funciona como se cada morador estivesse em uma casa. Ou seja, tudo o que o cliente consome é pago somente por ele, o que gera uma consciência maior sobre o consumo\", avalia Peterson Querino, presidente da Construtora.

    Há também a descarga com caixa acoplada, com controle de volume de água, torneia com sensores automáticos e captação da água da chuva para uso na limpeza das áreas comuns enas partes verdes do prédio.

    No Rio de Janeiro, o Neolink Office, Mall & Stay, multiuso da Dominus, na Barra da Tijuca, recebeu o certificado Alta Qualidade Ambiental (Aqua), da Fundação Vanzolini, por oferecer, entre outras itens, instalação de sistema de aquecimento solar de água, bacias sanitárias com válvula de descarga de duplo fluxo, área destinada a depósito final de resíduos para triagem (reciclados/não-reciclados) e depósito específico para resíduos especiais como pilhas, baterias, óleo de cozinha usado e lâmpadas. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 31/08/2014 Presente no centenário
    Neste mês de agosto, ao completar cem anos, o Grajaú ganhou como presente a preservação. Parte do bairro se tornou Área de Proteção do Ambiente Cultural (Apac). Com isso, a região delimitada deverá manter as características arquitetônicas e paisagísticas.

    -É um bairro especial, projetado e com qualidades ambientais incríveis. Reconhecê-lo é um sinal de que a Zona Norte tem áreas fantásticas, o que não é novidade. Há uma visão deturpada de que só há qualidade na Zona Sul. Isso não é verdade. O Grajaú prova o contrário - afirma Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH).

    No mercado imobiliário, há divergências sobre o impacto:

    - (O decreto) Restringe o potencial construtivo, pois tem regras a cumprir - opina Leonardo Sdineider, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio).
    Entre as regras, estão a proibição da demolição de bens protegidos e da construção de prédios com mais de três ou quatro andares, em algumas vias.

    Para o diretor do Conselho regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ) Laudemiro Cavalcanti, a medida ó positiva:

    -Não terá mais oferta para a região. Quando não há oferta e há demanda, ela valoriza.

    Fábio Pacheco, diretor da imobiliária Lopes Rio, também aprova a mudança:

    -A Apac ordena o bairro e o protege do crescimento desorganizado.

    Em 2015, edital com regras

    O industriário Marcos Amaral, de 52 anos, vive num imóvel considerado bem preservado e deverá conservar as características arquitetônicas:

    -A Apac vem para penalizar o morador que deseja preservar as características do imóvel, mas não recebe nenhum benefício para isso.

    Washington Fajardo, no entanto, explica que, quem cuidar bem do patrimônio, receberá benefícios, além de acompanhamento técnico, caso tenha que fazer alguma modificação na moradia:

    - O imóvel, estando conservado. pode obter isenção do IPTU, além de participar do Pró-Apac, um edital para concorrer a uma ajuda financeira da prefeitura. O edital deverá ser lançado no início de 2015 e será divulgado no site do IPRH e em jornais de grande circulação.

    Presidente da Associação dos Moradores do Grajaú (Amgra), Lupércio Ramos critica a forma como a Apac foi criada:

    - A gente gostaria que o Grajaú fosse uma Apac, mas não da forma como foi feita. Não fomos consultados.
    Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
  • 27/08/2014 Praça do trem do Engenhão
    Novidade nos galpões das antigas oficinas de trem do Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio, coladinhos no Engenhão: reformados e abertos ao público. Até 2016, o prefeito Eduardo Paes pretende implementar a Praça do Trem, que, com 35 mil metros quadrados, será a maior área pública do Grande Méier. A Secretaria municipal de Obras, que começou a construção em junho passado, informa que 90 árvores serão plantadas no entorno, sem, claro, prejudicar a vista para os galpões, bens tombados como patrimônio da cidade. A iluminação com lâmpadas de led vai permitir que a Praça do Trem seja usada à noite. Vamos torcer, vamos cobrar Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
  • 26/08/2014 Imóveis fazem tudo para economizar água e luz
    O começo de tudo foi no canteiro de obras. O tapume que abraçava a futura construção anunciava que, ali, estava disponível um novo - e grande - posto de coleta de lixo reciclável para a vizinhança. Os materiais mais usados, como cimento e tinta, foram trocados por versões menos nocivas ao meio ambiente. E aos pedreiros foi oferecido banho quente e toalhas. Era 2006, e a construtora Even começava a cavar espaço no incipiente terreno da sustentabilidade.

    No ano passado, a companhia entregou as chaves de seu primeiro imóvel 100% \"verde\". Nele, as paredes e contrapiso têm isolamento acústico, os banheiros são abastecidos com água de reúso, os elevadores silenciosos, a água aquecida por placas que captam energia solar, e as escadas de emergência trazem etiquetas escritas em braile. Trata-se do True Chácara Klabin, um prédio residencial de 20 andares, em São Paulo, com apartamentos de 65 metros quadrados, e dois dormitórios. Outros 36 empreendimentos similares estão em fase de certificação. \"Desse total, devemos entregar dois neste ano e mais 12 em 2015\", diz Silvio Gava, diretor da Even.

    A bandeira com esse tipo de construção foi levantada pelo banco Real (atual Santander), em 2001, quando a instituição recebeu a primeira certificação LEED do Brasil, ao inaugurar uma agência sustentável. A unidade era diferente das demais: aproveitava a água das chuvas na limpeza dos banheiros, utilizava um sistema alternativo para o resfriamento do ambiente, e painéis fotovoltáicos para geração de energia. No início, prédios verdes estavam restritos a empresas que tinham a sustentabilidade no cartão de visitas (como a Natura) e a imóveis comerciais de altíssimo padrão, mas que agora se estendem a empreendimentos residenciais, passando por museus e até estádios de futebol.

    Metade dos 12 estádios construídos ou reformados para a Copa do Mundo no Brasil recebeu a certificação LEED: Arena Castelão (Fortaleza), Arena Fonte Nova (Salvador), Mineirão (Belo Horizonte), Arena da Amazônia (Manaus), Arena Itaipava Pernambuco (Recife) e Maracanã, no Rio. O estádio carioca se diferenciou com charme, ao oferecer 9 mil dos 70 mil assentos fabricados com plástico de garrafas PET. \"A sustentabilidade está em toda a parte na construção civil, quem não adotar vai ter dificuldade de comercializar\", diz o diz o engenheiro Luiz Henrique Ferreira, da Inovatech, consultoria em projetos sustentáveis.

    Segundo ele, todas as empresas de construção civil com capital aberto na bolsa têm pelo menos um empreendimento com certificado. Cyrela, Gafisa, Ezetec e Technisa estão entre elas. Criada em 2005, a Inovatech foi responsável por implantar o sistema de construção sustentável na Even, que conta com a certificação a Aqua de origem francesa e adaptada no Brasil pela Fundação Vanzolini, de São Paulo. Mas também tem atendido clientes diversos que podem estar ligados, ou não, ao ramo da construção civil. Um exemplo é a congregação religiosa Sekai Mahikari, de origem japonesa, que certificou seu templo em São Paulo.

    O avanço no setor aumentou a competição no mercado de certificação para a construção civil. O governo federal incentiva empresas a buscarem o selo Procel Edifica e concede, via BNDES, financiamento a juros mais baixos, por meio da Finem - linha voltada para empreendimentos como hotéis. O mínimo de recursos concedidos por esta linha é de R$ 20 milhões. \"Hoje as empresas conhecem os benefícios, como a redução de custos operacionais\", diz Daniel Brum, coordenador de sustentabilidade da Engineering, empresa de engenharia que criou a área de consultoria em sustentabilidade em 2009. A Engineering presta serviços ao Hyatt que está construindo na Barra da Tijuca, no Rio.

    As certificadoras em geral garantem o carimbo da sustentabilidade no passaporte de empresas que cumprem requisitos como eficiência energética; uso racional de água; qualidade ambiental; uso de materiais, tecnologias e recursos ambientalmente corretos, entre outras ações de menor impacto ao meio ambiente. \"A sustentabilidade é um caminho sem volta e a conscientização já está na cabeça do consumidor\", afirma Ferreira.
    Publicado por: Valor Econômico -
  • 26/08/2014 Olimpíada pode trazer melhorias estruturais
    Se não empacar no trajeto entre as pranchetas dos projetistas e a execução das obras, tudo o que está sendo pensado para a sustentabilidade dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 promete enterrar de vez a sensação de frustração com os legados dos Jogos Pan-americanos do Rio, em 2007, e a Copa do Mundo do Brasil.

    A Zona Oeste da capital fluminense, que inclui 31 bairros com mais de 3 milhões de habitantes, será abençoada com a universalização da coleta e tratamento dos esgotos sanitários, a despoluição das lagoas da região e a implantação de estruturas esportivas com certificados de gestão energética e de construção verde, além da criação de um bairro inteiro dentro dos mais modernos conceitos de planejamento e requisitos ambientais. O desafio contempla ainda a valorização do transporte público com a incorporação da BRT Transolímpica às duas linhas de ônibus de trânsito rápido já em operação e a inauguração do trecho do Metrô que liga a Zona Sul à Barra da Tijuca.

    Os esforços juntam os governos estaduais e municipais e um pool de empresas privadas. O \"Plano de Gestão da Sustentabilidade dos Jogos Rio 2016\", lançado pelo Comitê Rio 2016, contempla nove tópicos: tratamento e conservação da água, consciência ambiental, uso e gerenciamento de energia renovável, jogos neutros em carbono, qualidade do ar e transporte, proteção dos solos e ecossistemas, construção e design sustentáveis, reflorestamento, biodiversidade e cultura, compras e certificados ecológicos e gestão de lixo sólido. \"A meta não é apenas atingir níveis de excelência na organização dos jogos, mas também demonstrar liderança no estabelecimento de novos padrões de gestão da sustentabilidade em eventos no Brasil e na região vizinha\", diz o documento de 106 páginas.

    Um dos projetos principais é a construção da Vila Olímpica. O local vai abrigar as principais equipamentos esportivos da competição, a Vila dos Atletas, e também os centros de mídia e de imprensa. As construções terão elementos paisagísticos para obtenção de ambientes claros e bem ventilados que reduzem a emissão de carbono ao tornar desnecessários sistemas de iluminação artificiais.

    As novas instalações olímpicas também vão captar a água da chuva para reutilizá-la na irrigação e nos banheiros. A fachada dos três pavilhões esportivos terá estrutura de madeira laminada, de recuperação ambiental, com uma grade metálica no centro, para assegurar melhor incidência da iluminação natural e menor exposição à chuva.

    Iniciativas da Prefeitura do Rio de Janeiro também trarão benefícios como a recuperação de áreas devastadas, a revitalização de bacias fluviais e a implantação de sistema de esgotamento sanitário. No Parque Olímpico, a faixa marginal de proteção da Lagoa de Jacarepaguá será totalmente recuperada com vegetação nativa de mangue e restinga em uma parceria entre a Prefeitura do Rio e a concessionária Rio Mais, vencedora da Parceria Público-Privada para a construção das instalações olímpicas.

    A Vila dos Atletas será transformada no primeiro bairro com certificação de sustentabilidade da América Latina. O local será rebatizado de Ilha Pura depois dos jogos. Para a Olimpíada serão construídos sete condomínios, com capacidade para 15 mil pessoas. Depois serão 31 edifícios de 17 andares cada, espalhados em uma área de 800 mil m2. O novo bairro vai abrigar 50 mil pessoas - entre moradores e funcionários das torres corporativas e dos empreendimentos comerciais. É uma realização das incorporadoras Carvalho Hosken e Odebrecht Realizações Imobiliárias. O investimento inicial é de R$ 4 bilhões.

    \"Esperamos que o Ilha Pura deixe um legado para o setor da construção civil no país. O bem-estar de quem vai morar no bairro é nosso principal foco e isso deve motivar outras empresas a desenvolver projetos parecidos, até porque existe mercado para a implantação de bairros similares\", diz Maurício Cruz Lopes, diretor-geral da Ilha Pura. Os cuidados de sustentabilidade são marcas desde o início do projeto.

    O Ilha Pura é o primeiro projeto a receber a certificação LEED ND (desenvolvimento de bairros) da América Latina e o primeiro com a certificação Aqua Bairros e Loteamentos no Rio de Janeiro: aquecimento solar, telhado verde, painéis fotovoltaicos, tomadas para veículos elétricos, paisagismo com espécies nativas, central de tratamento de água, iluminação eficiente em led e elevadores capazes de gerar 60% da energia consumida. Toda a água cinza - a que vem dos chuveiros e pias de banheiros - do canteiro de obras é coletada, tratada e reusada no vestiário que abriga os 2,5 mil operários contratados e na irrigação do parque e na reposição da água dos lagos. A madeira nativa usada nas obras é certificada. Os resíduos recicláveis são enviados a cooperativas de reciclagem e os orgânicos do canteiro são transformados, por meio de compostagem, em parte do adubo que será usado no paisagismo. Publicado por: Valor Econômico -
  • 25/08/2014 Trilhos do VLT chegam ao Rio
    Acaba de chegar ao Rio o primeiro lote de trilhos do VLT (o Veículo Leve sobre Trilhos), que ligará a Zona Portuária ao Centro. O material, que pesa 819 toneladas e veio da Bélgica, corresponde a 15 quilômetros ou 25% do total. Algumas ruas já estão sendo preparadas para receber o sistema como a General Luiz Mendes de Morais, trechos da Via Binário do Porto, incluindo o Túnel da Saúde. A ideia é que o novo sistema comece a operar em 2016. Publicado por: O Globo - Gente Boa
  • 24/08/2014 Estímulo ao crédito imobiliário
    Interessados na compra da casa própria devem se preparar para uma nova modalidade de garantia de crédito. Conhecida como \' home equity\', ela já é praticada pelos bancos, porém usada para outros fins. No sistema que tem como base o imóvel quitado, uma parte dos recursos da caderneta de poupança aplicados no mercado imobiliário poderá ser usada pelos bancos.

    A expectativa é que essa alternativa possa render até R$16 bilhões em novas operações. Para o presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos, a alteração afeta positivamente o mercado.

    \"Ela abre a possibilidade de a pessoa comprar o segundo imóvel com estes recursos. Óbvio que ela deve planejar o investimento para não ficar inadimplente, correndo o risco de perder o imóvel que deu como garantia\", ressalta Vasconcelos.

    Ao mesmo tempo, quem comprar um imóvel agora vai poder ter todas as informações do bem concentradas em apenas um cartório. A medida será implementada por meio de medida provisória do governo a ser enviada ao Congresso Nacional. Entre as vantagens estão a diminuição no tempo do processo de compra e de registro do imóvel, além de evitar problemas na aquisição de unidades que têm algum tipo de processo na Justiça.

    \"As medidas vão otimizar o setor e vêm numa boa hora. Será um estímulo à demanda, principalmente na compra de imóveis usados, pois neste tipo de negócio, o interessado precisa percorrer vários cartórios\", diz Ariovaldo Rocha Filho, diretor da Brasil Brokers, comentando o pacote de credito anunciado pelo governo semana passada.

    Também foram apresentadas as Letras Imobiliárias Garantidas, modelo que vai permitir que os bancos possam emitir novo tipo de título, que será isento de Imposto de Renda, para captar mais recursos e emprestar para o financiamento de imóveis. Com este incentivo, os juros para esta modalidade poderão ficar mais acessíveis.

    Vale lembrar que nos financiamentos com recursos do FGTS e da poupança, as taxas não ultrapassam 12% ao ano. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 24/08/2014 Crescimento de 245%
    A Zona Norte do Rio ganha cada vez mais status e se consolida no mercado imobiliário. Entre 2008 e 2013, a região registrou alta expressiva de 245% no total de unidades lançadas. Ficou atrás somente da Zona Oeste, de acordo com a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ). Em 2013, foram 6.629 novas unidades, 23% a mais do que em 2012.

    No primeiro semestre deste ano, segundo a Ademi, a Zona Norte se destacou com 2.211 unidades lançadas, com expectativa de receber ainda mais empreendimentos até o fim do ano.

    A região ficou mais atraente para lançamentos residenciais e comerciais devido à implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), às obras de revitalização, investimentos em infraestrutura e à implantação dos novos modais de transporte.

    Somente a RJZ Cyrela e a Living, por exemplo, devem lançar 1.500 unidades até dezembro, nos bairros de Del Castilho, Andaraí, Penha e Irajá.

    \"Um dos exemplos é a Tijuca, que teve uma variação de 204% do primeiro semestre de 2013 em relação ao mesmo período este ano. Só entre janeiro e junho de 2014 foram lançadas 255 unidades. A região ainda ganhou mais uma estação do metrô, a Uruguai . Outro exemplo é o Méier que teve uma variação de 69% e lançou, nos seis primeiros meses deste ano, 110 novas unidades\", afirma João Paulo Rio Tinto de Matos, presidente da Ademi.

    São Cristóvão também registrou alta. Levantamento do Secovi Rio (Sindicato da Habitação) aponta que o bairro, no primeiro semestre, teve a segunda maior variação no valor do metro quadrado de imóveis residenciais para venda (6,6%), com valor de R$ 5.648 em janeiro e R$6.019 em junho. O Méier aparece com 4,9% (de R$5.047 para R$ 5.292), a Tijuca com 2,7 % (de R$ 7.175 para R$ 7.37 1) e Madureira com 1,6% (de R$ 3.224 para R$3.275).

    Condomínios no estilo Barra

    Com farta opção de comércio e de transporte, a Tijuca tem condomínios com estilo de clube, típicos da Barra. É o caso do Aquarela Carioca, da Calçada. O empreendimento terá 312 unidades e três mil metros quadrados de área de lazer, como piscinas, churrasqueiras, sauna, academia, brinquedoteca, e cinema. Já a W3 e a Legacy levam para o bairro o Family Residence.

    Outro bairro de tradição é o Méier. A Zoneng, em parceria com a Breogan, lançou o Barão de Mauá e já vendeu 85% do condomínio.

    O local abrigará novos prédios comerciais. A Rubi Engenharia terá um próximo da Rua Dias da Cruz, com 41 unidades. \"Acreditamos no potencial da região\", afirma Joana Alvim, diretora da Rubi.

    Tudo perto do shopping

    Seguindo o conceito de reunir trabalho, consumo e lazer, a RJZ Cyrela e a Monteiro Aranha vão lançar o Nobre Norte Clube Residencial, que será construído ao lado da futura expansão do Norte Shopping. O empreendimento terá lazer completo.

    Outros bairros da Zona Norte também estão em evidência. Em Del Castilho, a RJZ Cyrela, em parceria com a PDG, levou o conceito de condomínio-bairro com o Rio Parque, composto por três residenciais. Em Olaria, após vender 100% do Melody Club Residences, o Grupo Avanço Aliados tem previsão de lançar no fim de setembro mais um residencial no bairro, além de outro no Cachambi. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 24/08/2014 Como levar a sustentabilidade para dentro de casa
    Da torneira com sensor automático que funciona a bateria à cobertura em formato de onda que facilita a circulação interna do ar, melhorando as condições térmicas do interior da casa. Na Expo Arquitetura Sustentável, que acontece de terça a quinta, em São Paulo, será apresentada uma série de produtos e soluções inovadoras, já disponíveis no mercado.

    Os exemplos vão desde a aplicação desses produtos em casas-conceito à apresentação de projetos de arquitetura que serão realmente construídos. É esse o caso da \"Casa 88°\". O imóvel que será construído na Fazenda Boavista, em São Paulo, terá 600 metros quadrados e foi projetado pelo escritório Atelier O\'R para um cliente que queria ter uma casa 100% sustentável.

    - Não é possível atingir 100% de sustentabilidade. Só em construir já não está sendo sustentável. Mas, com esse projeto, procuramos minimizar o impacto negativo e maximizar o positivo - conta Patricia O\'Reilly, arquiteta e diretora do escritório.

    O nome, Casa 88°, faz uma referência a uma graduação criada por seu escritório para medir a sustentabilidade de uma edificação. A máxima seria atingida ao respeitar 88 premissas, que estão previstas nesse projeto. O conforto térmico é um deles, que, nesse caso, é facilitado pela cobertura em formato de onda sustentada por vigas de tamanhos diversos. Os pontos mais altos foram planejados para permitir a saída do ar quente, o que ajuda a diminuir os efeitos de ilha de calor no interior da casa.

    O beiral também foi projetado de forma que seja estreito o suficiente para permitir a entrada do sol do inverno, mas largo o bastante para barrar o do verão, mais intenso. E, nas áreas de laje plana, a casa tem telhado verde que também ajuda a resfriar o interior dos ambientes. Com 200m² de área descoberta, o imóvel ainda terá paisagismo com espécies nativas, além de painéis fotovoltaicos para produzir parte da energia consumida, captação de água da chuva e uso de madeira certificada.

    - Não estamos inventando a roda. Apenas fizemos uma escolha criteriosa dos materiais usados e resgatamos conceitos que já existem há muito tempo na arquitetura - conta Patricia, que fez um consórcio com outras três empresas para a construção: Gaia Construtora, Mado Janelas & Portas e Rewood Madeira Laminada.


    Já a \"Casa Aqua\" será montada na feira para apresentar, in loco, soluções que podem ser levadas para dentro de casa. A construção será toda a seco com steel frame e wood frame. A telha utilizada é feita com papelão e um produto derivado do petróleo (pouco sustentável, mas melhor que o amianto). E sua posição foi invertida para facilitar a coleta de água da chuva e aumentar a ventilação natural no interior da casa.

    O projeto prevê ainda a cogeração de energia, através de painéis fotovoltaicos e geradores eólicos. E do uso de torneiras com sensores de presença que funcionam a bateria - carregadas pela energia criada pela própria água. Além de descargas com fluxo até 25% menor.

    - Todo mundo pode ter um pouco da \"Casa Aqua\" em sua casa. Mas deve adotar a solução que for melhor para o seu caso - explica Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech, empresa responsável pela casa-conceito. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 18/08/2014 Um flâneur à frente do patrimônio municipal
    \"Solvitur ambulando\", diz, para seus botões, o personagem Augusto, protagonista do conto de Rubem Fonseca \"A arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro\". \"Solvitur ambulando\", que, em latim, significa \"caminhando se resolve\", é uma expressão que Washington Fajardo repete ao cruzar, numa quinta-feira nublada, a Praça Tiradentes. Com passadas largas, compatíveis com seu 1,84m de altura, ele avança pelas ruas antigas do Rio como um Augusto da vida real. Perambula em meio a edifícios históricos, de sebo em sebo, praticando o que João do Rio chamou de \"o mais interessante dos esportes\": a arte de flanar.

    Paulistano de 42 anos, o arquiteto e urbanista formado na UFRJ tornou-se responsável, há cinco anos, por cuidar do patrimônio municipal carioca. São 35 mil imóveis, grande parte no Centro, sob algum tipo de proteção da prefeitura. Cada licença de obra, por menor que seja, precisa de sua assinatura. Fajardo preside o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, inaugurado quando a cidade foi eleita pela Unesco, em 2012, Patrimônio Mundial por Paisagem Cultural Urbana. Sentar-se na cadeira de presidente foi, ao mesmo tempo, um passo natural e uma evolução para quem comandava uma subsecretaria dentro da pasta de Cultura. Com 60 profissionais sob seu comando, ele criou gerências e equipes técnicas responsáveis por cada zona da cidade. Mas seu peregrinar revela que o foco está mesmo no Centro.

    - O grande desafio dessa região é ter gente. Se imaginamos o Centro como um vale, existem dois núcleos populacionais nas pontas, que são a Lapa e a zona portuária. No meio, ainda há um grande vazio de habitantes. A intervenção física em um imóvel, por si só, não basta. Usar o espaço é o modo mais sustentável de preservá-lo-afirma.

    Por esse motivo, explica Fajardo, a prefeitura não mediu esforços para recuperar a Praça Tiradentes (\"Ela está no coração desse vale\", diz), tirando de lá as dezenas de pontos de ônibus que atravancavam caminhos e recuperando diversos casarões históricos, como a antiga residência de Bidu Sayão, no número 48, onde Fajardo recebeu a equipe de reportagem do GLOBO. Sede do Centro Carioca de Design, o local abriga também o Studio X, uma parceria com a Universidade de Columbia que, não fosse pela atuação de Fajardo, teria ido para São Paulo. No dia da entrevista, alunos americanos discutiam ali a arquitetura da favela Rio das Pedras.

    - É isso o que se chama no exterior de place making (\'\'criando lugar\'\', em tradução livre). Fizemos isso na Praça Tiradentes. É preciso olhar para fora, não se pode ser tímido urbanisticamente - afirma.

    A frase não deixa de ter certa graça por sair da boca de um homem tímido na vida pessoal. Ao falar, em alguns momentos, Fajardo pode parecer inseguro. Talvez por estar, como admitiu, \"aflito\" com o resultado da entrevista. Diante do pedido para que a mesma fosse em sua casa, no Humaitá, preferiu um local público. Casado há 11 anos com a também arquiteta Patricia Fendt, ele é pai de três filhos, todos frutos dessa relação - o caçula é um bebê recém-nascido. Tem também uma enteada, de 16 anos, que ele chama de filha. A prole (com exceção do mais novo, é claro) acostumou-se desde cedo aos programas adultos do pai, com visitas regulares a museus e centros culturais.

    É o estímulo que Fajardo não teve em sua própria infância. Seus pais - um bancário e uma dona de casa - formavam uma família simples em Minas Gerais até o dia em que decidiram viver em São Paulo. Quando ele tinha 10 anos, mudaram-se para Cabo Frio, onde seus pais moram até hoje. Ao mesmo tempo que o libertou (\"Antes eu só saía sozinho para dar uma volta de bicicleta no quarteirão\"), a vida em Cabo Frio não oferecia um ambiente cultural de grande destaque. Fajardo, então, passou a fazer sua própria arte. Escrevia peças de teatro na escola - esquetes inspiradas no programa \'\'TV Pirata\'\', sucesso entre 1988 e 1992 - e, principalmente, desenhava histórias em quadrinhos. Era o arquiteto começando a nascer.

    - É claro que eu lembro dele. Desenhava muito bem, estava sempre envolvido nos ambientes culturais da escola, tinha uma turma de amigos que se mantém unida até hoje. Era um menino muito alegre. Mato a saudade dele pelo Facebook, ele faz parte da nossa página de ex-alunos e, poucos anos atrás, esteve aqui. Sempre foi empenhado em fazer o melhor. Por isso, não me surpreendi quando comecei a vê-lo nos jornais - conta Elza Maria Bernardo, a Tia Elzinha do Instituto Santa Rosa, fundado por ela há 47 anos e onde Fajardo estudou dos 10 aos 16.

    O sonho de morar na capital fluminense cumpriu-se quando o então jovem de 18 anos desembarcou na Rodoviária Novo Rio. Na mochila, poucas roupas e suas melhores revistas em quadrinhos (da Marvel, de Moebius, de Hergé...). O rosto ainda sem barba, a camisa preta de banda de rock, os cabelos compridos que passavam a linha dos ombros, tudo isso Fajardo guarda num canto especial da memória: são os fragmentos de alguém que, um dia, foi ele.

    Com tios espalhados pelos bairros de Lins, Piedade e Vila Isabel, o jovem \"nerd\", como ele próprio se denomina, passava longe do Rio cor-de-rosa. Foi no subúrbio que cresceu, e disso se orgulha até hoje.

    - Mantenho o olhar estrangeiro de quem veio de fora. Aprendi a olhar o Rio do ponto de vista do subúrbio: por que preciso atravessar a cidade, perder tantas horas no trânsito, se trabalho no Centro? São coisas que não fazem sentido. A cidade é um organismo complexo - divaga.

    Fã de Steve Jobs, o arquiteto - que continua assinando projetos, entre eles a reforma do Imperator - lançou dois aplicativos para smartphone para divulgar o patrimônio municipal. Sua maior vitória, no entanto, ele considera ter sido a garantia imposta pela lei que criou o Porto Maravilha, que destina pelo menos 3% dos recursos da operação para a recuperação e valorização do patrimônio na área. Com esse dinheiro, a prefeitura já restaurou, por exemplo, os Galpões da Gamboa, o Centro Cultural José Bonifácio e a Igreja de São Francisco da Prainha.

    Hoje, Fajardo tem um sonho modesto: morar com sua família no Centro, de preferência na Praça Tiradentes. Enquanto esse dia não chega, ele caminha. \"Solvitur ambulando\'\'. Publicado por: O Globo - Caio Barretto Briso
  • 17/08/2014 Diversão sob medida no Recreio
    Os prédios com até três andares localizados entre a Avenida das Américas e a Praia do Recreio estão de cara nova. Construtoras passaram a investir ainda mais nos itens de lazer para não perder na concorrência com as empresas que estão levando condomínios-clube para a região. Embora com poucas unidades, entre dez e 12, por exemplo, a área para diversão é sob medida, contemplando crianças, jovens, adultos e idosos.

    \"As principais vantagens são privacidade - com menos pessoas compartilhando os mesmos itens -, melhor conservação e maior facilidade de administração dessas áreas\", destaca Marcelo Fróes, diretor de contas imobiliárias da agência Percepttiva.

    A Privilégio Construtora, por exemplo, vai lançar este mês no bairro o Exclusive Residence & Spa. Serão 11 unidades, oito apartamentos e três coberturas, e lazer voltado para o bem-estar e para o que será comercializado pela Champions Consultoria Imobiliária, serão oferecidos salão gourmet, espaços pizza e kids, fitness, piscina, sauna e ofurô.

    \"Embora seja um prédio pequeno, a área de lazer será digna de grandes condomínios\", afirma Aquino.

    O Grupo Avanço Aliados também investe no conceito com o Marmaris Residence, já em construção. O condomínio contará com lounge vip, um espaço com salão gourmet e espaço de jogos.

    Nos residenciais Sun Life e Varandas da Genaro, que s er ão entregues pela Li f e Construtora em outubro, também haverá espaços destinados ao lazer dos moradores, entre eles espaço gourmet, play, pranchário, bicicletário e spa.

    São mais de mil unidades no primeiro semestre

    Neste ano. Segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), a região ficou em segundo lugar na pesquisa da entidade. Foram 1.212 unidades lançadas no primeiro semestre, entre residenciais e comerciais.

    Fábio Pacheco, diretor da Lopes Rio, afirma que a região chama a atenção, pois atende as características de imóveis que o cliente deseja.

    \"É perto da praia, possui boa infraestrutura, há opções de transporte público para facilitar a mobilidade urbana (BRTs) e, agora, conta com opções de empreendimentos completos com itens de lazer e segurança. Para quem busca qualidade de vida, o Recreio é hoje a melhor opção do mercado e o principal vetor de crescimento da cidade\", garanta. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 17/08/2014 Debate para se construir uma nova cidade
    Apesar dos inúmeros problemas de nossas cidades, o otimismo de Sérgio Magalhães com o futuro é compartilhado por outros arquitetos. Para o sergipano, radicado no Rio, Ernani Freire, o congresso mundial da Uni¬ão Internacional dos Arquitetos, inclusive, joga novas luzes sobre a arquitetura brasileira:

    - Nossa arquitetura está numa fase pouco va-lorizada, é preciso colocá-la de volta no mapa.

    Já o paulista Guilherme VVisnik, professor da Universidade de São Paulo, acredita que a realização do congresso no Rio pode gerar um amadurecimento das questões urbanas no país.

    - Um evento como esse expõe a necessidade de se ter um projeto urbano. O Rio, por exemplo, passa por uma série de obras, por conta das Olimpíadas de 2016, mas tudo parece ser feito de forma apressada e pouco transparente - analisa VVisnik.

    - Fica difícil saber que cidade vai resultar de tudo o que está sendo feito.
    Afinal, vale lembrar, em 2020, quando os 15 mil arquitetos e urbanistas esperados para o Congresso aportarem por aqui, as Olimpíadas já terão acontecido há quatro anos e o projeto de revitalização do Porto já estará mais próximo da consolidação. Mas teremos mesmo atingido o ideal de cidade que queremos ser? Para Freire, para que o Rio chegue lá, é preciso levar em conta três pontos fundamentais:

    - Valorização do patrimônio, adensamento e sustentabilidade são questões que devem ser consideradas para que as cidades se tornem aquilo que elas devem ser. E são pontos que se sobrepõem de certa forma. As construções no Rio são de boa qualidade, mesmo que não se¬jam bonitas. Precisamos aproveitar essas cons¬truções para adensar mais a cidade - destaca Freire, um especialista na requalificação de imóveis antigos, responsável, por exemplo, pela revitalização da Casa Daros, em Botafogo.

    Wisnik, por sua vez, lembra outro aspecto: o da retomada do espaço público pela sociedade.

    - Até muito pouco tempo, a sociedade brasileira não via na cidade um lugar da expressão popular. E isso está ligado à falta do sentido de esfera pública, até por questões históricas. Agora, vivemos um período de mudança com defesa da mobilidade e uma busca do direito à cidade que é bastante reveladora - anima-se o professor de arquitetura e urbanismo, acrescentando que \" a sociedade começou a entender que é preciso tomar esse espaço público\"
    Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 17/08/2014 \"A arquitetura de agora valoriza o ambiente social\"
    Resesponsável pela campanha que acaba de dar ao Rio o direito de sediar o maior evento da arquitetura mundial, Sérgio Magalhães, presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), diz que a fase das construções espetaculosas mundo afora já foi superada. E que a arquitetura, agora, investe no social. O Rio foi escolhido, domingo passado, para receber o congresso da União Internacional dos Arquitetos, derrotando Paris e Melbourne.

    O que significa para o Rio e o país sediar o Congresso Mundial da União Internacional dos Arquitetos?

    O mais significativo é que durante os seis anos que precedem o evento teremos uma troca de informações e uma série de outros eventos. A arquitetura e as cidades materializam o sonho que a gente tem como sociedade, e é preciso que esses temas venham para o cotidiano da política brasileira. O Estado brasileiro não assume sua responsabilidade de organizar o território. Então, temos situações terríveis como a falta de saneamento. Quase 30% da população do Rio leva quase duas horas para ir de casa ao trabalho. Então, precisa haver uma planejamento. E um congresso como esse em que compromissos internacionais são assumidos deixa como legado a formulação de propostas importantes.

    O senhor consegue imaginar quais serão as grandes questões urbanas em 2020, quando o congresso mundial estará acontecendo?

    Tem uma questão que é vital e pouco avaliada: a ausência de serviços públicos amplos. Tem que ter iluminação, segurança pública, limpeza urbana. As pessoas acham que segurança é questão de polícia, mas de fato ela está intimamente ligada ao urbanismo. A cidade que vai crescendo desordenadamente tem mais dificuldade de iluminar todas as suas vias, de ter bons equipamentos de educação, cultura, saúde. Será uma cidade mais difícil de se manter limpa, de ter saneamento. E ter segurança também. Quando a população não tem acesso a esses serviços, a democracia se enfraquece. A dissociação entre prestação de serviço público e urbanismo é antidemocrática e antissocial. E esse deve ser o tema central. A mobilidade, por exemplo, é só um dos aspectos. Temos dificuldades na economia, na educação e vamos deixando o urbanismo de lado. A cidade é um organismo, um ser vivo, e deve ser tratada como um conjunto.

    Até lá teremos escapado do caos urbano que se anuncia? Alias, há solução para ele?

    Para pensar numa solução, tem que ter consciência do problema. E depois não deixar que esse processo continue. As cidades não crescem por natureza, crescem porque as pessoas decidem assim. Por isso, as políticas públicas não podem ser omissas. O Rio não tem planejamento há muito tempo. A grande mudança estratégica para a cidade é o Centro recuperar o seu protagonismo. Isso permitirá que Zona Norte, São Cristóvão, Benfica, Caju e o próprio Centro sejam melhor aproveitados para habitação, emprego, cultura. E aí, os serviços públicos vão poder melhorar. Agora, é importante, também, que não se permita haver expansão para áreas que passam por obras importantes, como Transoeste e Arco Metropolitano. Não tem porque ocupar áreas que estão vazias. Eventualmente, o dono do terreno pode ganhar alguma coisa, mas o resto da sociedade vai passar a vida inteira pagando por isso.

    A arquitetura que se faz hoje no mundo parece primar pelo espetacular, pelo grandioso. Como vê isso?

    As grandes estrelas já deram sua contribuição e estão se retirando para o vestiário. Essa era do espetacular, em que o edifício aparece sozinho como se no seu entorno não houvesse nada, já está superada. É uma exacerbação de um momento que talvez corresponda ao neoliberal na economia. Mas hoje isso está muito concentrado na Ásia, no Oriente Médio, em países com mais concentração de renda. Nos países desenvolvidos, o que mais interessa é ter um ambiente agradável, confortável, onde jovens, velhos, ricos, pobres, deficientes, todos possam circular bem, sem dificuldades. O pedestre é o protagonista. A arquitetura de agora valoriza o ambiente social. Nova York é um bom exemplo de cidade que investe em sistemas coletivos.

    O senhor está falando de sustentabilidade, certo? Quais as chances de termos cidades sustentáveis de fato?

    Sim. A gente sempre pensa em economia de energia e água quando fala em sustentabilidade, mas o mais importante é a vida coletiva. A qualidade essencial das cidades é justamente a possibilidade de ser o lugar do convívio, da integração. Não tenho dúvida de que as cidades podem ser mais sustentáveis. E acho que há bons exemplos no Rio: acho a Zona Sul ótima. E até mesmo Centro e Zona Norte são bons modelos. São Paulo também está fazendo um bom trabalho com o investimento em transportes de massa do Centro ao Morumbi. O problema ainda está nas periferias. O drama da cidade brasileira é a desigualdade em sintonia com esse desinteresse em fazer a cidade ser boa para todos.

    A arquitetura não está globalizada demais?

    A globalização da arquitetura sempre existiu. O que não quer dizer que não se valorizasse o regional. O modernismo pretendia ser universal. O pós-moderno reconhece o lugar. Há valores universais, mas nas últimas três décadas, há uma valorização do regional que é positiva porque estimula a diversidade. A gente quer reconhecer a beleza do outro.

    Depois do modernismo, a arquitetura brasileira perdeu a identidade?

    O modernismo brasileiro foi muito relevante para a arquitetura numa época que foi fértil também em outros terrenos: música, cultura. Mas entramos numa ditadura e isso tem reflexos importantes em diversas áreas, até porque as coisas são feitas de qualquer jeito. Aí, a inflação veio e dominou o pensamento de todo mundo. É muito difícil pensar para a frente, planejar, construir o futuro com um presente de grandes dificuldades. E logo que acaba a ditadura ainda vem a década perdida em relação a desenvolvimento e depois uma expansão que se deu rápido demais. Então, a arquitetura brasileira realmente sofreu com tudo isso.

    O que há de bom na arquitetura que se faz hoje?

    A grande obra da arquitetura brasileira nos últimos 20 anos é a incorporação das áreas pobres à cidade. O mundo inteiro reconhece esse trabalho que deu frutos até lá fora. Medelin fez um trabalho até melhor que o nosso. As UPPs mostraram que quando o estado está ausente, há terreno para a bandidagem. A arquitetura brasileira está num momento de recuperação do sentimento coletivo e da redução das desigualdades urbanas. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 11/08/2014 Parque Radical tem projeto modificado
    O Parque Radical da Lagoa será erguido no terreno da antiga Academia Estação do Corpo, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Com parte das estruturas provisórias, a área servirá como base operacional das competições de remo e canoagem de velocidade dos Jogos Olímpicos de 2016. O projeto foi alterado pela Secretaria de Conservação e Serviços Públicos para que servisse não só às olimpíadas, mas também como legado para a população carioca. Devem entrar em processo licitatório assim que for concluída a fase de orçamento. No local haverá atividades para a comunidade, como oficinas de slackline, muros de grafite, parques infantis e muros de escalada. Publicado por: O Globo - Ana Clara Otoni
  • 10/08/2014 De volta à realidade
    Fazia um ano que o advogado Pedro Paulo Heizer, de 68 anos, procurava um imóvel na Tijuca para comprar. Ele teve dificuldades de encontrar até o Mundial acabar. Com o apito final, o mercado, que vinha apresentando alta, com expectativa de lucrar no período, voltou ao normal:

    - Durante a Copa, a compra e a venda ficaram paradas, porque os proprietários colocaram para alugar por temporada. Ninguém queria vender. Isso me atrapalhou um pouco.

    Giovani Oliveira, gerente de locação da administradora Apsa, concorda:

    -Teve muita demanda por aluguel por temporada. Era uma possibilidade de aumentar o ganho.

    Segundo Giovani, o mercado hoje tem mais imóveis dis-poníveis do que tinha até o evento, o que pressionou para que houvesse acomodação e até queda nos preços. Para ele, a Copa foi um gol contra. Presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi), João Paulo de Matos, acredita, no entanto, que o placar acabou em 0 a 0:

    - Para o mercado foi indiferente. Não é momento de euforia nem de pessimismo

    Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice FipeZap, que calcula o valor do metro quadrado em 16 cidades do país todo mês, diz que o momento é de desaceleração:
    -Em geral, mesmo no Rio, a valorização está bem mais modesta. O mercado imobiliário, como qualquer outro, ope-ra em ciclos. E parece que o ciclo de alta se esgotou.

    Um levantamento feito pelo Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), a pedido do EXTRA, em sete bairros desde o ano anterior ao anúncio da Copa - em outubro de 2007 - até o fim da competição, mostra que a Tijuca chegou a valorizar 303% no período.

    \"O momento de comprar imóvel usado é agora\". Quem afirma é Gustavo Araújo, coor¬denador de vendas da administradora Apsa. O motivo é simples: com mais imóveis disponíveis, o comprador pode tentar baixar o valor do bem:

    - O mercado ficou um pouco parado. Acho que, agora, está aquecendo nova-mente. O momento de compra é este, pois dá para negociar entre 10% e 20% de desconto nos usados.
    Leonardo Schneider, vice- presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), aposta num abatimento mais modesto:

    - Acho que os proprietários estão cada vez mais abertos à negociação, porque essas vendas estão levando um pouco mais de tempo para acontecer. F., para que as pessoas possam ter mais liquidez, acabam negociando um pouco mais. Dá para baixar entre 5% e 10% do valor anunciado.

    Ele também acredita que seja um bom momento para comprar. No entanto, como os valores estão se estabilizando, lembra que o consumidor deverá considerar que não terá tanta rentabilidade como acontecia antes dos jogos. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
  • 10/08/2014 Foco no Centro
    A valorização do metro quadrado para aluguel residencial no Centro, nos primeiros seis meses do ano, foi a mais alta da cidade: 9,6%. A rentabilidade para quem aluga seu imóvel também foi destaque no semestre, com 0,58% na Lapa e 0,47% no Centro - na Zona Sul, o bairro mais rentável para os proprietários foi Copacabana, com 0,39%, segundo dados do Cenário do Mercado Imobiliário divulgados pelo Sindicato da Habitação, o Secovi-Rio. Não à toa, já há investidores internacionais vendo na região a possibilidade de ganhar dinheiro com retrofits e lançamentos residenciais.

    Um grupo de investidores argentinos comprou três imóveis em que pretende fazer retrofits para lançar apartamentos. Um deles é o Hotel Barão de Tefé, na área do Porto, que deverá ser transformado num residencial de luxo com unidades a R$ 18 mil, o metro quadrado. E um grupo imobiliário alemão está tentando licenciar uma obra na Rua Paula Matos, na descida de Santa Teresa. A intenção é construir ali 26 casas no estilo loft com 100m². Cada imóvel seria vendido a R$ 1,2 milhão.

    Salgado? Certamente. Mas há quem acredite que há, sim, mercado para absorver a novidade. Até porque, novas construções residenciais em toda a região são raras. Dados da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ) mostram que desde 2010 foram lançadas apenas 80 unidades na Lapa e outras nove em Santa Teresa.

    - Qualquer área no Centro pode ser um bom investimento. Há regiões bonitas, onde seria agradável morar e muitos empresários gostariam de lançar empreendimentos. Claro que seriam imóveis mais compactos. Mas ainda há áreas degradadas onde precisa haver uma revitalização, além de imóveis em regiões de Apacs, o que também dificulta - aponta João Paulo Matos, presidente da Ademi-RJ.

    Demanda não parece ser problema. Os preços altos na Zona Sul, de um lado, e a falta de mobilidade em toda a cidade, por outro, vêm tornando a região mais atraente a cada dia. Os investimentos feitos em algumas áreas, como a do Porto - apesar do descompasso na construção de condomínios residenciais, como o Porto Vida - também chamam atenção para a área.

    E, de fato, os imóveis vêm se valorizando. Dados do Secovi-Rio mostram que, no semestre, o preço de venda no Centro subiu 3,9%, próximo à inflação do período, de 3,7%. Aumento maior que em bairros como Ipanema (2%), Leblon (3,2%) e Tijuca (2,7%).

    - Os preços dos residenciais no Centro nunca vão se equiparar aos da Zona Sul, mas a tendência é que a diferença entre as regiões diminua, já que o Centro ainda tem força para se valorizar - diz Maria Teresa Mendonça Dias, vice-presidente financeira e de desenvolvimento do Secovi-Rio.

    A diminuição do número de ofertas é outro fator determinante. Levantamento da Sérgio Castro Imóveis, empresa com forte atuação no Centro, mostra que a taxa de vacância dos imóveis residenciais gira em torno de 2,5% na região, contra 11% dos comerciais.

    - A oferta residencial é profundamente reprimida e tem muita gente querendo - afirma Cláudio Castro, diretor comercial da empresa.

    REVISÃO EM APACS E CORREDOR CULTURAL PODE ATRAIR MAIS INVESTIMENTOS

    O Porto, aliás, é uma das áreas mais aguardadas para o desenvolvimento de imóveis residenciais. Mas o único prédio já anunciado até agora teve as obras paralisadas em junho. O Porto Vida Residencial foi projetado para ser a Vila de Árbitros e de Mídia das Olimpíadas de 2016. Com a desistência da prefeitura em usar o equipamento para este fim, no entanto, a empresa Porto 2016 Empreendimentos Imobiliários, responsável pela construção, resolveu readequar o projeto, os cronogramas de obras e seu lançamento. Ainda não se sabe quando os imóveis serão entregues.

    Enquanto o Porto não vem, outras iniciativas estão sendo tomadas para atrair a população para a região central da cidade. Uma delas é a revisão da legislação das Apacs e do Corredor Cultural que está sendo feita em conjunto pela Secretaria municipal de Urbanismo e pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.

    - O papel do poder público é provocar tanto a demanda, estimulando que haja vida cultural na região, quanto o mercado, via investimentos. Já revitalizamos a Praça Tiradentes, a Lapa e agora fazemos esse estudo - diz Washington Fajardo, presidente do instituto. - E acho que o mercado já começa a olhar para o Centro e avaliar que as intervenções que vêm sendo feitas, como malha de VLT e Porto Maravilha, vão melhorar as condições de moradia da região.

    Interesse na área não falta aos empresários do setor. A construtora PDG, por exemplo, que no passado fez o Cores da Lapa, maior exemplo do potencial de vendas da região, está no momento fazendo um retrofit comercial no antigo prédio da Slopper, na Uruguaiana, e já estuda lançamentos residenciais para o ano que vem.

    - O Centro tem vocação tanto comercial como residencial, até por conta da infraestrutura do bairro. O problema é que a legislação da região sempre dificultou, mas agora acho que isso está sendo revertido - avalia Cláudio Hermolin, diretor executivo regional da PDG Rio.

    Quem sabe não esteja aí uma chance de aumentar as ofertas na região. Os interessados em morar ali agradeceriam. Afinal, o número de imóveis disponíveis para locação, apesar de ter crescido 12,9%, fechou o primeiro semestre em apenas 45 ofertas entre Centro e Lapa. Já o número de imóveis anunciados em junho para venda na área foi de 550, segundo o Secovi-Rio, um crescimento de 29,7% desde janeiro. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 10/08/2014 De olho em Miami
    Os brasileiros, além de investir no mercado imobiliário do país, também estão com as atenções voltadas para empreendimentos no exterior. Já representam, por exemplo, 28% dos proprietários do One Thousand Museum, residencial que será construído no Centro de Miami, na Flórida (EUA). O prédio terá 62 andares, 215 metros de altura e 83 unidades.

    \"Entre os outros compradores, 24% são norte-americanos de Nova York, Los Angeles, Michigan e todo o Estado da Flórida. Do exterior, além do Brasil, 20% são investidores da Venezuela, 8% da França, 4% da Turquia, 4% do Líbano, 4% da Noruega e 8% de outros países\", diz Mayi De La Vega, fundadora e principal executiva da empresa ONE Sothebys International Realty, responsável pelas vendas.

    As metragens das unidades variam de 427 a 920 metros quadrados e os preços chegam a US$ 15 milhões (R$34 milhões). Além da cobertura duplex, podem ser um ou dois apartamentos por andar, com opções de piso ou duplex e vista para a baía de Biscayne, o oceano Atlantico e o Museum Park. O empreendimento ficará próximo às vidas cultural e financeira de Miami, museus, teatros e parques.

    O One Thousand Museum contribuirá para que o mercado local concorra com o de Nova York em termos de atenção mundial, arquitetura e preço. É a primeira torre residencial em Miami projetada por Zaha Hadid e ainda não tínhamos visto nada com o nível de atrativos e infraestrutura que esse edifício oferece\", diz De La Vega. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 08/08/2014 Palacete do fim do século XIX na Lapa vai se tornar hotel
    O grupo hoteleiro português Vila Galé comprou e está reformando um prédio do final do século XIX na Rua do Riachuelo 124, na Lapa, que abrigou o antigo Hotel Magnífico. Preservado pela Área de Proteção do Ambiente Cultural (Apac) da Cruz Vermelha desde 1992, o palacete deverá ser reaberto como hotel butique em novembro, com dois anexos no terreno de seis mil metros quadrados: um centro de convenções, com três andares e oito salas, e um prédio de 14 andares para abrigar a maior parte dos quartos dos hóspedes.

    O Vila Galé Rio será o primeiro hotel da rede na cidade. O grupo tem seis unidades no Brasil, uma delas em Angra dos Reis, e 18 em Portugal. As obras começaram em agosto do ano passado.

    De acordo com o diretor de operações do grupo Vila Galé, José Antonio Bastos, a reforma do palácio e a construção dos anexos, incluindo uma piscina e jardins, foram orçadas em R$ 100 milhões. O palácio vai abrigar a recepção do hotel, um bar, uma academia, um spa e 12 apartamentos de luxo. Os demais quartos ficarão na torre, que terá ainda um restaurante. No total, serão 292 acomodações no hotel, com classificação de quatro estrelas superior e diárias médias de R$ 450. A suíte mais cara, com 70 metros quadrados, custará R$ 800.

    ZONA SUL DESCARTADA POR PREÇO ALTO

    O diretor de operações do grupo Vila Galé, José Antonio Bastos, diz que escolheu a Lapa como primeiro endereço da rede na cidade porque identificou uma demanda por quartos de hotel na região. Mas essa foi uma segunda opção. O grupo esperava instalar sua primeira unidade carioca na Zona Sul, mas esbarrou nos preços dos imóveis:

    - O custo da Zona Sul inviabilizou um investimento até agora. Não encontramos área com preço razoável. Mas não desistimos. Enquanto isso, optamos pela melhor relação custo-benefício. O Centro precisa de hotéis. E o prédio é preservado e tem um bom terreno.

    A rede espera ter o retorno do investimento no Vila Galé Rio em um prazo de sete a 12 anos, impulsionado não só pelo turismo de lazer, mas também pelo de negócios. O diretor acredita que o hotel, com decoração dedicada à bossa nova, vá se beneficiar da proximidade com o Maracanã e o Sambódromo. Além da atratividade boêmia da Lapa, há uma boa expectativa de ocupação durante os Jogos Olímpicos, em 2016.

    - Estamos otimistas. O Rio é a porta de entrada de turismo do Brasil e tem público corporativo também, além da Olimpíada.

    LEGISLAÇÃO ANTIGA DIFICULTAVA PROJETOS

    De acordo com a Secretaria municipal de Urbanismo, a reforma e a construção dos anexos no prédio preservado foram aprovadas pelo Conselho municipal de Patrimônio e licenciadas pela secretaria no ano passado. O licenciamento, diz a secretária de Urbanismo, Maria Madalena Saint-Martin, ajudou a resolver um impasse de décadas na legislação urbanística da Rua do Riachuelo.

    Ao receber o projeto do hotel, a secretaria verificou que, apesar de o prédio ser protegido pela Apac da Cruz Vermelha, teria, ao menos em tese, que ter a fachada demolida para atender a um recuo previsto no Projeto Aprovado de Alinhamento 4.164, publicado em 1945. O PAA previa o alargamento da Rua do Riachuelo e atingiria em cheio os prédios preservados.

    O imbróglio histórico nunca havia sido corrigido. Até ontem. A SMU publicou no Diário Oficial uma resolução dispensando os prédios protegidos da rua de atenderem à legislação antiga. Publicado por: O Globo - Isabela Bastos
  • 07/08/2014 PPPs permitem ampliar ofertas de serviços
    O Brasil ainda paga um preço alto pela crise dos anos 80 e por mais de uma década perdida em investimentos em infraestrutura. Para superar gargalos em transportes, energia, comunicações e outros serviços públicos, o Estado recorreu às privatizações e às parcerias entre o poder público e o setor privado.

    Transformadas em política pública em todas as esferas da administração, as parcerias público-privadas (PPPs) permitiram acelerar os investimentos. Desde 2011, mais de 80 projetos foram assinados para concessão de serviços públicos em contratos de até 30 anos. \"As parcerias oxigenaram o mercado, colocando projetos na agenda e movimentando a cadeia de empresas de projetos e de prestação de serviços de engenharia\", diz Bruno Ramos Pereira, coordenador do PPP Brasil, portal de debate e difusão de notícias sobre as parcerias.

    Em 2013, segundo Pereira, os governos estaduais assinaram 13 contratos, elevando o total de PPPs nos Estados para 60. O sistema de parcerias para concessões foi criado por lei federal em 1995, e em 2004 uma nova lei criou as parcerias administrativas e patrocinadas.

    Os novos modelos permitem acelerar o processo de investimento, com o poder público delegando tarefas, que demandariam muito mais tempo pelo sistema convencional de licitações e contratação pública.

    Principal braço executor de políticas públicas de infraestrutura no Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu elogios em um relatório divulgado na última quinta-feira (31) pela agência de classificação de riscos Fitch Ratings.

    Para a agência, o BNDES assume o papel de agente catalisador do mercado de capitais para projetos de infraestrutura ao aperfeiçoar mecanismos de financiamento. O banco fez alterações na estrutura de seus empréstimos, promovendo maior incentivo para que emissores considerem as debêntures de infraestrutura como financiamento complementar.

    Bernardo Costa, diretor sênior do grupo de infraestrutura e project finance da Fitch no Brasil, defende que alguns elementos ainda precisam ser adaptados para que estejam alinhados às condições de uma operação de mercado de capitais. Cronogramas de amortização e gatilhos de performance mais flexíveis, após a emissão das debêntures, são elogiados como mudanças positivas, por permitirem maiores taxas de retorno aos acionistas.

    \"Sob a perspectiva do investidor de renda fixa, a Lei 12.431, que cria as debêntures de infraestrutura, prevê menor imposto de renda. Isso diminui o custo de oportunidade associado às operações de project finance\", ressalta a Fitch. A experiência de outros mercados emergentes, segundo a agência, comprova o benefício de medidas semelhantes às do BNDES.

    FGTS. Para atrair investimentos, o governo criou há seis anos o Fundo de Investimentos FI-FGTS - que usa dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

    O fundo é a maior fonte de crédito para infraestrutura do País depois do BNDES, com desembolso médio anual de R$ 3,7 bilhões. Além do conselho de gestão do FI-FGTS, a diretoria executiva da Caixa Econômica, que fornece a garantia de crédito, precisa aprovar as operações. No final de 2013, a carteira de investimentos do FI-FGTS somou R$ 29 bilhões. Para este ano, a Caixa tem sinal verde para aplicar o valor recorde de até R$ 10 bilhões. Publicado por: O Estado de São Paulo online -
  • 07/08/2014 Imóveis podem ganhar regras para avaliação de garantias
    As avaliações de garantias imobiliárias devem ganhar parâmetros claros. Atualmente há uma disparidade grande nessa área e cada instituição estabelece os seus critérios. O Banco Central está de olho nesses processos e estão sendo feitos estudos para disciplinar o mercado.

    No caso de imóveis comerciais, algumas avaliações saem por R$ 5 mil, enquanto outras custam R$ 10 mil. O avaliador recebe normalmente entre R$ 500,00 e R$ 1000,00 pelo serviço.

    Outra questão importante: quem paga essa conta é o cliente, cujos custos são antecipados, independente da garantia ser aceita ou não. Em síntese: essa operação é um tiro no escuro e o banco obtém o ganho pelo serviço.

    Na visão de alguns agentes do mercado, esse processo pode ser entendido como venda casada com o financiamento do imóvel. Alem disso, essas taxas também ampliam os custos cobrados pela instituição e dificultam o acesso ao crédito. Publicado por: O Povo online -
  • 07/08/2014 Aprovado modelo de quiosque da Lagoa
    A Comissão de Patrimônio da prefeitura acaba de aprovar o modelo dos novos quiosques do Parque do Cantagalo, na Lagoa, que é bem diferente do atual. Serão nove quiosques, que poderão ocupar até 250m² de área, terão bicicletários com capacidade mínima para oito magrelas, banheiros feminino e masculino, além de wi-fi gratuito para os clientes. O contrato de exploração - a empresa vencedora é a Fine Foods - é de 15 anos. \"Nosso plano é começar as obras este ano\", diz o secretário de concessões, Jorge Arraes. Publicado por: O Globo - Gente Boa
  • 07/08/2014 Na reta final
    Às voltas com pedidos de compra de milhares de unidades de produtos tão distintos como bolas de basquete, camas, cadeiras, lençóis e xícaras, o administrador Fernando Cotrim poderia ser confundido facilmente com um executivo responsável por abastecer o estoque de uma grande rede de lojas de departamentos. Seu escritório, no entanto, ocupa uma das salas do quartel-ge­neral da Olimpíada de 2016, na Cidade Nova, no centro da cidade. Os números astronômicos e a impressionante diversidade de itens envolvidos traduzem com fidelidade a escala e a complexidade do maior evento esportivo do planeta. Ao todo, Cotrim gastará 3 bilhões de reais para adquirir mais de 30 milhões de objetos, a imensa maioria deles a ser comprada nos próximos doze meses. O executivo também cuidará do armazém de 80 000 metros quadrados localizado em Duque de Caxias, onde tudo será guardado. De lá, os artigos serão distribuídos por diversos pontos, como a Vila dos Atletas, para equipar os 3 600 apartamentos destinados aos participantes dos Jogos. \"Foram quatro anos de planejamento para que chegássemos a este momento\", descreve Cotrim, diretor de suprimentos do Comitê Rio 2016, entidade responsável pela organização da festa esportiva. \"Temos agora pela frente uma janela de tempo apertada, em que nada pode dar errado\", diz.

    Faltando exatos 24 meses para o acendimento da pira, marcado para 5 de agosto de 2016, a maioria das obras de infraestrutura e das instalações esportivas já está em andamento. Segundo o último relatório da Autoridade Pública Olímpica (APO), divulgado na semana passada, 71% das intervenções foram iniciadas. Com isso, a organização entra na fase de preparação operacional do evento, crucial para que os dezessete dias de competições transcorram sem sobressaltos. Trata-se de uma tarefa hercúlea que envolve, além do Comitê Rio 2016, representantes das esferas governamentais, das federações esportivas, patrocinadores e empresas de comunicação. A maior dificuldade, no entanto, não é a brutal quantidade de trabalho, mas sim estabelecer uma perfeita sincronia entre membros de setores tão diferentes entre si. Um burocrata do governo, por exemplo, precisa estar alinhado ao dinamismo de técnicos que vêm da iniciativa privada. Para que tudo dê certo é necessário prever detalhes mínimos, que à primeira vista são de pouca importância. Um deles: a grama do campo de golfe que está sendo construído na Barra não pode crescer sem que haja equipamento de manutenção instalado. O descuido arruinaria a qualidade do gramado e exigiria o replantio de mudas, um desperdício de tempo e dinheiro. \"Há reuniões semanais entre os gestores e, quinzenalmente, um encontro mais aprofundado\", explica Leonardo Gryner, diretor-geral de operações do Comitê Rio 2016, que mantém uma agenda de apontamentos trimestrais com a presidente Dilma Rousseff.

    A sintonia entre os núcleos de decisão é fundamental para que atrasos como o que emperrou as obras no Complexo de Deodoro em dois anos não aconteçam mais. Na semana passada, tornou-se notória a maneira amadora como foi conduzida a despoluição da Baía de Guanabara, iniciativa de responsabilidade do governo estadual. Às vésperas da realização do primeiro evento-teste na cidade, o Campeonato Mundial de Vela, os esportistas que aqui desembarcaram deram de cara com nosso cartão-postal imundo, como de hábito. Competições como essa (outras 45 devem acontecer até 2016) têm como objetivo tanto detectar possíveis problemas quanto mostrar aos atletas quais são as condições locais. O velejador australiano Matthew Belcher, medalhista em Londres em 2012, vai lembrar, por exemplo, que pode topar com cadáveres de animais pela proa. \"Já fizemos dois treinos até agora, durante os quais encontramos muitas garrafas e sacos plásticos. Vimos até um cachorro morto\", contou ele ao jornal Folha de S.Paulo na terça-feira (29).

    Desatar o cipoal de nós deixados pela incompetência e falta de planejamento é apenas uma das atribuições extraordinárias dos funcionários envolvidos na organização dos Jogos. Nessa categoria se enquadram ainda as exigências e pressões vindas de diversos lados, particularmente dos patrocinadores, do Comitê Olímpico Internacional e das federações esportivas mundiais. Os cavalos do hipismo, por exemplo, exigem um tratamento tão especial que quase se equipara ao dispensado aos atletas. \"Quem depara pela primeira vez com a quantidade de requisitos e cuidados necessários se espanta\", explica Rodrigo Garcia, diretor de Esportes do comitê. Por duas semanas, a cidade concentrará 480 000 visitantes - na Copa a quantidade foi semelhante, com a diferença de que a passagem dos turistas se diluiu no decorrer de um mês inteiro. Para receber toda essa multidão, começa a ser recrutado em agosto um pelotão de 70 000 voluntários. A seleção desse exército será feita por cerca de 1 000 pessoas em um projeto que se estenderá por dezoito meses, envolvendo mais de 150 000 entrevistas. \"Além de setores de serviços, precisamos encontrar profissionais qualificados, como médicos, dentistas e massagistas\", conta Flávia Fontes, coordenadora do processo. \"Há requisitos realmente complicados, entre eles conseguir um voluntário fluente em xhosa\", brinca ela,referin­do-se ao dialeto su­l­-africano que está entre as línguas exigidas pelo COI.

    No momento em que todos os computadores, câmeras de TV, celulares e demais artefatos digitais forem ligados, a partir da cerimônia de abertura, o Rio passará a transmitir para o resto do mundo quase uma centena de terabytes de dados nos mais diversos formatos (imagem, áudio, voz, números e texto entre eles). É uma quantidade tão absurda que pode desestabilizar o fluxo que circula pela internet mundo afora. Para que isso não aconteça, será investido cerca de 1,4 bilhão de reais no setor de tecnologia. Uma rede de fibra óptica vai conectar todos os núcleos olímpicos, permitindo a troca segura de informações. Até o fim do ano, um cabo submarino com 17 000 quilômetros de extensão deve fazer a interligação com os Estados Unidos e países da América do Sul e Central. Também será necessário instalar dois datacenters - um, que está praticamente pronto, em São Paulo e o segundo, ainda em obras, em Guaratiba. \"Não trabalhamos com a hipótese de falhas, mas, caso aconteçam, temos um plano de emergência que prevê pontos de apoio espalhados pelo mundo\", conta Elly Resende, diretor de tecnologia.

    Com os preparativos correndo em velocidade de cruzeiro, há ainda incertezas que dão trabalho aos organizadores. A mais preocupante diz respeito ao fato de que 50% da receita que deveria vir de patrocinadores locais ainda não está garantida. É muito dinheiro, o equivalente a 1,7 bilhão de reais, quantia suficiente para deixar qualquer administrador em pânico. No comitê, esse vácuo orçamentário é tratado com relativa serenidade. \"Acredito que todas as cotas de patrocínio sejam fechadas até meados de 2015\", afirma Gryner, o diretor de operações. Segundo ele, a proximidade da abertura dos Jogos deve provocar um aumento espontâneo no interesse de investidores potenciais. \"De qualquer forma, o orçamento é elástico o suficiente para acomodar mudanças sem prejudicar o resultado final\", garante.

    Montar um evento de escala colossal como uma Olimpíada é um feito único, que raramente encontra paralelo na história de uma cidade. No caso do Rio, tivemos pelo menos a chance de experimentar uma pequena prévia do que acontecerá por aqui em 2016 com os sete jogos realizados durante a Copa do Mundo, entre eles a final. É um privilégio que nenhuma outra sede olímpica teve antes. Ciente da oportunidade que se apresentou, a Empresa Olímpica Municipal (EOM), ligada à prefeitura, destacou metade de seu corpo de funcionários para percorrer a cidade durante o Mundial e registrar o maior número possível de informações no decorrer dos trinta dias de competição, envolvendo aspectos que iam da mobilidade urbana à decoração das ruas.

    O relatório final da pesquisa, ao contrário do que prega o ditado \"errando é que se aprende\", apontou justamente os acertos como as maiores lições. Os 62 observadores da empresa indicaram, entre outros casos, o sucesso da rápida reação à chegada abrupta de centenas de automóveis e motorhomes vindos de países vizinhos, todos encaminhados para o estacionamento do Sambódromo e para o Terreirão do Samba. A iniciativa foi tão bem-vista que deve render um \"motorhomódromo\" de padrão olímpico em 2016. O gerenciamento de multidões, continuamente melhorado ao longo da Copa, também será replicado. Uma boa ideia adotada na Copa, a checagem prévia dos ingressos em um cinturão mais distante das roletas do estádio facilitou o trabalho mais minucioso dos profissionais que estavam mais próximos. A sinalização dentro e fora dos estádios e arenas terá letras maiores e maior quantidade de placas para que as pessoas percebam, já nas saídas das estações do metrô, trem e BRT, a direção em que devem seguir. É uma maneira de evitar que o fluxo não seja atravancado por quem para no caminho por não saber aonde ir. Até situações alheias à alçada da entidade, como o aumento abusivo de preços, serão alvo de ações em parceria com outros órgãos - nesse caso, a Secretaria Extraordinária de Defesa do Consumidor. \"São detalhes, mas farão toda a diferença na experiência que moradores e turistas viverão aqui\", observa Joaquim Monteiro de Carvalho, presidente da EOM.

    Não é fácil para os cariocas compreender a grandiosidade do que vai acontecer no Rio daqui a dois anos. A julgar pelo que se viu na Copa, que teve escala pequena se comparada ao que virá, a maior parte prefere simplesmente esperar para ver quando estiver tudo pronto. Os vizinhos dos principais canteiros de obras, como o Parque Olímpico da Barra e o Complexo Esportivo de Deo­doro, não têm essa opção. Os transtornos já são muito presentes, e 2016, muito distante. Foi com isso em mente que a EOM realizou, entre março e junho, uma série de reuniões com representantes de moradores dos arredores da Avenida Abelardo Bueno. O objetivo era explicar, com porta-vozes de vinte órgãos municipais, desde a origem dos Jogos até as minúcias do projeto que está empoeirando suas vidraças, incluindo os impactos positivos e negativos. Passados os encontros, o canal de diálogo continua aberto nas redes sociais, como forma de tirar dúvidas que eventualmente apareçam. A maioria delas é bem prosaica e diz respeito a trânsito, barulho, bloqueios ao tráfego e mudanças nas linhas de ônibus. \"Com os esclarecimentos, muitos moradores passaram de críticos a entusiastas dos Jogos\", conta Mariza Louven, coordenadora do programa batizado de Vizinhos Olímpicos. É bom que seja assim. Por mais que pareçam uma eternidade para quem vê de fora, dois anos passam voando para os que estão no olho do furacão. Publicado por: Veja Rio -
  • 06/08/2014 A cidade treina para as Olimpíadas
    Em dois anos, o Rio de Janeiro receberá o maior evento do planeta. Os Jogos duram menos de um mês, mas, para qualquer cidade, representam a oportunidade de transformações que começam antes e vão muito além das competições. É assim que o Rio tem organizado as primeiras Olimpíadas da América do Sul: o evento tem ajudado a tirar do papel projetos importantes que vão beneficiar o grande protagonista de 2016, a população.

    Como um atleta aplicado em dar o melhor de si, a cidade tem usado as Olimpíadas para acelerar mudanças capazes de elevar a qualidade de vida dos moradores. Em busca de superação até 2016, o Rio tem trabalhado para avançar na mobilidade, recuperar áreas degradadas, combater alagamentos, ampliar o saneamento. Desde a candidatura a sede olímpica, o princípio é de que os Jogos cariocas devem servir à cidade, como aconteceu em Barcelona, que passou por uma revolução urbanística em 1992.

    A vitória contra Tóquio, Madri e Chicago - que contam com mais infraestrutura - não foi fácil. Mas fomos escolhidos como sede justamente quando destacamos ao COI que, em nenhuma outra cidade, o poder de transformação dos Jogos seria tão grande. As nossas deficiências viraram, então, o maior ativo da candidatura. E o desafio de superá-las, o nosso maior compromisso. Por tudo isso, os Jogos Rio 2016 são os Jogos do legado. Para cada R$ 1 investido em equipamento olímpico, outros R$ 5 são para legado. São projetos viabilizados pela oportunidade do evento, mas servirão aos cariocas, e não aos atletas e às delegações.

    Os benefícios já começam a virar realidade, com obras entregues antes do evento, antecipando e ampliando o legado olímpico. O carioca já conta hoje com dois BRTs - Transoeste e Transcarioca -, que somam cem quilômetros e poderão transportar mais de meio milhão de passageiros por dia. Ainda teremos o BRT Transolímpica, o VLT do Centro, a Linha 4 do metrô. A parcela dos cariocas que passarão a usar transporte de alta capacidade dará um salto digno de recorde olímpico: de 18% para 63%.

    A engenharia financeira para viabilizar tantas entregas segue um mesmo modelo: desonerar os cofres públicos através de parcerias com o setor privado. Mais da metade dos custos foi transferida para a iniciativa privada. Em relação somente às instalações esportivas, o índice sobe para 65%. O Parque Olímpico, a Vila dos Atletas e o Campo de Golfe são exemplos de obras com pouca ou nenhuma participação de recursos públicos.

    A prioridade tem sido instalações simples e sustentáveis, mantendo, é claro, o padrão olímpico de qualidade. O nosso estádio, que terá capacidade para 60 mil espectadores, iguala a marca do estádio de Barcelona, até então o de menor capacidade nos últimos 40 anos. Já a Arena de Handebol - através do inédito conceito de Arquitetura Nômade - será transformada em quatro escolas municipais após as competições.

    Os Jogos do legado, da economia de dinheiro público e sem \"elefantes brancos\" - essa é a medalha que o Rio tem treinado para conquistar em 2016.

    Eduardo Paes é prefeito do Rio
    Publicado por: O Globo - Opinião
  • 06/08/2014 Novo terminal na Barra
    Aquele descampado no encontro das avenidas Salvador Allende e Abelardo Bueno, entre Jacarepaguá e Barra, vai ganhar um terminal de ônibus no primeiro semestre de 2015. A construção está a cargo da Secretaria municipal de Obras do Rio. O terminal terá uns cinco mil metros quadrados, capacidade para até sete ônibus de BRTe cinco ônibus normais de transporte urbano. Por ali vai passar um trecho da Transolímpica, e as vias serão duplicadas por conta disso. A prefeitura estima que 1.500 pessoas vão circular todo dia pelo terminal. Vamos torcer, vamos cobrar. Publicado por: O Globo - Ancelmo Gois
  • 05/08/2014 Mais perto da casa própria
    Quem ainda não conseguiu usar o Fundo de Garantia (FGTS) na compra da casa própria terá mais uma oportunidade. Está em discussão uma proposta para ampliar volume do FGTS na aquisição de imóveis financiados. A mudança vai contribuir para ativar a venda de residências e reduzir o déficit habitacional no país.

    Medida vai beneficiar todos os financiamentos, inclusive quem fechou contrato meses antes do aumento do teto de avaliação do imóvel

    A alteração beneficia pessoas que não conseguiram fazer uso desse o saldo do fundo na assinatura do contrato porque o valor do imóvel superava o teto existente na época. Esses mesmos interessados poderiam se enquadrar nas regras se fosse feita uma nova avaliação do imóvel, considerando o limite de R$ 750 mil, que passou a valer em setembro do ano passado. Até esse período, o valor máximo era de R$ 500 mil para avaliação dos imóveis nos quais era possível usar o FGTS e que se enquadram no Sistema Financeiro da Habitação ( SFH), que tem juros mais baixos.

    O objetivo é beneficiar principalmente quem fechou o financiamento poucos meses antes da alteração no limite de avaliação do imóvel, que, com isso, poderão usar o FGTS para abater a dívida. A medida, se aprovada, vai atingir todos os financiamentos, independentemente da data em que foram fechados.

    Esse valor se refere ao teto para São Paulo, Rio , Minas e Distrito Federal. Para os demais estados, é de R$650 mil. Hoje, só pode fazer isso quem comprou um imóvel que estava enquadrado nas regras do FGTS na data de assinatura do contrato. A proposta foi apresentada pelas centrais sindicais ao Conselho Curador do FGTS. Agora, depende da aprovação dos conselheiros, ligados ao governo e aos empregadores. Se a alteração for aprovada, os interessados poderão usar o dinheiro do Fundo também para abater prestações do consórcio imobiliário.

    \"A iniciativa é positiva, porque mais pessoas irão poder quitar o imóvel. Hoje em dia a pessoa não t em um grande valor para dar de entrada, e o FGTS ajuda\", disse o vice-presidente do SecoviRio, Leonardo Schneider.

    Um estudo da Fundação João Pinheiro, em parceria com o Ministério das Cidades, revela que o déficit habitacional cresceu 10% entre 2011 e 2012 em nove metrópoles brasileiras, monitoradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Hoje, são 1,8 milhão de famílias sem residência adequada nessas regiões. No Rio, o número dessas famílias passou de 299.649 em 2011 para 331.260 em 2012. Publicado por: O Dia - Hélio Almeida
  • 04/08/2014 As vantagens de morar em Pendotiba
    Com o preço do aluguel e da compra de imóveis até 15 % abaixo da zona sul, Pendotiba também proporciona aos moradores a proximidade com o verde e as praias da Região Oceânica de Niterói. Tantas vantagens têm atraído cada vez mais o interesse das pessoas em morar no bairro, especialmente dos que trabalham no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro - Comperj.

    Para o corretor de imóveis, Eder Souza Lima, da Monan Imóveis, o motivo do grande interesse por Pendotiba, além do preço mais em conta, está também no número de casas que ainda existem no bairro. Ele afirma ainda, que a localidade conserva um estilo de vida diferente do resto da cidade, com uma vizinhança familiar, onde a maioria das pessoas se conhece.

    \"O morador do bairro tem o privilégio de conviver com o verde da natureza, e desfrutar de maior segurança, se comparado aos outros bairros. A localização, entre o Centro e a Região Oceânica, facilita tanto o acesso ao trabalho, quanto ao lazer. Fora isso, os preços de imóveis em Pendotiba, geralmente, estão entre 10 e 15% mais baixos que os da zona sul\", destaca.

    A praticidade dos acessos aos grandes centros também é uma das principais razões pela procura por residências na região. Segundo Eder, trabalhadores e estudantes que moram no bairro se beneficiam com a grande oferta de transporte público existente.

    \"Todas as estradas de acesso estão bem pavimentadas, e a partir de Pendotiba, existem vias conservadas para o Centro de Niterói e para o Comperj, com transportes nos mais diversos horários. Existe ainda a estação de barcas em Charitas, que também é e leva as pessoas até a Praça XV, no Rio de Janeiro\", ressalta.

    A temperatura diferenciada também é um grande atrativo explica o diretor-geral da Point Imobiliária, Carlos Alberto Bandeira, que atua no mercado há 25 anos. Segundo ele, Pendotiba sempre foi um mercado com muita demanda para compra e aluguel, atraindo principalmente famílias jovens da classe média.

    \"A maior procura atualmente é por lançamentos de casas em condomínio, seguida por apartamentos. No entanto, esses novos compradores se adaptam facilmente ao bairro, e muita das vezes partem para a compra de um espaço maior\", explica.

    Moradora de Pendotiba, a auxiliar de escritório Ruth Gama, de 21 anos, descreve o bairro como tranquilo e acolhedor, com inúmeras facilidades que ajudam na sua jornada dupla de trabalho e estudo.

    \"Morar em Pendotiba facilita muito minha vida, pois eu trabalho durante o dia e estudo à noite, e quando o trânsito não está congestionado, gasto poucos minutos até o Centro da cidade. Pela facilidade de transportes, que passa a todo tempo, consigo sempre manter minha rotina, sem me atrasar ou perder aulas\", explica.

    Bruna Belizzarí, 20 anos, que é promotora de vendas, explica que mora no bairro há 15 anos, com os pais, e só encontra vantagens.

    \"Eu sou muito feliz onde moro e não pretendo me mudar daqui nem tão cedo. É próximo ao meu trabalho, seguro e próximo dos lugares que tenho hábito de frequentar\", conta Bruna.

    Investimentos - Com uma demanda crescente de moradores surge a necessidade de aumento e melhorias na infraestrutura. Nesse sentido, a Prefeitura de Niterói destaca os principais investimentos realizados em Pendotiba.

    Segundo a administração pública, em relação à segurança, a região ganhou no início do ano uma Companhia Destacada da PM, que conta com 150 policiais, que atende também as localidades do Badu, Sapê, Largo da Batalha, Maria Paula e São Francisco.

    Quanto às vias de acesso, a prefeitura afirma que a Estrada Caetano Monteiro, uma das principais vias do bairro, ganhou novo asfalto em um trecho de 2,3 quilômetros. Já na Estrada Francisco da Cruz Nunes, foi feito um alargamento da via em um trecho de 812 metros que também foi recapeado e recebeu sinalização.

    E ainda, com objetivo de reduzir o tempo dos motoristas que deixam a Região Oceânica em direção ao Centro, a administração pública implantou uma reversível na Estrada Francisco da Cruz Nunes, que funciona das 6h às 9h, de segunda a sexta-feira, em um trecho de cerca de 1,1 km.

    Quanto ao saneamento básico, segundo a prefeitura, foi iniciada também este ano a construção da rede coletora de esgoto que vai compor a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Maria Paula, com cerca de 150 quilômetros de extensão. A estação vai atender a bacia que integra as localidades de Maria Paula, Matapaca, Muriqui e Vila Progresso. Além disso, em fevereiro, em uma parceria com a concessionária Águas de Niterói, foi inaugurado um novo reservatório para atender a região de Pendotiba, com capacidade de até 3 milhões de litros de água.

    Por fim, a prefeitura informa ainda que o Largo da Batalha também recebeu o projeto Calçada Livre, que organizou do espaço público no local, com a retirada de barracas, permitindo o trânsito de pedestres e coibindo irregularidades no comércio em geral. Essa ação ganhou destaque e chegou a outros bairros da cidade de Niterói.

    O município também disponibilizou um espaço coberto aos feirantes, com toda estrutura, e já planeja um mercado para a localidade. Publicado por: O Fluminense - Ulisses Dávila
  • 04/08/2014 Redes subterrâneas das concessionárias já estão mapeadas em 90% da cidade
    A Prefeitura deu novo impulso para a conclusão do mapeamento dos subterrâneos da cidade ao publicar no Diário Oficial do município, na última segunda-feira, prazos para que as concessionárias entreguem os cadastros atualizados de suas redes. Quem não fizer isso até janeiro terá negadas licenças para obras em áreas públicas. A intenção é finalizar o Sistema de Gestão de Obras em Vias Públicas, o Geovias - um mapa digital com informações sobre as linhas das cinco principais concessionárias do município: CEG, Light, Cedae, Oi e Embratel. Com esses dados, a prefeitura espera evitar rompimento de dutos durante obras, o que costuma provocar desabastecimento de água, luz e internet e interdições no trânsito.

    As redes existentes em 90% da cidade já estão no sistema - quando entrou em operação, há oito meses, eram apenas 30%. A Zona Oeste é a área com maior carência de informações. O Centro e a Região Portuária foram mapeados. Ao custo de R$ 2 milhões - bancados pelas concessionárias -, o Geovias foi programado por uma empresa terceirizada, em parceria com o Instituto Pereira Passos (IPP). Couberam à prefeitura a unificação e a administração dos cadastros que, além de fornecerem a localização das redes, trazem informações sobre o material e o diâmetro de tubulações (mas não indicam o estado de conservação). A próxima fase é o licenciamento digital, que vai agilizar a aprovação de novas obras no Rio e evitar o desperdício de papel, pois todo o processo será digitalizado.

    - O Geovias tem duas grandes virtudes: ordenamento e conhecimento do subsolo. Na operação diária da cidade, podemos minimizar problemas de execução nas ruas. Hoje, todo licenciamento passa pelo sistema. Se for o caso, não autorizamos e propomos um novo projeto. Assim, diminuímos os problemas relacionados à operação. Há alguns anos, a obra de uma concessionária poderia acabar furando o cano de outra. Foi uma grande conquista do Rio. É a única cidade do país com todo esse inventário de subsolo - diz o secretário de Conservação, Marcus Belchior, responsável pelo sistema.

    Francisco de Assis e Jaci Vieira fazem parte de um time de oito técnicos em edificação que avaliam plantas de projetos, verificando se uma construção passa por cima ou muito perto de uma linha de gás ou eletricidade, por exemplo. A maior parte das demandas é de novas ligações das redes com consumidores, seguidos por pedidos de caixas de telefonia.

    - É uma ajuda incrível para evitar acidentes e explosões. Muitas vezes, propomos mudanças como puxar um tubo de energia de uma caixa diferente. Também há empresas que vêm antes de terminar um projeto para verificar o melhor lugar para uma instalação - conta Vieira.

    O desconhecimento sobre o subsolo ficou evidente quando, em 2011, ocorreu uma onda de explosões em bueiros. Além disso, com o Rio transformado em um gigantesco canteiro de obras - em função das intervenções de infraestrutura para receber os grandes eventos -, muitas tubulações acabaram furadas. Segundo o subsecretário municipal de Conservação, Marco Aurélio Regalo, os riscos que moram nos subterrâneos ficaram mais evidentes:

    - É um projeto que nasce da necessidade de organizar o subsolo. Quando ocorreram as explosões em bueiros, todos perceberam os riscos contidos no subsolo. Aquilo deu um valor maior ao Geovias, que já existia.

    Já Belchior garante que alguns acidentes poderiam ser evitados - como a coluna de chamas que surgiu na Avenida Abelardo Bueno, quando um retroescavadeira furou um cano da CEG, nas obras do Transcarioca, e parou o trânsito na Barra da Tijuca, em fevereiro do ano passado.

    - O Rio vai fazer 450 anos e, inacreditavelmente, a cidade não conhecia todos os operadores do subsolo. Isso é importante tanto para o ordenamento dos subterrâneos quanto para a operação da cidade. Alguns acham que é só ter wi-fi, mas não é. É ter uma base de dados e colocar inteligência sobre ela - disse o secretário.

    Antes da criação do Geovias, era muito difícil verificar a existência de estruturas enterradas, sem escavar. A Geovoxel - empresa criada na Incubadora da Coppe/UFRJ - é uma das poucas que detêm tecnologia para isso: o geo radar. O canadense Louis-Martin Losier, um dos sócios, conta que cerca de 15 empresas contrataram seus serviços de prospecção de subsolo, desde 2011, para obras. Por causa de acordos de confidencialidade não pode citar nomes, mas garante que alguns dos legados da Copa fizeram uso dos radares de solo.

    A Cedae informou que entregou o seu mapeamento à prefeitura: \"Os dados detalham os cerca de 22 mil quilômetros de redes subterrâneas\". A Prefeitura também teria recebido o detalhamento da rede da Light, como diz a empresa. Segundo a CEG, a companhia forneceu \"mapas que, além da localização, trazem características técnicas sobre a tubulação\". Já a Embratel disse que não se manifestaria por ainda \"não ter conhecimento do teor do decreto\". E a Oi informou cumpre as normas das prefeitura.

    TUBULAÇÕES AINDA DESCONHECIDAS

    O engenheiro civil Manoel Lapa, vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) do Rio, elogiou a iniciativa da prefeitura de mapear o subsolo carioca.

    - Na minha opinião, é uma medida muito boa, que chega com muitos anos de atraso. Durante décadas, obras urbanas deixaram grandes prejuízos para a população. Eu mesmo passei pela experiência de enfrentar um subsolo desconhecido. Entre 1977 e 1980, por exemplo, trabalhei nas obras do metrô no Rio e, por inúmeras vezes, tivemos que paralisar os trabalhos para remover redes e tubulações que nem as empresas concessionárias conheciam - afirma o engenheiro.

    Lapa acrescenta que houve inúmeros acidentes pelo absoluto desconhecimento sobre a localização das redes instaladas nos subterrâneos da cidade:

    - E cada acidente era um grande prejuízo para a população. Existem ainda redes antigas, acredito, que não são de conhecimento até mesmo das concessionárias. É um problema muito grave, sério. Imagina uma rede de esgoto colada a uma rede de fornecimento de água. Um acidente pode contaminar tudo rapidamente. Um risco para a saúde das pessoas.

    Na opinião de Lapa, a medida vem com atraso, mas terá muita importância:

    - Escuto essa promessa há muito tempo. É isso mesmo. A prefeitura precisa exigir que seja feito. Uma medida de muita importância para a cidade e, principalmente, para a população. Publicado por: O Globo -
  • 04/08/2014 Curvas desafiadoras
    É tão inovador o projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava para o Museu do Amanhã que a Concessionária Porto Novo decidiu contratar na Alemanha uma equipe de profissionais para ajudar a desenvolver os moldes. As estruturas, todas curvas, são o maior desafio. Depois de várias pesquisas, os engenheiros optaram por usar um compensado plastificado, mesmo material utilizado pela Nasa. Publicado por: O Globo - Gente Boa
  • 03/08/2014 Três décadas após a criação de Apac, desafio é recuperar imóveis
    Berço da cidade e lugar de onde ela começou a se expandir, o Centro e seu casario histórico completam 30 anos de preservação com planos de futuro. Primeira Área de Proteção do Ambiente Cultural (Apac) da cidade, o Corredor Cultural - regulamentado por lei em 1984 - inovou ao preservar um conjunto arquitetônico de 1.600 imóveis (que não podem ser modificados) e colocar sob tutela (ou seja, qualquer mudança precisa ter autorização prévia) 1.400 nos arredores da Lapa e das praças Quinze, da República e Tiradentes. Três décadas depois, o desafio agora é levar vitalidade a essa área de 1,3 milhão de metros quadrados, onde o fervilhar dos dias úteis contrasta com o esvaziamento dos fins de semana.

    A prefeitura estuda fazer modificações na legislação para viabilizar a construção de imóveis residenciais em 12 terrenos vazios da região. Eles serviriam como indutores do uso misto da área, hoje fortemente ocupada pelo comércio e pelo setor de serviços. O prefeito Eduardo Paes não descarta ainda a adoção no Centro dos mesmos incentivos fiscais criados para a conversão de imóveis antigos em moradias na Apac de Saúde, Gamboa e Santo Cristo (Sagas). A lei dá isenção de IPTU, ISS e ITBI a projetos residenciais nesses bairros e no Porto. Hoje, os imóveis conservados do Corredor Cultural já têm isenção de IPTU.

    - Estamos fazendo uma experiência, um laboratório em Sagas. Com uma expectativa muito boa de resultado. Se der certo, podemos, sim, replicar no Corredor Cultural - diz Paes.

    O casario, que sente o peso dos anos, é alvo de outra iniciativa de revitalização: o investimento na restauração. Este mês, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade lança mais um edital do Programa de Apoio à Conservação do Patrimônio Cultural (Pro-Apac), destinando R$ 4,4 milhões a projetos no Centro e nas Apacs próximas, de Santa Teresa e Sagas. O presidente do instituto, Washington Fajardo, aposta no avanço do Pro-Apac como linha de crédito permanente. No Centro, ele ajudaria a contornar problemas de conservação e eliminar uma lógica perversa: o espaço acima das lojas costuma ser usado como depósito, ficando relegado ao esquecimento.

    As alterações na legislação urbanística não mexeriam nos imóveis preservados. Mas permitiriam a flexibilização de gabarito das áreas vazias, que estão sendo analisadas por técnicos do instituto e das secretarias de Urbanismo e Habitação. O estudo pode virar projeto de lei.

    - O grande desafio atual da Apac é convencer os proprietários de que os prédios devem ser restaurados e podem, sim, ter ocupação mista, com o comércio convivendo com moradias. A ideia é incentivar mais pessoas a morarem no Centro - acrescenta Fajardo.

    CORREDOR CULTURAL EXIGIU 4 ANOS DE DEBATES

    O estudo de ocupação dos terrenos vazios surge 20 anos depois da lei 2.236, que voltou a permitir residências no Centro. Antes disso, o uso era restrito a comércio e serviços. Segundo a secretária municipal de Urbanismo, Maria Madalena Sain\'t Martin, a retomada dos licenciamentos demorou quase uma década para ocorrer. Desde 2005, foram licenciadas 2.913 unidades habitacionais no Corredor Cultural. Mas os núcleos residenciais estão mais concentrados às suas margens, como em parte da Lapa:

    - Durante muitos anos, não era permitido morar no segundo andar de um sobrado da Saara, por exemplo. A lei de 94 reverteu esse quadro. Hoje, a mistura de usos comercial e residencial é permitida. E é o que torna um bairro vivo.

    Primeira iniciativa de preservação de conjuntos arquitetônicos - até então, a tônica no Rio era proteger prédios isoladamente, por sua arquitetura notável ou seu valor histórico -, o Corredor Cultural exigiu quatro anos de discussões. Um conselho de notáveis, entre eles os escritores Rubem Fonseca e Nélida Piñon, ajudou a formatar a lei. A criação da primeira Apac é contemporânea da fundação dos órgãos de patrimônio do município, num momento fértil de debate sobre preservação da memória e de manifestações da sociedade civil.

    Funcionária da prefeitura há 35 anos, Maria Madalena conta que o Corredor Cultural foi o ápice dessa discussão por preservação. Ele cancelou oito projetos que previam a abertura de novas avenidas e a construção de prédios no Centro. Outros 25 planos, alguns ainda da época do Distrito Federal, foram modificados. Se tivessem sido executados, provocariam uma mudança drástica no Centro.

    Um deles previa a abertura de uma avenida de 70 metros de largura, batizada de Norte-Sul, ligando o Aterro do Flamengo à Zona Portuária e rasgando as imediações da Praça Tiradentes. Ela colocaria abaixo joias da arquitetura como o Real Gabinete Português de Leitura e o prédio da UFRJ do Largo de São Francisco, além do Colégio Pedro II na Avenida Marechal Floriano. Outros dois projetos previam a abertura de ruas amplas e a construção de prédios de dez a 30 andares na Saara. Os edifícios mais altos nessa região, diz a secretária, são remanescentes desses anos que antecederam a Apac:

    - Eram grandes projetos viários que demoliam quarteirões inteiros. Isso fomentou uma discussão popular muito grande - diz Maria Madalena.

    DEMOLIÇÃO DO MONROE CAUSOU PROTESTOS

    Ex-subprefeito do Centro, coordenador do grupo de trabalho do Corredor Cultural, o arquiteto Augusto Ivan lembra que o contexto da luta por preservação contaminou positivamente técnicos da prefeitura, que começaram a discutir instrumentos para proteger a memória do Rio. A demolição do Palácio Monroe, em 1978, diz ele, serviu como catalisador, ao suscitar um sentimento de insatisfação.

    - Até então, os tombamentos protegiam palácios, conventos, igrejas e teatros. O casario do Centro não era de uma arquitetura ímpar, mas tinha valor como conjunto. A legislação era muito permissiva. O prédio da Candido Mendes de 40 andares, ao lado da Igreja do Carmo, seria impensável hoje. Publicado por: O Globo - Isabela Bastos
  • 03/08/2014 O valor do poder de ir e vir
    Quem mora num raio de um quilômetro ou leva dez minutos de caminhada até uma estação do BRT Transcarioca pode esperar. Até o fim do ano, o valor de seu imóvel deverá se valorizar entre 15% e 20%.

    - Estamos acompanhando pelo Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), até porque o BRT começou a rodar agora. Mas, com certeza, haverá um aumento nos preços dos imóveis - afirma Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio.

    Na comparação dos valores médios do metro quadrado de apartamentos de um a quatro quartos para a venda, os bairros no entorno do BRT tiveram uma alta significativa entre julho de 2013 e julho de 1014. É o caso, principalmente, de Vicente de Carvalho (16,8%), Olaria (14,6%) e Ilha do Governador (13,8%), onde a valorização dos imóveis representou mais do que o dobro da média na cidade (6,4%):

    - Esses bairros são o miolo da Zona Norte, onde sair e entrar é complicado. Quando se reduz o tempo de viagem, a procura e os preços de imóveis são afetados. O anúncio da implantação e a construção influenciaram a alta generalizada - afirma Leonardo.

    Para Claudio Hermolin, vice-presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), o investimento em mobilidade dará retorno positivo aos moradores, assim que todas as estações estiverem prontas e interligadas com o metrô:

    - Historicamente percebemos a valorização de imóveis acima da média quando estão perto de estações de metrô e de BRT. Vira um benefício para o morador porque ele tem mais acessos ao bairro. Agora é um bom momento para comprar imóvel nessas regiões.

    O auxiliar de depósito Antonio dos Santos, de 29 anos, diz que a vida ficou mais prática:

    - O lado bom é que os BRTs são mais rápidos do que os ônibus comuns, porque não pegam engarrafamento. E eles levam a lugares mais distantes. Antes, tínhamos que pegar mais de um ônibus.

    Síndica do Residencial Vicente de Carvalho, a corretora Sônia de Oliveira, de 45 anos, aposta na valorização de seu imóvel até o fim das obras:

    - Hoje, ele já está em R$ 290 mil, mas, quando tudo estiver pronto, deve passar de R$ 300 mil.
    Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
  • 03/08/2014 Um protótipo de casa modular e replicável
    O desafio proposto pela startup de construção Bim.bon ao lançar um concurso de arquitetura no início deste ano era a criação de uma casa de, no máximo, 10m x 10m, mas que pudesse crescer - para abrigar novos usos ou moradores - e ser replicada, formando uma vila ou condomínio, se necessário. Pois entre os dias 6 e 9, quem for a Feira Minascon, em Belo Horizonte, poderá visitar o protótipo do projeto vencedor, criado pelo arquiteto Carlos Alberto Maciel.

    Sua \"Casa 333\" consiste em módulos quadrados de 2,80m - de largura, profundidade e altura -, que têm nas laterais a parte hidrossanitária pensada para abrigar as áreas molhadas de uma casa: cozinha e banheiro. Assim, os módulos podem abrigar, internamente, ambientes variados como salas, quartos, escritórios, de acordo com a necessidade. Uma flexibilidade que permitiria que esse modelo pudesse, inclusive, ter usos não residenciais, mesmo sem passar por qualquer reforma.

    - O maior desafio em projetar uma casa com essas dimensões é equilibrar os ambientes que não precisam ser determinados, como salas e quartos, com as áreas de mais infraestrutura predial, como os sanitários, a cozinha e as partes de circulação. Por isso, a solução modular com espaços que dão maior liberdade ao usuário, já que podem abrigar diferentes ambientes, multiplicando, inclusive, as possibilidades para usos não residenciais - diz Maciel.

    UM QUINTAL NA LAJE

    A casa proposta tem apenas um pavimento, mas uma escada lateral permitiria o acesso à cobertura, que poderia ser utilizada como uma varanda, retomando uma tradição brasileira: o uso da laje que, nesse caso, funcionaria como um quintal - espaço antes comum nas casas tipicamente brasileiras, mas que perdeu lugar por conta da grande densidade das cidades. Mas a laje oferece ainda uma segunda possibilidade: a do crescimento, nesse caso, vertical.

    É que futuramente poderia ser construído ali um segundo andar, atendendo à proposta de replicação do prêmio.

    - Esse segundo andar poderia ser, inclusive, uma nova casa independente, já que o acesso é externo e independente - reforça o arquiteto.

    Outra grande vantagem é que a casa será feita apenas com estruturas metálicas, o que permite uma construção limpa e rápida. O protótipo que será montado em Minas, por exemplo, deve ficar pronto em apenas cinco horas, já que as estruturas, industrializadas, chegam prontas ao canteiro de obras e só precisam ser montadas.

    - A lógica modular permite conciliar industrialização, redução de resíduos e agilidade construtiva. E, nesse caso especificamente, em que foi criado um sistema, mais que um projeto, a comercialização poderia ser em formato de kits que atendessem às necessidades de cada cliente - imagina Maciel.

    O arquiteto destaca ainda que, ao seguir esses preceitos, cria-se um projeto de baixo impacto ambiental, que gera menos resíduos durante a construção, ao mesmo tempo que garante uma durabilidade maior, já que a própria estrutura prevê a variedade de usos. Assim, embora não haja previsão para sistemas de coleta de água, tratamento de esgoto ou economia de energia, a \"Casa 333\" atenderia inclusive a questões de sustentabilidade. Publicado por: O Globo -
  • 02/08/2014 O legado já chegou
    A região da Barra da Tijuca já começa a usufruir das melhorias originadas pela realização dos Jogos Olímpicos de 2016 para o Rio de Janeiro. Investimentos em infra- estrutura, projetos imobiliários, empreendimentos comerciais e melhorias urbanísticas estão dando um novo impulso à região que, nas últimas décadas, vem norteando o crescimento da cidade.

    São quase R$ 15 bilhões aplicados pelo setor público em parceria com grupos privados em mobilidade, saneamento, energia elétrica e instalações esportivas. A conta não inclui os investimentos em unidades residenciais e comerciais, nem em projetos de lajes corporativas, que ainda têm espaço e perspectivas de desenvolvimento acelerado. No primeiro semestre de 2014, a Barra registrou crescimento de 117% no lançamento de novas unidades comerciais e residenciais, em comparação a igual período de 2013, segundo pesquisa da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).

    Levantamento do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil e da consultoria Hotellnvest revela que a Barra concentra a maioria dos novos hotéis da cidade. São nada menos de 14 dos 25 que já foram inaugurados desde 2012 e ainda abrirão as portas até dezembro de 2015. Em número de quartos, serão mais 3.720 unidades. A mais nova cadeia a aportar na região é da bandeira Hilton, que constrói um cinco estrelas com 300 quartos.

    A cada ano um novo shopping chega à região. Em 2012 foi o Village Mall, primeiro shopping de luxo do Rio. No ano passado, o Shopping Metropolitano. Este ano, o Américas Shopping. As obras do Velódromo Olímpico, instalação permanente que será um dos principais polos de competição do Parque Olímpico durante as Olimpíadas de 2016, já começaram. Ao fim dos Jogos, a instalação fará parte do Centro Olímpico de Treinamento (COT), principal legado esportivo do País, voltado para atletas de alto rendimento. Ao todo, o Parque Olímpico abrigará 12 instalações. Recursos da União serão destinados a quatro delas, Centro de Tênis, Centro Aquático, Arena de Handebol e o próprio Velódromo.

    O Parque Olímpico, por sua vez, dará origem a um novo bairro. O projeto prevê que, até 2030, equipamentos esportivos e novos empreendimentos formarão um bairro residencial sustentável, de tamanho pouco maior que o Leme, na Zona Sul do Rio, que contará com novos componentes de eficiência energética sustentabilidade, acessibilidade e mobilidade, uma vez que será atendido por duas das novas linhas do BRT: Transcarioca e Transolímpica.

    Vários equipamentos, como a Arena de Handebol, concebidos com base no conceito de arquitetura nômade, serão reaproveitados posteriormente. Depois dei desmontada, a Arena dará lugar a quatro escolas municipais.

    Já estruturas permanentes como o Centro de Tênis estão sendo desenvolvi das de acordo com parâmetros internacionais e terão a certificação LEED (Leadership in Energy and Environment Desing), para garantir a redução dos impactos ambientais no design, construção ei operação de edificações. Publicado por: O Globo - Especial Cidade Sustentável
  • 01/08/2014 Casas têm atraído mais compradores
    De olho no público que gosta da idéia de viver em casas, o mercado imobiliário tem investido em empreendimentos deste tipo, oferecendo toda a infra-estrutura e segurança dos condomínios fechados. É o caso da construtora Vitale, que entrega ainda este ano o Vivant Residencial, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

    \"Campo Grande ainda tem um público que quer permanecer em casas, mas que ao mesmo tempo deseja a segurança e o conforto dos condomínios\", diz Eduardo Paiva, diretor da Vitale.

    Localizado em um terreno - totalmente fechado - de mais de 10 mil m2, o empreendimento está sendo construído em uma rua também fechada com portão eletrônico e ainda contará com monitoramento por circuito interno de TV e segurança 24 horas. Ao todo, são 87 unidades - entre casas de 3 e 2 quartos dúplex com churrasqueira e quintal ou casas lineares. As unidades, que tem preço a partir de R$ 229 mil, podem ser financiadas em até 420 meses pela Caixa.

    De acordo com Paiva, ao compararmos uma casa com apartamento temos algumas vantagens competitivas. \"A área construída das casas de 2 e 3 quartos do Vivant Residencial, por exemplo, é semelhante a dos apartamentos de mesma tipologia oferecidos no mercado hoje. A diferença é que a casa agrega a área de terreno no entorno imediato da construção (quintal), que possibilita área de lazer exclusiva para os moradores da residência (a maioria com churrasqueira e algumas com piscina)\", explica Paiva.

    E para quem quiser conferir como será a futura moradia, a Vitale montou uma casa modelo aberta a visitação. \"Queremos proporcionar ao cliente uma experiência real na hora de escolher o seu imóvel. A casa modelo foi erguida no mesmo local em que será entregue. Nossa ideia é que as pessoas possam conferir o espaço e a distribuição dos cômodos da unidade, bem como os tipos de acabamento que serão oferecidos\", explica Paiva.

    Entre outras vantagens, o diretor cita que todas as unidades possuem vaga de garagem e a área de lazer completa do condomínio, que inclui quadra de futebol, quadra de areia, salão de festas, churrasqueiras, forno de pizza, playground, piscina adulto e piscina infantil. Publicado por: Monitor Mercantil -
  • 01/08/2014 Pacote de obras da prefeitura promete dar cara nova ao Túnel Rebouças em um ano e meio
    O Túnel Rebouças, por onde passam cerca de 190 mil veículos por dia, será repaginado e ficará com cara nova em um ano e meio. Carlos Dantas, da Coordenadoria Geral de Projetos da Secretaria municipal de Obras, disse, nesta quinta-feira, que, além da modernização, a obra visa a tirar o que ele chamou de \"aspecto de caverna\'\' da via.

    - As pessoas, quando passam pelo túnel, querem logo sair por causa do aspecto do interior. Além de dar maior segurança, queremos oferecer maior conforto para os usuários - disse Dantas.

    Os serviços de revitalização do Túnel Rebouças, aberto em 1967, serão contratados pela Secretaria municipal de Obras. A concorrência está marcada para o dia 4 de setembro.

    O principal ponto de ação será o combate aos danos causados pela poluição e as infiltrações nas abóbodas, que receberão novo sistema de drenagem e impermeabilização. Também serão feitas nova pintura e a desobstrução de canaletas. O investimento previsto é de R$ 63,3 milhões.

    Constam ainda no projeto a fresagem e a substituição de todo o pavimento da galeria Rio Comprido-Cosme Velho e melhorias na iluminação com a instalação de LEDs. As paredes vão ser revestidas com placas de concreto e ganharão pintura especial para aumentar a claridade. Uma nova sinalização será instalada, e o túnel receberá tinta antipichação.

    A repaginada no Rebouças chegou a ser anunciada em 2010 pelo prefeito Eduardo Paes, o que seria a maior reforma desde a sua inauguração. Mas a obra, na época, não chegou a ser feita. Publicado por: O Globo -
  • 31/07/2014 Antiquidades do Porto
    A Prefeitura está procurando uma empresa para fazer a conservação do acervo arqueológico encontrado durante as obras do Porto Maravilha. O edital gira em torno de R$ 1,1 milhão e a abertura dos envelopes com as propostas será no dia 6 de agosto. A lista de objetos achados contém diversos tipos de materiais como, por exemplo, peças de cerâmica.

    A licitação faz parte de um acordo entre o IPHAN, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade e a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto. O objetivo é preservar o patrimônio arqueológico encontrado na área. Publicado por: Jornal do Commercio - Marcia Peltier
  • 30/07/2014 Imóveis antigos continuam atraentes
    Apesar da grande oferta de imóveis novos no mercado, os antigos têm lá os seus encantos e mantêm um bom ritmo de vendas. Nos últimos doze meses até maio, mais de 34% dos apartamentos residenciais usados vendidos em Curitiba tinham mais de 20 anos de construção. O dado é do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR).

    Entre as kitinetes, quase 70% dos imóveis comercializados foram construídos há mais de duas décadas. Nos apartamentos de três quarto - considerados o sonho de consumo dos curitibanos -, o número de unidades que já atingiram a \'maioridade\' corresponde a 37% dos imóveis vendidos no período.

    A localização privilegiada é um dos aspectos que justificam a procura por este tipo de imóvel. Geralmente, os prédios foram construídos no Centro ou nos bairros que cercam a região central, como Água Verde e Batel, explica Luciano Tomazini, vice-presidente de vendas do Secovi-PR. \"A falta de lotes nestas regiões faz com que quem deseja morar nesses bairros opte pelos imóveis antigos\", diz.

    Foi o que fez o casal Ana Maria dos Santos e David Queiroz de Sant\'Ana. A facilidade de se locomover a pé para realizar as tarefas do dia a dia era um dos primeiros itens da lista quando decidiram deixar o apartamento localizado no Vista Alegre e adquirir o novo imóvel, com cerca de 40 anos, no Alto da Glória. \"Agora, poderemos ir andando para o trabalho\", dizem.

    O preço mais em conta é outro destaque. Sidney Axelrud, sócio-proprietário da Cibraco Imóveis, conta que um apartamento usado com alguns anos de construção custa, em média, 20% menos do que um novo localizado na mesma região. \"O cliente compra mais m² privativo pelo mesmo valor\", acrescenta Tomazini. O resultado são apartamentos amplos, com pé-direito mais alto e plantas privativas que facilmente ultrapassam os 100 m².

    VALORIZAÇÃO Ao contrário do que se pode imaginar, a idade não é o principal fator na determinação do preço de um imóvel. Marcelo Freitas, corretor de imóveis e diretor financeiro do Sindicato dos Corretores de Imóveis no Estado do Paraná (Sindimóveis), explica que a localização e a qualidade do apartamento têm mais peso nessa conta. \"Uma unidade antiga reformada e em boa localização consegue ter mais liquidez no mercado\", afirma.

    Segundo Freitas, a idade geralmente começa a pesar após os 30, 40 anos de construção, quando novos projetos e conceitos começam a depreciar o valor do imóvel antigo, principalmente se ele não foi bem conservado. \"Um apartamento bom num prédio mal cuidado é outro ponto que merece atenção. O hall e a fachada são os cartões de visita da moradia, por isso a qualidade do edifício também tem reflexos no preço do imóvel\", explica.

    CHARME DOS ANTIGOS VAI ALÉM DA LOCALIZAÇÃO, PREÇO E METRAGEM Localização, preço e metragens superiores são os principais destaques dos imóveis antigos. Mas não são os únicos. Construídos há mais de vinte anos, muitos empreendimentos carregam também a assinatura de nomes conhecidos da arquitetura curitibana e brasileira, o que traz charme aos espaços e pode ser um fator de motivação para a compra.

    O arquiteto David Queiroz de Sant\'Ana conta que a esposa, Ana Maria dos Santos, ficou entusiasmada ao saber que o apartamento que adquiriram tem a assinatura de Roberto Gandolfi , um dos nomes da arquitetura modernista de Curitiba.

    A arquiteta Andressa Haratz, sócia do escritório Creatio Arquitetura, explica que esses traços podem ser destacados durante a reforma do apartamento, de forma a resgatar a memória do imóvel e manter a originalidade do projeto. \"Independente de ser de um arquiteto específico ou de uma época interessante, seguir esse padrão em alguns detalhes do apartamento é importante para conservar suas características e valorizá-lo\", afirma. Publicado por: Gazeta do Povo -
  • 30/07/2014 O luxo mora ao lado
    A caminho do café da manhã ou de uma sessão de massagem no sofisticado spa localizado no subsolo do hotel Sofitel Carrasco, no centro histórico de Montevidéu, a capital do Uruguai, os hóspedes passam pelo lobby de decoração suntuosa. O que chama a atenção não é apenas o piso ou as colunas de mármore, os vitrais coloridos ou os móveis no melhor estilo belle époque, mas os restauradores ali instalados. Dois homens e uma mulher trabalham com suas espátulas nos detalhes em relevo das paredes que mais lembram as de um castelo francês, muitas vezes até com acabamento em folhas de ouro de 18 ou 22 quilates.

    \"É como se fosse a Catedral de Notre-Dame, em Paris\", diz Mario Leite, brasileiro responsável pela gerência do hotel, que contratou sete restauradores como profissionais fixos do estabelecimento. \"A restauração não para nunca.\" As duas suítes imperiais, cada uma com 200 m² de espaço interno e 185 m² de terraço, não saem por menos de US$ 10 mil a diária e estavam ocupadas durante a visita da DINHEIRO ao hotel. Localizado no bairro de Carrasco, famoso por seus casarões e galerias de arte, e às margens do Rio da Prata, o hotel leva a bandeira Sofitel, uma rede hoteleira de alto padrão pertencente à francesa Accor, uma das gigantes do setor, com faturamento anual superior a US$ 7 bilhões.

    Inaugurado em 1921, o empreendimento teve seu apogeu entre as décadas de 1930 e 1970, até sofrer lentamente uma deterioração e ser fechado em 1997. Antes disso, hospedara personalidades ilustres, como o cientista Albert Einstein e o poeta espanhol Federico García Lorca. Sua história se assemelha à do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Os dois hotéis foram construídos e viveram seus melhores momentos praticamente na mesma época, além de terem sido proclamados como parte do patrimônio histórico de seus respectivos países.

    No entanto, diferentemente da hospedaria carioca, que foi revitalizada no início dos anos 1990, o Casino Carrasco só voltou à boa forma em 2013, quase quatro anos depois que a Sofitel ganhou a licitação para assumir a operação hoteleira. A reforma, que teve início em 2009, mobilizou mais de 100 especialistas em restauração e 600 artesãos. O trabalho, comandado pelo arquiteto argentino Francisco López Bustos, teve um custo estimado em US$ 70 milhões e contou até com a ajuda dos moradores da vizinhança, que mostravam com depoimentos ou fotos guardadas nos álbuns de família como era o interior do prédio em sua época de ouro.

    Os brasileiros parecem ter gostado do resultado. Basta cruzar o saguão do hotel ou as máquinas de jogos de azar do colorido cassino 24 horas lá instalado para ouvir o português por todos os cantos. O gerente Leite conta que hoje eles representam pelo menos um terço dos visitantes, à frente de argentinos, chilenos, europeus e americanos. A mesma situação se repete por todos os destinos turísticos do Uruguai, como Colonia del Sacramento, Punta del Este e até o intocado balneário de Cabo Polônio, que não conta sequer com luz elétrica, preferido por hippies e mochileiros.

    De acordo com dados do governo do presidente José Mujica, o turismo no país corresponde a 13% do PIB, mas a expectativa é que fique entre 18% e 20% nos próximos dois anos. Muito disso se deve, é claro, aos brasileiros, que não apenas aumentaram a sua presença no turismo do Uruguai, como também cobriram a ausência dos argentinos, que deixaram de visitar o país com tanta frequência em decorrência da crise econômica sofrida do outro lado do Rio da Prata e agravada nos últimos dois anos.

    Antes da restauração do Casino Carrasco, a capital uruguaia só contava com o Sheraton como opção de rede hoteleira internacional e era vista apenas como local de passagem de turistas, que optavam pela grande atração do país, a luxuosa Punta del Este, com seu icônico Conrad Resort & Casino (US$ 230 a diária por pessoa). \"O Sofitel mudou a cara do turismo de alto padrão em Montevidéu\", afirma Leite. \"Tanto é que, depois da nossa chegada, outras redes de peso, como Hilton, Marriott e Hyatt, estão vindo para cá.\" Quem deve se hospedar por lá em breve é a presidenta Dilma Rousseff e outros 11 chefes de Estado que visitarão a cidade para o encontro da União das Nações Sul-Americanas (Unasur), que acontecerá em agosto deste ano.
    Publicado por: IstoÉ Dinheiro -
  • 28/07/2014 Fechamento de varandas é vetado
    O prefeito Eduardo Paes vetou, na última quinta, o projeto de lei 10A/2005, que permitiria o envidraçamento de varandas na cidade, com exceção da Zona Sul. Com isso, o projeto volta pra a Câmara dos Vereadores, que pode aceitar a decisão do prefeito ou derrubá-la. Na segunda hipótese, a lei é sancionada e entra em vigor imediatamente. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 28/07/2014 Um projeto para transformar a Moreira César numa Oscar Freire
    Publicado por: 0 - 0
  • 27/07/2014 Estabilidade no primeiro semestre
    O mercado imobiliário permaneceu estável no primeiro semestre, segundo dados da Ademi-RJ. De janeiro a junho, o crescimento foi de 1%, comparado ao mesmo período de 2013. O destaque foi para o segmento comercial, que cresceu 43% nos seis primeiros meses do ano, comparado ao ano passado. Na variação do total de unidades lançadas, a Tijuca lidera com 204%. Foram 255 este ano, contra 84 no mesmo período de 2013.

    A implantação das Unidades de Polícia Pacificadora e a inauguração da Estação do metrô Uruguai são alguns fatores que explicam a alta.

    O Centro também registrou crescimento (140%). No total, 26 bairros tiveram lançamentos nos seis primeiros meses do ano. \"Nossa expectativa de crescimento para o ano todo é de 5%\", diz João Paulo Rio Tinto de Matos\", presidente da Ademi. Publicado por: O Dia -
  • 27/07/2014 Construtoras se expandem em Campo Grande
    Construtoras do Rio voltam seus olhares e projetos para o bairro de Campo Grande, na Zona Oeste. Os empreendimentos contemplam todas as faixas de renda, incluindo unidades financiadas pelo programa \' Minha Casa, Minha Vida\'. De acordo com dados do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio), o valor do metro quadrado de um apartamento de dois quartos para venda, por exemplo, valorizou 23% de janeiro de 2013 a janeiro deste ano.

    Neste final de semana acontecem dois lançamentos na região.

    O Bravo! Residencial, da Caetano Belloni, terá 56 unidades, entre apartamentos e coberturas de três e quatro quartos, além de lazer e segurança. De acordo com Guilherme Belloni, gerente de Incorporação, o Bravo! levou em consideração as preferências dos moradores do bairro.

    \"Conversamos com os comerciantes e os moradores para identificar o que eles desejam ter em um condomínio. Imóveis com plantas generosas e itens de lazer foram muito requisitados. É preciso l embrar que o morador de Campo Grande não quer sair do bairro. Conheço algumas pessoas que deixaram a região para morar no Recreio dos Bandeirantes, por exemplo, e voltaram\", conta
    Belloni complementa que a empresa estará com promoção durante o fim de semana do lançamento, contemplando os compradores com um kit churrasqueira.

    A Fernandes Araujo lança a última fase do Adryana Varandas Residences, com unidades de dois quartos, varanda e opções de lazer. Paulo Araújo, gerente comercial da empresa, afirma que serão oferecidas condições especiais de pagamento, e um ano de condomínio grátis. \"Temos vários empreendimentos no bairro e a previsão é de lançar mais um até dezembro\", adianta Araujo.

    A Celta investe em projetos no local pelo programa \' Minha Casa, Minha Vida\'. Um deles é o Rio Vida II, já em construção. \"Vamos lançar a segunda etapa em agosto. No total, o condomínio terá 460 apartamentos de dois quartos\", conta Leandro Botelho, diretor comercial.

    Para quem prefere casas

    A Vitale constrói em Campo Grande o Front Park Residence , com 435 unidades, mais de 30 opções de lazer, e academia administrada pela Rio Sport Center. O condomínio contará ainda com transporte para levar os moradores aos principais locais da região.

    Para quem não abre mão de morar em casa, a empresa entrega este ano o Vivant Residencial. São 87 unidades, entre casas dúplex com churrasqueira e quintal, e casas linear es. A área de l azer t erá quadra de f utebol, quadra de areia, salão de festas, churrasqueiras com forno de pizza, playground e piscinas adulto e piscina. As unidades podem ser financiadas em até 420 meses pela Caixa Econômica Federal. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 27/07/2014 O alto luxo carioca
    Foram sete anos de valorização intensa, desde que o Brasil foi anunciado como sede da Copa do Mundo, em outubro de 2007. Nesse período, os imóveis de alto padrão subiram mais de 200% no Rio, estimam corretores do setor - para se ter uma ideia, o índice FipeZap, que começou a ser medido em janeiro de 2008, apresenta uma variação de 127% até junho deste ano. Agora, dizem os corretores desse mercado, a tendência é de ajustes. Em bom português, os preços dos imóveis mais luxuosos do Rio devem ficar 10% mais baratos, em média.

    - Os preços atingiram o teto no Rio. Então, quem colocou o imóvel para vender com o preço lá no alto para ter lucro já está revendo esses valores - avalia o australiano David Seale, que abriu, ao lado de uma inglesa, o braço imobiliário da InTown, que também atua como escritório de arquitetura.

    Essa queda nos preços não significa, contudo, que vamos deixar de ver imóveis caríssimos pelas áreas mais nobres da cidade, como os quatro quilômetros da orla de Ipanema e Leblon. Afinal, quando se fala em altíssimo luxo, os preços começam em R$ 10 milhões.

    Mas há imóveis que extrapolam, em muito, este valor. Um exemplo? Comenta-se no mercado que há uma cobertura de cerca de mil metros quadrados à venda na Vieira Souto por nada menos que R$ 110 milhões. Ou seja, nesse caso, o metro quadrado está custando R$ 110 mil! Mais que o dobro dos R$ 50 mil que são cobrados hoje nos imóveis mais caros da orla.

    - Esse mercado passa pelo intangível, pelo emocional. Se a pessoa quer o imóvel, ela não mede esforços. Por isso, pode até haver ajustes e oscilações, mas não existe muita crise - acredita Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação, o Secovi-Rio.

    O apartamento é realmente uma raridade - há no máximo outros dois similares na orla -, e o proprietário não precisa vender, apenas está disposto a, caso alguém pague seu preço. Uma atitude típica desse mercado exclusivo, que nos últimos anos, passou por uma verdadeira revolução.

    METRO QUADRADO NA DELFIM MOREIRA CUSTA EM MÉDIA R$ 38.448

    Nos preços, o metro quadrado da orla, que até 2007 custava de R$ 12 mil a R$ 15 mil, passou para R$ 36.731, na Vieira Souto, e R$ 38.448, na Delfim Moreira, em média, segundo dados de junho do Secovi-Rio. No mercado, houve a chegada de jovens estrangeiros atraídos pelas boas oportunidades de negócios que o Brasil começava a oferecer. Aqui, eles abriram imobiliárias voltadas ao alto luxo justamente para atender a milionários gringos que, em meio à crise econômica mundial, viram no Rio uma oportunidade e tanto de lucrar com tamanha valorização.

    Boa parte deles comprou imóveis no momento mais movimentado do boom imobiliário, até 2009, 2010, e começou a vender no ano seguinte. E quem comprou? Endinheirados brasileiros, de outros estados, que queriam ter um \"cantinho\" de veraneio no Rio.

    - Quando o Brasil deixou de ser a bola da vez, em 2011, o estrangeiro se retraiu. E os que vieram para investir, aproveitaram a supervalorização daquele período, obtiveram seu lucro e foram embora. Os que não tinham interesses meramente especulativos continuam no mercado. Mas, hoje, o maior movimento é de empresários e investidores brasileiros - avalia Frederico Judice, diretor da corretora Judice & Araújo, especializada em alto luxo e, desde 2007, afiliada à Christie\'s International Real Estate.

    Internamente, esse movimento é intensificado pela melhora da renda. Uma pesquisa realizada pela consultoria Wealth Insight em janeiro mostrou que o Brasil deve ganhar 17 mil novos milionários ao longo deste ano, um crescimento de 8,9% em relação a 2013. E, boa parte deles está disposta a movimentar ainda mais esse mercado que, de certa forma, ficou mais atraente após a passagem dos gringos, já que todos fizeram reformas em seus imóveis antes de revendê-los.

    - No geral, o brasileiro não gosta de esperar seis meses, um ano, para reformar um imóvel antigo antes de poder usá-lo. Ele quer encontrar tudo pronto, pagar e entrar. Já os estrangeiros pensam justamente o contrário. Eles preferem fazer a reforma ao gosto deles - comenta outro gringo que aportou por aqui neste período, o francês Frederic Cockenpot, da imobiliária Where in Rio, que começou atuando no mercado de temporada e hoje já realiza também compra e venda.

    MERCADO RESTRITO NO RIO

    De fato, o mercado de altíssimo luxo no Rio é ainda mais restrito que em outras grandes cidades mundo afora. Está concentrado em algumas ruas de Ipanema e Leblon - além da orla, pega as primeiras quadras da praia -, e ainda a Epitácio Pessoa, na Lagoa, ruas altas da Gávea e até do Jardim Botânico. Áreas onde praticamente não há mais terrenos disponíveis para construir e os imóveis são antigos. Joá e condomínios da Barra também têm alguns imóveis.

    - O Rio ainda tem mais uma particularidade: os melhores imóveis pertencem às famílias mais tradicionais da cidade. E elas não têm qualquer interesse em se desfazer deles - comenta Seale.

    Com tantas peculiaridades, este mercado não é para principiantes. É preciso ter paciência, já que os proprietários não costumam gostar de ver seus imóveis em anúncios e os negócios levam meses para serem fechados.

    Uma casa pode ficar até um ano no mercado. E os apartamentos ficam à venda de três a nove meses. Com tudo isso, se adaptar às idiossincrasias nacionais, foi uma missão e tanto para os gringos que aportaram por aqui.

    - Na França, se um imóvel tem problema de documentação, ele nem vai para o mercado. Então, não é preciso analisar todos esses documentos como aqui. Essa burocracia é o que mais atrapalha o mercado brasileiro e assusta os gringos - avalia o francês Betrand Claerr, do site www.omeulugar.com.

    - Às vezes, o negócio já está quase fechado e aí se descobre que há dívidas enormes de IPTU, condomínio. Então, temos que checar tudo isso antes. Mas o brasileiro se ofende se a gente faz muita pergunta - completa Seale.

    Mas, o que, afinal, faz um imóvel ser considerado de alto luxo numa cidade onde qualquer três quartos em Botafogo pode bater a casa do milhão?

    - A localização e a vista - diz a corretora Glenda Ritterling, da In Town. - Estilo, acabamentos, materiais são muito importantes. Ter uma reforma que integre o imóvel à natureza, quando se trata de casa, também. Agora, o diferencial para o altíssimo luxo é a privacidade e a segurança. Pode ser uma cobertura de frente para o mar, mas se for mais baixa que o vizinho, ninguém compra.

    CONSTRUTORAS BUSCAM SOFISTICAÇÃO

    As construtoras abriram os olhos para a falta de imóveis novos de padrão elevado e vêm fazendo lançamentos sofisticados. A PDG, por exemplo, resolveu investir no conceito de home boutique - em que a arquitetura e o design de interiores de áreas comuns e internas são tão, ou mais, valorizados do que as plantas dos imóveis.

    A construtora lançou, no Arpoador, o \"Meridiano\", que contará com 28 unidades e coberturas dúplex - com preços que variam de R$ 2,5 milhões a R$ 3,5 milhões - e fica perto de um dos cantos mais cobiçados do mar carioca.

    Próximo dali, entre as ruas Garcia d\'Ávila e Aníbal de Mendonça, a RJZ Cyrela ergueu o \"Wave Ipanema\", prédio com controle de acesso por biometria e cartões de identificação. Tudo em nome da segurança dos moradores. Nas áreas comuns, spa com salas de ioga e de massagem, além de espaço com seis estações de trabalho que poderão ser compartilhadas pelos moradores.

    Mas como os terrenos em bairros cobiçados são raridades, as empresas investem ainda em outras regiões. A mesma RJZ está construindo, na Barra da Tijuca, o \"Riserva Golf\", que será erguido em frente ao campo olímpico de golfe. O empreendimento tem a pré-certificação Leed Silver, de sustentabilidade. Mas, ao contrário da maioria das novas construções na Zona Sul, que são erguidas em pequenos terrenos e com a tão desejada exclusividade, o condomínio terá quatro torres com 160 unidades de quatro a seis suítes.

    Já a Mozak lançou recentemente dois empreendimentos em outro ponto da Zona Sul, que têm unidades de dois quartos e preços que começam em R$ 1 milhão: o \"Villa Humaitá\", que terá 13 unidades e vista para o Cristo; e o \"Cenário\", de 16 unidades, que será construído no último terreno da quadra da praia de Botafogo - na esquina das ruas Muniz Barreto e Professor Alfredo Gomes. Mas, se a localização não é tão nobre, os prédios terão características exclusivas, como projeto do premiado escritório de arquitetura franco-brasileiro Triptyque.

    - A nossa ideia, ao elaborar o projeto, foi oferecer ao mercado um residencial com arquitetura arrojada, de alto padrão, que superasse as expectativas dos nossos clientes - destaca Isaac Elehep, sócio-diretor da construtora. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 23/07/2014 Cidade do Aço em expansão
    Volta Redonda, no Sul Fluminense, vive uma transformação. Quem passa pela Cidade do Aço pode ver a grande quantidade de obras. Os investimentos da prefeitura e do governo do estado estão ligados, principalmente, à mobilidade urbana, como a construção de duas pontes, quatro viadutos, ciclovias e calçadas. O município mais populoso da região (257 mil habitantes, segundo o Censo do IBGE de 2010) é também um dos mais ricos do estado, graças, em boa parte, à presença da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O PIB per capita da cidde chegava a R$ 35.547 em 2012, segundo o Sebrae.

    Este ano, o município passou a ocupar o segundo lugar no ranking estadual dos que mais se desenvolvem no estado, nos indicadores de Saúde, Emprego e Renda e Educação. Mas o crescimento esbarra em um empecilho geográfico: a falta de espaço físico. Com apenas 183 quilômetros quadrados, a terceira menor cidade do estado em extensão territorial possui 1.413 habitantes por km².

    Apesar disso, dois parques industriais estão sendo contruídos para abrigar 50 empresas - um de 100 mil metros quadrados na Rodovia dos Metalúrgicos (VRD-01), a menos de um quilômetro da Presidente Dutra, e outro no bairro Roma, com 70 mil m². O primeiro terá capacidade para 30 empresas e o segundo, 20.

    \"Temos dificuldade em arrumar espaço físico para mais investimentos, mas mesmo assim vários projetos estão acontecendo. O Parque Empresarial João Pessoa Fagundes, por exemplo, que fica na Rodovia dos Metalúrgicos, já tem 50 empresas interessadas em se instalar, mas temos capacidade apenas para 30. A licitação vai cumprir todas as exigências legais. Será um processo transparente, em que as empresas serão escolhidas por critérios exclusivamente técnicos\", afirmou o prefeito Francisco Neto (PMDB).

    Segundo ele, as organizações que se instalarem na cidade não vão pagar pelo espaço. Receberão uma concessão por dez anos, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. Neto afirmou ainda que a prefeitura garante a isenção de IPTU, além de negociar com os empresários e o governo estadual empréstimos para implantação de investimentos na cidade. Em contrapartida, as empresas deverão atender às exigências municipais, que vão levar em conta desde quesitos ambientais até a geração de emprego.

    Empresas se instalam

    Algumas empresas começam a se instalar nos Parque Industrial João Pessoa Fagundes. Já existe um acordo firmado entre a prefeitura e as companhias de alimentos Maricota e Villefrut, a distribuidora Caite e a Fast Broker, escolhida pela Nestlé para cuidar de suas vendas, logística e distribuição dos produtos da multinacional na região.

    A Fast Broker pretende fazer um investimento de R$ 4 milhões, gerando 150 empregos num primeiro momento, e 300 postos de trabalho dentro de um ano. A empresa deve começar em breve a construção do galpão de 10 mil m².

    Já a Berilo Concreto, que ficava no espaço onde está sendo construído um shopping, está se mudando para o complexo. \"A Berilo está vindo para cá para ficar mais próxima das outras empresas. Esse parque industrial vai gerar muitos postos de trabalho. Só aqui há 50 pessoas na obra. O bom para nós é que sempre tem serviço na cidade. Não ficamos desempregados\", disse o mestre de obras, Elias da Silva, 39.

    Empresário monta restaurante para aproveitar crescimento da cidade
    Para facilitar o acesso ao parque industrial e melhorar o tráfego na região, o estado está duplicando a Rodovia dos Metalúrgicos. Só nesse trecho, cerca de 40 pessoas estão trabalhando. \"Minha situação melhorou bastante. Estava há um ano desempregado e desde o início do mês estou aqui. A obra tem previsão de terminar no início de 2015. Até lá, minha renda está garantida\", disse o ajudante de obra, Luciano Magalhães, de 23 anos.

    Há dois anos e meio Dehon Gomes, 34, construiu seu restaurante à beira da estrada pensando no desenvolvimento da cidade. \"Arrisquei e agora espero colher os frutos de todo esse investimento que fiz. Com a duplicação da rodovia, tenho certeza que o movimento aqui vai aumentar\". De olho no aumento do público, Magno de Freitas, 65, começou a reformar e modernizar seu hotel. \"Volta Redonda é um polo. Com certeza esse investimento todo vai interferir no setor hoteleiro\", explicou. Publicado por: O Dia -
  • 23/07/2014 Penha completa 95 anos à sombra de um cartão-postal
    Poucos bairros têm o privilégio de serem ou terem um cartão-postal. E se o Cristo Redentor, no Cosme Velho, e o Pão de Açúcar, na Urca, estão entre as principais referências do Rio de Janeiro no exterior, não há carioca que não saiba onde fica a Igreja da Penha. Muitos podem nunca tê-la visitado, mas já a viram de algum ponto da cidade (além das redondezas, a igreja pode ser vista da Avenida Brasil, da Linha Vermelha, da Ponte Rio-Niterói e por quem chega à cidade pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim). O santuário é também o principal ícone da Penha, que completa 95 anos nesta terça.

    O parque que sobreviveu com o tempo
    - O bairro cresceu à sombra do santuário. Quando cheguei aqui, há 17 anos e meio, o ambiente não era tranquilo. Mas apesar de todos os problemas, sempre respeitaram o santuário e os visitantes. Nunca deixei de realizar uma missa - lembra padre Serafim Fernandes, referindo-se à violência do tráfico que durante muitos anos assustou moradores e prejudicou a imagem do bairro.

    A igreja atual é de 1900, mas a história de devoção no Morro da Penha começou no século XVII, com a construção da primeira capela. Os 382 degraus foram construídos em 1819.

    O Santuário Mariano de Nossa Senhora da Penha de França, mais conhecido como Igreja da Penha, faz parte do roteiro turístico oficial da cidade. Para moradores do bairro, a construção é motivo de orgulho, mas eles também não escondem uma certa frustração de ver o patrimônio histórico pouco valorizado em relação aos demais cartões-postais do Rio.

    Eloise Hegdorne Migon, de 32 anos, chegou a se mudar do bairro por conta da violência, mas voltou a morar na Penha e diz ser um privilégio poder ver, de sua casa, a Igreja. Ela, no entanto, acha que o poder público deveria incentivar mais o turismo no local.

    - Vejo, da minha casa, a igreja toda iluminada à noite. É maravilhoso. É como quem mora com vista para o Cristo Redentor. Mas acho que o local deveria ter mais investimento público para atrair turistas. As pessoas precisam conhecer, mas se sentirem seguras para isso - avalia Eloise, para quem a Penha tem hoje muitos motivos para comemorar. - O bairro está vivendo um momento muito bom. Existe agora os transtornos com as obras do BRT, mas acho que, ficando tudo pronto, será bom para todos.

    Os 95 anos da Penha também são motivo de orgulho para Maria de Lourdes Rodrigues de Almeida, 76. A história pessoal dela está toda relacionada ao bairro e ao santuário.

    - Sou nascida e criada na Penha. Passei por todos os momentos brabos, que deixaram os moradores com medo, mas nunca pensei em me mudar. Gosto muito do bairro e da Igreja. Fui batizada e estudei no santuário - diz dona Lurdinha, como é mais conhecida na igreja, onde atua como voluntária.

    As missas não atraem apenas moradores locais. E isso é uma prova de como a Penha recebe visitantes por conta da igreja. Terezinha Espíndola Garcia, 61, mora em Duque de Caxias, mas assiste à missa todo domingo no santuário. O filho dela, Alan Garcia de Souza, 34, e a nora, Daniela Santana Siqueira de Souza, 27, trocaram alianças na Igreja da da Penha, em 2007.

    - Marcamos o casamento um ano antes. É muito concorrido - conta Daniela.

    Outra frequentadora fiel é Rosangela Marçal do Carmo, 54, moradora da Piedade.

    - Tenho uma irmã que nasceu e mora nos Estados Unidos, e sempre que vem ao Rio vai ao Cristo Redentor, ao Pão de Açúcar e à Igreja da Penha. São três lugares que ela nunca deixa de visitar - diz Rosangela.

    A importância da Igreja da Penha para o bairro vai além do aspecto religioso. Apesar de atrair muitos peregrinos, o templo é também procurado por pesquisadores interessados em conhecer um pouco mais da história da região. Há inclusive um museu no santuário, que guarda vários objetos, alguns do século XVIII, que retratam o passado. Os primeiros sinos da então capela, por exemplo, datam da época do império.

    O local também é famoso pela tradicional festa da Penha, realizada durante todo o mês de outubro. Compositores como Pixinguinha e Donga, entre outros bambas, lançavam suas composições na festa, que servia como um termômetro popular: músicas bem recebidas ali faziam sucesso no carnaval. Publicado por: O Globo - Marta Paes
  • 22/07/2014 Construção continua empregando mais gente
    O indicador de emprego na construção civil do SindusCon-SP em parceria com a FGV aponta alta de 0,94% no primeiro semestre do ano. O saldo de demissões e contratações ficou positivo em 32,7 mil. Ao final de junho o númeor de trabalhadores do setor somava 3,512 milhões.

    No mês, porém, houve queda, de 0,36% em relação a amaio, com o fechamento de 12,5 mil vagas. Na comparação com junho de 2013, quando o setor empregava 3,513 milhões, foi notada estabilidade (-0,03%). Publicado por: Infomoney -
  • 22/07/2014 Mercado imobiliário do Rio cresce 1% no primeiro semestre
    O mercado imobiliário do Rio de Janeiro cresceu 1% no primeiro semestre do ano, em comparação ao mesmo período de 2013, de acordo com levantamento da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi).

    \"Apesar de termos tido um semestre com muitos feriados e Copa do Mundo, com decréscimo de 1% no lançamento de imóveis residenciais, acho que o resultado foi bastante animador, superando o que a gente esperava\", avaliou hoje (22) o presidente da Ademi, João Paulo Rio Tinto de Matos. Entre janeiro e junho deste ano, o número de lançamentos na capital fluminense chegou a 8.112.

    Dos 26 bairros cariocas onde ocorreram lançamentos de unidades habitacionais no primeiro semestre, a Tijuca, na zona norte da cidade, mostrou a maior alta: 204% em relação a igual semestre de 2013. Foram 255 unidades lançadas, contra 84 no acumulado de janeiro a junho do ano passado.

    Matos apontou que a implantação de unidades de Polícia Pacificadora (UPP) e a melhoria da mobilidade urbana viabilizaram os empreendimentos em várias regiões do Rio. \"Tem uma série de empreendimentos que só foram possíveis porque as regiões estavam pacificadas. A Tijuca é um grande exemplo disso. Só se tornou um bairro desejado a partir do momento em que houve a pacificação\".

    Segundo ele, o Mundial de futebol não contribuiu para elevar os preços dos imóveis no Rio. \"A Copa não tem essa capacidade de fazer subir o preço dos imóveis para venda. Para locação, até pode ser, porque houve uma demanda muito grande. Mas, para venda, não.\"

    A Ademi trabalha com expectativa de expansão no ano de 5%. \"A economia continua estabilizada. Apesar de a inflação ter subido um pouco, isso não se reflete no custo dos imóveis, nem no custo do financiamento imobiliário. Também não se reflete no ponto de vista de você ter mais ou menos crédito para a aquisição de imóvel\", disse o presidente da entidade.

    Matos destacou que ainda há um déficit habitacional elevado no Rio de Janeiro. Estudo feito pela Fundação João Pinheiro, com base em números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o déficit no estado do Rio de Janeiro alcançou 444.142 unidades naquele ano. Na região metropolitana do Rio, o número totalizava 331.260.
    Publicado por: Agência Brasil -
  • 22/07/2014 Hora de construir uma carreria sólida
    O setor da construção civil segue em alta no Rio, de olho nas Olimpíadas de 2016 e nos novos empreendimentos imobiliários que estão sendo erguidos na cidade. E, para quem busca uma vaga na área, é importante estar capacitado. Para ajudar os trabalhadores, a Escola Carvalho Hosken de Desenvolvimento Profissional e o Senai Rio oferecem um total de 3.129 oportunidades em cursos de qualificação.

    A escola tem 2.780 vagas de formação em Saúde e Segurança, em parceria com o Serviço Social da Indústria da Construção (Seconci-Rio). E o Senai-Rio oferecerá 349 vagas em cursos de qualificação durante o Mega Feirão da Indústria da Construção Civil, que acontecerá no próximo sábado, dia 26, das 8h às 16h, no Campo de Santana, no Centro do Rio. Serão promovidas também palestras de orientação profissional e oficinas. Nesse mesmo evento, os interessados em trabalhar na área poderão se cadastrar no banco de estagiários do Instituto Euvaldo Lodi (IEL Rio).

    Segundo a supervisora de Qualificação Profissional do Seconci, Débora Morado, a formação dos cursos da Escola da Carvalho Hosken é rápida e direcionada para o mercado de trabalho:

    - As oportunidades são voltadas para os trabalhadores da construção civil e para a comunidade como um todo. Temos cursos em diversas áreas, com duração de oito a 40 horas, e os participantes receberão um certificado.

    Há chances nas áreas de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) online e presencial, trabalho em altura, trabalho em espaço confinado (NR-33) e trabalho com eletricidade (NR-10), além de curso de primeiros socorros, resgate e primeiros socorros e curso de brigada de incêndio (NR-23), no Centro de Treinamento Prático em Saúde e Segurança do Trabalho, o primeiro da América Latina.

    Saiba como participar

    Carvalho Hosken

    Os interessados devem comparecer à Escola Carvalho Hosken de Desenvolvimento Profissional, na Estrada dos Bandeirantes 4.457, em Curicica. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 8h30m às 17h30m. É preciso levar certidão de nascimento, comprovantes de residência e de escolaridade, CPF e documento de identidade.A capacitação começará em agosto. Os participantes serão encaminhados, posteriormente, para oportunidades de emprego e poderão ser incluídos no banco de vagas do Seconci-Rio, acessado por empresas do setor.

    Mega Feirão

    O Senai Rio estará com inscrições abertas para 349 vagas gratuitas em cursos de qualificação durante o Mega Feirão da Indústria da Construção Civil, que acontecerá no próximo sábado, dia 26, das 8h às 16h, o Campo de Santana, no Centro do Rio. Os cursos com inscrições abertas serão os de carpinteiro de obras, pedreiro de revestimento em argamassa, armador de ferragem, aplicador de revestimentos e cerâmicos, pedreiro de alvenaria estrutural, almoxarife e pintor. As aulas serão ministradas nas unidades do Senai de Honório Gurgel, Jacarepaguá e Tijuca. Para participar, é necessário ter o quinto ano do nível fundamental e mais de 18 anos de idade. Os documentos para a inscrição são CPF, documento de identidade, comprovantes de residência e escolaridade, e declaração de baixo poder aquisitivo. Publicado por: Extra - Vida Ganha
  • 21/07/2014 As árvores da cidade
    O Rio, que tem cerca de 600 mil árvores em suas ruas, vai ganhar um Plano Diretor de arborização. A ideia é criar regras para o plantio e a poda, além de detalhar as espécies. \"Belo Horizonte e Porto Alegre já possuem um Plano Diretor de arborização. O Rio também tem que ter\", defende Maria de Lourdes Alves, diretora de arborização da Parques e Jardins. \"Em Paris, ele é tão completo que há normas específicas só para as golas das árvores\".

    Muitas peculiaridades

    Maria de Lourdes adianta que o Rio, por suas características, terá um plano bem detalhado. \"É uma cidade com muitas peculiaridades, não podemos ter as mesmas especificações para Copacabana e Belford Roxo, por exemplo. Até o clima é diferente\", conta. \"Também teremos um capítulo só sobre árvores notáveis, como as figueiras da Visconde Albuquerque, no Leblon, e as palmeiras da Rua Paissandu, no Flamengo. Publicado por: O Globo - Gente Boa
  • 21/07/2014 Lançamentos no Rio continuam crescendo
    Pé no freio no Brasil, pisando fundo no Rio de Janeiro. De uma forma geral, as construtoras e incorporadoras brasileiras estão reduzindo a oferta de imóveis novos, para se contrarem em vendas de estoques. No Rio, entretanto, o mercado continua mostrado bom fôlego. Segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-RJ), os lançamentos na capital fluminense subiram 15% de janeiro a maio deste ano frente a igual período de 2013, com destaque para as zonas Oeste e Norte, além do Centro.

    O desempenho do Rio, na prática, é exatamente o oposto do que se observa no mercado paulista, onde houve queda de 14% na mesma base de comparação. Na capital fluminense, as atenções estão cada vez mais concentradas na Zona Oeste, com destaque para a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes, região da cidade onde há fartura de terrenos disponívés para grandes condomínios residenciais e bairros planejados. Na Zona Norte, que durante anos pouco viu novos empreendimentos saírem do papel, agora despertou novamente a sede do setor imobiliário com a chegada das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em favelas e o aumento da segurança.

    \"De janeiro a maio, os lançamentos residenciais tiveram crescimento de 14% no Rio. Em junho, vai ser igual ou menor do que do ano passado\", afirmou o presidente da Ademi, João Paulo Rio Tinto de Matos.

    Em termos de lançamentos de imóveis residenciais, a Zona Oeste se destaca com elevação de 72% nos cinco primeiros meses do ano, segundo a Ademi. \"A Zona Oeste é onde está a disponibilidade de terrenos. Conforme a cidade vai expandindo, a tendência é que esta área venha sendo ocupada\", disse o diretor executivo da Gafisa, Luiz Carlos Siciliano. Existe um movimento de revitalização da Zona Norte, com lançamentos acontecendo com bastante sucesso e bastante velocidade de vendas\", acrescenta o diretor de incorporação da Dominus Engenharia, Marcelo Oliveira, ressaltando o bom momento da Zona Norte.

    A prefeitura carioca também tenta revitalizar a zona portuária com o projeto Porto Maravilha, ainda concentrando em empreendimentos comerciais, enquanto os imóveis residenciais na área não deslancham. \"Se analisarmos a região, acreditamos bastante no residencial, mas talvez este momento venha um pouco após o início das atividades dos comerciais\", comentou o diretor da Tishman Speyer no Brasil, Daniel Cherman. Publicado por: Jornal do Commercio -
  • 21/07/2014 Lançamento de imóvel no Rio aumentou 15%
    Na contramão do restante do país, onde os lançamentos desaceleram para a desova de estoques, Rio de Janeiro apresentou aumento de 15% nas vendas de imóveis novos nos cinco primeiros meses do ano, na comparação com janeiro a maio de 2013.

    No entanto, de acordo com os dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-RJ), as construtoras e incorporadoras estão trocando os lançamentos na Zona Sul pelas Zonas Oeste e Norte e o Centro.

    \"Em junho, vai ser igual ou menor do que no ano passado\", prevê o presidente da Ademi, João Paulo Rio Tinto de Matos.

    O incremento do mercado carioca ocorre num momento em que os lançamentos na cidade de São Paulo desabaram 14%, segundo o sindicato paulista da habitação.

    Para Matos, no Rio, a melhora na segurança e as obras de infra-estrutura e de mobilidade urbana para as Olimpíadas ajudaram no incremento dos negócios. Ele acrescentou que projetos para áreas de petróleo e gás também têm atraído mais moradores para a cidade. Além disso, embora continue em alta, o preço do metro quadrado no Rio tem subido menos.

    De acordo com a Ademi-RJ,. a Zona Oeste, que inclui a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes, é a área com mais espaços disponíveis na cidade. E onde são encontrados grandes condomínios residenciais e bairros planejados. Com isso, os lançamentos de imóveis residenciais na região cresceram 72%, entre janeiro e maio, na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado.
    Publicado por: Monitor Mercantil -
  • 21/07/2014 Zona Oeste se destaca em semestre fraco para o mercado
    A Zona Oeste está no topo do ranking de lançamentos da cidade. Segundo o balanço do primeiro semestre divulgado pela Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), a região concentrou 57% do total das 8.112 novas unidades lançadas, número que está apenas 1% acima do mesmo período de 2013 (8.034). Um desempenho considerado fraco. De qualquer forma, o setor aposta em novos horizontes: muitas construtoras seguraram seus lançamentos para a segunda metade o ano, por conta do calendário repleto de feriados da primeira metade.

    - Ao contrário de outros anos, janeiro e fevereiro foram meses surpreendentemente bons, mas o resto do semestre foi realmente mais fraco, com muita gente deixando os lançamentos para o segundo semestre, até por conta da Copa - explica João Paulo Matos, presidente da entidade, acrescentando que mantem a expectativa de crescer em torno de 5% este ano.

    Jacarepaguá liderou o ranking com 2.139 unidades, seguido de Recreio (1.212) e Barra (798). Juntos, os três bairros concentraram 51% de todos os lançamentos da cidade. Mas a Zona Oeste ainda viu novas unidades serem lançadas em Santa Cruz, Campo Grande, Vargem Grande e Bangu.

    A Zona Norte também se destacou com 3.017 unidades lançadas no período e a expectativa é que, no segundo semestre, a região receba um número bem maior de lançamentos. Somente a RJZ Cyrela e Living devem lançar 1.500 unidades até o fim do ano nos bairros de Del Castilho, Andaraí, Penha e Irajá.

    - Empreendimentos atuais, com área de lazer completa, são muito bem aceitos na Zona Norte. O morador da região, bairrista, já não precisa mais deixar seu local de origem para morar melhor - afirma Rogério Jonas Zylbersztajn.

    O Centro teve 230 lançamentos e a Zona Sul, 210 ao longo dos seis primeiros meses do ano. Publicado por: O Globo -
  • 20/07/2014 Sem perder a garantia
    Norma 15.575/2013, também conhecida como Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), completou um ano em vigor ontem, mas ainda provoca dúvidas nos donos de imóveis novos, prestes a ser entregues. A lei estabelece prazos de validade mínimos e máximos para determinadas partes da edificação, conferidas pelas construtoras. Para preservar essa garantia, no entanto, os compradores não podem mexer em quase nada da planta original.

    A coordenadora de projetos, Ingrid Mello, de 34 anos, e o marido, Wellington Mello, de 35, já pensaram no que vão fazer na nova casa - no edifício Eldorado, em Santa Rosa, Niterói -, que deve ser entregue em setembro, mas diversas dúvidas surgiram. Ela gostaria de reformá-la e perder as garantias. Ele, não.

    - Poderíamos nos ater ao projeto, para não perder as garantias. Por um lado, não seria bom, pois deixaríamos de fazer alterações interessantes. Por outro, minimizaríamos o estresse um com o outro - afirma Ingrid, que consultou a construtora sobre o que era permitido alterar na reforma, para evitar prejuízo.

    Fabio Villas Bôas, coordenador da comissão de estudos da revisão da norma, faz uma analogia com um veículo:

    - Se mudar a roda, por exemplo, perde-se a garantia.

    Sydnei Menezes, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU- RJ), explica que, para que a pessoa saiba o que pode alterar, deve ver o memorial do imóvel, entregue pela construtora. Se mexer na parte elétrica, perde somente essa garantia.

    - As garantias são separadas - explica Claudio Hermolin, vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).

    Saiba mais

    O que pode

    O dono pode mudar a cor das paredes e trocar as portas, desde que se mantenha especificação igual à das anteriores.

    O que não pode

    Esquadrias e rodapés estão entre os itens que não podem ser alterados. Também não é permitido instalar splits não previstos no projeto inicial, derrubar paredes, trocar pontos de luz e aumentar a carga de energia elétrica.

    Manutenção

    Para não perder as garantias, o morador é obrigado a fazer manutenção periódica, como renovar rejuntes e verificar tubulações hidráulicas e elétricas. A periodicidade deve constar do manual do imóvel. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
  • 20/07/2014 O pós-Copa do mercado imobiliário
    Não faltaram especulações sobre o que aconteceria ao mercado imobiliário após a Copa do Mundo. E a maioria era bastante catastrófica com a previsão de imóveis encalhados e preços caindo drasticamente. Agora, que o evento acabou, contudo, o mercado parece estar se recuperando. Primeiro, porque, acreditam os analistas, o sucesso do evento e a visibilidade do país podem atrair bons negócios. E, segundo, no caso do Rio, ainda temos as Olimpíadas à vista.

    - No longo prazo, acredito que os imóveis acompanhem a inflação. Mas é preciso estar atento também ao mercado de trabalho. No último ano e meio, o preço dos imóveis acompanhou a renda das famílias, que subia acima da inflação. Agora, quando começa a haver uma deterioração do mercado de trabalho e um ambiente econômico delicado, o que se viu no primeiro semestre foi uma desaceleração nos preços, que tende a continuar nos próximos meses - avalia Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice FipeZap.

    De fato, desde dezembro do ano passado, o índice FipeZap vem registrando desaceleração mês a mês no Rio (confira as taxas ao lado). E dados de um levantamento que será lançado no fim do mês pelo Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio) mostram que imóveis das zonas Norte e Oeste tiveram valorização abaixo do índice oficial de inflação, que foi de 3,74% no período.

    NO RIO, OTIMISMO QUANTO À RECUPERAÇÃO

    Na Zona Norte, a variação foi de 2,4% e na Oeste, de 2,8%. E mesmo nas regiões com variação acima da inflação, como Zona Sul (4,7%) e Centro (3,9%), percebe-se que já não há a pujança de outros tempos. Mas, isso não quer dizer que vai haver quedas drásticas nos preços, alertam analistas.

    - Vamos voltar à normalidade. Tanto na demanda por imóveis como na questão do preço que, acredito, vão acompanhar a inflação. Quedas, assim como aumentos, podem acontecer em alguns casos específicos, mas na média, acho que os preços se mantêm - acredita Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio.

    O presidente da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), João Paulo Matos, acredita numa retomada dos negócios com mais vendas e lançamentos a partir de agosto. Segundo ele, muitos construtores seguraram seus lançamentos no primeiro semestre em função do calendário apertado com muitos feriados:

    - Mantenho minha projeção de crescer em torno dos 10% este ano. Os preços não subiram porque ia ter Copa e também não vão cair porque ela acabou. Acho até que podem subir, em especial nas regiões que passam por mudanças na infraestrutura em função das Olimpíadas, aqui no Rio.

    EM SP, PESSIMISMO QUANTO ÀS VENDAS DO ANO

    O primeiro semestre, contudo, não foi nada bom. Enquanto no mercado de novos, os lançamentos se concentraram nos dois primeiros meses do ano - especialmente por conta do calendário repleto de feriados -, o mercado de usados viu as vendas caírem. Durante o evento, então, o movimento foi ainda pior. Construtoras e imobiliárias consultadas pelo Morar Bem não venderam nada nos 32 dias da Copa.

    - A Copa funcionou quase como férias. O mercado parou. Ninguém lançou nada, ninguém vendeu nada. Então, a expectativa para este segundo semestre é que as coisas voltem ao normal - analisa Roberto Sampaio, diretor de Real Estate da Empírica Investimentos, empresa gestora de fundos de investimentos e imobiliários.

    Já o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo, Cláudio Bernardes, é mais comedido e já começa a rever as projeções para o ano. Segundo ele, havia a expectativa que 2014 repetisse 2013, mas o fraco desempenho da economia no primeiro semestre vai se refletir nos resultados do mercado. Tanto nas vendas quanto nos preços.

    - Vamos terminar o ano aquém do ano passado. Ainda não temos uma projeção fechada, mas embora acredite que vá haver uma recuperação em agosto e setembro, com o período das eleições deve haver uma nova parada nas vendas - disse, lembrando que o levantamento divulgado pela entidade na semana passada mostra que houve queda de 36,5% na venda de imóveis novos em maio, em São Paulo.

    \'ENCANTADOS, GRINGOS PROMETERAM VOLTAR\'

    Alguns corretores e construtores, contudo, acreditam que o sucesso da Copa e a visibilidade que o evento deu ao país podem atrair negócios futuros.

    - A gente apresentou bem o país. Não houve grandes problemas de segurança e nem mesmo de transporte. Os gringos, que já vinham nos procurando, ficaram encantados e muitos prometeram voltar. Acho que vai ser fácil para o mercado imobiliário, especialmente o de alto luxo, capitalizar isso - avalia Rodrigo Caldas, vice-presidente da construtora Concal.

    Presidente da imobiliária Patrimóvel, Rubem Vasconcelos concorda:

    - A hospitalidade e a segurança da Copa foram muito positivas, agora precisamos vender bem a cidade também durante as Olimpíadas.
    Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 20/07/2014 Evento para setor da construção em outubro
    A Construir Rio, principal feira do setor da construção da cidade, receberá investimentos de R$ 6 milhões na edição deste ano, que acontecerá de 1 a 4 de outubro, no Riocentro. Organizado pela Fagga Eventos, a feira vai apresentar as últimas tecnoligias lançadas no setor.
    Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 20/07/2014 Bairros da Zona Norte em alta
    A valorização imobiliária chega a vários bairros do Rio. Além da Zona Oeste, os olhos das construtoras estão voltadas para a Zona Norte por conta de fatores como a instalação das Unidades de Polícia Pacificador (UPPS) e as obras para facilitar a mobilidade urbana. Entre as regiões que se destacam estão Grande Méier, Grajaú, Vila Isabel e Tijuca.

    \"Modelos de condomínios-clube, antes exclusivos de bairros como Barra e Recreio, são levados para esses locais. A revitalização das áreas também é de extrema relevância por aumentar a autoestima dos moradores\", diz Fábio Pacheco, diretor da Lopes Rio.

    Sulacap, Campinho, Penha e Olaria, também na Zona Norte, e Camorim, em Jacarepaguá, já despertam a atenção do mercado. A CTV lança neste fim de semana, em Sulacap, o Mayal Residencial. O condomínio terá 12 unidades de três quartos, com suíte, varanda com churrasqueira e fechadura biométrica, com leitura por meio das impressões digitais. Os apartamentos custam a partir de R$399 mil, com financiamento pela Caixa. Já no Campinho, a empresa oferece o Jardim dos Teles.

    A Living Construtora leva para o Camorim, entre a Vargem Pequena e a Barra, o Grand Club Verdant, com três condomínios residenciais e um clube. O primeiro é o Verdant Valley Residence, que terá 426 unidades de dois ou três quartos com suítes.
    Publicado por: O Dia -
  • 20/07/2014 Custo da construção sobe 0,1% no Rio
    O Custo Unitário Básico da Construção Civil, calculado pelo Departamento Técnico do Sinduscon-Rio, subiu 0,10%, em junho, fechando o mês em R$ 1.206,45. O indicador ficou acima do IGP-M do período, que registrou deflação de -0,74%. O resultado foi provocado pela alta de dez dos 25 insumos pesquisados. O resultado doi provocado pela alta de dez dos 25 insumos pesquisados. Houve queda de outros oito. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 20/07/2014 Consórcio é alternativa para adquirir imóvel
    Com a credibilidade de ser fiscalizado pelo Banco Central, o consórcio é uma opção para quem quer adquirir um imóvel, mas não tem pressa de morar. Isento de juros, o produto também permite a utilização do FGTS para compra ou para antecipar a aquisição da carta de crédito. Além disso, o consórcio também tem servido para muitas pessoas como uma forma de investimento programado.

    Diretor da Caixa Consórcios, Maurício Maciel, define o consórcio imobiliário como uma concessão de crédito, isenta de juros, formada por um grupo de pessoas ou empresas, para a aquisição de bens móveis, imóveis e de serviços. \"Atualmente, a duração de um consórcio para imóveis na Caixa varia entre 120 e 200 meses, dependendo do valor do crédito. Os sorteios são feitos com base no resultado da Loteria Federal ou por lances, que são valores oferecidos para retirar a carta de crédito mais rápido. Após a contemplação, é feita a aprovação do crédito, e, em seguida, a liberação do recurso\", explica o diretor.

    Segundo Mauricio, um consorciado também pode usar o FGTS para a compra do imóvel ou como um lance. Ele explica que os grupos da Caixa Consórcios possuem 1000 participantes, e um só cliente pode ter até 100 cotas no mesmo grupo, ou o quantas quiser em grupos distintos. \"O consórcio permite além de adquirir, também construir, reformar ou ampliar um imóvel residencial ou comercial, seja ele novo ou usado\", lembra.

    De acordo com banco Bradesco Seguros, o consórcio é indicado para todas as pessoas, principalmente por possibilitar o planejamento da aquisição de um bem. A empresa defende ainda que, o consórcio é a forma mais organizada e garantida de concretizar a aquisição de um imóvel.

    Segundo o Bradesco, o consórcio também é muito indicado para quem já tem um imóvel próprio, mas sonha com a casa de praia ou de campo, ou ainda, aqueles que têm a intenção de trocar o imóvel por um bem de valor superior, e utilizam o produto como uma poupança programada, pagando as parcelas mensais sem se descapitalizar.

    Além das agências de bancos, e cooperativas de crédito, o serviço de consórcio também pode ser contratado através de agentes, que são prestadores de serviço credenciados, e trabalham para uma empresa privada vendendo produtos bancários. O profissional ainda oferece um atendimento personalizado, com hora marcada, e disponibilidade para esclarecer eventuais dúvidas.

    \"É muito comum ter dúvidas e comparar o consórcio com o financiamento. Sempre explico que, em um financiamento existe um juros maior, mas o imóvel é adquirido em até 90 dias. No caso do consórcio, é preciso poder aguardar ser sorteado, ou fazer um lance alto para tentar ser contemplado. Por isso, a indicação para contratar um consórcio imobiliário é para pessoas sem pressa para morar. Existe ainda, pessoas que encaram o consórcio como um investimento, ou uma espécie de poupança forçada\", explica o agente bancário Marcelo Ferraz, de 41 anos.

    Responsável pela regulamentação e fiscalização dos consórcios, o Banco Central informa que só podem atuar como administradoras de consórcio empresas prestadoras de serviços, autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. De acordo com Ailton de Aquino Santos, chefe adjunto do departamento de monitoramento do sistema financeiro do Bacen, antes de aderir a um consórcio, o consumidor deve, pelo menos, verificar no site do Banco Central se a empresa que oferece o produto é autorizada.

    \"Se a instituição estiver impedida de constituir grupos de consórcios, essa informação será mostrada no site. Deve-se também verificar junto aos órgãos de defesa do consumidor se há reclamações contra a empresa; ler cuidadosamente o contrato de adesão antes de assiná-lo e evitar a realização de pagamentos em dinheiro, optando por cheques nominais à administradora.

    Desconfie sempre de promessas de contemplação imediata, tendo em vista que só existem duas maneiras de ser contemplado, por sorteio ou por lance\", orienta. Publicado por: O Fluminense - Ulisses Dávila
  • 18/07/2014 Lançamentos de imóveis no Rio crescem e vão na contramão do país
    As construtoras e incorporadoras do país estão colocando o pé no freio nos lançamentos para se concentrarem em vendas de estoques, mas o Rio de Janeiro, umas das principais praças imobiliárias do país, o mercado ainda tem mostrado fôlego.

    Os lançamentos de novos imóveis na capital fluminense subiram 15 por cento de janeiro a maio deste ano ante o mesmo período de 2013, com as construtoras e incorporadoras se voltando para as zonas oeste, norte e centro da cidade, segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-RJ).

    Enquanto isso, os novos empreendimentos na cidade de São Paulo, caíram 14 por cento, segundo o sindicato paulista da habitação.

    \"De janeiro a maio, os lançamentos (residenciais) tiveram crescimento de 14 por cento no Rio de Janeiro. Em junho, vai ser igual ou menor do que no ano passado\", afirmou o presidente da Ademi, João Paulo Rio Tinto de Matos.

    A melhora na segurança e obras de infraestrutura e de mobilidade urbana visando especialmente as Olímpiadas de 2016, além de projetos de óleo e gás que atraem mais moradores para a cidade, são fatores que têm contribuído para os novos lançamentos no Rio, cujo preço do metro quadrado tem avançado menos.

    Enquanto a oferta de terrenos na zona sul da cidade mingua, a zona oeste, que se estende dos bairros Barra da Tijuca ao Recreio dos Bandeirantes, é a área com mais espaços disponíveis e onde estão localizados grandes condomínios residenciais e bairros planejados.

    Tanto é que os lançamentos de imóveis residenciais na região cresceram 72 por cento nos cinco primeiros meses do ano, segundo a Ademi.

    \"A zona oeste é onde está a disponibilidade de terrenos. Conforme a cidade vai expandindo, a tendência é que esta área venha sendo ocupada\", disse à Reuters Luiz Carlos Siciliano, diretor executivo da Gafisa para o Rio de Janeiro. Em agosto, a companhia deve lançar na região um empreendimento no bairro de Jacarepaguá.

    Já a zona norte, que durante muitos anos ficou sem lançamentos, voltou a atrair a atenção das empresas com a chegada das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em favelas e o aumento da segurança na região.

    \"Existe um movimento de revitalização da zona norte, com lançamentos acontecendo com bastante sucesso e bastante velocidade de vendas\", disse o diretor de incorporação da Dominus Engenharia, Marcelo Oliveira.

    \"Há um aquecimento de demanda por unidades residenciais. Muitas regiões da zona norte têm carência de lançamentos\", acrecentou.

    A prefeitura carioca também tenta revitalizar a zona portuária, na região central da cidade, em um projeto chamado Porto Maravilha, ainda concentrado em empreendimentos comerciais, enquanto os imóveis residenciais na área não deslancham.

    \"Se analisarmos a região do Porto (...) a gente acredita bastante no residencial, mas talvez o momento dos empreendimentos residenciais venha um pouco após o início das atividades dos comerciais\", disse o diretor da Tishman Speyer no Brasil, Daniel Cherman.

    Por enquanto as companhias ainda avaliam a construção de residências na região portuária. \"Estamos examinando um terreno na região do Gasômetro para uso misto (corporativo e residencial)\", disse o vice-presidente da RJZ Cyrela, unidade da Cyrela Brazil Realty, Rogério Zylbersztajn. Ele se refereiu à área da União comprada pela prefeitura e que está sendo vendida para construtoras para se transformar em um novo bairro no porto.

    PREÇOS DESACELERAM, MAS NÃO POR MUITO TEMPO

    A expansão dos lançamentos em novas regiões do Rio de Janeiro ocorre ao mesmo tempo em que o preço do metro quadrado na cidade, o mais caro do Brasil, cresce em um ritmo menor.

    O preço médio do metro quadrado, que chegou a subir 3,44 por cento em novembro de 2011 na comparação mensal, subiu apenas 0,37 por cento em junho ante maio, na menor variação mensal desde março de 2008.

    A desaceleração na capital fluminense também é percebida na variação acumulada em 12 meses, já que em junho foi registrado o menor aumento nesta comparação desde o início da série histórica --uma alta de 12,5 por cento--, segundo o índice FipeZap Ampliado, que faz o levantamento de preços de imóveis novos e usados em 16 cidades brasileiras.

    \"A desaceleração acontece em grande parte devido ao esfriamento natural da economia e o crescimento da inflação... Também não temos investidores de curto e médio prazo agindo no mercado imobiliário, com intuito de fazer especulação\", disse o coordenador do Índice FipeZap, Eduardo Zylberstajn.

    Segundo ele, parte da desaceleração pode ser atribuída à Copa, que afetou a comercialização no primeiro semestre, mas com o fim do evento, os preços devem voltar a se animar nos próximos meses.

    Apesar da expansão mais lenta nos preços, o Rio de Janeiro segue tendo o metro quadrado mais caro do Brasil, de 10.648 reais em junho, ante 9.285 um ano antes, segundo o índice FipeZap. Publicado por: O Estado de São Paulo -
  • 13/07/2014 Recompensando a natureza da cidade
    A recuperação da vegetação de restinga da Praia de Ipanema foi possível graças à ação de várias construtoras. Na verdade, foram as medidas de compensação ambiental tomadas pelas empresas que permitiram o plantio na região, assim como podem permitir a arborização de uma praça ou o plantio de mudas numa área desmatada ou numa unidade de conservação. É que, para cada empreendimento construído, a lei exige que a construtora recompense o meio ambiente de diferentes formas.

    A mais comum delas é por meio do plantio de árvores. Quando a empresa adquire um terreno que tenha vegetação, por exemplo, é necessário fazer um levantamento da quantidade e dos tipos de plantas que existem no local e serão suprimidas para dar lugar ao empreendimento.

    - Dependendo da espécie e do diâmetro de cada árvore, será determinada, pela prefeitura ou pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), quantas árvores deverão ser replantadas e em quais locais - afirma Marcelo de Carvalho, sócio-diretor da Biovert, que tem um viveiro de espécies da Mata Atlântica do país, em Silva Jardim (RJ), e faz diagnósticos de terrenos para posterior compensação ambiental.

    Durante a fase de obras, a construtora também é obrigada a pagar pela emissão de gases de efeito estufa - o que se dá por meio do plantio de mudas. Já na etapa do habite-se, é necessário plantar uma árvore para cada 150 metros quadrados de área edificada em empreendimento multifamiliar, uma árvore para cada 90 metros quadrados em unidade comercial e uma árvore para cada 20 metros quadrados em construção industrial.

    Bruna Bernini, coordenadora de projetos da Engineering, empresa especializada em projetos e gerenciamento de empreendimentos, diz que é possível entrar em acordo com os órgãos fiscalizadores - no Rio, o Inea e a Secretaria municipal de Meio Ambiente, para fazer a compensação de outras formas.

    - É possível, por exemplo, fazer pavimentação de vias do entorno da obra ou construir uma elevatória de esgoto, desde que isso seja acordado com esses órgãos - diz Bruna.

    Claudio Hermolin, vice-presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro (Ademi-RJ), afirma que as construtoras também podem fazer a compensação dentro do próprio empreendimento que está sendo erguido.

    - É possível sugerir que a compensação seja feita total ou parcialmente dentro do imóvel - afirma Hermolin, dando o exemplo de um condomínio no Méier, que conta com um bosque.

    O vice-presidente diz notar dois movimentos no mercado imobiliário: o de moradores que querem estar cada vez mais próximos do verde e a aplicação de um número maior de soluções sustentáveis nos novos empreendimentos.

    - Medidas como uso de iluminação solar para as áreas comuns e uso da água da chuva para irrigar os jardins não são obrigatórias por lei, mas geram benefício ambiental e também financeiro - destaca Hermolin.

    O viveiro da Biovert tem capacidade de produção de três milhões de mudas ao ano, de mais de 300 espécies, tanto de Mata Atlântica como de restinga. A principal atuação da empresa é com construtoras que precisam fazer compensações ambientais.

    -Além da Praia de Ipanema, o Parque Natural Municipal de Marapendi, o Bosque da Barra, o Parque Chico Mendes e várias outras unidades de conservação recebem recursos de compensação ambiental - diz Marcelo de Carvalho. Publicado por: O Globo - Maíra Amorim
  • 13/07/2014 Mercado imobiliário no Rio continuará aquecido mesmo depois da Copa
    O segundo semestre promete ser ainda mais aquecido no mercado imobiliário. Segundo especialistas, a valorização permanecerá em algumas regiões da cidade, em especial na Zona Norte.

    \"O setor no Rio terá um cenário bem parecido após a Copa, mas de maneira mais intensa, com grandes lançamentos, principalmente nas zonas Norte e Oeste. O Rio foi bem avaliado por todos durante a Copa, o que valoriza ainda mais o mercado\", afirma Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel e vice-presidente da Ademi-RJ (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário).

    Na Sawala Imobiliária, o cenário também é favorável. De acordo com Sandro Sawala, diretor da empresa, no primeiro semestre o volume comercializado chegou a R$451 milhões. \"Até dezembro esperamos bater R$ 700 milhões. É fato que haverá mais lançamentos e um volume maior de vendas\", diz Sawala.

    A Dominus prevê lançar até dezembro três empreendimentos, que totalizam 1.500 unidades. \"Estamos diversificando a área de atuação da empresa, de forma que consigamos achar nichos de alta demanda na cidade. Méier, Campinho, Cascadura, e regiões de Jacarepaguá, entre outras, são locais com muita demanda. Acreditamos no cliente final, aquele que precisa do imóvel para uso próprio seja de moradia ou para escritório onde exerce sua profissão. É por aí que está o mapa da mina para os próximos meses\", destaca Marcelo Oliveira, diretor de Incorporação da Dominus no Rio.

    No mesmo ritmo estão a RJZ Cyrela e a Living. Há previsão de lançamento de 1.500 unidades nos residenciais em Del Castilho, Andaraí, Penha e Irajá até dezembro.

    Zona portuária em alta

    Com os olhos voltados para a Zona Norte, a PDG lança o Gran Residencial Clube, com 233 unidades no Cachambi, entre apartamentos de dois, três e quatro quartos, além de coberturas dúplex e lineares.

    O Grupo Avanço Aliados prepara dois lançamentos até dezembro, ambos na Zona Norte. A CTV prevê levar para a região três empreendimentos até o fim do ano. E a Performance escolheu o bairro do Riachuelo para lançar o Fiore Residencial. O condomínio terá 72 apartamentos de dois quartos, com suíte, duas lojas no térreo, e lazer.

    Já a Concal concentra seus projetos na Zona Portuária que, segundo Rodrigo Conde Caldas, vice-presidente da empresa.

    Locação não tem crise

    Sempre destaque nas pesquisas, a Zona Oeste permanece valorizada. A Brookfield, por exemplo, lançará a segunda fase do Soho, no Centro Metropolitano. E a Celta levará para a Freguesia, o Monte Carlo 4. O residencial terá 70 unidades e lazer completo.

    Na locação, a tendência também é de alta. Segundo Edison Parente, vice-presidente Comercial da Renascença Administradora, não há crise no mercado de aluguel. \"As pessoas continuam se casando, mudando de emprego e precisam de opções para morar\", diz.
    Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 13/07/2014 Arquitetura: riqueza dos países, além do futebol
    Nestes dias de Copa, os brasileiros puderam conhecer um pouco mais de outras culturas. O Morar Bem decidiu mostrar, então, as principais características arquitetônicas dos países que chegaram às semifinais. Até porque, rivalidade, só 110 campo, certo?

    Nossa vizinha Argentina, por exemplo, é muito conhecida por suas construções antigas bem preservadas, entretanto, imóveis com um estilo mais clean e contemporâneo vão criando uma nova cara na arquitetura no país.

    Esta mistura também é presente no Brasil, onde o estilo colonial se funde com o Modernismo, criando uma identidade heterogênea na arquitetura.

    Já do lado de lá do Atlântico, em Amsterdã, Holanda, os edifícios são de linhas retas, mas com detalhes marcantes que os tomam especiais: os telhados irregulares, muito vidro e tijolo aparente.

    E a Alemanha bate um bolão não só em campo, como em suas construções. As casas estilo enxaimel são bem conhecidas, porém, é o Bauhaus que se destaca, uma escola que revolucionou os métodos construtivos a partir do século XX. Até hoje, uma das maiores contribuições para a arquitetura mundial, onde o uso de pilares, aço e vidro ganham força. Publicado por: O Globo - Raphaela Ribas
  • 13/07/2014 Diga-me onde moras...
    Nem sempre o verde e os equipamentos de lazer são capazes de aumentar o valor dos imóveis no entorno de uma praça. De acordo com Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), conforme a qualidade do espaço, pode haver valorização de 10% - com o preço médio do metro quadrado próximo ou até superior à média do bairro - ou desvalorização de 5% em relação a outros pontos da região:

    - Se tiver um acesso fácil para o imóvel ou condomínio, e a praça for bem conservada, pode valorizar uma média de 10%. Mas, se tem feira todas as quartas-feiras, por exemplo, e o morador não consegue chegar em casa de carro, (ou se) é uma (praça) abandonada e com perigo de violência, o preço pode ficar até 5% mais baixo.

    Na Afonso Pena, na Tijuca, o metrô faz os preços subirem:

    - Tem muita praticidade para ir para a Zona Sul. Além disso, como muitos prédios são antigos e sem lazer, as pessoas usam a praça como play - afirma Inês Rodrigues, corretora de imóveis da Miguez.

    Gerente do bar Garota da Tijuca, na Praça Vanhargen, no mesmo bairro, José da Cruz, de 57 anos, diz que, antes de comprar o imóvel, deve-se observar o perfil do lugar:

    - Vai comprar um apartamento aqui, se não gosta de barulho? O carioca é da rua, gosta de beber em botequim.

    Barulho divide moradores

    Uma das reclamações de quem mora perto da Praça São Salvador, em Laranjeiras, é a frequência à noite, período em que ela fica cheia de gente conversando, bebendo e ouvindo música. Recentemente, uma proposta foi apresentada à prefeitura, para que os bares e restaurantes sejam obrigados a fechar à 1h, e as montagens de eventos sejam proibidas no local, assim como a presença de ambulantes.

    - Fiz a proposta para tentar resolver o problema dos moradores, que não suportam mais todas as noites e madrugadas de algazarras, com som, gritaria e venda de bebidas. A praça amanhece muito suja, com garrafas na fonte. É um direito da vizinhança ter qualidade de vida - afirma a vereadora Leila do Flamengo (PMDB), autora do projeto.

    Nem todos, contudo, se incomodam com o barulho. O aposentado Ezio Borges, de 87 anos, gosta do movimento:

    - Não tem nada de ruim. Tem muitas pessoas, muitos músicos novos que se apresentam. É muito alegre.

    Para Leonardo Schneider, deve-se visitar o local diversas vezes, antes de se mudar:

    - A pessoa precisa ir nos fins de semana, saber que eventos têm, o público etc. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
  • 10/07/2014 Ícone do design brasileiro, carioca Zanini de Zanine comemora uma década de carreira
    Um dos ícones do design brasileiro, o carioca Zanini de Zanine é um apaixonado pelas possibilidades de criação. Perseguir diferentes texturas, experimentar novos materiais e explorar novas formas é o norte do seu trabalho, iniciado há 10 anos, com a conclusão no curso de Desenho Industrial na PUCRJ.

    Filho do conceituado arquiteto José Zanine Caldas, Zanini, 36 anos, cresceu acompanhando as criações do pai. A influência do trabalho paterno somou-se aos ensinamentos adquiridos em estágio com Sérgio Rodrigues, outro nome de peso do cenário nacional, e criou o estilo único do designer.

    As memórias afetivas da infância e adolescência se misturam às recordações de suas obras mais importantes nas 168 páginas de Zanini de Zanine, livro lançado em 2013 pela editora Olhares (SP) para celebrar a década de carreira independente.

    De passagem por Porto Alegre na semana passada para autógrafos do livro que leva seu nome, Zanini também assinou obra organizada por ele junto ao galerista Marcelo Vasconcellos, Design Brasileiro de Móveis.

    Na ocasião, comentou com Casa&Cia os destaques de mobiliário que ganharam o mundo e elegeu 10 peças entre as mais significativas do seu trabalho. Publicado por: Zero Hora -
  • 10/07/2014 Cresce a participação das mulheres na compra de imóveis.
    Cresce a participação das mulheres na compra de imóveis. Seja compondo renda com marido ou parentes ou comprando sozinhas, elas já representam 37% dos contratos de financiamento da Caixa Econômica Federal.

    \"Esse percentual vem se mantendo ao longo dos anos, principalmente quando falamos da mulher que compra sozinha. Agora, o que chama a atenção e que já é alvo de estudos na Caixa é a participação delas na composição de renda com o marido, pois, no passado, o homem, mesmo casado, só usava a renda dele no contrato\", afirma José Domingos Martins, superintendente da Caixa no Rio.

    A tendência também é vista na CrediPronto, braço da Lopes Imobiliária. \"Notamos que a participação da mulher como tomadora do financiamento imobiliário tem aumentado a cada ano. No primeiro semestre deste ano, chegou a 34,8% dos nossos clientes, enquanto que, em2013, essa participação foi de 31,4%\", diz Bruno Gama, diretor da CrediPronto.

    De olho nessa tendência, construtoras investem cada vez mais em ambientes destinados às mulheres, como salão de beleza, massagem, spa e espaço de dança. Nos empreendimentos da RJZ Cyrela e da Living, por exemplo, é possível encontrar opções para as mulheres. \"As áreas de lazer são pensadas para o bem-estar da família como um todo, mas, sem dúvida, itens como spa, fitness e solarium fazem muito sucesso entre elas\", comenta Rogério Jonas Zylbersztajn, vicepresidente da RJZ Cyrela.

    O conceito de bem-estar estará presente também no Damai, da Brookfield, no Recreio. Lá, haverá opções como fitness, pilates, massagem, ioga, banhos (ofurô e banheira), duchas cromoterápicas e saunas seca e a vapor.

    Pensando no dia a dia corrido das mulheres, a Labes Melo construirá no Wave Reserva um ambiente com atividades exclusivas para elas. A Leduca também contempla o público feminino com salão de beleza, academia e spa.
    \"Esse percentual vem se mantendo ao longo dos anos, principalmente quando falamos da mulher que compra sozinha. Agora, o que chama a atenção e que já é alvo de estudos na Caixa é a participação delas na composição de renda com o marido, pois, no passado, o homem, mesmo casado, só usava a renda dele no contrato\", afirma José Domingos Martins, superintendente da Caixa no Rio.

    A tendência também é vista na CrediPronto, braço da Lopes Imobiliária. \"Notamos que a participação da mulher como tomadora do financiamento imobiliário tem aumentado a cada ano. No primeiro semestre deste ano, chegou a 34,8% dos nossos clientes, enquanto que, em2013, essa participação foi de 31,4%\", diz Bruno Gama, diretor da CrediPronto.

    De olho nessa tendência, construtoras investem cada vez mais em ambientes destinados às mulheres, como salão de beleza, massagem, spa e espaço de dança. Nos empreendimentos da RJZ Cyrela e da Living, por exemplo, é possível encontrar opções para as mulheres. \"As áreas de lazer são pensadas para o bem-estar da família como um todo, mas, sem dúvida, itens como spa, fitness e solarium fazem muito sucesso entre elas\", comenta Rogério Jonas Zylbersztajn, vicepresidente da RJZ Cyrela.

    O conceito de bem-estar estará presente também no Damai, da Brookfield, no Recreio. Lá, haverá opções como fitness, pilates, massagem, ioga, banhos (ofurô e banheira), duchas cromoterápicas e saunas seca e a vapor.

    Pensando no dia a dia corrido das mulheres, a Labes Melo construirá no Wave Reserva um ambiente com atividades exclusivas para elas. A Leduca também contempla o público feminino com salão de beleza, academia e spa Publicado por: Meia Hora - Imóveis
  • 09/07/2014 Um programa em construção
    O clima e o aparato eram de campanha eleitoral, embora ainda faltassem três dias para o seu início oficial. \"Nosso objetivo é deixar claro que é possível contratar a construção de três milhões de moradias\", afirmou a presidenta Dilma Rousseff, na quinta-feira 3, durante a entrega de 464 apartamentos do programa Minha Casa Minha Vida no Paranoá, região administrativa na periferia de Brasília. No telão montado no palco, nove ministros apareciam entregando chaves de imóveis em sete Estados do País, num total de 5.460 unidades.

    Em princípio, a declaração da presidenta sobre a continuidade do programa agradou aos empresários do setor de construção civil, que contam com o subsídio do governo para atender o mercado de baixa renda. \"Precisamos sinalizar para os empresários se prepararem com terrenos e discutirem com os prefeitos para que isso ocorra a partir de 2015\", afirmou Dilma. No entanto, a falta de detalhes sobre quando a legislação será enviada ao Congresso e a indefinição em relação aos valores que serão pagos fizeram com que muitos representantes das construtoras, convidados pela Presidência para o evento, deixassem o local sem ter certeza sobre as condições de mercado no próximo ano.

    Inegavelmente, o programa lançado em 2009 conta com o aplauso do empresariado da construção civil. Uma pesquisa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBCI) aponta que o Minha Casa Minha Vida é considerado importante ou muito importante por mais de 70% das empresas do setor. Desde então, o governo já investiu R$ 216,6 bilhões na contratação de 3,4 milhões de unidades, das quais 1,7 milhão já foram entregues. Atualmente, há três faixas de renda. Para quem ganha menos de R$ 1,6 mil o governo compra o imóvel diretamente da construtora, e cobra do morador o equivalente a 5% da renda, durante dez anos.

    O subsídio, nesse caso é de 90% a 95% do valor total. Nas duas faixas de renda mais alta, a parcela bancada pelo governo é menor, e o proprietário paga a prestação por 30 anos. Nas inúmeras reuniões que fizeram com o governo nos últimos meses para tratar do assunto, os empresários pediram a criação de uma faixa intermediária, para atender a população com renda superior a R$ 1,6 mil, mas insuficiente para pagar uma prestação. Pediram também que o programa se tornasse permanente, independentemente de governos.

    Dilma disse que \"seria deselegante\" da parte dela fazer isso sem saber se estaria no cargo no próximo ano. \"O ciclo de uma obra é de um ano e meio a dois anos, por isso é preciso fechar os contratos com antecedência\", diz José Carlos Martins, presidente da CBIC. As empresas também reclamam que o governo tem adiado a contratação de imóveis da faixa 1, por falta de recursos. Balanço do Ministério das Cidades mostra que os projetos de menor valor avançam num ritmo mais lento do que os outros. Considerado por governo e empresários como o \"maior programa habitacional da história\", o Minha Casa Minha Vida de fato deu um impulso ao setor.

    Beneficiou especialmente empresas que já estavam preparadas para atuar no mercado popular, como a Cury Construtora e Incorporadora, que em 2007 firmou uma joint venture com a Cyrela Brazil Realty para entrar no segmento. O faturamento saltou de R$ 35 milhões em 2007 para R$ 1,7 bilhão no ano passado, com a construção de 20 mil imóveis por ano. \"Agora, estamos preocupados com esse período de transição, e já nos preparamos para outros projetos enquanto esperamos os novos contratos\", afirma Ronaldo Cury de Capua, diretor de relações institucionais da construtora. Nem todas as empresas, porém, tiveram uma experiência satisfatória.

    A Construtora Almeida Neves, de Goiânia, foi contratada para erguer oito mil unidades. Já entregou duas mil e promete concluir o restante até o fim do ano. Mas o presidente do grupo, Mauricio Luiz Neves, diz que só entrará em novos projetos se os valores financiados forem revisados. \"Pensávamos em ganhar no volume, mas os custos subiram muito e as condições atuais não remuneram.\" Sem detalhes, a incerteza sobre o futuro continua.
    Publicado por: IstoÉ Dinheiro -
  • 09/07/2014 Museu de Arte do Rio conquista o selo Leed
    O Museu de Arte do Rio conquistou a primeira certificação internacional Leed na América Latina para museus. O espaço cultural recebeu neste primeiro semestre o selo da categoria \"Silver\", o qual é concedido pela Green Building Council, organização mundial que reconhece práticas sustentáveis. O empreendimento é composto por dois edifícios, sendo um a Escola do Olhar, num estilo mais modernista, e o outro o palacete Dom João VI, construído na primeira metade do século XX. Ambos são ligados por um teto em formato de onda, uma das marcas da arquitetura nacional atual.

    Entre as técnicas para deixar o prédio sustentável, há uma cisterna que armazena a água da chuva e depois é usada nos vasos sanitários dos dois prédios, e foram instalados vidros especiais com uma película que reduz a incidência de luz e calor - dando conforto térmico no interior, mas sem dispensar a iluminação natural. Também foram usados tijolos reciclados, madeira certificada e outros materiais reaproveitados, além das sobras, como o aço, terem sido enviadas para pontos de reciclagem na cidade.

    A coordenadora de projetos e obras da Fundação Roberto Marinho, Claudia Coutinho, explica que o conceito de sustentabilidade foi empregado ao projeto desde a sua concepção e que o principal desafio foi o retrofit realizado no palacete.

    - A Fundação já tem este conceito sustentável, e a decisão foi de agregar a sustentabilidade aos museus. No caso do MAR, começamos as obras pelo restauro do palacete que é mais antigo, que é um pouco mais difícil já que as mudanças esbarram em algumas questões técnicas mesmo, pois não há como mexer na estrutura em si. Mas usamos, por exemplo, materiais menos agressivos ao meio ambiente - afirma Claudia, que completa:

    - O teto é um elemento muito marcante na arquitetura que liga os dois prédios. Ele contribuiu também para redução da incidência solar pois cobre os dois. Tem outros elementos que contribuem para isso.

    Para a coordenadora, a maior dificuldade para se conseguir o resultado sustentável é que, segundo ela, durante as obras que ocorreram em 2010, o assunto ainda não era amplamente conhecido.

    - A maior dificuldade na obra foi que na época não havia esta cultura de onde encontrar ou depositar materiais reciclados, tanto por parte dos fornecedores como de quem estava envolvido na obra. Hoje as pessoas já sabem o que é um prédio verde, inclusive valorizam o que é sustentável.

    Outras duas iniciativas concebidas pela Fundação Roberto Marinho - o Museu do Amanhã e o Museu da Imagem e do Som - também investem na obtenção do selo.
    Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 07/07/2014 Passado em harmonia
    Uma pracinha com coreto, clima de interior e cercada de prédios antigos bem no Centro do Rio. Parece imaginação ou coisa dos tempos da vovó. Mas esse lugar existe, sim, e se chama Praça da Harmonia (ou, oficialmente, Praça Coronel Assunção), na Gamboa. No boca a boca, esse pedaço da Zona Portuária vem despertando a atenção dos cariocas pelas festas e movimentos culturais que passou a abrigar. Nada parecido com o que rola na Praça Mauá: lá, não há bares badalados e a programação é comandada por moradores, no maior clima de família.

    Nos dois últimos sábados, mesmo assim, mais de duas mil pessoas se aglomeraram na Praça da Harmonia para o Arraiá da Prata Preta, grupo que surgiu há dez anos com a criação de um bloco de carnaval. A festa junina bombou no Facebook. O mesmo pessoal do Prata Preta agora trabalha para reativar o Clube Filhos de Talma.

    A sede do clube, de 1888, na Rua do Propósito, a poucos passos da Praça da Harmonia, foi recuperada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), por meio do programa Porto Maravilha Cultural. A inauguração oficial é prevista para agosto, após o aniversário do clube, que completou neste domingo 135 anos. Festeira, a turma do Prata Preta combinava na semana passada alguma comemoração.

    Aliás, no sábado, o prédio já começou a balançar com os ensaios do bloco. A volta do Filhos de Talma - uma homenagem ao dramaturgo parisiense François Joseph Talma, que viveu na virada do século XVIII para o XIX - promete mais agito para a pacata Praça da Harmonia.

    - A gente diz que a nossa sede física fica na Rua do Propósito, e a ao ar livre na Praça da Harmonia - diz Fábio Sarol, da diretoria do Prata Preta e do Filhos de Talma.

    Prata Preta era o \"capoeira\" Horácio José da Silva, que liderou durante a Revolta da Vacina, em 1904, uma barricada naquele local que ficou conhecido como Porto Arthur. Naqueles tempos, o mar ia até onde hoje é a praça, urbanizada após a revolta como uma forma de apagar o passado de batalhas. Além de bonita, a pracinha é cheia de histórias...

    - O Filhos de Talma era um clube de teatro, social e esportivo que estava parado. No passado, havia bailes e a gente jogava futebol de salão. Mas o prédio foi condenado pela Defesa Civil - explica o presidente do clube, Emilson Ramos da Silveira, de 70 anos, sócio do Filhos de Talma desde os 14.

    O clube funcionou com bailes e reuniões sociais até meados dos anos 1980. Com uma lista de eventos já pronta, o pessoal do Prata Preta avisa que haverá no endereço cursos de teatro, sopro, percussão, dança afro e dança de salão. O espaço também funcionará como bar e palco para apresentações de MPB, samba e rock. A intenção é transformar o lugar num novo point na Gamboa. Ou Saúde.

    Bairrista, como muitos moradores do entorno da Praça da Harmonia, Emilson não aceita que o lugar seja chamado de Gamboa:

    - Para o nativo, aqui é Saúde!

    O Prata Preta - cujas cores, da bandeira da França, são as mesmas do Filhos de Talma - começou a movimentar de fato o lugar, atraindo gente de fora da região, há cerca de três anos, junto com o boom que atraiu os olhos dos cariocas para a Zona Portuária. Nesse meio tempo, outro grupo passou a animar a pracinha: o Velhos Malandros, que todo terceiro domingo do mês promove feira de artesanato afro e roda de samba, sempre com convidados especiais.

    - Completamos um ano na praça, que começou a ser revitalizada pelo Prata Preta. Há dois anos, quase não tinha evento - lembra o jornalista Alexandre Nadai, fundador do Velhos Malandros.

    O nome oficial não é bem aceito pelos moradores, que preferem ainda chamar o espaço de Praça da Harmonia, uma referência ao Mercado da Harmonia, que funcionou ali no fim do século XIX. Mas o coronel Assumpção (no século XIX escrito com um P no meio) é o único homenageado com um monumento na pracinha, onde fica o 5º Batalhão da PM. Policial militar, ele lutou na Guerra do Paraguai e depois foi nomeado comandante geral da Polícia Militar da Corte.

    O batalhão é uma das construções históricas a serem observadas. Em volta ainda há um dos prédios do Moinho Fluminense, todo de tijolinhos como as construções industriais inglesas do século XIX; o edifício modernista do Albergue da Boa Vontade, de Affonso Eduardo Reidy e Gerson Pinheiro; e um conjunto de sobrados do início do século XX em estilo eclético. Alguns deles abrigam autênticos pés-sujos, frequentados à noite.

    A arquiteta Liana Brazil, que levou há três anos para a área a produtora SuperUber (que também tem escritório em Nova York), se derrete quando fala da praça:

    - Além de lindinha, ela tem muita coisa legal feita pelos moradores. Tem bloco de carnaval, festa junina com bandeirinhas... Não existe praça mais no Rio assim, com coretinho no meio e construções históricas ao redor. Publicado por: O Globo -
  • 06/07/2014 A nova joia do Centro
    Alta oferta de transporte, seja de ônibus, metrô ou barcas. Esse é o principal atrativo para que o Centro e os bairros do entorno estejam se valorizando. Segundo o Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), em um ano, os imóveis da região se valorizaram, em média, em 8,2%. Leonardo Schneider, vice-presidente da entidade, explica que os preços estavam estagnados e, depois de a área receber melhorias, estão aumentando:

    - O Centro ficou esquecido por um tempo. Agora, está recebendo investimentos em transporte, como o VLT e o BRS, e vai receber o Porto Maravilha, com novos acessos.

    Entre os bairros da região, o destaque é o Estácio, onde os imóveis se valorizaram em 27,3% de junho de 2013 a junho de 2014. Para se ter uma ideia, o preço do metro quadrado passou de R$ 4. 929 para R$ 6.277 no período, ficando próximo ao valor da Cidade Nova, outro ponto em crescimento.

    A analista de sistemas Solange Dominguez, de 38 anos, comprou um imóvel no bairro por R$ 81 mil, há dez anos. Este ano, um apartamento no prédio dela foi vendido por R$ 450 mil:

    - Acho um valor absurdo.

    Entre os motivos da valorização, está a instalação da UPP do Morro de São Carlos.

    - Não resolveu a violência, mas melhorou - diz o militar Jamil Ferreira, de 52 anos.

    Para Cláudio Hermolin, vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), a alta é um reflexo da Tijuca:

    - (A valorização do) Estácio teve influência da Tijuca, que se valorizou muito com a implantação das UPPs.

    Aldo Gonçalves, presidente do Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) e da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), acredita que os conjuntos do programa federal \"Minha casa, minha vida\", no antigo complexo penitenciário da Rua Frei Caneca, cujas chaves foram entregues em 30 de junho, ajudam ainda mais o comércio:

    - Quando há um crescimento do bairro, o comércio é favorecido. E isso ajuda na vinda de mais moradores.

    Deslocamento

    Para os moradores, é unanimidade. A grande vantagem de morar na região central é a farta opção de transporte público: \"Com frequência, tenho que ir para a Baixada , e é muito fácil\", afirma o corretor Edson Galdencio, de 59 anos. O músico Otacilio Gama Filho, de 64 anos, comenta que, dependendo apenas de meios públicos, é possível ir a bairros das zonas Sul e Norte, ao aeroporto e à rodoviária. A região tem três estações de metrô: Cidade Nova, Praça Onze e Estácio.

    Segurança

    Como a região ainda é mais comercial do que residencial, fica deserta a partir das 21h e nos fins de semana, o que gera sensação de insegurança.

    Lazer

    Moradores reclamam da falta de área de lazer e da situação precária das praças: \"A praça aqui da frente (popularmente conhecida como Praça dos Correios) poderia ser melhorada, com aparelhagem e grama sintética\", diz Edson.

    Comércio

    Para Otacilio, o comércio é ótimo: \"Tem Correios, agências de todos os bancos, comércio, restaurantes. O que falta ainda é uma grande rede de supermercados\", aponta.

    Prédios

    Na região, há prédios importantes como os de prefeitura, Petrobras, Cedae e Centro de Controle de Segurança. \"Com a Petrobras vieram muitos restaurantes\", diz Otacílio. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
  • 06/07/2014 Tijuca sente os efeitos da Copa
    Entre janeiro e junho deste ano, o preço de venda do metro quadrado na região da Grande Tijuca registrou valorização de 4,66%, acima da média da cidade que subiu 1,78% no mesmo período. O levantamento é do Sindicato da Habitação, o Secovi-Rio.

    - De maneira geral, os preços estão registrando desaceleração. Mas a Grande Tijuca já havia sentido o efeito da infraestrutura feita para a Copa. Com isso, os proprietários resistem em rever os preços e continuam pedindo valores mais altos - explica Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio, lembrando que a partir do segundo semestre, os preços podem sofrer novos ajustes, para baixo.

    VILA ISABEL É ALTERNATIVA

    Já no caso da locação, a situação varia conforme o bairro. Enquanto no Rio, houve aumento médio de 10,89% nos valores dos aluguéis, na Tijuca, os preços caíram, 2,89%; em Vila Isabel, eles se valorizaram 9,64%; e no Maracanã, 2,34%. É que ali, o número maior de ofertas na região acabou levando os preços de bairros mais procurados - e também com mais infraestrutura, como Tijuca e Maracanã - a patamares altos demais. Agora, essa valorização vai perdendo força e em alguns casos, começa a haver quedas.

    Por outro lado, bairros vizinhos como Vila Isabel surgem como alternativa mais barata para quem quer a região:

    - E aí, o natural é que o bairro, que ainda não tinha tido uma valorização tão forte como a da Tijuca e a do Maracanã, tenha uma variação mais alta - diz Schneider. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 06/07/2014 Modernismo sustentável
    No ranking mundial do Green Building Council (GBC), entidade que concede a certificação Leed, o mais conhecido selo de sustentabilidade, o Brasil está em terceiro lugar com 855 prédios registrados e outros 165 já certificados. O franco-brasileiro Aqua-HQE já certificou outras 297 construções. Mas, há ainda mais sustentabilidade nos prédios brasileiros. E não somente nos construídos agora.

    Num dos períodos mais marcantes da nossa arquitetura - o modernismo - elementos como cobogós e brises-soleils, novamente em voga na arquitetura nacional, já eram adotados em nome da sustentabilidade. Ainda que, na época, esse conceito não fosse sequer conhecido. Para melhorar a ventilação do edifício e permitir um maior controle da entrada de luz e calor, esses elementos eram usados com o objetivo de economizar, justamente um dos pilares da sustentabilidade. Mas tratava-se de economia financeira. Não energética.

    - Nas décadas de 1920 e 1930, EUA e Europa estavam com suas economias combalidas, e o custo da energia já era uma grande preocupação. Então, arquitetos como Alvar Aalto e Le Corbusier já tinham a preocupação de fazer uma arquitetura que levasse à economia - lembra o arquiteto Ruy Rezende, um especialista em obras sustentáveis.

    A escola corbusiana de modernismo, aliás, é justamente a que mais aparece nas obras do estilo no Brasil, com seus pilotis e terraços-jardim que, além de ajudarem a diminuir a temperatura do prédio, servem, de certa forma, para arejar a cidade. Isso porque criam grandes áreas de circulação e permitem certa interação com a natureza. Além disso, o uso dos pilotis, diminui a área de terreno impermeabilizada, aumentando o escoamento da água e reduzindo até o risco das enchentes, tão comuns no Rio.

    - Havia também uma vertente social, uma preocupação com o bem-estar humano - lembra Rezende.

    Um dos exemplos residenciais mais expressivos é o Parque Guinle, em Laranjeiras, com os prédios projetados por Lúcio Costa. Ali, os cobogós da fachada criam uma moldura para a janela, servindo ainda como um elemento estético. Seus panos de vidro, outra característica marcante do modernismo, entretanto, não podem ser inseridos no rol de elementos sustentáveis para a época: é que naquele meados do século XX ainda não havia a tecnologia que hoje permite que o material filtre o calor, deixando passar apenas a luz.

    Mas, enfatiza o arquiteto e doutor em urbanismo Carlos Fernando Andrade, os vidros nos prédios Guinle estão a favor da economia já que permitem a entrada de iluminação natural numa área de circulação, as escadas.

    - Se os vidros fossem usados num espaço de permanência, o interior viraria uma estufa - diz Andrade, apontando uma das características do modernismo que vai contra a sustentabilidade.

    Mas, se isoladamente os edifícios modernistas já tinham um quê de sustentáveis, as cidades pensadas pelo movimento iam no sentido oposto. Brasília, projetada no momento de maior celebração do automóvel, é um exemplo claro do urbanismo feito para espraiar a cidade, o oposto dos centros urbanos adensados desejáveis em tempos de sustentabilidade.

    - O carro promove a dispersão. E havia um rodoviarismo que impediu o investimento no transporte coletivo - lembra Pedro da Luz, presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, do Rio. - A questão mais importante está centrada na cidade e não no edifício. A gente devia celebrar a densidade de Copacabana, em vez de continuar investindo em áreas sem infraestrutura.

    Para Pedro da Luz, embora a sustentabilidade seja um caminho sem volta, falta um posicionamento dos órgãos governamentais em relação ao crescimento das cidades:

    - Áreas centrais que muitas vezes guardam pedaços importantes de nossa história, como os centros do Rio e de São Luiz, no Maranhão, passaram por um processo de abandono que afastou a população desses locais. A melhor cidade é a que tem misto de usos em todos os bairros.

    VARANDAS NO MODERNISMO À BRASILEIRA

    O arquiteto Carlos Fernando Andrade lembra que o urbanismo modernista, de certa forma, previa esse mix ao introduzir elementos como as unidades de vizinhança, áreas que cresceriam a partir de um ponto central com escola e serviços e seriam ligadas por estradas, substituindo a rua-corredor, ladeada por edifícios:

    - Um modelo americano, que permitiria localizar os prédios nos locais mais adequados do terreno, levando em consideração a incidência solar, os ventos. O problema é que aqui esse urbanismo não foi bem reproduzido. Na Barra, por exemplo, essas unidades viraram condomínios privados deixando de lado a densidade pensada para a região.

    Já a preocupação com implantação dos prédios nos terrenos, respeitando a incidência do Sol, ventos e iluminação é outra característica marcante do modernismo que hoje é tida como essencial para se considerar qualquer empreendimento sustentável. Esse estudo deve ser o primeiro a ser feito para que o prédio possa tirar o melhor proveito de todas as tecnologias utilizadas hoje para economizar energia e água. E essas, sim, foram bem aproveitadas no Brasil naquele momento.

    - São tendências que racionalizam o uso da energia e que aqui foram bem aproveitadas, sem deixar, contudo, de incorporar nossos padrões. As varandas, previstas na arquitetura colonial para evitar o aquecimento das paredes, por exemplo, foram bem incorporados. O Niemeyer fez um ótimo uso delas nos palácios da Alvorada e do Planalto, em Brasília - avalia Eduardo Nardelli, presidente da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBea).

    O arquiteto, um dos ícones maiores do modernismo brasileiro, e carioca, é muitas vezes criticado por privilegiar a beleza em detrimento da função e pelo uso excessivo do concreto. Mas, para Nardelli, quando a cidade é bem pensada, o material escolhido faz pouca diferença.

    - O concreto não é um problema maior que a estrutura metálica. Quando a cidade é construída sem cuidados, se torna insuportável. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 05/07/2014 Preço da maioria dos imóveis deve subir até 5%, dizem construtoras
    A maioria dos lançamentos imobiliários na cidade de São Paulo deve ter aumento de preço de até 5% a partir do início das regras do novo Plano Diretor, segundo um estudo do Secovi, sindicato que reúne construtoras.

    O plano, com as regras para o crescimento da cidade nos próximos 16 anos, prevê aumento na taxa cobrada sobre construções acima do limite básico -uma vez o tamanho do terreno.

    O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal e segue para a sanção do prefeito Fernando Haddad (PT).

    O Secovi fez 4.000 simulações, com base nos lançamentos existentes.

    Como o aumento da taxa deve ser repassado para o preço cobrado do consumidor, cerca de 70% dos lançamentos terão reajuste entre 1% e 5%. Os demais terão aumento maior, que, em alguns casos, pode passar de 15%.

    A taxa de construção nas regiões próximas de trem e metrô será metade da cobrada para empreendimentos nos miolos dos bairros, que devem subir mais. O objetivo é estimular moradia do perto do transporte público.

    Por exemplo, no miolo do bairro, o metro quadrado de um apartamento de dois quartos em Pinheiros (zona oeste), com 62 m² de área útil, passará de R$ 10.827 para R$ 11,653 -variação de 7,63%. Outra unidade, também em Pinheiros e com dois quartos (67 m² de área útil), na região do eixo de transportes, teria reajuste do metro quadrado de R$ 7.599,57 para R$ 7.978,04 -aumento de 4,98%.

    Já no caso de apartamento com 62 m² de área útil e um quarto, no Ipiranga (zona sul), no miolo do bairro, o reajuste chega a 15,27%.

    O presidente do Secovi, Claudio Bernardes, afirma que o mais afetado é o comprador. \"Quem vai pagar não somos nós. Se o comprador não puder pagar, nós não vamos produzir\", diz.

    Após ajustes na tabela final, porém, ele afirma que os valores não são inviáveis, como já chegou a definir.

    Diante da crise na mobilidade, diz ele, é realmente necessário estimular a moradia perto do transporte.

    As simulações do Secovi levam em conta apenas o reajuste da taxa para construir. Outros fatores, como a possível valorização de terrenos perto dos eixos, não são considerados para o cálculo. Publicado por: Folha de São Paulo -
  • 03/07/2014 Autossuficiência
    Quem pensa que ter pequenos painéis solares ou outros tipos de microgeração em casa ainda é um caso raro, talvez se surpreenda com o montante já investido neste tipo de projeto. O documento da ABDI mostra que essas pequenas estruturas de geração energética foram responsáveis pela maior parte dos recursos aplicados na integração de rA Apex-Brasil recebe até o dia 20 de julho as inscrições para o Prêmio Exportador de Ideias. Os interessados devem desenvolver projetos inovadores na área da tecnologia da informação. Segundo a gerente da diretoria de negócios da agência, Sophia Costa, o objetivo da iniciativa é apresentar novas soluções para aprimorar ações do meio empresarial do Brasil e até mesmo do exterior. Publicado por: Jornal do Comércio - Marcia Peltier
  • 03/07/2014 Governo vai criar nova faixa para fase três do Minha Casa, Minha Vida
    Para aumentar o número de beneficiados pelo Minha Casa, Minha Vida, o governo vai criar uma faixa intermediária de famílias atendidas pelo programa. Ela deverá atender famílias com renda entre R$ 1.448 e R$ 2.172 (valores equivalentes a de dois a três salários mínimos).

    Até agora, o programa tinha três faixas de renda: uma com subsídio do governo quase integral para renda de até R$ 1.600, outra -também subsidiada- para renda até R$ 3.275, e uma terceira para famílias com faixas salariais entre R$ 3.275 e R$ 5.000.

    Uma das bandeiras eleitorais da presidente Dilma, o Minha Casa, Minha Vida vai sofrer modificações por reivindicação do setor privado.

    Para as construtoras, a mudança é benéfica porque inclui mais famílias nas faixas em que há parcela maior de financiamento e menor de subsídio. A vantagem disso é aproximar um maior número de \"clientes\" das regras do mercado imobiliário. Publicado por: Folha de São Paulo - Cláudia Rolli
  • 03/07/2014 O valor da casa própria
    A casa própria é o ativo físico mais fundamental na acumulação de capital das famílias. O papel de reserva de valor permite por exemplo, transferir poder de compra para a velhice. Além disso, a casa própria presta serviços de moradia, um dos mais essenciais.

    Avaliamos estas duas facetas da casa própria. Medimos o estoque de capital residencial e sua distribuição; e depois como as pessoas de diferentes estratos valoram subjetivamente a sua moradia e como ela impacta sua satisfação com a vida. Endereçamos estes pontos a partir da Pnad e da POF do IBGE, do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e pesquisa de campo nossa cobrindo lacunas dos dados.

    O IRPF de 2010 indicava R$ 1,87 trilhão de capital imobiliário em propriedade das famílias. Esses valores incluem não só moradias e são medidos pelo valor histórico, não incorporando a valorização imobiliária ocorrida. Houve apreciação real de 43,7% só nos últimos 3 anos. A riqueza imobiliária equivale no IRPF a 41,8% do valor declarado do patrimônio das famílias, próximo dos 40,6% para os EUA, mas inferior ao de outros países como França e Austrália com 63% e 70%, respectivamente.

    O desafio em curso é melhorar mais as vidas privadas, acelerando a oferta de infraestrutura pública

    Pesquisa de campo nossa com 3.800 entrevistas em 210 cidades representativas do Brasil revela um patrimônio imobiliário de R$ 4,17 trilhões. Cada imóvel custa 125 meses de aluguel, dado útil na sequência.

    Uma terceira via precifica o capital residencial modelando o valor cobrado no mercado de aluguéis por meio da riqueza de dados da Pnad/IBGE sobre as características físicas das moradias (número de cômodos, quartos e banheiros; materiais do teto, parede e chão; acesso a serviços públicos, localização etc). Usamos a relação aluguel/valor do imóvel média de 125 meses citada acima para transformar fluxos de renda em estoques de riqueza. O exercício revela capital imobiliário de R$ 4,29 trilhões, valor próximo ao citado anteriormente. Cerca de R$ 20 mil por pessoa, ou cerca de R$ 80 mil para uma família de 4 pessoas.

    Uma vantagem do terceiro método acima exposto é herdar as inúmeras possibilidades da Pnad. Na primeira dimensão notamos um avanço do capital residencial per capita de 42,1% desde 2003, sendo que desde 2009 o crescimento anual foi 169% maior que o ocorrido até 2009, quando o programa Minha Casa Minha Vida começou a ser implementado. Na determinação da iniquidade brasileira, a casa própria é um amortecedor das desigualdades de renda com coeficiente de concentração de 0,309 contra 0,566 da renda ambas em termos per capita.

    Se na fotografia o efeito casa própria atenua desigualdades, no filme a valorização relativa da casa própria dos mais pobres fez com que as diferenças das condições de moradia entre pessoas caíssem bem mais neste período que as da própria renda. A queda da desigualdade do capital residencial foi 166% maior que a queda da desigualdade de renda da Pnad, alavancando seus impactos distributivos. A face humana da maior equidade do valor das moradias revela que este cresceu mais em grupos tradicionalmente excluídos como analfabetos, negros e empregados agrícolas com ganhos de 59%, 62% e 77%, respectivamente.

    Meu saudoso Tio Bráz, dono de uma pequena firma de avaliação de imóveis, me dizia: duas \"kitnets\" rendem mais na aferição de aluguéis do que um imóvel maior pelo dobro do preço. De fato, o valor do imóvel dos 25% mais ricos equivale a 149 meses de aluguel contra 120 meses da média. Ou seja, a opção pela construção de habitações populares guarda mais equidade e também mais eficiência econômica. Neste sentido nossos cálculos pela relação média entre o aluguel e o valor do imóvel subestimam a redistribuição do capital residencial ocorrida no Brasil.

    Avaliamos aspectos subjetivos por meio de pesquisas representativas com perguntas diretas às pessoas. O sonho da casa própria está ligado à felicidade do brasileiro. Numa escala de 0 a 10 a satisfação com a vida sobe de 6,6 de quem mora alugado para 6,8 de quem está comprando sua casa e 6,9 de quem já tem a moradia quitada. A mudança de felicidade, independentemente da forma de financiamento, é ainda maior segundo as condições de moradia da família caindo de 7 para quem reside numa moradia boa para 6,7 em morada apenas satisfatória e 5,5 para moradia considerada ruim. Exercício de seleção de variáveis sequencial confirma a importância máxima assumida pelo valor de aluguel atribuído na explicação da qualidade percebida do domicílio.

    Em 2003, 15,1% dos brasileiros habitavam moradias ruins caindo para 10,6% em 2009 e chegando a 6,9% em 2013. Esta parcela cai também ao longo da distribuição de renda de 9,3% no quarto mais pobre a 2,3% entre o quarto mais rico. Já a percepção de qualidade ruim para a moradia do brasileiro em geral é na média 49%, avaliação bem pior que a média das notas de moradias individuais. Cada um avalia sua moradia melhor que a média dos outros 200 milhões de brasileiros. Ou seja, minha casa é quase sempre melhor que o barraco do meu vizinho.

    Além da casa própria há bens duráveis e veículos. A compra destes corresponde respectivamente a 58,1% e 186,7% da renda de um adulto nos últimos três anos. O acesso ao combo de duráveis (televisão em cores, fogão várias bocas, geladeira, rádio, telefone (fixo ou celular) e máquina de lavar) passa de 28,5% em 2003 a 46,6% em 2012, enquanto o conjunto básico de serviços públicos (eletricidade, coleta de lixo, esgotamento sanitário e água) sobe menos, de 51,9% a 59,2%, neste ínterim. A provisão de melhores serviços e a regularização fundiária urbana guardam a promessa de valorizar mais o capital residencial.

    O valor das casas e a vida nelas melhoraram muito, ainda mais entre os mais pobres, assim como a vida profissional, com mais empregos formais e salários. Agora entre as portas de casa e do trabalho, ou das respectivas garagens, o tempo de trajeto aumentou. O desafio em curso é melhorar mais as vidas privadas, fazendo valer mais os impostos pagos, acelerando por meio de concessões e parcerias público-privadas (PPPs) a oferta de infraestrutura pública.

    Marcelo Côrtes Neri é ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e professor da EPGE/FGV. Publicado por: Valor Econômico, Opnião - Marcelo Côrtes Neri
  • 30/06/2014 Barreira do Vasco ganhará obras de urbanização
    As comunidades do entorno do estádio de São Januário, na Zona Norte, entram em obras nas próximas semanas, dentro do programa de urbanização de favelas Morar Carioca. Com 4.224 domicílios e 16,8 mil moradores, a Barreira do Vasco e a Vila do Mexicano ganharão novas redes de água, esgoto e drenagem e vias de acesso. O projeto inclui ainda cinco praças e duas quadras poliesportivas, algumas delas já usadas pelos moradores e que serão recuperadas. Os arredores imediatos do estádio também serão reurbanizados, num pacote de obras que prevê ainda a construção de 150 casas para o reassentamento de moradores.

    Orçadas em R$ 30, 7 milhões, as obras deverão durar 30 meses, segundo o secretário municipal de Habitação, Pierre Batista. O Morar Carioca na região faz parte da segunda etapa do programa, que promete investimentos de R$ 2,65 bilhões em 124 comunidades da cidade até dezembro de 2016. De acordo com a secretaria, desse lote, já foram licitadas as obras de outras quatro comunidades, que deverão começar nos próximos dias. Apesar da grande quantidade de intervenções, Batista está otimista quanto aos prazos:

    - Queremos finalizar todas as obras ainda nesta gestão.

    ILHA E COLÉGIO TAMBÉM TERÃO INTERVENÇÕES

    Dentro dos projetos já licitados do segundo lote do Morar Carioca, estão sendo lançadas as obras na Vila São Jorge, no bairro de Colégio, e na Vila Joaniza, na Ilha do Governador. Nas duas comunidades, o projeto prevê, a exemplo da Barreira do Vasco, a implantação de novas redes de água, esgoto e drenagem e abertura de ruas.

    Na Vila São Jorge, também serão construídas oito praças, uma quadra e 276 imóveis para reassentar moradores. Um total de 210 novos pontos de iluminação pública deverá ser instalado durante as obras de reurbanização, estimadas em R$ 91,2 milhões. Com 5,3 mil domicílios, a comunidade tem 18 mil moradores, segundo a Secretaria de Habitação.

    Na Vila Joaniza, serão construídos dois reservatórios de água, uma creche, duas centrais de lixo e um pequeno centro comercial com 17 lojas. Dez praças, duas quadras e um campo de futebol serão reformados, a um custo de R$ 97,7 milhões. Na região, moram cerca de 16,3 mil pessoas em 4,4 mil domicílios.

    De acordo com a SMH, as próximas obras de urbanização a serem iniciadas serão as das comunidades Sociólogo Betinho, em Bangu, e Caminho do Partido, em Campo Grande. Juntas, elas custarão R$ 22,3 milhões.

    OBRA PARADA NA PROVIDÊNCIA

    A secretaria faz um balanço positivo da primeira fase do Morar Carioca. Obras em 69 comunidades estão em fase de conclusão e serão entregues nos próximos meses. Dessas, apenas as intervenções no Morro da Providência, no Centro, estão paralisadas por uma liminar dada em uma ação judicial impetrada por moradores. Eles seriam removidos para a construção de um plano inclinado na favela.

    A prefeitura negocia agora um acordo que permita a retomada das obras. O acordo passaria por adaptações no projeto e a consequente diminuição na quantidade de remoções. Do Morar Carioca na comunidade, apenas a construção do teleférico foi concluída. Pronto há mais de um ano, ele seria inaugurado ontem, mas o início da operação foi adiado. Publicado por: O Globo - Isabela Bastos
  • 30/06/2014 Arco Metropolitano eleva o PIB do estado em R$ 1,8 bi
    O primeiro trecho do Arco Metropolitano do Rio (RJ-109), que ligará o Porto de Itaguaí, passando pela Via Dutra (BR-116), em Seropédica, até o acesso à BR-040 (Rio-Minas), em Duque de Caxias, num total de 71,2 quilômetros, será inaugurado nesta terça-feira. O projeto ainda não estará totalmente completo, mas já trará benefícios para o trânsito e para a economia fluminense. Segundo estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), a abertura dessa parte da via deve alavancar o PIB do estado em R$ 1,8 bilhão - cerca de 0,4% do valor atual.

    O valor é praticamente o que foi investido pelos governos federal e estadual nos 145 quilômetros da RJ-109: 1,9 bilhão. Da ligação com a BR-040, o trajeto segue por 51,3 quilômetros de estrada duplicada já existente, até a altura de Santa Guilhermina, em Magé. Para completar todo o Arco Metropolitano até Itaboraí, onde está sendo instalado o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), é preciso ainda a construção de 25,5 quilômetros de rodovia sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) - com R$ 405 milhões da União -, que devem ficar prontos até 2016. O Dnit informou que não há previsão para a instalação de pedágios ao longo da via. O Arco será aberto à população um dia depois da inauguração, que contará com a presidenta Dilma Rousseff.

    O trecho de 71 km que será inaugurado amanhã ligará Itaguaí à BR-040, em Caxias. Falta ainda a construção de 25 km de rodovias pelo Dnit.

    \"Só com essa primeira etapa em funcionamento, a indústria já passa a economizar 70% do custo logístico com o efeito do Arco na mobilidade. Importante ressaltar que o principal custo industrial é o logístico. Isso cria uma situação propícia para o surgimento de vários e diversificados setores industriais\", explicou Riley Rodrigues, especialista em Competitividade e Desenvolvimento da Firjan.

    \"O governo estima que mais de 30 mil veículos por dia usem a rodovia já a partir desta quarta-feira. O Arco é a obra estratégica mais importante do estado nas últimas décadas. A Baixada vai se transformar em uma grande área de logística\", disse o secretário estadual de Obras, Hudson Braga.

    Menos 10 mil caminhões

    Cerca de 10 mil caminhões e carretas devem deixar de circular na Via Dutra, desafogando o complicado trânsito que se instala na principal rodovia na região da Baixada Fluminense. \"Para o meu negócio vai ser uma maravilha. Mando mercadoria para Zona Oeste, para a Baixada e para a Região dos Lagos. Pela análise da minha empresa, teremos uma economia de tempo de 50%, o que equivale a 30% de economia financeira. Vou deixar de gastar com combustível, manutenção dos caminhões e hora extra que pago aos motoristas. Se não tiver pedágio no Arco, como estão prometendo, vai ser melhor ainda\", disse o empresário Maurício Ferreira, dono da Seropec Shopping Rural, em Seropédica.

    Ferreira acredita que o Arco pode trazer benefícios para o desenvolvimento do município. \"Atualmente muita gente deixa de vir para cá porque evita a antiga Rio-São Paulo (BR-465), que está toda esburacada. Perco clientes com isso. O comércio de Seropédica deve melhorar muito com a nova opção de acesso. A Dutra hoje em dia está impossível\", conclui.

    Trânsito deve melhorar

    O desafogo de estradas com histórico de engarrafamento é motivo de entusiasmo para quem precisa se deslocar rotineiramente entre Baixada, capital e Região dos Lagos. \"Vai ser uma mão na roda esse Arco. Hoje pego engarrafamento na Dutra e na Avenida Brasil, sem falar que tem o horário de restrição para passar na Ponte Rio-Niterói. Só podemos passar pela Ponte de madrugada. A gente, que é caminhoneiro, acredita que o Arco vai deixar as viagens muito mais rápidas\", disse André Francisco Guimarães, de 30 anos.

    Já a veterinária Laís Machado Gribois, 24, não vê a hora de usar as novas pistas. \"Trabalho num haras aqui em Seropédica, mas moro em Niterói. Gasto R$ 10,10 de pedágio na Dutra e mais os R$ 4,90 para entrar em Niterói. Além de levar menos tempo com o Arco, acho que vou economizar em pedágio e gasolina\", avaliou Laís.

    \"Faço faculdade de Hotelaria na universidade federal aqui de Seropédica e moro no Recreio. O Arco vai permitir que eu acesse a Rio-Santos e evite a Reta de Piranema e a antiga Rio-São Paulo, que, além de malconservadas, estão megacongestionadas\", comentou a estudante Rachel Pinto, de 19 anos.

    Após 40 anos, a rodovia se tornou realidade graças à aproximação política-administrativa firmada entre Sérgio Cabral (PMDB) e depois Pezão com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com Dilma, nos últimos quatro anos. Porém, desde a criação do \'Aezão\', a favor das campanhas de Aécio Neves (PSDB) e Pezão no Rio, a relação anda estremecida.

    Porém, na última semana, o atual governador afirmou que \"não vai cuspir no prato em que comeu por sete anos\", destacando as parcerias importantes para o estado e reafirmando que vai trabalhar por Dilma. Mas, agora, o palanque do PMDB já não é mais só de Dilma. Resta agora saber se Pezão e a candidata do PT à reeleição terão agendas de campanha conjuntas no Estado do Rio. Publicado por: O Dia - Paulo Cappelli e Aurélio Gimenez
  • 29/06/2014 Cobertura para todos
    Salão de festas, academia e piscina com vista para o Cristo, a Praia de Ipanema ou o Pico da Tijuca. Para valorizar ainda mais os imóveis, pelo menos cinco construtoras têm investido, nos últimos dois anos, em edifícios com lazer no último andar: Carvalho Hoskem, João Fortes, Gafisa, STR e MR2.

    - Tem aumentado, sim, o número de empreendimentos nesses moldes. O Rio é diferente de outras cidades, porque temos uma paisagem linda. Os prédios que ficam perto de mata, montanha e praia e têm área de lazer na cobertura são espetaculares. É muito mais agradável ter uma vista bonita no momento de lazer - diz Paulo Fabbriani, vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).


    Para Marco Túlio Cabral, sócio-diretor da construtora MR2, a alternativa dá mais prazer aos moradores:

    - Quando o lazer é no primeiro andar, não bate sol. Na cobertura, é mais agradável.

    Os moradores aprovam:

    - Quando vi que a área de lazer era na cobertura, me interessei - diz Agnaldo Pereira, de 62 anos, síndico do condomínio Riservato, administrado pela Apsa, em Botafogo.

    Embora não tenha um percentual de valorização, Fabbriani acredita que os imóveis aumentam de preço, sim:

    - Como não vendemos a cobertura, o valor geral de vendas fica menor. Mas é uma forma de trocar área de venda por valorização para todos os apartamentos.

    A cobertura da Tijuca tem piscina, sauna e salão de festas. Os condôminos assistem à Copa das alturas A cobertura da Tijuca tem piscina, sauna e salão de festas. Os condôminos assistem à Copa das alturas Foto: Marcio Oliveira
    Acústica e laje especiais

    Para que um condomínio receba uma área de lazer na cobertura, José Eduardo Baêta, diretor de incorporação da STR Incorporações e Engenharia - e responsável pelo projeto do Maison Privilège, na Tijuca -, explica que são necessárias algumas alterações na planta:

    - Se o salão de festas fica em cima de um apartamento, é necessário ter um projeto de acústica especial. Além disso, é preciso colocar uma laje dupla. O projeto fica um pouco mais caro por conta disso.

    Paulo Fabbriani, vice-presidente da Ademi, acredita que os custos da construção, no entanto, não ficam mais altos:

    - Não é uma diferença de custos grave, já que, de qualquer forma, essa área de lazer seria implantada no térreo. Hoje, com os mínimos requisitos de qualidade que devem ser seguidos pela norma - a NBR 15.575, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que determina como devem ser a estrutura e a acústica dos imóveis, em vigor desde julho do ano passado -, essa diferença de custo é mínima.

    O engenheiro Geraldo César de Faria, de 48 anos, mora logo abaixo da área de lazer, em Botafogo. E não reclama:

    - Incomoda muito pouco. As atividades acontecem mais nos fins de semana e normalmente não vão até tarde. Publicado por: Extra - Lara Mizoguchi
  • 29/06/2014 Prefeitura ajudará a reformar 15 imóveis no Centro e na Zona Portuária
    Quinze imóveis do século XIX e do início do século XX, no Centro e na Zona Portuária, integram a nova lista de prédios de valor histórico-cultural que serão restaurados na segunda edição do Programa de Apoio à Conservação do Patrimônio Cultural (Pro-APAC), do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. Lançado em 2013, o Pro-APAC tem o objetivo de patrocinar projetos de recuperação de construções antigas, evitando que bens de valor histórico para a cidade acabem em ruínas. Na primeira etapa do edital do Centro Histórico, foram gastos R$ 2,4 milhões na reforma de nove imóveis, entre eles, o sobrado da Rua do Lavradio, onde hoje funciona a Casa Momus. Nessa segunda fase, serão liberados R$ 5,2 milhões para os donos de imóveis em Áreas de Proteção do Ambiente Cultural (Apacs) do Corredor Cultural e dos bairros da Saúde, Gamboa e do Santo Cristo consertarem telhados, pintarem fachadas, sustentarem paredes e modernizarem as redes elétrica e hidráulica.

    Segundo o arquiteto Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, além do Centro, pelo menos outros dois locais da cidade devem ser beneficiados este ano: a Ilha de Paquetá e o bairro de Marechal Hermes.

    PREVISÃO É QUE TERCEIRA FASE BENEFICIE 30 CONSTRUÇÕES

    Presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, Washington Fajardo disse que o terceiro edital do projeto deve incluir 30 imóveis do Centro. A ideia, segundo ele, é atingir todas as Apacs da cidade, mas, para isso, a prefeitura precisa de mais adesão dos proprietários, já que eles são obrigados a arcar com uma contrapartida de 5% a 15% do valor doado pelo município.

    Ao todo, este ano, a prefeitura vai liberar R$ 12 milhões para a reforma de imóveis tombados e preservados na região central do Rio. Nessa segunda edição, haverá intervenções em sete imóveis situados no Centro, ao custo de R$ 2,2 milhões. Já na Região Portuária, foram selecionados os primeiros oito projetos que receberão um investimento total de cerca de R$ 3 milhões. A maioria tem uso comercial, e muitos estão com problemas no telhado, além de infiltrações em paredes e na fachada.

    COMÉRCIO SERÁ VALORIZADO

    O produtor cultural João Nunes explica que não teria dinheiro para fazer sozinho todas as reformas necessárias em seu imóvel, um sobrado do século XIX de três andares, na Rua da Lapa 276. O lugar, atualmente, é usado por grupos de teatro. Segundo a prefeitura, a obra receberá R$ 399,9 mil e será coordenada pela empresa do próprio João Nunes, a Fomenta Produções Artísticas e Culturais Ltda.

    - A ideia é que tenha no primeiro andar um café para ciclistas, com um banheiro com ducha, para a turma que trabalha no entorno e costuma vir de bicicleta tomar um banho e guardar a bike - conta João Nunes.

    Outro sobrado que será restaurado abriga, há 43 anos, a livraria O Acadêmico, um sebo especializado em publicações de ciências exatas. Segundo o proprietário, Carlos Cardiano, a casa não passa por obras desde 1988.

    - Além de restauração da fachada e do telhado, vamos precisar também de reforma na parte elétrica e hidráulica. O imóvel é de 1905, 1906 - diz Cardiano.

    As obras na livraria estão estimadas em R$ 375 mil. Pelo edital, o proprietário do imóvel precisa ser representando por uma empresa, que prestará contas à prefeitura. As cotas têm valor máximo de R$ 400 mil. Publicado por: O Globo - Simone Candida
  • 29/06/2014 Índice da construção desacelera em junho
    O índice Nacional de Custo da Construção do Mercado (INCC-M), medido pela FGV, registrou desaceleração em junho: ficou em 1,25%, contra 1,37% de maio. No ano, o índice acumula elevação de 4,72% e. em 12 meses, a alta é de 7,14%. O índice relativo a materiais e serviços subiu 0,3?% contra 0,47% de maio. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 27/06/2014 Quer financiar? Veja as principais dúvidas
    Onde, quanto, documentação e quais condições de pagamento estão entre as principais dúvidas sobre financiamento para casa própria, segundo especialistas. Há, ainda, os questionamentos sobre o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), e se é possível fazer um empréstimo bancário para comprar um segundo imóvel. Se esta não é a sua situação, certamente, um dia será ou quem sabe vai conhecer alguém com tais interrogações.

    Para esclarecer estas e outras perguntas comuns de quem vai dar o passo de realizar um financiamento, reunimos as respostas da Caixa Econômica Federal, do diretor da Estrutura Consultoria, Bruno Teodoro, e do diretor da Sawala Imobiliária, Sandro Sawala. Veja algumas delas:

    1) O financiamento pode ser feito através de qualquer banco?

    Se o imóvel tiver habite-se, e se o banco oferecer linhas de créditos para financiamento da casa própria, sim. Os mais tradicionais, além da Caixa, são Itaú, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e HSBC. \"É importante que o cliente faça simulações nos sites dos bancos, como é o caso da Caixa Econômica, e pesquise bem as condições oferecidas. Vale ressaltar que, quanto maior o relacionamento que o cliente tem com a instituição, maiores são as vantagens\", afirma Teodoro.

    2) O que é preciso de documentação e outras exigências para começar um empréstimo?

    Segundo a Caixa, para a aprovação do crédito, o básico é: documento de identificação, CPF, comprovação de estado civil (certidão de nascimento ou casamento), comprovantes de renda e residência com, no máximo, 60 dias de emissão. Com a aprovação do crédito, podem ser solicitados documentos complementares. Teodoro acrescenta que, no caso do trabalhador com renda informal, é importante apresentar os últimos seis extratos bancários ou boletos de cartões de crédito. \"Não pode ter o nome negativado para pedir um empréstimo\", lembra Sawala.

    3) Qual é o prazo mínimo e máximo para financiar um imóvel?

    Depende de cada banco, mas, em geral, pode chegar a até 360 meses (30 anos). No caso da Caixa, o prazo do financiamento com recursos da poupança (SBPE) pode chegar a 35 anos. Sawala ressalta que o tempo do empréstimo depende de renda, idade e tipo de financiamento (comercial e residencial).

    4) É possível financiar mais de um imóvel por pessoa ou por família?

    Sim, mas, segundo a Caixa, somente com recursos do SBPE e sem a possibilidade de utilização de FGTS nesse segundo imóvel. Sawala explica que, nos outros casos, é possível desde que a pessoa/família tenha prove renda suficiente e estar apta para arcar com as prestações.

    5) Pode-se financiar um imóvel que seja de lazer?

    Sim. \"Os bancos como a Caixa contam com linhas especiais de financiamentos para unidades de veraneio\" afirma Teodoro. A Caixa lembra que pode, mas somente com recursos do SBPE e sem possibilidade de utilização do FGTS.

    6) Quais as possíveis formas de se compor a renda?

    Todos os tipos de renda são passíveis de composição (pai e filhos, parceiros etc.), desde que sejam rendas comprovadas (ainda que informais).

    7) Quais são os juros usados?

    Variam de banco para banco, mas, em geral, ficam entre 8,5% e 12%, à exceção do programa Minha Casa Minha Vida, que gira de 9% a 10%. \"Os juros variam de órgão financeiro e também respeitam algumas variáveis: tipo de renda; funcionários públicos ou deduções feitas direto em folha costumam ter percentuais menores; alguns bancos também costumam praticar juros menores ao cliente que aderir a serviços especiais, como crédito, cheque especial etc.\", explica Sawala. \"A taxa pode chegar a 7,8% dependendo do relacionamento que o cliente tem com o banco\", completa Teodoro.

    9) Quanto ao FGTS, para comprar o imóvel próprio usa-se todo ele ou parte dele?

    Para utilização do valor do FGTS não existe valor mínimo, ficando a escolha a critério do cliente, informa a Caixa. Após a aquisição, não é necessário um intervalo para a primeira amortização, porém, entre a primeira e as demais (incluindo a liquidação) o intervalo é de dois anos. Publicado por: O Globo online - Morar Bem
  • 27/06/2014 Empreendimentos se voltam para as cidades médias
    As cidades de médio porte oferecem as principais oportunidades de crescimento para os grandes centros de compras no Brasil.

    Entre as 55 inaugurações anunciadas para 2014 e 2015, somente 20 se situam em capitais, segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). O Estado de São Paulo receberá a maior parte dos novos negócios: 16, dos quais três na capital. A região Sudeste lidera a oferta de espaços para lojas em relação à população, com 89 m² de Área Bruta Locável (ABL) por mil habitantes, seguida do Centro-Oeste (72 m²) e do Sul (63 m²). Municípios de cerca de 200 mil habitantes com população de alto poder aquisitivo são os principais alvos dos investidores.

    \"O bom desempenho do agronegócio acaba atraindo vários segmentos da economia para as cidades do interior, inclusive o de comércio varejista, pois essas cidades têm melhores perspectivas de crescimento no longo prazo\", comenta o consultor Felipe Laufer, da Fesa.

    Há reflexos expressivos nos mercados de trabalho locais, assinala o diretor da ASAP Recruiters, Diego Godoy. Mas nem sempre é fácil contratar quadros de alta gerência: \"Já tivemos que buscar gente de bancos, hospitais, universidades e empresas de segurança privada\". Ele ressalta que esse mercado de trabalho está se consolidando, pela promoção de profissionais que já estão na área.

    No Estado de São Paulo, até o final de 2015 serão inaugurados novos shopping centers nos municípios de Porto Feliz, São Roque, Taboão da Serra, Araçatuba, Guarulhos, Piracicaba, Cajamar, Votuporanga, Ribeirão Preto, Atibaia, Jundiaí, Bragança Paulista, Itaquaquecetuba e na capital. Também no Sudeste, novos centros vão abrir as portas em Itaboraí (RJ) e na capital fluminense; em Vila Velha (ES), Araxá, Varginha, Uberlândia e Uberaba (MG). No Sul, serão inaugurados shoppings em Rio Grande (RS), Cascavel (PR), Lages e Criciúma (SC).

    A região Centro-Oeste tem inaugurações previstas para este ano e o próximo em Várzea Grande (MT), Goiânia, Campo Grande, Cuiabá, Três Lagoas (MS) e Rio Verde (GO). No Nordeste serão abertos shoppings em São Luís, Açailândia e São José de Ribamar (MA); Fortaleza (três empreendimentos) e Juazeiro do Norte (CE); Paulista e Petrolina (PE); Teixeira de Freitas (BA), João Pessoa, Teresina e Aracaju. Para a região Norte, foram anunciadas duas inaugurações na capital de Roraima, Boa Vista; e também em Belém, Ananindeua, Castanhal e Paragominas (PA), e em Manaus.

    \"Em 2011, captamos um fundo de R$ 1,06 bilhão para construir 32 empreendimentos no país\", diz o presidente da Tenco Shopping Centers, Eduardo Gribel. \"Até 2017, nossa previsão é ter entre 20 e 22 novos shoppings operando e entre oito a dez em construção.\" Ele conta que há sete anos o grupo resolveu focar no nicho dos municípios médios - em torno de 200 mil habitantes - com alta renda e que ainda não têm comércio organizado: \"Para nós o que influencia na escolha da cidade é a renda qualificada acima de R$ 300 milhões por ano\".

    Na região Sul, vários municípios têm se mostrado promissores. Em outubro, a Tenco inaugura o Lages Garden Shopping, com 21 mil m² de ABL à margem da rodovia BR-282, no setor leste do município catarinense.

    Outra obra da empresa que utiliza o mesmo modelo de construção é o Guarapuava Garden Shopping, no Paraná. Com ABL de 22,6 mil m² e previsão de inauguração no final de 2015, o centro de compras terá capacidade para 170 lojas. No primeiro semestre de 2016 será inaugurado também um Garden Shopping na cidade gaúcha de Viamão. \"Estamos em fase adiantada de aprovação de projeto de outros dois shoppings em cidades do Rio Grande do Sul e um no interior do Paraná\", antecipa.

    Em Curitiba, está em construção o Jockey Plaza, com 62 mil m² de ABL. Orçado em R$ 400 milhões e com inauguração prevista para novembro de 2017, o empreendimento dos grupos Paysage, Tacla e Casteval será o maior shopping center do Sul do Brasil. Estão avançadas as obras do Palladium Foz do Iguaçu, obra de R$ 150 milhões na avenida das Cataratas que deve abrir em outubro de 2015. O grupo Catuaí também pretende inaugurar até o fim do próximo ano um shopping com 215 lojas no município. Outro empreendimento do Paysage no interior paranaense é o Umuarama Shopping, em obras desde o início do ano.

    Em Criciúma (SC), iniciaram este mês as obras de terraplenagem para construção do Nações Shopping, do grupo Almeida Júnior. O centro de compras terá 33 mil m² de ABL e tem previsão de inauguração em março de 2016. O planejamento do projeto inclui a construção de torres comerciais para hotelaria e residências. \"É uma tendência a construção de empreendimentos multiuso, para moradia, serviços, varejo e entretenimento\", diz o responsável pelo projeto, Manoel Dória, da Dória Lopes Fiúza Arquitetos Associados.

    Há também em andamento várias ampliações de centros de comércio já existentes. É o caso do Balneário Shopping, da Almeida Júnior, em operação há seis anos em Balneário Camboriú, no litoral catarinense. Sua ABL passará de 25 mil m² para 42 mil m² com a construção de um segundo piso. Orçada em R$ 150 milhões, a obra será inaugurada em novembro deste ano. Outros R$ 120 milhões serão investidos na construção de duas torres anexas - um hotel e um prédio de escritórios - que devem ficar prontas em 2017.

    O conceito de multiuso também faz parte do projeto de ampliação do Complexo Marco Zero, em Londrina (PR). No local de fundação da cidade, onde havia uma indústria abandonada, foi inaugurado há um ano o Londrina Shopping, com 47,8 mil m². O empreendimento da Sonae Sierra Brasil em parceria com o Grupo Marco Zero prevê a construção de 14 torres residenciais e duas comerciais, bem como de um teatro com duas salas de 1.200 lugares cada, que será inaugurado no segundo semestre de 2015.

    \"Teremos um impacto muito grande sobre uma região da cidade que antes era degradada\", diz o diretor da RF Negócios Imobiliários, Raul Fulgêncio. Atualmente o complexo gera quase 2 mil empregos diretos e esse número deve chegar a 3 mil até o final de 201 Publicado por: Valor Econômico - Dauro Veras
  • 24/06/2014 Unidades com serviços pay-per-use deram salto nos lançamentos de 2013
    Das 21.247 unidades lançadas na cidade do Rio, ano passado, 3.653, ou 17%, estavam em empreendimentos que oferecem serviços pay-per-use, aqueles que não estão incluídos no condomínio mas podem ser contratados pelos moradores, como limpeza, motoboy etc. Em 2009, essas unidades representavam apenas 4% do total lançado na cidade. Um reflexo direto da correria da vida moderna que deixa cada vez menos tempo para cuidar das coisas da casa.


    - É uma aposta das construtoras que tem muito a ver com o tempo escasso da vida moderna. As pessoas precisam de praticidade e oferecer esse tipo de serviço tem sido bem visto pelo consumidor - atesta João Paulo Matos, presidente da Ademi/RJ.

    Para o advogado Bernardo Aieta, os serviços foram essenciais na escolha do imóvel. De casamento marcado para abril do ano que vem, ele estava em busca de um apartamento na Barra, e os serviços oferecidos pelo Maayan, no condomínio Cidade Jardim, pesaram na decisão.

    - Pago hoje, num prédio antigo na Zona Norte, um condomínio mais alto do que vou pagar lá. O condomínio vai oferecer de tudo: da arrumação diária, que acho importantíssimo, ao conserto de bicicleta. Como eu e minha noiva andamos muito de bike, achamos essa opção ótima - conta ele. Os serviços mais comuns são os de limpeza e lavanderia oferecidos por empresas terceirizadas instaladas dentro do próprio condomínio. Mas a gama de ofertas é grande e já inclui serviços de pet shop, dog walker, alimentação, além de manutenção hidráulica e elétrica, que normalmente são oferecidos por empresas que fazem convênios com a administração do condomínio, mesmo não tendo um espaço físico no empreendimento.
    E se engana quem pensa que esse é um serviço disponível apenas na Zona Sul ou na Barra.


    Novos condomínios construídos na Zona Norte também vêm investindo nesse tipo de facilidade. No ano passado, 20% das unidades com pay-per-use lançadas no Rio ficavam em empreendimentos no Cachambi e São Cristóvão, por exemplo.

    - É claro que existem perfis que combinam mais com esse tipo de produto, especialmente as pessoas com poder aquisitivo mais alto. Mas é um serviço que tende a crescer para todo mundo, até por não encarecer o preço fixo do condomínio. É uma tendência que vai sendo aprimorada com o tempo - garante Matos, lembrando que a Lei das Domésticas deve dar ainda mais força a esse tipo de empreendimento.

    - Desde a lei, já se percebe um crescimento no uso dos serviços. Mas não nos lançamentos, o que pode acontecer nos próximos anos.
    O vice-presidente da RJZ Cyrela, Rogério Jonas Zylbersztajn, lembra ainda que os serviços são diversificados de acordo com o padrão do condomínio e sua localização. No Riserva Golf, na Barra, por exemplo, é possível contratar um motorista para eventos noturnos e até um \"caddie\" para fazer a limpeza e conservação dos equipamentos de golfe.Já no Ocean Pontal Residence & Beach Place, no Recreio, o projeto prevê locação de cadeiras e barracas de praia. Mas itens como arrumação simples, arrumação completa e posto de coleta de lavanderia são comuns e podem ser encontrados nos empreendimentos em toda a cidade.

    - A Zona Norte do Rio tem uma classe média exigente e com bom poder aquisitivo, antenada com as novidades. Além disso, praticidade e conforto são desejos comuns às diversas faixas de renda - diz Zylberstajn. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 24/06/2014 Projeto de extensão do BRT Transoeste até o Jardim Oceânico, na Barra, sofre alterações
    Uma obra que ganhará velocidade nos próximos meses, no Rio, é a expansão do BRT Transoeste até o Jardim Oceânico. O canteiro já foi instalado, mas o projeto para implantar sete estações a partir do Terminal Alvorada sofreu alterações de última hora, a pedido da Câmara Comunitária da Barra. O canteiro central da Avenida das Américas não será mais reduzido para a construção das pistas exclusivas. No acordo com a prefeitura, ficou acertado que uma das três faixas das pistas centrais já existentes em cada sentido será adaptada para receber os ônibus articulados do corredor expresso. A perda será compensada com a construção de novas faixas, eliminando-se parte dos canteiros laterais. O Transoeste liga hoje os bairros de Santa Cruz e Campo Grande ao Terminal Alvorada, na Barra.

    - A mudança fará diferença para a população. Esses canteiros (centrais), além de serem uma referência à história do bairro, são largos e contam com um grande número de árvores, que será preservado - afirmou o presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbrosck.

    NOVA LOCALIZAÇÃO PARA TERMINAL
    O prefeito Eduardo Paes negocia com o governo do estado outra mudança no projeto, sugerida pelos moradores. O terminal do BRT no Jardim Oceânico, atualmente previsto nas imediações do shopping Città América, pode ser deslocado para um ponto em cima da estação do metrô local. Pelo plano original, os passageiros do BRT no Jardim Oceânico teriam que percorrer uma longa passagem subterrânea até chegar à estação. Com a mudança, o terminal ficaria a poucos metros da entrada do metrô.

    O Consórcio Rio Barra, responsável pelas obras da Linha 4 do metrô, confirmou apenas que estuda a mudança. Publicado por: O Globo -
  • 22/06/2014 Antigas oficinas de trem vão ganhar vida nova
    No final do século XIX, a Estrada de Ferro Dom Pedro II vivia um momento de plena expansão. Para dar conta do aumento do fluxo de passageiros e de cargas na ferrovia, foram criadas novas estações e, consequentemente, a companhia precisou construir uma nova oficina para reparos e construção dos vagões, trens e equipamentos necessários à operação ferroviária.

    O terreno escolhido foi o da Fazenda Engenho de Dentro, no Engenho Novo, na Freguesia de Inhaúma, que, depois de pouco mais de um ano de obras, passou a sediar o principal complexo de Oficinas de Locomoção, inaugurado oficialmente em dezembro de 1871. Erguida para atender a quatro mil quilômetros de vias, setecentas locomotivas e cinco mil carros de passageiros e vagões, em 1881, a rede de oficinas era considerada a mais importante da América Latina e servia também a outros estados.

    Quem anda hoje pela região, no entanto, custa a acreditar neste passado efervescente ligado à ferrovia. Atualmente, o que se vê no entorno, além do Estádio João Havelange, o Engenhão, e da estação de trem, é um bairro com comércio decadente, casas com fachadas descascadas e velhos galpões abandonados. Pois será justamente nesse espaço que a prefeitura irá construir uma nova área de lazer para os moradores da Zona Norte, a Praça do Trem.

    ÁREA DE CONVIVÊNCIA: 40 MIL METROS QUADRADOS

    A ideia é revitalizar as construções do passado para dar ao local uma unidade. A grande área de convivência, com cerca de 40 mil metros quadrados, será construída ao lado do estádio (feito em parte do terreno das antigas oficinas ferroviárias). E o projeto utilizará justamente os galpões - hoje símbolo do abandono - como ponto de atração dos moradores para a praça. Prevista para ser inaugurada em 2015, a obra da nova praça incluirá, ainda, paisagismo, instalação de um mobiliário urbano, reparos de drenagem e reforma das calçadas, ao custo de R$ 35,8 milhões. A nova Praça do Trem faz parte de um conjunto de intervenções maior que, até 2016, irá entregar à população o Passeio Olímpico Engenhão, um total de 50,4 mil metros quadrados de reformas.

    - Vamos revitalizar toda aquela área, melhorando ambientação na entrada do Engenhão junto à linha férrea. Hoje você só tem lá uma passarela e o que a gente quer é abrir aquilo ali para a população, para que as pessoas circulem. Vamos retirar os muros que barram a visão dos galpões, derrubando algumas paredes para criar uma grande praça de convivência. Para isso, vamos reformar os galpões: três serão restaurados e dois, que não têm relevância histórica, serão totalmente desmontados e refeitos - explica o secretário municipal de obras, Alexandre Pinto.

    Durante as Olimpíadas, os cinco galpões serão usados como área de acesso ao estádio e de suporte ao equipamento olímpico. Depois do evento esportivo, a prefeitura ainda estuda como as estruturas serão utilizadas. O galpão de alvenaria pode transformar-se num centro cultural ou num museu. Já os galpões de metal, que perderão as paredes, continuarão vazados, sendo usados como grandes zonas de sombreamento na praça. Haverá uma arborização especial, garante a prefeitura, para tornar o espaço - hoje um quadrado de concreto - mais convidativo aos moradores.

    - São obras que não foram feitas na época do Pan (Jogos Pan-americanos). Agora, vamos aproveitar o investimento olímpico para recuperar esses galpões. Achamos que vai ser um legado cultural importante para o bairro. São construções que estão fechadas há muitos anos. Ainda vamos avaliar no que eles serão transformados depois - diz o presidente do Instituto Rio Patrimônio, Washington Fajardo. - O trabalho é, antes de tudo, de urbanização, de revitalização do patrimônio de fato. Aquela quadra no passado abrigava importantes prédios da rede ferroviária. Pereira Passos, antes de ser prefeito, quando foi diretor da rede, teve escritório num daqueles galpões de alvenaria.

    Uma das novidades vai agradar aos moradores do subúrbio que atualmente se arriscam correndo em volta do Engenhão: as calçadas serão alargadas, permitindo a construção de uma faixa para prática de esporte ao redor do estádio, inclusive ciclovia.

    MUSEU E ÁREA PARA PRATICAR ESPORTE

    Na vizinhança do estádio do Engenhão, outros dois equipamentos históricos remetem ao passado próspero da antiga ferrovia: a Estação do Engenho de Dentro, do século XIX, cuja arquitetura lembra uma gare europeia, e o Museu do Trem, que reabriu em abril do ano passado depois de seis anos fechado, e funciona nas dependências do galpão de pintura de carros da antiga Estrada de Ferro Pedro II. O prédio e o acervo do Museu do Trem foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) em 2011, que inscreveu um projeto de restauração da construção no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas.

    TECNOLOGIA É APOSTA

    Segundo o superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Ivo Barreto, a primeira fase da obras, que compreenderá toda a reforma de infraestrutura da construção, orçada em R$ 1,4 milhão, deverá ser licitada até o próximo dia 31 de julho. A segunda fase da obra, que prevê a revitalização do museu propriamente dita, está prevista para ser iniciada em 2015 e finalizada antes do início dos Jogos Olímpicos.

    - Teremos primeiro uma grande obra de conservação, com reforma da estrutura do galpão, da parte hidráulica, elétrica e dos telhados e da pintura. Paralelamente, vamos elaborar o projeto museológico e de aproveitamento arquitetônico, ou seja, vamos ver o que expor e como expor - diz Barreto. - O museu foi reaberto com o acervo que ele já tinha, que é muito ligado ao passado. Mas queremos ter uma acervo também voltado para o futuro, usando tecnologia e interatividade. Pensamos em ocupar o espaço externo com uma pequena praça de tecnologia ferroviária - adianta.

    A estudante de Direito Maria Luiza Souza, de 32 anos, moradora do Méier, costuma correr três vezes por semana no entorno do Engenhão e lamenta que a área em volta do estádio esteja tão degradada.

    - Para começar, quando foi construído o estádio, não previram uma área de caminhada no entorno, como é o Maracanã, e somos obrigados a correr e a pedalar na calçada e em parte da rua. Se ganharmos essa ciclovia, vai ser ótimo para quem pratica esporte nos bairros da redondeza - diz a estudante.

    OBRA TRARÁ SEGURANÇA

    A dona de casa Ana Maria Lima, de 43 anos, acredita que correr, pedalar ou simplesmente caminhar na área de 50,4 mil metros quadrados, depois que o lugar ganhar calçadas largas e árvores e que todos os galpões forem restaurados, será mais seguro e agradável.

    - Eu venho aqui desde que inauguraram o estádio, em 2007, e tenho acompanhado a decadência. Essa área é maravilhosa, com galpões e prédios lindos, que contam a historia do nosso bairro. Hoje, eu corro apesar do cenário horroroso. Se revitalizarem, vai ser ainda melhor praticar esportes aqui - diz Ana Maria.

    A obra vai solucionar o problema da falta de áreas de convivência na região do Engenho de Dentro, mas, para se tornar um novo espaço de lazer na cidade (e não apenas para os moradores da Zona Norte), a prefeitura ainda enfrentará um outro importante desafio, de mobilidade: melhorar o acesso ao bairro, que atualmente é feito pela estação de trem ou pela Rua Arquias Cordeiro. Quando o estádio do Engenhão estava em funcionamento, nos dias de show e jogos, as vias do entorno sofriam com engarrafamentos. Publicado por: O Globo - Design Rio
  • 22/06/2014 As micromoradias ganham o mundo
    Imóveis com preços tão altos que muitas vezes se tornam impagáveis (para compra ou aluguel), mobilidade reduzida e um número crescente de pessoas vivendo sozinhas. A combinação, comum a grandes cidades do mundo todo, vem produzindo um fenômeno que, nos Estados Unidos, vem sendo chamado de microhousing. São apartamentos tão pequenos - alguns chegam a ter somente 11 metros quadrados - que poderiam ser comparados a armários. Ou caberiam numa única vaga de garagem.

    Assustador? Pois no Brasil eles já estão chegando e nos EUA já são uma realidade. Cidades como Nova York, Chicago e São Francisco vem revendo suas legislações para permitir a construção de microunidades. Nova York, que até então não permitia a construção de imóveis com menos de 37m², fez um concurso para a escolha do edifício de microapartamentos mais funcional para a cidade. O escolhido será erguido no centro de Manhattan e terá 55 unidades de 24m², todas mobiliadas com móveis multifuncionais e que se transformam conforme a necessidade. Assim, um mesmo espaço pode ser estar, jantar ou quarto, conforme o uso que se dá ao mobiliário. A clientela no caso são executivos jovens ou em passagem pela cidade.

    Mas quem lidera o movimento americano é Seattle, que já tinha legislação menos restritiva em relação à construção de microunidades. Lá, na maior parte dos casos, são erguidos prédios por investidores que fazem quartos com banheiros para alugar e constroem as cozinhas em áreas comuns desses edifícios. Cada um tem entre 11m² e 18m².

    Já há hoje cerca de 700 dessas unidades prontas e ocupadas e outras 3.100 em construção. Quase sempre em regiões próximas a universidades e áreas comerciais, que são servidas por uma boa infraestrutura de transporte público e serviços. Os ocupantes são, na maioria das vezes, estudantes e jovens profissionais, na faixa dos 30 anos, sem condições de arcar com o alto preço dos aluguéis.

    Para se ter ideia, na cidade, o aluguel dos apês de um quarto, sem qualquer tipo de serviço, não custa menos de US$ 1.200 (R$ 2.700). Já nas microunidades, os valores variam de US$ 500 (R$ 1.125) a US$ 1 mil (R$ 2.250) e incluem utilidades, rede wi-fi e, em alguns casos, até vaga de garagem. Um valor mais \"pagável\", sem dúvida. Mas, para críticos do microhousing, a proliferação desse tipo de unidade tende a adensar, ainda mais, regiões já muito habitadas.

    - Estamos considerando novas regulamentações para as microunidades, que devem assegurar um design de qualidade, além de incluir espaço mínimo para áreas comuns e vagas de estacionamento para bicicletas - explica Geoffrey Wentlandt, do Departamento de Planejamento e Desenvolvimento da cidade de Seattle.

    Já para os defensores das microunidades, elas permitiriam que mais pessoas vivessem em regiões próximas ao trabalho, pagando aluguéis mais baratos, ou até mesmo comprando um imóvel que, embora menor, cabe no bolso. O arquiteto Fabio Queiroz, doutorando do Núcleo de Estudos de Habitares Interativos (Nomads/USP) que acompanha o fenômeno dos micro mundo afora, lembra, contudo, que isso só vale para cidades com boa infraestrutura de transporte público e em áreas com muitos serviços, restaurantes e comércio próximo às unidades. Assim, a chegada de novos residentes poderia servir até para requalificar e revitalizar a área.

    - Viver em espaços tão mínimos só faz sentido quando o habitar se estende para além do apartamento. É como morar na cidade e só dormir em casa. Nesses casos, o ideal é que os edifícios contem com ambientes para compensar a falta de espaço nas unidades e que permitam o convívio entre moradores e até áreas compartilhadas de trabalho, como coworkings. Também poderiam ser de uso misto com lojas e escritórios.

    Criador de um dos mais celebrados apartamentinhos de Nova York, o seu próprio que tem 39m² e móveis transformers que dão ao imóvel diferentes configurações, o arquiteto canadense Graham Hill vai além e vê nas microunidades um estilo de vida em que o consumo e o acúmulo de coisas cedem lugar ao bem estar. Para ele, embora a infraestrutura seja importante, o transporte público teria um peso menor.

    - Pessoas identificadas com esse estilo de vida tendem a andar a pé ou de bicicleta, principalmente, se morarem perto do trabalho - diz o criador da empresa LifeEdited que desenvolve soluções de design para microimóveis.

    NO BRASIL, SÃO PAULO É PIONEIRA

    Uma das empresas para a qual o canadense Graham Hill prestou consultoria foi a paulistana Vitacon, incorporadora que ano passado lançou um prédio com 90 unidades entre 19m² e 26m² na Vila Olímpia, em São Paulo, e acaba de colocar no mercado outros dois com microunidades na região. A cidade vem sendo pioneira no Brasil na construção desse tipo de imóvel. E a razão para isso é justamente a legislação - o mínimo possível de um imóvel gira em torno dos 18m².

    - A inteligência de espaço é a grande tendência do mercado imobiliário, e por isso comecei a investir nestes empreendimentos, sempre em regiões bem servidas de transporte público e serviços, como Vila Olímpia e Itaim Bibi. A família mudou, os costumes também e para um determinado público existe a demanda por esse imóvel - diz Alexandre Frankell, CEO da Vitacon.

    Já no Rio, a construção desse tipo de imóvel só seria possível se houvesse uma revisão no zoneamento. É que, por aqui, a área mínima exigida é de 30m², em bairros como Centro, São Cristóvão e Bangu, além das partes centrais de Andaraí, Tijuca e Grajaú. Na Zona Sul, não se constrói nada com menos de 60m². E, segundo a Secretaria de Urbanismo, não há, ao menos por enquanto, qualquer previsão para rever as leis.

    - De vez em quando se fala nisso, mas não vejo qualquer vantagem em mudar a legislação, se não houver uma melhora do espaço público - avalia o arquiteto e urbanista Sérgio Magalhães, presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB).

    Secretária de Urbanismo de Niterói, Verena Andreatta lembra que até a década de 1990 era proibido morar no Centro do Rio e que a reivindicação do uso como moradia das regiões centrais de grandes cidades é bastante atual. Ela está à frente do projeto de revitalização do Centro de Niterói, que pretende transformar a região num polo habitacional tanto como comercial:

    - Mas ainda não pensamos nessa questão do tamanho das unidades.

    O arquiteto Fabio Queiroz, do Nomads/ USP, avalia que, embora parta de bons princípios, a construção das microunidades também segue interesses do mercado imobiliário:

    - Urbanisticamente, os princípios são corretos, mas a implementação dos micro visa a ampliar o mercado. Nos EUA, isso tem a ver com a crise iniciada em 2008. Como as pessoas não podiam mais pagar por aquelas enormes casas nos subúrbios, passou-se a vender a ideia de viver em lugares apertados, próximos ao trabalho e que reduzissem gastos inclusive com carro. Aqui, tem a ver com a necessidade de o preço do imóvel caber no teto financiado pela Caixa.

    De fato, os imóveis lançados pela Vitacon, por exemplo, tem metro quadrado em torno de R$ 15 mil, o que faz com que cada unidade saia por cerca de R$ 300 mil - o valor máximo de financiamento da Caixa nas grandes cidades é R$ 750 mil. Mas esse é o preço do apartamento \"pelado\". Quem quiser um apê com o mobiliário inteligente desenvolvido por Hill e sugerido pela empresa, precisa desembolsar mais R$ 100 mil Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 22/06/2014 Construtoras de olho em Botafogo
    Apesar de as construtoras estarem com os olhos voltados para as zonas Norte e Oeste, especialmente pela maior oferta de terrenos para construir, os bairros da Zona Sul continuam em evidência. Um exemplo é Botafogo. A região já conta com empreendimentos da João Fortes Engenharia e está prestes a receber condomínios de empresas como W3 e FMAC.

    \"A Zona Sul é objeto de desejo de todo incorporador, mas tem escassez de terrenos e os poucos que ainda estão disponíveis podem ser encontrados em Botafogo. O bairro se torna alternativa, sem contar que é provido de farto comércio, transporte e belas paisagens. Quem quer estar na Zona Sul, mas ainda não pode pagar para estar em Ipanema ou no Leblon, encontra em Botafogo uma excelente opção\", explica Ariovaldo Rocha Filho, diretor da Brasil Brokers.

    A W3 prepara o lançament o de dois residenciais no bairro, ambos em parceria com a Legacy. O Contemporâneo terá 13 unidades, sendo 11 apartamentos de dois e três quartos e duas coberturas. \"É cada vez mais difícil conseguir bons terrenos na Zona Sul carioca, principalmente com características de lazer completo, com poucas e exclusivas unidades de dois e três quartos\", afirma Flávio Wrobel, diretor da W3. Já o Quattro terá 40 unidades de quatro quartos com dependência e lazer completo.

    A FMAC vai levar para Botafogo o Pinheiro Guimarães 75 - Hype Apartaments, com 20 unidades de três e quatro quartos, todas com suíte.

    \"Vamos oferecer também as plantas customizadas, que chamamos de Hype. Nelas, privilegiamos a integração entre a cozinha e a sala, oferecendo um ambiente tipo loft, perfeito para quem gosta de cozinhar para os amigos\", explica Rodolfo Machado, sócio-diretor da FMAC.

    Próximo ao Largo do s Leões, a João Fortes lançou o Largo dos Palácios Residencial, após ter investido no bairro com os residenciais Terraze di Ravello, Ópera di Milan.o, Sorocaba 527 All Suits e Option Residences. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 20/06/2014 Como preparar o imóvel para venda na era da informação
    Se você quer vender um imóvel, saiba que não basta fazer apenas um anúncio: é preciso estar à frente dos seus compradores, isto é, munido do máximo de informações. Para o autor do livro \"Próxima geração imobiliária: novas regras para compras mais espertas & vendas mais rápidas\", Brendon DeSimone, é preciso estar preparado para o atual perfil de compradores, cada vez mais conectados e com acesso à informação. Checar como seu imóvel aparece no Google Street View e colocar na rede boas fotos e vídeos do lugar são algumas das estratégias que valem tanto para profissionais do mercado quanto para proprietários que estão atrás de bons negócios.

    \"Se após um tempo você não ainda não vendeu sua casa, prepare-se, pois os interessados de hoje estão muitos mais bem informados que os do passado. As informações disponíveis nos dias atuais podem ser tanto usadas a seu favor como contra, desde que você se antecipe\", explica DeSimone.

    Segundo ele, o segredo para conseguir boas negociações é fazer um trabalho prévio de reconhecimento, pois isso lhe ajudará a tomar ações corretivas antes de colocar a casa no mercado.

    \"O objetivo é eliminar o maior número de pontos negativos com a maior antecedência possível. Isso é venda inteligente e mais dinheiro no bolso\", completa o autor e corretor que, a partir do seu livro, reuniu para a Forbes seis dicas valiosas que vão ajudar tanto corretores quanto moradores a estarem um passo à frente dos seus compradores e a fazerem um bom acordo.

    Pesquise o endereço no Google

    Você nem imagina o que pode surgir desta pesquisa. Por exemplo: informações sobre se a área tem muitos crimes. Se o proprietário também fizer essa pesquisa antes, fica mais fácil estar preparado quando o comprador questionar este tipo de assunto. Também busque notícias nos jornais sobre o bairro ou rua. Pode ser que você encontre reportagens sobre arborização ou assaltos frequentes - nunca se sabe. Monte uma estratégia para responder a esses questionamentos.

    Acesse o Google Street View da rua que você quer vender o imóvel

    DeSimone conta que certa vez, ao colocar para vender um apartamento que ficava no térreo, foi checar como ele aparecia na ferramenta (que mostra vistas panorâmicas dos lugares). A impressão que se tinha era que o imóvel era muito próximo à calçada, onde havia muitos bares ao redor. Diante deste cenário, antes de pôr à venda, mandou pintar a fachada, para ela se destacar mais, e fazer um jardim entre ela e a calçada, ressaltando o distanciamento, o que permitiu pedir um preço mais alto pelo imóvel.

    Aumente seu público alvo

    Considere as condições para crianças nas redondezas, desde parques à segurança do imóvel e da vizinhança. No caso de compradores que tenham filhos, estes questionamentos serão abordados uma hora ou outra e é bom já saber de antemão o que o bairro oferece para valorizar o imóvel.

    Tire fotos de qualidade

    Compradores de hoje estão conectados à alta tecnologia, são curiosos e pesquisadores natos, o que aumenta o risco de encontrarem fotos nada atraentes na internet. Portanto, dê a eles o que querem: muitas fotos, mas, claro, de qualidade. Lembre-se de que alguns compradores evitam clicar em anúncios simplesmente porque têm poucas fotos, pois isso lhes gera uma impressão de que o vendedor quer esconder algo. Uma dica é fazer um vídeo ou uma composição de imagens que mostrem o imóvel em 360 graus, incluindo do teto ao chão.

    Pesquise a regularização na prefeitura

    Verifique se o imóvel obedece às regras municipais de construção e como está registrado. Imagine que alguém se interessa e só depois disso você vai ver estes dados: grandes chances de perder a venda caso não esteja tudo regularizado. Caso encontre alguma irregularidade ou falha, terá tempo de corrigir antes de colocar a casa ou apartamento à venda.

    Pesquise os preços da vizinhança

    Antes de estipular um valor de venda para o anúncio, veja quais foram as últimas vendas realizadas na região ou até mesmo por quanto estão sendo anunciados os imóveis ali. DeSimone orienta procurar mais de uma referência, pois há casos em que a comparação pode lhe prejudicar. Por exemplo, se algum vizinho vendeu a casa correndo por questões de dívidas ou morte de um parente. Isso pode parecer meio chato de se fazer, contudo, lembre-se que é exatamente estas pesquisas que o seu comprador em potencial vai fazer. Esteja preparado! Publicado por: O Globo online - Morar Bem
  • 19/06/2014 Reforma do Pedregulho, em São Cristóvão, fica pronta em dezembro
    Uma obra emblemática da arquitetura moderna brasileira que atrai missões estrangeiras do mundo inteiro e é objeto de estudo de milhares de futuros profissionais, o conjunto habitacional Prefeito Mendes de Moraes, popularmente conhecido como Pedregulho, em São Cristóvão, está passando por uma cuidadosa restauração, que deve ser concluída em dezembro, ao custo de R$ 46 milhões. Projetado pelo arquiteto modernista Affonso Eduardo Reidy, em 1946, o conjunto foi destinado aos funcionários públicos federais da então capital do Brasil e foi concluído em 1952. O paisagismo teve a assinatura de Burle Marx, que plantou a palmeira que permanece imponente no descuidado jardim, que deverá ser recuperado após a conclusão das obras. Outras atrações do Pedregulho são os painéis de azulejos de Portinari e Anísio Medeiros, instalados na escola e na quadra esportiva próprias. O francês Le Corbusier, uma das figuras mais importantes da arquitetura moderna, foi um dos muitos admiradores do conjunto, que ao longo dos anos sofreu com a deterioração e a favelização de seu entorno.

    Realizada pela Companhia Estadual de Habitação (Cehab), como parte do programa De Cara Nova, a obra abrange também a recuperação estrutural do prédio. Em processo de tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e protegido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), o Pedregulho já é tombado pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.

    O condomínio é ainda uma cobiçada locação para cineastas e diretores de televisão. Lá, foram filmados \"Central do Brasil\" , \"Lúcio Flávio, o passageiro da agonia\" e \"Velozes e Furiosos V - Operação Rio\". As minisséries da TV Globo \"Força-Tarefa\" e \"Brado Retumbante\" também tiveram o Pedregulho como cenário.

    OBRA COMPLEXA

    Os números do sinuoso prédio impressionam: são 328 apartamentos, 1.700 moradores, 580 janelas em 270 metros de extensão, onde 200 operários trabalham diariamente. Para Roberto Nicaretta, um dos arquitetos responsáveis pela obra, a restauração tem sido um grande desafio:

    - Realizar uma obra complexa como essa com o conjunto ocupado pelos moradores é desafiador. Temos que administrar com os órgãos do patrimônio, os moradores e manter a negociação. Estamos em um marco da arquitetura moderna. Temos que ter cuidado.

    Um dos impasses durou um ano. As janelas do projeto original eram de madeira mas, ao longo dos anos, foram trocadas por esquadrias de alumínio. Com o início da restauração, os moradores recusaram as de madeira e, após negociação e aprovação pelos institutos de patrimônio, foram instaladas janelas de alumínio que parecem madeira.

    O presidente da associação de moradores, Hamilton Marinho, disse que a comunidade aprova a restauração.

    - O prédio estava com risco estrutural. Agora, nos sentimos mais seguros. Os moradores estão muito satisfeitos pela valorização dos imóveis. Todo ano, recebemos cerca de 4.200 estrangeiros, a maior parte europeus e americanos, além de 6.700 estudantes de arquitetura e arquitetos.

    Atualmente, estão em andamento a execução, a remoção, o restauro, a recuperação ou substituição de cerca de três mil peças cerâmicas das fachadas; além do fornecimento e instalação de 38 mil cobogós - blocos vazados, feitos em cerâmica, colocados um a um.

    Também estão sendo feitos a substituição de cerâmicas das fachadas; o fornecimento e instalação de cerca de seis mil metros quadrados de piso cerâmico e retirada, restauro e reinstalação de brises-soleil de madeiras nobres das fachadas leste e oeste - aproximadamente 1.400 metros quadrados, que controlam a entrada de luz e melhoram a circulação de ar.

    Os detalhes da revitalização também chamam a atenção: uma oficina de restauro de madeira foi montada no local, que emprega carpinteiros capacitados.

    - O que fazemos aqui é arte, precisa de muito cuidado e atenção na hora de restaurar - disse o carpinteiro Manoel Francisco da Silva.

    O Pedregulho tem quatro andares de apartamentos e um comercial, onde há lojas, barbearias e a sede da associação de moradores. Nesse andar há enormes pilastras de concreto que sofreram com a falta de manutenção. Francisco Quilelli, arquiteto da Cehab, disse que as bases dos pilares estavam comprometidas, a maioria corroída por urina.

    NOVO PONTO TURÍSTICO

    Outra peculiaridade pretendida pelo projeto foi uma planejada mistura de classes sociais: o conjunto tem apartamentos de um a quatro quartos. O primeiro andar, onde ficam os de um quarto, precisou passar por uma reforma completa, pois todos tinham problemas de infiltração.

    O presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ), Pedro da Luz, define o Pedregulho como uma obra emblemática da arquitetura brasileira:

    - O projeto alia a arquitetura à topografia da cidade. Construído na encosta, parece abraçar a montanha. Reidy repete isso no Aterro do Flamengo.

    Como professor de arquitetura da Universidade Federal Fluminense (UFF), ele costuma levar seus alunos ao Pedregulho para aulas práticas. Já como presidente do IAB-RJ, leva missões estrangeiras para visitar o marco arquitetônico:

    - Assim que terminar a restauração, o Pedregulho será mais um importante ponto turístico da cidade, porque é um patrimônio da humanidade. Publicado por: O Globo - Célia Cosota
  • 18/06/2014 Paes sanciona projeto que cria o parque ecológico em terreno da Gávea
    O prefeito Eduardo Paes sancionou, nesta terça-feira, a lei que transforma um terreno de 17 mil metros quadrados na Rua Marquês de São Vicente 104, na Gávea, em parque ecológico. Mas a data efetiva para a abertura do espaço à população está indefinida, pois a área pertencente à rede de supermercados Mundial terá ainda que ser declarada de utilidade pública e desapropriada. O município arcará com as despesas de indenização.

    No futuro processo de desapropriação, a prefeitura fará uma avaliação da área para apresentar uma proposta aos proprietários. Se não houver acordo, o pagamento será depositado em juízo. Segundo um dos autores do projeto, o vereador Marcelo Queiroz (PP), um anúncio divulgado ano passado pela internet pedia R$ 80 milhões pela área, apesar de o imóvel ter sido adquirido em 2003 por apenas R$ 13 milhões. Em nota, o Mundial informou desconhecer qualquer tentativa de venda do terreno, não confirmou quanto pagou pelo imóvel ou fez quaisquer estimativas sobre o atual valor do terreno.

    O secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, disse, nesta terça-feira, que o uso do espaço ainda terá que ser debatido com a população.

    - A decisão final, claro, é do prefeito. A tendência é que seja um parque urbano para a população e que também possibilite a conservação ambiental. Mas não há nada fechado ainda. A lei acaba de ser sancionada - disse o secretário sobre o projeto proposto pelos vereadores Queiroz, Eduardão (PSDC), e Carlos Eduardo (Solidariedade).

    Queiroz disse que com a medida quis preservar o espaço verde e impedir um maior adensamento do bairro, evitando a ocupação imobiliária do local. Como O GLOBO mostrou no último sábado, os moradores estão divididos em relação ao projeto. O vereador sugere que a prefeitura contrate o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e realize um concurso de projetos para escolher aquele que melhor se identifique com a região.

    - A preservação do espaço evitou a construção de novos prédios com até nove pavimentos na Gávea, além de ter preservado várias árvores do bairro - acrescentou Queiroz.

    OUTROS USOS FORAM DEBATIDOS

    Na nota, o Mundial afirma que ainda não foi procurado pela prefeitura ou pela Câmara de Vereadores. Apenas confirmou que comprou a área em 2003 com o objetivo inicial de construir uma filial da rede de supermercados. Posteriormente, apresentou projeto para licenciar um empreendimento imobiliário no local, que seguia todas as regras estabelecidas. A Secretaria municipal de Urbanismo, no entanto, informou que nenhuma licença foi concedida para construção no endereço.

    Antes da lei que prevê a transformação da área em parque, outros usos foram debatidos. A Pontifícia Universidade Católica (PUC) cogitou usar o espaço para construir um centro de pesquisas, mas o projeto não vingou. Em 2012, o governo do Estado estudou transformar o terreno em estacionamento provisório da PUC, durante as obras do metrô, mas desistiu. Hoje, o terreno é cercado por tapumes. No local existe apenas o esqueleto de um prédio, que já foi de uma empresa farmacêutica. Publicado por: O Globo - Luiz Ernesto Magalhães
  • 17/06/2014 Instalada a primeira peça da cobertura do Museu do Amanhã, na Zona Portuária
    A primeira de 24 superestruturas em aço que farão parte da base do telhado do Museu do Amanhã, na Zona Portuária, começou a ser instalada nesta segunda-feira, numa megaoperação que durou seis horas e deverá continuar por todo o dia de hoje, mobilizando 40 operários e um guindaste gigante. Com 14 metros de altura por 52 de comprimento, a peça pesa 80 toneladas e é a maior que vai compor a cobertura. Uma vez pronto, o telhado terá 350 aletas (espécie de asas) metálicas, que se moverão de acordo com a posição do sol, para captar a iluminação natural.

    Forjadas em Portugal e São Paulo pela Martifer, empresa que já trabalhou como fornecedora em outros projetos do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, autor da obra do museu, as peças estão sendo pré-montadas e guardadas num depósito em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O trabalho está sendo feito a partir de 5.300 peças de menor tamanho, que, combinadas e soldadas, funcionam como um imenso quebra-cabeças.

    Até agora, segundo o gerente de Produção das obras do museu, Edilson Costa, já estão prontas quatro dessas superestruturas, à espera da hora de seguir para o canteiro de obras. A expectativa é que, na semana que vem, deva ser instalada mais uma dessas peças:

    - A base de concreto do museu já está pronta. Do alto, a semelhança é com uma imensa caixa de sapatos sem tampa. As primeiras 12 estruturas serão colocadas apoiadas sobre essas paredes. As outras 12, que virão depois, formarão as extremidades em vão livre do museu. Em cima delas, teremos estruturas intermediárias e, acima de tudo, as aletas.

    As peças já serão instaladas na cor definitiva que o museu terá quando estiver pronto: branco gelo. Serão dados retoques apenas nos pontos de solda. A tinta terá reforço anticorrosão, com prazo de validade de pelo menos dez anos. Orçado em R$ 215 milhões, o prédio terá 320 metros de extensão e 50 de largura. A previsão é de entrega no primeiro semestre de 2015. Publicado por: O Globo - Isabela Bastos
  • 17/06/2014 Consórcio já começa a instalar linha férrea do metrô no trecho entre Barra e São Conrado
    Trilhos são instalados no trecho entre o Jardim Oceânico, na Barra, e São Conrado, onde a construção das estações também está adiantada. O consórcio da Linha 4 diz que a obra será concluída em meados de 2016.

    Enquanto a bola rola na primeira fase da Copa do Mundo, as obras da Linha 4 do metrô - fundamentais para as Olimpíadas de 2016 e, claro, para a vida dos cariocas - começam a ganhar forma. Como adiantou a coluna Gente Boa, os trilhos já começaram a ser instalados no trecho da Barra da Tijuca a São Conrado, onde a construção das estações também está adiantada e a escavação nos cinco quilômetros de túneis entre os dois bairros, concluída. Na Barra, são executadas ainda as fundações dos pilares da ponte estaiada que atravessará o Canal da Joatinga. E, da Gávea a São Conrado, há quatro frentes de trabalho para abrir caminho na rocha. O único senão é a suspensão temporária, no trecho Ipanema-Gávea, da operação do Tunnel Boring Machine (TBM), o tatuzão, devido ao afundamento de solo na Rua Barão da Torre, em Ipanema, no mês passado.

    Apesar do acidente na Zona Sul, que parou a construção dos túneis na região, a Concessionária Rio Barra S/A, que realiza as obras, afirma que o cronograma está mantido, com o início de operação da Linha 4 previsto para o primeiro semestre de 2016, após uma fase de testes. A colocação dos trilhos começou na via 1 do túnel duplo que liga a Barra a São Conrado (o maior do mundo escavado em rocha entre estações metroviárias). Até agora, 400 metros de trilhos foram instalados, numa área mais ou menos equidistante a ambos os bairros.


    Na última sexta-feira, operários continuavam acomodando dormentes ao longo do túnel. Segundo o consórcio, a previsão é que sejam instalados 300 metros de trilhos por semana, em intervenções que seguirão, simultaneamente, em direção à Barra e a São Conrado. Com isso, a colocação de trilhos na via 1 deve terminar no início de 2015, quando começarão os serviços na via 2.

    PLATAFORMAS QUASE PRONTAS

    Nesse trecho, a estação mais adiantada, a de São Conrado, foi completamente escavada. A plataforma de embarque e desembarque está em fase de conclusão. E salas técnicas recebem acabamentos, como ladrilhos e instalações elétricas. Já na do Jardim Oceânico, continuam as escavações e montagem de estroncas, estruturas metálicas que vão escorar as paredes. Mas os dois acessos de passageiros já foram conectados ao centro da estação, que será envolvida por uma manta especial com a finalidade de impermeabilizá-la, uma vez que, na região, o lençol freático está a apenas dois metros da superfície.


    Estação de São Conrado: plataforma de embarque e desembarque em fase de conclusão - Gabriel de Paiva / Agência O Globo
    Ao todo, de acordo com o consórcio que realiza as obras, da Barra até a Gávea foram escavados cerca de oito quilômetros de túneis. De São Conrado à Gávea, os trabalhos chegaram perto da metade do caminho, em um ponto onde haverá um alargamento do túnel para a construção de uma bifurcação, com vias tanto no sentido Leblon, quanto em direção à Gávea.

    No trecho da Zona Sul, apesar da paralisação na escavação dos túneis devido ao afundamento do solo, outros serviços continuam sendo realizados. Até agora, tinham sido escavados 400 metros de túneis pelo tatuzão. Mas a operação do equipamento só será retomada em cerca de 45 dias.

    \"Com o assentamento de solo ocorrido na madrugada do dia 11 de maio na Rua Barão da Torre, a construção do túnel entre Ipanema e Gávea está temporariamente suspensa, até que sejam concluídos os serviços de injeção de cimento que vão devolver a coesão ao terreno nesta região\", afirma nota do consórcio do metrô.

    NAS ESTAÇÕES, TRABALHOS SEGUEM

    Enquanto isso, as escavações da estação Nossa Senhora da Paz estão quase terminando, dizem os responsáveis pela obra. Atualmente, é executada uma laje na área por onde o tatuzão passará. Os acessos, por sua vez, recebem acabamentos, como instalação de corrimãos. Dessa forma, espera-se que até o próximo mês parte da Praça Nossa Senhora da Paz seja liberada ao público novamente.

    Na Estação Jardim de Alah, as paredes da estação continuam sendo construídas, e atualmente são instaladas cortinas de proteção nos prédios do entorno. Na Estação Antero de Quental, foram concluídos o serviço de tratamento de solo no corpo da estação e a escavação da laje de cobertura. O acesso está sendo escavado pela Avenida Ataulfo de Paiva. Na estação Gávea, depois da conclusão das escavações em solo, começará a fase de escavações em rocha.

    Com a expansão, os passageiros poderão optar por trens que seguirão da Barra à Gávea, da Barra a Ipanema/Uruguai e da Gávea a Ipanema/Uruguai (ou vice-versa para todos os casos). Na Linha 4, serão seis estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e aproximadamente 16 quilômetros de extensão. A previsão é de que a viagem da Barra a Ipanema demore 15 minutos e, da Barra ao Centro, 34 minutos, em trajetos que devem ser feitos por cerca de 300 mil pessoas por dia.

    MALHAS DE DAR INVEJA AO RIO

    Em Nova York, o metrô tem 24 rotas e mais de 400 estações. Em Paris, 16 linhas e 300 estações. Em Londres, são 11 linhas e algo como 250 paradas. Em Berlim, apenas um sistema, o U-Bahn, tem dez rotas e cerca de 150 estações. Todas essas metrópoles contam com rede metroviária integrada, que chega a quase toda a cidade. Uma realidade muito distante da Região Metropolitana do Rio. Apesar da atual expansão para a Barra, quando ela ficar pronta, serão 42 estações em toda a cidade. A Linha 4 sairá do papel possivelmente sem que a 3 (Niterói e São Gonçalo) tenha passado de mera promessa. E, mesmo com a Linha 4, o metrô no Rio continuará como uma rota só, da Pavuna à Barra.

    Para o futuro, o governo planeja criar a linha Gávea-Largo da Carioca, passando por Jardim Botânico e Botafogo. Há ainda intenção de levar o metrô até o Terminal Alvorada e ao Recreio dos Bandeirantes. Ainda assim, o metrô não chegará a regiões populosas, que também não são alcançadas por outros modais, como os trens. Para o engenheiro de transportes da Uerj José de Oliveira Guerra, o relevo do Rio, com a ocupação dos dois lados da cadeia de montanhas, dificulta e encarece a expansão. Ele lamenta que a Linha 4 não tenha seguido o trajeto original (a partir de Botafogo):

    - Temos uma história de concepção e execução do sistema metroviário muito lenta. Além disso, falta planejamento a longo prazo do sistema de transportes. Não há um esboço do que precisaremos nos próximos cinco, dez, vinte anos. Publicado por: O Globo - Rafael Galdo
  • 16/06/2014 Velhos imóveis, novos destinos
    Condomínios com sauna, ofurô, fitness, quadra de vôlei de areia, serviços pay-per-use (pague pelo uso, numa tradução literal) e van exclusiva para os moradores. Barra da Tijuca? Não, Itaboraí. Aos poucos, condomínios-clubes desembarcam na cidade, alguns na principal via de acesso, a Avenida 22 de Maio.

    -Condomínios como os da Barra estão sendo copiados em outros pontos do estado. Se tem como colocar residência, trabalho e lazer num mesmo lugar, é qualidade de vida. Porque a pessoa não pega carro. E Itaboraí tem uma vantagem: tem espaço - explica Paulo Fabbriani, vice-presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).

    De acordo com números de 2010 a 2014, foram lançadas 2.473 unidades residenciais.

    Segundo Thiago Sanches, gerente de Marketing da construtora Zayd, que lançou o Vert, com ampla área de lazer, os principais motivos para a aposta neste padrão foram o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o Arco Metropolitano e a chegada de indústrias ao município:

    - Itaboraí está se tornando a nova estrela da economia fluminense, e não tem um condomínio com esse padrão. Estamos acreditando na região.

    Outro empreendimento neste formato é o Quartier Itaboraí Club, da construtora Quartier, próximo à Avenida 22 de Maio-que começará a ser duplicada e urbanizada em 90 dias, ganhando ciclovia e centro de convenções.

    Como conseqüência, o valor dos imóveis já subiu.

    - Estou procurando um imóvel para comprar, e o valor subiu muito. Não ficou impossível, mas difícil - reclama a dona de casa Sandra Amorim, de 40 anos.
    Município tem muitos imóveis em construção ou prontos para entrega

    Segundo a prefeitura, esses condomínios têm mudado o perfil da cidade, antes baseado na economia rural e que, ago¬ra, ficará \"focado em comércio e prestação de serviços\".

    Lotes a partir de R$ 65 mil

    R$ 299, durante a construção da obra.

    Os lotes do Vert Residencial Clube, lançado pela Zayd, ficam no Km 7 da Estrada do Pacheco, em Itaboraí. Eles custam a partir de R$ 65 mil. Este é o preço para terrenos com 180 metros quadrados.

    Segundo a construtora, essa oferta vale, no entanto, somente para os cem primeiros lotes que forem vendidos - ou enquanto durar a promoção. Publicado por: O Dia -
  • 15/06/2014 Plano propõe revitalizar áreas da Zona Norte
    A prefeitura quer aproveitar a implantação do BRT Transcarioca para desenvolver um plano de revitalização urbanística da Zona Norte, em parceria com a iniciativa privada. Em projeto encaminhado à Câmara dos Vereadores, o município propõe regras especiais para novas construções, num entorno de 200 metros do eixo do BRT, desde a Praça Seca (ainda na Zona Oeste) até os limites da Penha.

    Caso seja aprovada, a lei permitirá, por exemplo, que terrenos existentes nesse eixo sejam reagrupados para construir empreendimentos de maior porte. Para alguns projetos com gabarito maior, será cobrada uma taxa do construtor, cujos recursos serão obrigatoriamente reinvestidos pelo poder público na região. Segundo estimativa da Secretaria municipal de Urbanismo (SMU), cerca de R$ 900 milhões poderiam ser arrecadados pelo município para reinvestir na área.

    A coordenadora-geral de Planejamento Urbano da SMU, Rita Luz, explicou que a proposta é criar a chamada Área de Especial Interesse Urbanístico do Transcarioca, para revitalizar o subúrbio. Isso inclui preocupações, como a construção de calçadas mais largas.

    A proposta ainda não tem data para ser votada, porque terá que ser apresentada, em uma série de audiências públicas, nos 23 bairros cruzados pelo Transcarioca. Entre os moradores das áreas por onde o BRT passa, a proposta ainda é desconhecida. Para o presidente da Associação de Moradores e Amigos da Praça Seca, Alexandre Fianim, pelo menos por enquanto, o Transcarioca ainda não ajudou a revitalizar a área:

    - Nossa preocupação é que o BRT transforme a Praça Seca num bairro de passagem. A prefeitura fala em valorizar os bairros e as calçadas, mas a estação do BRT escondeu a praça.

    A prefeitura quer aproveitar a implantação do BRT Transcarioca para desenvolver um plano de revitalização urbanística da Zona Norte, em parceria com a iniciativa privada.
    A proposta apresentada ao legislativo proíbe que as novas construções vizinhas ao Transcarioca sejam completamente cercadas por muros altos. Os imóveis poderão ser gradeados, desde que não haja interferência na observação das fachadas.

    - O Transcarioca trará mais mobilidade para a Zona Norte. Queremos aproveitar para fortalecer a identidade do subúrbio carioca. As ruas têm que voltar a ser o grande ponto de encontro, de convivência dos moradores, como no passado. Por isso, ter ambiente agradável é importante - explicou Rita Luz.

    De acordo com a mensagem do Executivo, o gabarito da região variará conforme as características de cada bairro, podendo chegar a até 18 pavimentos, com cobrança de taxa pela prefeitura. Na Rua Cândido Benício, na altura da Praça Seca, por exemplo, o gabarito passará de oito para seis andares. Mas, com o pagamento de taxa, poderá chegar a nove pavimentos. Já na Estrada do Portela, nas imediações do Mercadão de Madureira e da estação ferroviária, com o pagamento de taxa, o gabarito poderá chegar a 15 andares, contra os 13 de hoje.

    EDIFÍCIO-GARAGEM

    O projeto também libera a construção de edifícios-garagem nas proximidades das estações de BRT. No caso de empreendimentos hoteleiros, de telemarketing, de tecnologia da informação, de biotecnologia e de ensino, que prevejam a contratação de mais de 500 pessoas, será concedido um desconto de 10% no valor da taxa, caso as construções fiquem acima do gabarito estipulado. A proposta tem ainda estímulos para empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida.

    Para o vice-presidente do Sindicato da Construção (Secovi-Rio), Leonardo Schneider, mudanças na legislação podem ajudar na valorização imobiliária da Zona Norte. Ele, no entanto, destaca que os efeitos da construção do BRT Transcarioca ainda não foram sentidos sobre o mercado imobiliário da região, já que, das 47 estações projetadas, apenas 22 estão em operação. E, dessas, apenas a estação com integração com o metrô em Vicente de Carvalho fica na área de influência do projeto. Todas as estações devem ser abertas nos próximos meses.

    - A valorização tende a ser geral, porque isso ocorre em qualquer região onde se cria mais facilidade de transportes. No entanto, os efeitos tendem a ser sentidos em bairros de maior renda, como é o caso de Vista Alegre, Vila da Penha e Madureira - disse Leonardo.
    Publicado por: O Globo - Luiz Ernesto Magalhães
  • 15/06/2014 Alta de 0,15% nos custos da construção
    A alta de 13 insumos e o aumento do valor de locação da betoneira, que teve alta de 3,53%, fizeram com que o Custo Unitário Básico da Construção Civil terminasse o mês de maio em alta no Rio. O índice, calculado pelo Sinduscon-Rio, subiu 0,15%, bem acima do IGP-M do período, que apresentou deflação de -0,13%. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 12/06/2014 Como a impressora 3D pode revolucionar a construção civil
    Conheça os designers que estão imprimindo casas e prédios com uma riqueza de detalhes digna de igrejas góticas. E o programa mostra ainda o robô que está sendo treinado para cantar ópera.

    Imprimir casas e prédios inteiros. Essa é a ideia do arquiteto Michael Hansmeyer. Mas ele não quer fazer construções simples. Com a impressora 3D é possível produzir casas com tantos detalhes quanto uma igreja barroca. Isso sem tantos artesãos e sem restrições no que diz respeito à geometria. A equipe do Futurando foi conhecer os projetos.

    Na Universidade de Lüneburg, estudantes de diversas nacionalidades participam de um curso online audacioso. Eles querem juntos projetar a cidade do futuro. Cada um pensando do seu próprio país. Para criar o projeto, eles tiveram a ajuda do arquiteto Daniel Liebeskind.

    Em Istambul, outra criação audaciosa foi construída. Um túnel que liga a Europa e a Ásia. O Futurando mostra como aconteceu a construção do túnel do Bósforo.

    Engenharia de som

    Pesquisadores de acústica da Universidade Técnica de Dresden querem tornar o cotidiano dos cidadãos mais silencioso. Eles pesquisam desde varredores elétricos que fazem a limpeza da cidade até o barulho irritante do aspirador de pó que usamos em casa. O grupo de cientistas busca soluções simples para eliminar os ruídos ou, pelo menos, deixá-los mais agradáveis.

    Mas há também quem trabalhe para criar sons. Designers alemães projetam a acústica dos carros pra que eles emitam ruídos agradáveis. Um automóvel chega a ter 100 funções sonoras. Montadoras têm até um setor específico para desenvolver esse tipo de trabalho.

    E tem pesquisadores que trabalham para que robôs emitam sons. É o caso do Myon. Cientistas querem treiná-lo para cantar na Ópera Cômica de Berlim.
    Publicado por: Portal Terra -
  • 12/06/2014 Veja o que diz a maior dona de imóveis comerciais no país
    Em março deste ano, em meio ao mau humor dos investidores estrangeiros com o Brasil, a Global Logistic Properties, empresa imobiliária de Singapura, anunciou um dos maiores negócios do ano: a compra, por 3,2 bilhões de reais, de 34 imóveis da concorrente BR Properties.

    É seu maior investimento no país, o que levou a empresa de Singapura a se consolidar como a principal dona de imóveis comerciais no Brasil, segundo estimativas do mercado, com propriedades cujo valor soma cerca de 7 bilhões de reais. O negócio da GLP é construir e administrar galpões industriais para armazenar a produção de outras companhias, como as varejistas Carrefour, Ponto Frio e Riachuelo.

    Globalmente, entre seus principais clientes estão a empresa de comércio eletrônico Amazon, a companhia de bebidas Coca-Cola e a fabricante de bens de consumo P&G. Com o GIC, fundo soberano de Singapura que tem 320 bilhões de dólares sob gestão, entre seus principais acionistas, a GLP opera em apenas mais dois países além do Brasil: China e Japão.

    Durante uma visita a São Paulo, em maio, o americano ­Jeffrey Schwartz, um dos fundadores da empresa, disse a EXAME por que vale a pena investir em certos segmentos do mercado imobiliário brasileiro agora. Para ele, prédios de escritório continuam sendo um mau negócio, mas construir empreendimentos logísticos é promissor.

    EXAME - Sua empresa praticamente dobrou de tamanho no Brasil com a compra do portfólio da BR Properties. Por que fazer um investimento grande aqui num momento em que a economia patina e há incertezas em razão da eleição presidencial?

    Jeffrey Schwartz - Porque conseguimos um bom preço. Fizemos a aquisição com recursos próprios, sem dívida e à vista, o que também melhorou o preço para nossa empresa. Atualmente, os valores dos imóveis comerciais no Brasil são, de maneira geral, menores do que eram há três anos.

    Naquela época, não conseguiríamos ser competitivos. Se fizéssemos uma oferta, algum concorrente pagaria mais. Mas agora, pelos motivos que você citou e também porque a euforia com o mercado diminuiu, os negócios fazem mais sentido.

    Sabemos que existem dificul­dades de curto prazo no Brasil, e elas são principalmente políticas, de ausência de um modelo econômico bem estruturado. Mas há oportunidades, porque os fundamentos são sólidos, especialmente em nosso setor.

    EXAME - A GLP comprou outra empresa no Brasil há dois anos, a Prosperitas. Foi num momento de euforia?

    Jeffrey Schwartz - Sim, mas o preço foi justo, e o portfólio é excelente. Montamos as bases para um crescimento de longo prazo.

    EXAME - Há relatórios de analistas que mostram que foram construídos galpões industriais demais no país nos últimos anos - e que a oferta já é maior do que a demanda.

    Jeffrey Schwartz - Não há excesso de oferta de infraestrutura logística de qualidade no Brasil. Há falta. Alguns galpões estão vazios porque foram construídos em lugares ruins, distantes das grandes cidades. Mas nossos armazéns têm uma taxa de ocupação de 96%.

    Com a expansão do consumo, especialmente pela internet, mais empresas precisam de galpões bem localizados para armazenar seus produtos e transportá-los de forma rápida, eficiente e barata. É isso que queremos oferecer.

    Os custos com logística no Brasil são, em média, duas vezes maiores do que nos Estados Unidos e 70% maiores do que na Europa - parte disso se deve à falta de bons armazéns.

    EXAME - Isso é ainda mais evidente no agronegócio. A GLP pretende entrar nessa área no Brasil?

    Jeffrey Schwartz - É um setor promissor, mas é diferente do que fazemos. Nosso principal motor é o comércio eletrônico, que cresce no mundo todo. As vendas, de forma geral, estão migrando de um modelo de lojas caras, com vendedores caros, para outro, que depende basicamente de logística.

    Uma única loja virtual oferece muito mais opções aos consumidores. É por isso que 95% de nossos negócios estão no entorno das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

    EXAME - O consumo está crescendo em outras regiões do país, em especial no Nordeste. A GLP tem algum plano de expansão para lá?

    Jeffrey Schwartz - Não, porque não é onde está a parte mais significativa do consumo no Brasil. Para nós, faz sentido estar perto de onde estão as indústrias, os varejistas e o grande mercado consumidor do país. Nosso plano é investir mais 400 milhões de dólares no Brasil até o ano que vem para construir novos armazéns. E vamos crescer a partir daí.

    EXAME - O preço dos escritórios também parou de subir, e alguns novos edifícios estão praticamente vazios. Há oportunidades nesse mercado?

    Jeffrey Schwartz - Não para nós. Nunca investimos nem queremos investir nisso. Geralmente, os grandes problemas no mercado imobiliário acontecem no segmento de escritórios, porque há pessoas mais preocupadas em exibir grandes prédios do que em ganhar dinheiro com eles. O ego fala mais alto.

    Alguns incorporadores querem troféus: edifícios de 80 andares com mármore italiano no lobby, obras de arte, esculturas encomendadas. Nós olhamos a geração de caixa. Não dá para ficar exibindo um armazém.

    EXAME - Por que o Brasil foi o primeiro país em que a GLP investiu fora da Ásia?

    Jeffrey Schwartz - Porque procuramos países com boas perspectivas de crescimento econômico no longo prazo. Há abundância de recursos naturais no país - de petróleo a água, que se tornará uma ­commodity cada vez mais escassa. Isso é vital para a economia. Além disso, a população é grande, jovem e está consumindo mais. Se melhorar a política econômica, o Brasil pode se tornar a China do hemisfério sul.

    EXAME - A economia chinesa está desacelerando. Qual é o impacto disso nos negócios da GLP no país?

    Jeffrey Schwartz - Está desacelerando, mas ainda deve crescer 6,5% ao ano. Nenhum outro país relevante cresce tanto. Além disso, o consumo doméstico tem uma expansão duas vezes maior do que a do PIB. Só no primeiro trimestre, alugamos 1 milhão de metros quadrados de armazéns, quase o mesmo tamanho do portfólio que compramos da BR Properties.

    Nossa operação no Japão segue uma lógica diferente. A economia cresce pouco, mas as grandes empresas estão modernizando suas instalações. Lá, 99% de nossos galpões estão alugados. Essa experiência contribui para nos deixar otimistas com o Brasil. Mesmo que a expansão do PIB seja modesta, há como ganhar dinheiro.
    Publicado por: Exame online -
  • 11/06/2014 Urbanismo paisagista: o desafio da implementação
    Urbano versus rural, arquitetura versus paisagem, homem versus natureza - essas dicotomias de design parecem ter sido bem aproveitadas por profissionais. Não apenas são construtos intelectuais úteis que datam do tempo de Adão e Eva, mas também ferramentas regulatórias efetivas. Ao definir campos de autoridade de maneira compreensível, permitem que projetos complexos sejam financiados, aprovados e construídos de modo organizado.

    Mas os praticantes do urbanismo paisagista questionam se essas distinções continuam a fazer sentido numa era de recursos limitados e ameaças ambientais, sugerindo que podemos criar abordagens mais sustentáveis ao desenvolvimento, enfatizando as relações entre sistemas ecológicos e construção urbana. E dizem que ninguém é mais bem equipado para destilar uma direção de design a partir desses padrões fluidos que os arquitetos paisagistas. Contudo, o reconhecimento das interconexões ambientais desafia não apenas a hierarquia usual do arquiteto no topo, mas também as linhas de propriedade e os setores regulatórios que definem como projetamos e construímos.

    Chris Reed, fundador da Stoss Landscape Urbanism, de Boston, diz que não há escolha. \"Precisamos fazer mais com menos. As cidades e os órgãos públicos têm sede de propostas que promovam agendas múltiplas. Espaços abertos flexíveis e produtivos que purifiquem água, gerem energia, estruturem o desenvolvimento, criem novos habitats e se adaptem às mudanças climáticas serão a única solução para administradores públicos que comandam verbas limitadas.\" Mas Reed reconhece que converter ideias ousadas em realidades de construção viável exige um compromisso com a pesquisa e a experimentação, além de uma estrutura de governança que respalde propostas ambiciosas.

    Para reforçar sua presença na academia e fora dela, o urbanismo paisagista desenvolveu uma linguagem evocativa para comunicar suas aspirações. E, como é o caso da maioria dos \"ismos\" da área do design, ele emprega uma família de formas para sugerir metaforicamente como essas aspirações podem ser implementadas. Curvas amplas, fios contínuos e planos dobrados representam o tipo de sistemas dinâmicos que os urbanistas paisagistas querem canalizar, com projetos icônicos como o High Line de Manhattan (um parque no West Side de Nova York criado sobre uma antiga linha de trem elevada) oferecendo visuais sedutores. Mas, sem o fluxo interminável de financiamento por parte da alta sociedade com que contou o High Line, podem os princípios de design integrado do urbanismo paisagista sobreviver num mundo em que é preciso apresentar resultados concretos?

    Shauna Gillies-Smith, da Sociedade Americana de Arquitetos Paisagistas e da Ground Inc., empresa de paisagismo de Somerville, diz que uma série de melhorias incrementais pode somar-se e resultar em mudanças significativas, especialmente em ambientes urbanos densos. \"Com um número suficiente de projetos de telhado verde ou de drenagem profunda feitos por proprietários individuais, podemos tornar nossas cidades lugares mais agradáveis de se viver e mais compatíveis com os ecossistemas que elas integram.\" Mas ela ressalta que talvez sejam necessários incentivos de zoneamento ou subsídios monetários para chegar a um limiar crítico em que seja possível garantir um retorno público sobre investimentos do setor privado.

    Para melhor ou para pior, burocracias tremendas se interpõem entre mesmo a mais benévola das visões e sua concretização. Numa democracia, é preciso apoio público para a adoção de iniciativas econômicas ou de desenvolvimento, e o público não fala com voz unificada. Os órgãos reguladores moderam os debates e procuram um terreno comum.

    Ben Lynch, chefe de programa do Programa de Regulamentação de Vias Hídricas do Departamento de Proteção Ambiental do Massachusetts, lida diariamente com as exigências progressistas do Estado em relação à construção em áreas de frente para rios ou o mar. \"Regulamentos e incentivos são ferramentas brutas\", ele admite. \"Se o setor público quer que o setor privado pague por melhorias infraestruturais e quer que os atores privados não vão à falência, será um desafio manter a fidelidade à agenda paisagista, porque há tantas exigências que precisam ser levadas em conta simultaneamente.\"

    Embora a agenda paisagista esteja na vanguarda da política de uso da terra, muitas de suas aspirações estão enraizadas nas práticas padronizadas de engenheiros e burocratas. Fred Yalouris, diretor de arquitetura e design urbano do Projeto de Artéria/Túnel Central de Boston, o chamado \"Big Dig\", diz que o projeto maciço de \"sepultamento\" de uma rodovia estava sintonizado com os preceitos do urbanismo paisagista. \"Um quinto da verba de US$15 bilhões do projeto foi destinado à mitigação, desde a criação de 46 parques até mais de US$1 bilhão para o trânsito em massa. Nos livramos da rodovia elevada e enferrujada e plantamos mais de 20 mil árvores, além de hectares de gramados e jardins. Áreas não pavimentadas, para absorver a chuva, e agricultura urbana sempre podem ser acrescentados, como a cobertura de um bolo bastante sustentável.\"

    A linguagem inspiradora e as formas convincentes do urbanismo paisagista evocam de modo poético uma maneira mais sustentável de construir. Mas, para que possam ser implementados seus ideais formais e práticos, eles precisam ser atrelados a um conjunto de ferramentas mais prosaicas, como os códigos de construção, regras de zoneamento e cálculos de engenharia. Se quiserem que as soluções de design sustentável não se limitem ao corriqueiro, os criadores precisam trabalhar com cientistas, sociólogos e engenheiros, sem falar nos burocratas e contadores. A tendência a deixar que formas poéticas se tornem declarações isoladas corre o risco de deixar a cargo de outros o trabalho prosaico de efetuar transformações reais Publicado por: Brasil Post -
  • 11/06/2014 Arquiteto usa papelão para criar pavilhão da Copa em Tóquio
    O arquiteto japonês Shigeru Ban apresentou nesta quarta-feira em Tóquio um pavilhão criado especialmente para a Copa do Mundo, uma construção temporária a base de papelão reciclado e que foi concebida para ser um \"lugar de encontro\" em meio a esta grande competição esportiva.

    O Pavilhão Brasil 2014 é uma estrutura provisória situada na entrada da Embaixada brasileira na capital japonesa, um projeto que conta com a assinatura do arquiteto japonês Shigeru Ban, agraciado recentemente com o Prêmio Pritzker de arquitetura.

    O embaixador brasileiro no Japão, André Corrêa do Lago, escolheu Ban pelo fato dele ser muito reconhecido por suas construções temporárias e também por \"promover a sustentabilidade meio ambiental\", afirmou o diplomata na inauguração do projeto.

    Segundo ele, as obras de Ban \"sempre dialogam com o público\", assim como a \"coerência e a consistência\" de seu estilo arquitetônico.

    O pavilhão provisório é um espaço de 120 metros quadrados e 3 metros de altura, cuja estrutura é integralmente construída com canos de papelão reciclado, algo semelhante às construções japonesas feitas de bambu.

    \"Minha intenção era fazer um espaço de encontro\", afirmou Ban, que acrescentou que optou pelo uso de \"materiais sustentáveis e de baixo custo\" devido à personalidade temporária da construção.

    O pavilhão servirá como \"lugar de discussão e de celebração\" em meio à Copa do Mundo, explicou o embaixador brasileiro, que, por sinal, convidou japoneses, brasileiros residentes no Japão e cidadãos de outras nacionalidades \"para comparecer ao espaço depois das partidas\", já que, por conta do fuso horário, as partidas não serão transmitidas no local.

    O pavilhão, que ficará aberto ao público até meados de julho, coincidindo com a duração da competição, oferecerá café, sucos, pão de queijo e outros produtos brasileiros aos visitantes, além de shows de \"bossa nova\", projeções de filmes, oficinas e outros eventos culturais gratuitos.

    O \"acordo de colaboração\" entre a Embaixada brasileira no Japão e Ban também inclui a participação do arquiteto japonês no projeto de um centro comunitário no Amazonas, que será construído com madeira ilegal, finalizou o embaixador brasileiro.
    Publicado por: Exame online -
  • 09/06/2014 BarraShopping chega a sua sétima expansão
    \"Eu resolvo minha vida no BarraShopping\". É assim que Jussara Raris, superintendente do complexo BarraShopping/New York City Center, defende o gigante que cresce junto com a Barra, recebendo cem mil pessoas por dia, de segunda a segunda. Na inauguração, em 1981, eram apenas cem lojas em um único piso; hoje com quatro quilômetros de vitrines e mais de 600 lojas, ele chega à sua sétima expansão. A nova área, um investimento de R$ 243,9 milhões, será aberta ao público nesta terça, a partir das 15h. Foram acrescentados 35 mil m² de área construída, onde estão 55 novas lojas, em três níveis, que vão da portaria A à C, com várias ligações internas.

    Entre as marcas internacionais famosas que chegam à expansão, estão a queridinha das adolescentes Forever 21 - que gerou filas constantes e grande rebuliço em sua inauguração surpresa no VillageMall, em março -, GAP, Sephora, Guess, Desigual, Dessange Paris Brasil, Hurley e Nautica, marca americana que abre sua primeira filial na América Latina. O estacionamento subterrâneo, com 628 vagas, é outra novidade.

    - A ideia é manter o conceito de ser um shopping completo: 65% dos visitantes são moradores da Barra, e os outros vêm de toda a cidade. O poder de atração se deve também à quantidade de empresas no entorno - diz Jussara, salientando que, no último ano, houve aumento de 3% no número de carros no estacionamento.

    A Multiplan, administradora do shopping, prevê a criação de dez mil vagas de empregos diretos e indiretos com as novas operações. O Centro Médico, conta Jussara, será o próximo a passar por ampliação.

    Entre as novas opções de alimentação estão Bacio Di Latte, Café Suplicy, Chez Bonbon, Fini, PJ Clarke\'s, FOM, Starbucks e Mori Sushi Ohta. Este último é um dos restaurantes japoneses de maior sucesso em São Paulo.

    O Barra Kids, espaço exclusivo para crianças de até 10 anos, se mudou para a nova área, duplicando seu tamanho. Agora, tem capacidade para 80 crianças e novas atividades: cantinho de leitura, brinquedoteca, cineminha, estações de games (Wii, PS4 e Xbox One), camarim, espaço para artes manuais, pista de automodelismo, minigolfe, sala de videokê, oficina de carro e campo de futebol. O espaço inclui espaço para bebês de até 2 anos, um fraldário e um salão exclusivo para festas de aniversário.

    Até o início da semana passada, eram poucas as lojas com acabamento finalizado. A ansiedade entre lojistas e administradores diante de toda a poeira e dos tapumes que ainda cobriam o espaço era grande, mas todos estavam confiantes na entrega da obra para esta terça-feira.

    A fachada toda envidraçada da nova área reflete o novo projeto de arquitetura do BarraShopping, que deverá se estender em breve para todo o ce ntro comercial. Mas o principal chamariz serão as grifes que desembarcarão no Rio via expansão. A italiana Zucchi Home Fashion, referência no cenário internacional, principalmente em produtos têxteis para o lar, é uma delas.

    Outra novidade é a paulista Spezzato, há 28 anos no mercado, com lojas espalhadas pelo país. Comandada por Andréa Chammas Kurbhi e por sua sobrinha, Roberta Nahas, a marca oferece moda feminina adulta e teen.

    - A proposta da Spezzato é vestir a mulher para todas as ocasiões, com um visual moderno e sexy, sem ser vulgar. O BarraShopping tem um público bacana e é muito movimentado; aceitamos o convite (da administração) para vir na hora - conta Andréa, cujas clientes cariocas já reivindicavam uma loja no Rio.

    As obras da expansão compreendem ainda a revitalização da fachada nas entradas A e B; a reforma de lojas próximas ao espaço, com novo modelo arquitetônico, e a construção de banheiros e acessos, como escadas rolantes e comuns.

    Últimos ajustes para a inauguração

    Na decoração da loja predomina a combinação do preto com rosa. Círculos de espelhos no teto e estampas de caveira já dão ideia do ambiente ousado que Daniela Jaffé, à frente da Up2Date ao lado da mãe, Hedy Montenegro, prepara para a abertura de sua segunda loja (a primeira fica no Barra Garden). A marca oferece roupas, bolsas, sapatos e acessórios, explica Daniela, para garantir que a mulher saia pronta da loja seja para uma festa ou um passeio casual.

    - É uma mistura de rock com chique. Teremos manequins suspensas, uma delas sentada num bambolê, com um visual sadomasoquista - diz Daniela, salientando que se inspira em lojas londrinas e vasculha blogs de moda. - Botamos luzes de boate nas cabines para a cliente que quiser se sentir em clima de night enquanto escolhe o look.

    A estilista Patricia Veiga, dona da loja de sapatos que leva seu nome, quer atender mães e filhas. Depois das unidades em Itaipava e em Ipanema, ela chega à expansão do mall, em parceria com a amiga Ana Beatriz Toth, lançando mais modelos de sapatilhas confeccionadas artesanalmente, o carro-chefe da marca.

    Criada em 1998 com o nome de Agilità Girls, a marca LITT\', do grupo Agilità, que completa 30 anos, também aproveita a expansão para inaugurar sua loja de varejo na Barra.

    Em outro segmento, a papelaria Casa Ribeiro, com 104 anos de existência, também garantiu espaço na área, onde abrirá sua sétima casa.

    - Este é o maior shopping do bairro e traz agora uma faceta futurista, mais jovem e moderna. A expectativa é grande - diz Antônio Carlos Barroso, dono do negócio ao lado do filho Júnior, enquanto convida a equipe do GLOBO-Barra a entrar na loja com o pé direito.
    Publicado por: O Globo - Jéssima Lauritzen
  • 09/06/2014 Fundo imobiliário: em reconstrução
    Já são quatro meses seguidos de recuperação, que resultaram num avanço no período de 6,80%. Cenário macroeconômico mais previsível, preços descontados em bolsa, investidores mais conscientes da dinâmica do mercado estão entre as razões que podem justificar a retomada da indústria de fundos imobiliários. O movimento está levando o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (Ifix), que mede o desempenho de uma carteira de 68 fundos em bolsa e recuou 12,6% no ano passado, a ficar a um passo de zerar a perda de 2014, de 0,40% até maio. Em janeiro, o Ifix havia recuado 6,74%.

    O mercado está num processo de melhora. Especialistas já alertavam ao fim do ano passado que as oportunidades estavam surgindo. E o desempenho recente tem mostrado os frutos colhidos por quem resolveu apostar nos fundos.

    Num olhar mais abrangente, levantamento feito pela Quantum, provedora de informações financeiras, revela que o retorno médio de todos os fundos listados em bolsa com negociação no período (111), ponderado por valor de mercado, atingiu 1,46% em maio e alcança 1,54% no ano. O cálculo captura o efeito da valorização das cotas no mercado e o pagamento de rendimentos aos cotistas.

    Só com a distribuição dos dividendos, o retorno médio chegou a 0,84% em maio, ante variação de 0,86% do CDI. Vale lembrar que os dividendos pagos pelos fundos imobiliários à pessoa física são isentos de imposto de renda, desde que respeitadas certas condições, entre elas negociação em bolsa e um mínimo de 50 cotistas. Em 12 meses, o \"dividend yield\" alcançou 9,40%, ante 9,43% do CDI.

    Especialistas reforçam que o momento é de entrada nesse mercado, já que boa parte dos fundos pode estar com cotas bastante descontadas. De acordo com informações da Concórdia, nada menos que 78 de um total de 102 carteiras acompanhadas pela corretora negociavam a um preço abaixo ou igual ao valor patrimonial.

    Para o diretor de investimentos imobiliários da gestora Rio Bravo, José Diniz, o mercado passa por uma mudança estrutural. Isso porque o preço do metro quadrado de fundos de laje corporativa, a principal categoria dessa indústria, está hoje abaixo do preço de venda e, em alguns casos, praticamente em linha com o preço de custo. Na visão de Diniz, os fundos sofreram uma queda exagerada e já apresentam um rendimento no mercado secundário que supera o CDI.

    Além disso, como o desempenho dos fundos caminha na contramão dos juros pagos pelas Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-Bs) e da taxa Selic, que pararam de subir, ele avalia haver espaço adicional para uma correção. A taxa da NTN-B de 2045 superou os 7% em fevereiro deste ano e hoje está em 6,13%. \"Os fundos não se recuperaram na mesma proporção\", diz.

    O analista de fundos imobiliários da corretora Itaú BBA, Giovanni Vescovi, também vê retornos interessantes na indústria de fundos imobiliários e avalia que as carteiras de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) estão mais atrativas para quem investe com foco no curto prazo.

    Já ao olhar para um horizonte um pouco mais distante, as oportunidades recaem sobre fundos que investem em imóveis e lajes corporativas, inclusive fundos com um ativo só. Vescovi não ignora a possibilidade de que esse mercado ainda sofra nos próximos meses, porém considera que as cotas negociadas em bolsa já embutem um risco de piora. \"Achamos que o mercado já precificou esse cenário de vacância, oferta excessiva\", comenta. \"O cenário de estresse para esses fundos já está dado.\"

    A maior confiança no mercado de lajes corporativas está nos imóveis de São Paulo, por avaliar que a região tem maior robustez que o Rio de Janeiro, além de não contar com dependência de setores específicos da economia.


    E para aqueles dispostos a investir nos fundos imobiliários a perder de vista, sem se importar com o prazo de retorno, o analista do Itaú BBA menciona as carteiras de logística e de shopping centers, mas, nesses casos, a seleção precisa ser mais criteriosa e os riscos são mais elevados. \"Nós nos sentimos mais seguros com fundos de renda\", ressalta.

    Arturo Profili, sócio da gestora Capitânia, espera um caminho de preços ainda voláteis dos fundos negociados em bolsa até o fim do ano, ainda que também chame atenção para os valores defasados das cotas.

    Para Diniz, da Rio Bravo, o horizonte ainda é incerto, especialmente em meio à perspectiva de retomada do ciclo de aperto monetário. Há ainda preocupação com relação à parte operacional de certos fundos. \"Hoje há uma pressão por conta de vacância muito grande no mercado\", destaca.

    Segundo ele, os fundos de renda garantida continuam com os maiores riscos do mercado, porém com oportunidades atrativas de retorno quando se olha a defasagem dos preços das cotas.

    No campo de risco intermediário, Diniz menciona os fundos de laje performados (com imóveis prontos) ou as carteiras de galpões logísticos com baixa vacância. E para quem quiser pouco risco, a indicação recai sobre fundos de agências bancárias ou de shopping centers. A seletividade, contudo, se faz necessária.

    Ao olhar para o desempenho da indústria em maio, as carteiras dos shoppings West Plaza e Floripa se destacaram, com retornos de 11,32% e 14,83% no mês, respectivamente, conforme dados da Quantum. Em 12 meses, esses fundos ainda amargam prejuízo de 6,73% e 13,57%. Diniz menciona preferência por fundos com desempenhos mais previsíveis, como CSHG Brasil Shopping (com retorno de 3,9% no mês passado) e Shopping Pátio Higienópolis (com variação negativa de 4,11%).

    Assim como Vescovi, do Itaú BBA, Rodrigo Machado, diretor e sócio da XP Investimentos, vê oportunidades em fundos de títulos com lastro imobiliário, que têm como objetivo investir em CRIs e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), dentre outras. E também chama atenção para os fundos de fundos.

    E no universo de ativos reais, Machado vê carteiras negociadas com desconto. \"Nossa conclusão é a de que tem um excesso de oferta, que vai aumentar a vacância e prejudicar os preços, o que, para esse momento, pode representar uma oportunidade de compra\", observa.

    O diretor da XP vê o mau desempenho do mercado de fundos imobiliários no ano passado como desproporcional ao tamanho da deterioração macroeconômica. \"O cenário piorou, os juros subiram, houve pressão inflacionária, mas nada tão forte. A queda foi provocada pela entrada gigante de investidores de forma muito rápida. Quando resolveram sair, os preços desabaram\", lembra.

    Ainda que mencione a interferência das eleições nos mercados como um todo, Machado não vê nenhuma mudança brusca do ponto de vista macro até o fim do ano ou o início do próximo que possa atrapalhar a retomada da indústria de fundos imobiliários.

    \"E olhando para frente, para um ativo real, as pessoas estão enxergando uma estabilidade maior que a volatilidade vista nos últimos 12 meses\", afirma o diretor da XP, que ressalta uma mudança na base de investidores da casa, com aplicadores entrando agora nesse mercado de olho mais no longo prazo. Publicado por: Valor Econômico -
  • 09/06/2014 Gastos com mão de obra pressionam custos
    O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil registrou alta de 1,71% em maio. Somente com a mão de obra, as despesas subiram 2,16%. Calculado pelo SindusCon-SP e pela FGV, índice reflete a variação dos custos do setor para a utilização nos reajustes dos contratos de obras. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 08/06/2014 Zona Norte está mais valorizada
    A Zona Norte vai receber nos próximos meses 1.385 novas unidades, em regiões como da Grande Tijuca, Méier, Sulacap, Cachambi, Riachuelo, Vila Isabel e Grajaú. A procura se deve, principalmente, às Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) implantadas nessas áreas, que trouxeram segurança e, consequentemente, valorizaram os imóveis.

    Segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), na Tijuca, por exemplo, de 2010, quando a UPP foi instalada, até 2011, os lançamentos cresceram 124%. O preço médio do metro quadrado passou de R $ 4 .987, em 2010, para R$ 9.276,50, com alta de 86%.

    De acordo com o diretor da Brasil Brokers e vice-presidente da Ademi-RJ, Ariovaldo Rocha Filho, a Zona Norte é a bola da vez do mercado imobiliário. Ele explica que a região estava carente de projetos modernos e com infraestrutura de lazer para atender aos moradores que não abrem mão de morar na área.

    \"Nos lançamentos, percebemos pais comprando imóveis para que os filhos possam casar e continuar no mesmo bairro\", afirma Filho.

    Ele comenta ainda que o estande do Aquarela Carioca, da Calçada, na Rua do Bispo, na Grande Tijuca, recebeu mais de 400 visitas em apenas dois fins de semana.

    O empreendimento, que será construído ao lado do Túnel Rebouças, terá 312 unidades, entre dois e três quartos, além de lazer completo.

    \"O Aquarela Carioca vem para atender à demanda de famílias que já vivem no entorno e buscam mais qualidade de vida em um condomínio completo, que une lazer, segurança e sustentabilidade\", diz João Paulo Matos, diretor-presidente da Calçada.

    Vale lembrar que o crédito imobiliário conta hoje com juros mais acessíveis, possibilidade de financiamentos de até 90% do valor do imóvel, e prazo de pagamento que pode chegar a 35 anos. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 08/06/2014 Leblon é 61% mais caro que top 1 paulista
    Bairro mais caro do Rio, e do país, o Leblon tem preços médios 61,75% mais altos que Vila Nova Conceição, bairro mais caro da capital paulista. Enquanto no Leblon o metro quadrado registrado em maio pelo índice FipeZap ficou em R$ 22.335, em Vila Nova Conceição, a média do metro quadrado ficou em R$ 13.871. O valor é mais baixo até que o Jardim Botânico, o quinto mais caro do Rio, que tem metro quadrado médio de R$ 16.743.

    Queridinhos no mercado imobiliário carioca, com preços que dificilmente caem, Leblon, Ipanema, Lagoa, Gávea e Jardim Botânico estão no topo dos valores nacionais. Mas, claro, há imóveis com preços mais altos que os valores médios, tanto aqui como em São Paulo. Na orla do Leblon, o preço do metro quadrado salta para R$ 60 mil em alguns prédios mais badalados. Valor similar ao alcançado pelos imóveis na área mais nobre da Vila Nova Conceição, a Praça Pereira Coutinho, onde o metro quadrado chega aos R$ 58 mil.

    É que, enquanto os imóveis de alto padrão no Rio estão concentrados na Zona Sul, em São Paulo, as áreas nobres são afastadas umas das outras, o que possibilita o crescimento de várias regiões. Vila Nova Conceição é, aliás, um bom exemplo disso. Próxima ao Parque do Ibirapuera, começou a ficar mais valorizada quando começaram a ser construídos prédios com apartamentos de até 400 metros quadrados.

    Além de Vila Nova Conceição, completam os cinco mais caros de São Paulo, os bairros de Jardim Paulistano (R$ 12.388), Jardim Europa (R$ 12.343), Vila Olímpia (R$ 11.768) e Ibirapuera (R$ 11.766). No Rio, os mais caros, além do Leblon são: Ipanema (R$ 20.197), Lagoa (R$ 17.534), Gávea (R$ 17.474) e Jardim Botânico (R$ 16.743).

    ÍNDICE FIPEZAP APONTA ALTA DE 2,98% NO ANO

    Fortaleza e Rio são as cidades que lideram a alta de preços de imóveis nos cinco primeiros meses do ano: 5,20% e 4,74%, respectivamente. Os dados são do Índice FipeZap, que calcula o custo médio do valor do metro quadrado anunciado em 16 cidades brasileiras. Nacionalmente, entretanto, o cenário começa a mudar. O preço médio do metro quadrado no país subiu 0,49% em maio - índice igual ao registrado em abril - e no ano acumula alta de 2,98%, abaixo da inflação oficial prevista para o acumulado do período (3,32%).

    - O que a gente vem observando nesses cinco primeiros meses do ano é que há realmente uma tendência de queda, embora o comportamento não tenha sido homogêneo em todas as cidades - avalia Priscila Ribeiro, pesquisadora da Fipe.

    Mesmo nas cidades que mantêm a alta, como Rio, São Paulo e Fortaleza, percebe-se uma tendência à desaceleração. O Rio manteve em maio o mesmo 0,67% de abril; São Paulo registrou taxa de 0,71%, contra 0,75% do mês anterior; e Fortaleza teve alta de 1,08%, contra 1,38%. Em Brasília (-0,23%), Curitiba (-0,68%), Santo André (-0,16%) e São Bernardo do Campo (-0,12%) houve queda nominal dos preços em maio. Publicado por: O Globo -
  • 07/06/2014 Novo MIS começa a surgir na paisagem de Copacabana
    Quem passa pela orla de Copacabana já começa a perceber que há novas linhas surgindo na paisagem. Esta semana, foram retirados os andaimes de proteção da fachada da futura sede do Museu da Imagem e do Som (MIS), na Avenida Atlântica. Dividida em três etapas, a execução das fundações foi um dos maiores desafios do projeto, que começa a entrar na reta final: as obras serão concluídas no fim deste ano.

    - Participar da concepção e implantação da nova sede do MIS e acompanhar de perto a evolução dessa obra têm um significado muito especial para nós. É a celebração de uma trajetória que trouxe para o Brasil um novo conceito de museus - contou Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, uma das realizadoras do projeto.

    ARQUITETOS FIZERAM O HIGH LINE DE NOVA YORK

    O cuidado e a preocupação com o meio ambiente estão presentes em todas as fases da obra, desde a demolição do prédio que ocupava originalmente o terreno, onde funcionou a extinta boate Help. A operação foi realizada de forma seletiva e teve um índice de reciclagem e reaproveitamento de 99,81% dos materiais. A iniciativa motivou a busca da certificação Leed (Liderança em Energia e Projeto Ambiental, em português), concedida pela ONG americana U.S. Green Building Council, de acordo com os critérios de racionalização de recursos atendidos por um edifício.

    Com 9,8 mil metros quadrados de área, divididos em sete pavimentos, a nova sede abrigará salas de exposição de pequena e longa duração, salas para atividades didáticas, uma sala de teatro e cinema com 280 lugares, espaços destinados à pesquisa e o Museu Carmen Miranda, além de lojas, restaurante panorâmico, bar, boate e mirante.

    O aspecto arquitetônico do novo MIS foi baseado em duas ideias: a da rua como local de entretenimento e como símbolo da criação popular, representando parte da produção artística da cidade. A intenção é conduzir o visitante para um passeio pelo acervo da instituição, pelo Rio de Janeiro e pelo tempo. Os responsáveis pelo projeto se inspiraram nas curvas do calçadão de Copacabana e desenharam um prédio capaz de dialogar com a paisagem, democratizar a vista da praia e ser um novo ícone carioca. Eles \"dobraram\" a calçada, transformando a estrutura em um boulevard vertical.

    - A escolha de Copacabana como seu endereço está intimamente ligada ao caráter plural do bairro, um dos cartões-postais mais conhecidos no mundo. O prédio que estamos construindo tem um projeto arrojado, de incrível arquitetura, com espaços pensados para que o público desfrute de um acervo maravilhoso - comentou a secretária estadual de Cultura, Adriana Rattes.

    A nova sede do museu teve concepção arquitetônica escolhida em concurso internacional vencido por Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio, titulares do estúdio Diller Scofidio + Renfro, também responsáveis pelo High Line Park, em Nova York. No Rio, o suporte é do escritório do arquiteto Luiz Eduardo Índio da Costa.

    O projeto do novo MIS é uma realização da Secretaria estadual de Cultura, da Fundação Roberto Marinho e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, tendo a Rede Globo, o Itaú e a Natura como patronos; o patrocínio da Vale, da IBM, da Ambev e da Light, o apoio do Grupo Votorantim e o financiamento para infraestrutura do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Publicado por: O Globo -
  • 04/06/2014 Índice FipeZap aponta alta de 2,98% no ano
    Fortaleza e Rio são as cidades que lideram a alta de preços de imóveis nos cinco primeiros meses do ano: 5,20% e 4,74%, respectivamente. Os dados são do Índice FipeZap, que calcula o custo médio do valor do metro quadrado anunciado em 16 cidades brasileiras. Nacionalmente, entretanto, o cenário começa a mudar. O preço médio do metro quadrado no país subiu 0,49% em maio - índice igual ao registrado em abril - e no ano acumula alta de 2,98%, abaixo da inflação oficial prevista para o acumulado do período (3,32%).

    - O que a gente vem observando nesses cinco primeiros meses do ano é que há realmente uma tendência de queda, embora o comportamento não tenha sido homogêneo em todas as cidades - avalia Priscila Ribeiro, pesquisadora da Fipe.

    Mesmo nas cidades que mantêm a alta, como Rio, São Paulo e Fortaleza, percebe-se uma tendência à desaceleração. O Rio manteve em maio o mesmo 0,67% de abril; São Paulo registrou taxa de 0,71%, contra 0,75% do mês anterior; e Fortaleza teve alta de 1,08%, contra 1,38%. Em Brasília (-0,23%), Curitiba (-0,68%), Santo André (-0,16%) e São Bernardo do Campo (-0,12%) houve queda nominal dos preços em maio.

    No acumulado do ano, três, das 16 cidades, registram queda de preços: Brasília (-0,42%), Porto Alegre (-1,33%) e Curitiba (-0,33%). Além disso, outras cinco tiveram aumentos abaixo da previsão de inflação: Belo Horizonte (1,95%), Florianópolis (2,42%), Santo André (2,76%), São Bernardo do Campo (2,75%) e São Caetano do Sul (3,03%).

    O Rio ainda mantém o metro quadrado mais caro entre as 16 cidades pesquisadas: R$ 10.609. Em seguida, vem Brasília (R$ 8.136), São Paulo (R$ 8.060), Niterói (R$ 7.373) e Recife (R$ 5.769). A média nacional ficou em R$ 7.494.

    ALUGUÉIS MANTÊM ESTABILIDADE

    No caso dos aluguéis, o FipeZap faz pesquisas apenas no Rio e em São Paulo. No Rio, a variação apresentou pequena desaceleração, saindo de uma alta de 1% em abril para 0,82%. Já em São Paulo, o índice foi de 0,20% praticamente igual ao de abril, que havia sido de 0,21%. Ambos os resultados indicam estabilidade.
    Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 04/06/2014 Obras de mobilidade urbana no Rio terão financiamento de R$ 2,7 bi do BNDES
    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira (3) a aprovação de empréstimo no valor de R$ 2,7 bilhões para obras de melhoria na infraestrutura de mobilidade urbana do município do Rio de Janeiro.

    Os recursos representam 88% dos investimentos totais, de acordo com a assessoria de imprensa do banco. Os projetos englobam parte do Bus Rapid Train (BRT) Transoeste, o corredor expresso Transolímpica, a ligação BRT Transolímpica-BRT Transbrasil e a duplicação do elevado das Bandeiras.

    Também estão incluídas obras nos locais onde serão disputadas provas nas Olimpíadas de 2016, entre as quais o entorno do Parque Olímpico, a ciclovia Niemeyer, a extensão da Via Expressa do Porto Maravilha e o entorno do estádio Engenhão.

    Segundo o BNDES, a estimativa é que, com as obras, sejam criados cerca de 17 mil empregos diretos e indiretos. Publicado por: Jornal do Commercio online - Marcia Peltier
  • 04/06/2014 Números da bola
    Os números da organização de uma Copa do Mundo realmente impressionam. O site AirBnb, líder mundial de aluguel de imóveis e quartos por temporada, revela que este segmento vai movimentar quase US$ 100 milhões durante o Mundial.

    O portal registrou um aumento gigantesco no número de acomodações catalogadas no País por conta da competição. Em 2012, eram 3 mil anúncios. Hoje, são mais de 31 mil imóveis apenas nas cidades-sede.
    Publicado por: Jornal d Commercio - Marcia Peltier
  • 03/06/2014 Mais de 2 mil contratos no Feirão da Caixa em Niterói
    Mais de 2 mil negócios foram fechados ou encaminhados, movimentando R$ 321,97 milhões na Feira da Casa Própria do Centro Leste Fluminense, realizada no último final de semana.

    Aproximadamente 8 mil pessoas passaram pelo local, tendo visitado estandes de 20 construtoras e 4 imobiliárias, onde foram ofertados 12.468 imóveis de 13 municípios da Região Centro Leste Fluminense, entre novos e usados, com valores compreendidos entre R$ 90 mil e R$ 8 milhões.

    A Caixa Econômica Federal vai continuar oferecendo a chance de optar por pagar a primeira parcela somente em janeiro de 2015, para as contratações de crédito imobiliário realizadas até o próximo dia 31 de julho em uma das agências da instituição financeira.

    A condição é válida para os financiamentos que utilizarão recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Publicado por: O Fluminense -
  • 03/06/2014 Empresa chinesa quer construir cidade flutuante
    Com boa parte de seus 1,4 bilhões de habitantes vivendo aglomerados em torno de seu litoral, a tendência é que as coisas se tornem insustentáveis nos próximos anos na China. Pensando nisso, uma empresa chinesa propôs a criação de uma cidade flutuante, ao invés de utilizar os valiosos espaços de terra ainda disponíveis para construir as cidades do futuro, informa o site Dvice. Trata-se de quatro quilômetros quadrados que flutuam como um iceberg, com apenas parte da cidade visível acima da superfície. Mas a maior parte da \"ação\" acontece debaixo d\'água.

    Construída em terra firme, a estrutura é composta por grandes peças hexagonais, que serão encaixadas como um quebra-cabeça gigante no oceano. Projetada para ser totalmente autossuficiente, a cidade flutuante terá suas próprias fazendas e sistemas de eliminação de resíduos e vai oferecer de tudo para a população, desde a habitação até o entretenimento, complexos esportivos e de compras. O transporte será algo à parte: o deslocamento será feito por meio de uma série de túneis subaquáticos e submarinos.

    Embora pareça um pouco fantasioso, com um quê de ficção científica, e gere críticas, é preciso levar em conta que a proposta é da China Communications Construction Company (CCCC), a mesma empresa que está construindo uma ponte conectando 31 milhas de Macau a Hong Kong, portanto, experiente no assunto. A passagem entre as duas cidades também inclui um túnel subaquático longo.

    Para criar um plano para a cidade flutuante, a CCCC fez uma parceria com o escritório de arquitetura AT Office Design. No momento, a CCCC está analisando a proposta junto com a China Transport Investment Company, que pode financiar o projeto.
    Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 02/06/2014 Recuperação do entorno do Maracanã, um gol de placa
    Aos 18 anos, Saturnino Duarte Filho assistiu da arquibancada do Maracanã à derrota do Brasil para o Uruguai na linal da Copa de 50. Hoje, com 82 anos, mora bem em frente ao estádio e, com ou sem o Brasil na final, faz questão de participar mais uma vez do evento, só que agora da janela de casa. Saturnino e outros vizinhos já convidaram os amigos e estão preparando a festa para os dias de jogos. Mas há também os que pretendem se trancar no quarto ou fugir do agito que se anuncia. De uma maneira ou de outra, com uma coisa todos concordam: o entorno do estádio ganhou um upgrade, um legado que muitos já aproveitam.

    Os moradores não negam a preocupação com os transtornos nos dias de jogos, mas comemoram a urbanização do entorno do Maracanã, essa sim definitiva. Apesar das falhas que já começam a surgir, como buracos na ciclovia, tudo é aproveitado na nova área de lazer. A reforma incluiu o recapeamento das calçadas e uma nova iluminação, tornando o entorno do estádio mais atraente e seguro.

    A passarela remodelada, que liga a estação do metrô à entrada do estádio, por exemplo, já foi transformada em pista de corrida.

    - A passarela é um ótimo lugar para trabalhar os músculos da panturrilha - diz Paulo Dante, de 78 anos, morador da Tijuca que há anos faz exercícios ao redor do Maracanã.

    Ele conta que, antes da reforma, as pistas eram mais estreitas, com piso irregular, o que tomava a corrida perigosa.

    A nova iluminação, que ganhou o reforço de 320 luminárias de LED e projetores que cobrem toda a extensão de três quilômetros da ciclovia, é a mais festejada.

    -Agora é possível até correr à noite - festeja Solange Mattos, moradora do bairro que há cinco anos pratica esportes ao redor do Maracanã.

    A área também foi arborizada, com o plantio de 122 palmeiras e 200 árvores nativas. Toda a revitalização custou RS 100 milhões, incluindo a passarela que liga o bairro à Quinta da Boa Vista.

    - Só espero que depois do torneio a manutenção do espaço seja mantida - comenta a dentista Danielle Alves. Publicado por: O Globo -
  • 01/06/2014 Casas mais que sustentáveis: naturais
    Pode parecer a casa de um hobbit ou duende. Mas também pode ter uma aparência mais contemporânea, com paredes retas, lisinhas, claras. Quem decide é o construtor. E quem constrói é quem vai morar. Essa é a ideia do curso \"Habitações sustentáveis\" que o Instituto Pindorama, de Nova Friburgo, oferece no próximo fim de semana em sua sede, na Serra. Com dois dias de duração, o curso ensina técnicas de bioconstrução com diferentes materiais: terra, bambu, madeira, pedra. Todas sustentáveis.

    - São técnicas milenares. Antigamente, as pessoas não terceirizavam a construção de suas casas. Eram as famílias que tinham essa responsabilidade. A ideia é que as pessoas façam mutirões para a construção - conta Nilson Dias, gerente de projetos do Pindorama, lembrando ainda que, no momento da construção, é preciso ter o acompanhamento de um arquiteto que conheça a técnica utilizada.

    As vantagens estão no conforto térmico - casas de terra não esquentam, nem esfriam -, no maior controle da umidade, na velocidade de construção e, claro, no preço. Uma casa natural que use materiais disponíveis no terreno onde será construída pode custar até dez vezes menos que uma casa de alvenaria. Enquanto o metro quadrado de alvenaria custa R$ 2 mil no Rio, o natural fica em torno dos R$ 200. E uma casa de pau a pique de 120m², por exemplo, pode ser erguida em até três meses.

    A maior desvantagem, segundo Dias, é o preconceito com esse tipo de construção, o que tem mais a ver com a aparência das casas que com sua qualidade técnica. Por isso, para quem quiser tirar o aspecto rústico, o curso ensina a fazer revestimentos também naturais.

    É possível fazer uma argamassa com a mesma consistência da vendida comercialmente, usando argila branca, esterco, óleo de linhaça e soro de leite. Para pintar, também há tintas naturais feitas com mistura de cal, óleo de linhaça, cola branca e corantes naturais, como óxidos de metais e urucum.

    - Com isso, a casa ganha a aparência que a pessoa quiser. Pode até ser contemporânea ou inspirada numa casa de hobbit - brinca Dias.

    O difícil mesmo será usar as técnicas aprendidas na cidade. É que a maioria delas não pode ser utilizada no perímetro urbano. Mas em áreas rurais não há qualquer problema. E a maioria dos alunos de Dias é formada por \"gente da cidade\" de mudança para o campo, em busca de vida mais natural.

    Conheça os tipos de bioconstrução

    Superadobe. Criado por um engenheiro iraniano para ser usado em abrigos emergenciais, consiste em encher de terra sacos compridos. A terra é compactada com o uso de um pilão e os sacos são sobrepostos para erguer as paredes. A fundação pode ser feita com a mesma técnica ou ainda com pedra ou cimento.

    Taipa de pilão. A técnica, utilizada na construção de igrejas no período colonial, consiste em preencher a taipa (formas de madeira) com terra socada por um pilão.

    Palha. Para usar os fardos de palha nas paredes, é preciso ter uma boa fundação que pode ser feita com pneus recheados de pedra e argila. Os fardos são fincados uns nos outros com varas de ferro ou bambu.

    Bambu. Chamado de madeira do futuro, é resistente e, por isso, pode ser usado como viga. Mas precisa passar por um tratamento contra pragas.

    Cordwood. Mistura terra e toras de madeira nas paredes, mas é preciso ter algum elemento estrutural, como a madeira.

    Adobe. Consiste em blocos de terra feitos ao se preencher formas, quase sempre de madeira, com as mãos. Tem tamanhos e formatos diversos e podem ser empregados em alvenarias estruturais, de fechamento e cúpulas. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 01/06/2014 Entre a Barra e a Zona Sul, mas numa ilha
    Com uma rotina que inclui gravações para novelas, em estúdios na Barra da Tijuca, e ensaios para o teatro, na Zona Sul, o ator e diretor Renato Livera queria um lugar que ficasse entre os dois pontos, para facilitar sua logística de trabalho. Um apartamento, talvez? Não... ele escolheu morar em uma casa com quintal na Ilha da Gigoia, uma área situada dentro da Barra que, segundo ele, o tira do caos urbano e favorece sua criatividade.

    - Para mim, que tenho a vida entre a Barra da Tijuca e a Zona Sul, morar aqui é economizar um bom tempo. Estando no comecinho da Barra, fico bem entre os dois lugares - conta o ator enquanto dedilha seu violão, sentando numa das redes da varanda da residência, cuja fachada consiste na mistura de pedras e madeira. - A Ilha é um cantinho especial onde você consegue ter todas as camadas sociais. Essa característica de comunidade, de contato com o vizinho é o que me atraiu. E também essa paz que é importante para quem trabalha com criatividade e tem que ler muito, que é o meu caso. Aqui, encontro calma em meio à rotina maluca, e isso ajuda no meu processo de criação.

    A casa ainda está em construção. Recém mudado, há três meses, Livera disse que faz questão de construir o lugar onde mora aos poucos e com sua personalidade. Para isso, apostou no uso de cores e na reutilização de materiais.

    Casa espelhando quem mora nela

    Na sala de estar, um rack feito pelo ator com madeiras que estavam no quarto é a única grande peça, que serve de apoio para a televisão e a vitrola:

    - Eu ainda nem comprei um sofá porque, às vezes, eu e as atrizes usamos este espaço para o ensaio da nossa peça \"Temporada de verão\", que está com estreia marcada para o próximo dia 7.

    Nesta mesma sala principal, um cantinho ganha destaque com o tom alaranjado que, junto com a madeira, confere acolhimento ao espaço. E tem a janela com um espelho, uma forma de se lembrar de suas raízes em Goiânia, onde a família tem uma casa rústica.

    Aliás, a cor como delimitador de ambientes é uma técnica utilizada por Livera para outros cômodos, como a cozinha, onde prevalece o azul, e o vermelhão da cadeira do escritório.

    No segundo andar da casa, ficam os quartos e um segundo banheiro. E, claro, por todos os cantos, muitas plantas que, segundo o ator, refletem um pouco dele mesmo.

    - Gosto muito desta coisa orgânica, de ter plantas. Acho que elas representam muito o estado de espírito de quem mora na casa, por isso, quero cuidar bem para que estejam sempre bem.
    Publicado por: O Globo - Raphaela Ribas
  • 01/06/2014 Espaços de lazer ganham nomes bem inusitados
    Criatividade não pode faltar na hora de projetar um empreendimento. E para driblar a concorrência, as construtoras investem cada vez mais na área de lazer. Elas criam nomes inusitados para os espaços. Há opções para crianças, jovens, adultos, idosos e até para os animais de estimação, que ganham ambientes de cuidados ou de brincadeiras só para eles.

    Os espaços recebem denominações como pet care, garage lounge, car wash, e espaço joy, entre outras expressões. Os apaixonados por carros, pranchas de surf e vinhos também contam com áreas exclusivas nos novos condomínios projetados.

    O Verano, da Dominus na Barra da Tijuca, por exemplo, tem pet care (local para cuidar dos animais de estimação), atelier (para prática de artesanato e pintura), e garage band (para ensaios musicais). A construtora oferece ainda no Parque das Águas Residencial, em São Gonçalo, o car wash (para quem não abre mão de cuidar do próprio automóvel). Este serviço pode ser encontrado ainda no Carioca Residencial, da Living em parceria com a PDG.

    A João Fortes também investe nos espaços de lazer inusitados. No Prime Collection, em Niterói, serão 25 itens, entre eles os espaços fun e beauty e o lounge teen. \"Estamos desenvolvendo a área de lazer mais completa do Jardim Santa Rosa. E o que levamos para os moradores é um condomínio completo, com muitos serviços\", diz Jorge Rucas, diretor de Negócios da João Fortes. A Brookfield leva para o Soho Residence, no Centro Metropolitano, na Barra da Tijuca, opções como o espaço Vegas (destinado a jogos) e o studio hits para estimular a produção musical.

    Locais para armazenar e apreciar bebidas também podem ser encontrados nos novos projetos imobiliários. É o caso do Outside, da Leduca, no Recreio dos Bandeirantes, que vai oferecer uma champanheria aos moradores.

    Integração entre pais e filhos

    Além de ter o lazer sem sair de casa, com segurança e muitas opções, os projetos residenciais oferecem ainda ambientes de integração. A Leduca, por exemplo, projetou para o Olimpia Epic Residences, no Recreio dos Bandeirantes, um garage lounge (espaço para limpeza e conservação de carros), que também poderá servir de integração entre pais e filhos. O condomínio terá ainda um halfpipe para skates (estrutura côncava para a prática do esporte), além de outros espaços.

    Cidade só para as crianças

    Para se ter ideia de como a área de lazer é importante nos lançamentos imobiliários, o Alphagreen, da Gafisa na Barra da Tij uca, t erá mais de 50% do empreendimento voltado para a diversão dos moradores. Além de um c o mplexo esportivo com quadra de tênis, campo de grama natural e vôlei de areia, piscinas e play dog, haverá também uma minicidade exclusiva para a criançada soltar a imaginação sem sair de casa.

    O ambiente terá edifícios e casinhas em miniatura, sinais de trânsito e pista para carrinhos. O empreendimento vai apresentar um conceito de resort e oferecerá 207 unidades, todas com varanda gourmet (churrasqueira e bancada). Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 01/06/2014 Rio de R$ 12,9 bi em investimentos
    O setor imobiliário do Rio alcançou em 2013 Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 12,9 bilhões, ficando atrás apenas de São Paulo. É o que indica o Anuário do Mercado Imobiliário Brasileiro, da imobiliária Lopes, divulgado esta semana. A pesquisa, que leva em consideração empreendimentos residenciais, comerciais, flats e hotéis, aponta ainda que no ano passado foram lançados 206 projetos, com um total de 28.581 unidades. Destas, 77 % são residenciais, 13% comerciais e 10% são de flats e hotéis.

    Em relação às regiões que mais receberam lançamentos, o Município do Rio registrou 139 empreendimentos, seguido de Niterói (27) e Campos dos Goytacazes (13). No Rio, os bairros que mais se destacaram foram Recreio dos Bandeirantes, com 38 novos projetos, Freguesia (Jacarepaguá), 15, Grande Méier (12) e Barra da Tijuca (6).

    De acordo com Fábio Pacheco, diretor da Lopes Rio, o período foi marcado ainda pel o aumento na procura de projetos voltados para investimento. \"Este mercado representou 48% de tudo que f oi l ançado, c om 1 39 e mpreendimentos e R$ 10,2 bilhões em VGV\", diz Pacheco.

    Luar do Pontal, da Even no Recreio dos Bandeirantes, foi um dos projetos residenciais lançados em 2013 na Cidade do Rio de Janeiro.

    No segmento comercial, a Região Metropolitana do Rio recebeu 27 novos empreendimentos no ano passado, sendo que 20 deles estão na capital. Eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016 também contribuem para deixar o mercado de hotéis e flats mais aquecido. Foram lançados 20 projetos, com total de 5.079 unidades e Valor Geral de Vendas de R$1,8 bilhão. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 01/06/2014 Vendido! Mas é preciso paciência para obter imóvel de leilão
    Apartamento de dois quartos, com 75 metros quadrados, vaga na garagem, em bom estado, localizado em rua bucólica do Humaitá por R$ 700 mil. Sonho? Golpe? Nada disso. O imóvel em questão é real e está sendo vendido numa concorrência pública pela Caixa Econômica Federal, o que explica o preço cerca de 40% abaixo do praticado no mercado. Para se ter uma ideia, no mesmo prédio, há outro imóvel à venda por R$ 1,2 milhão.

    Mas o que, à primeira vista, parece um grande negócio, pode trazer muitas dores de cabeça ao vencedor da concorrência. É que além da dívida com a Caixa (por falta de pagamento do financiamento), o imóvel também tem dívidas de condomínio e IPTU, segundo vizinhos. Mesmo assim, está sempre ocupado. O apartamento é anunciado para aluguel por temporada em sites de grande visualização e já tem contrato fechado até para setembro. Quando não está alugado, são os atuais proprietários que ficam por ali.

    Ainda assim, o apartamento recebeu duas propostas durante a concorrência, que teve os envelopes abertos na última quarta-feira: R$ 771.630 e R$ 855.718. O resultado só será homologado no dia 12 de junho e, apesar da maior proposta levar vantagem, ela não é determinante já que a Caixa avalia outros fatores como valor total da entrada. Seja quem for o vencedor, contudo, ele vai ter um trabalhão pela frente para tomar posse do seu novo bem.

    É que a Caixa apenas vende o imóvel. O comprador ainda precisa entrar com uma ação judicial de imissão de posse, como explica o advogado Renato Anet:

    - É preciso levar o documento de venda dado pela Caixa para registro em cartório e, aí sim, o comprador poderá notificar o ocupante do imóvel para devolver a posse. Se ele não entregar as chaves no prazo, será necessário entrar com ação judicial de imissão de posse.

    E a partir daí, ninguém arrisca prever um prazo. Pois o resultado depende da Justiça e pode levar alguns meses, se não houver nenhum tipo de embargo ou questionamento por parte do devedor, ou muitos anos. Até porque, mesmo depois que o juiz dá a posse do imóvel ao novo comprador, muitas vezes, o antigo dono se recusa a sair. E aí será preciso entrar com outras ações, como explica o advogado Hamilton Quirino:

    - Se o ocupante for inquilino, será preciso entrar com ação de despejo. Se for o antigo proprietário, de reintegração de posse. Dificilmente, a decisão é rápida. É sempre um alto risco comprar imóvel em concorrências ou leilões.

    A Caixa, contudo, diz manter uma boa política de venda, o que inclui o pagamento de taxas de condomínio e IPTU atrasadas até a data da venda.

    - O mercado está com preços tão altos que esse produto se tornou atrativo. Até porque as pessoas sabem que estão adquirindo um imóvel de um bom vendedor - diz Celina Kanaciro, coordenadora da Gerência de Alienação de Bens Móveis e Imóveis da Caixa no Rio, acrescentando que a partir do primeiro mês de inadimplência, o banco já começa a cobrar a dívida, mas a retomada do imóvel só será feita após três meses sem pagamento.

    Tanto que o banco realiza seis concorrências ou leilões por ano na cidade. O próximo terá os imóveis divulgados ainda antes da Copa em editais publicados no site da instituição, que têm as informações sobre os imóveis e procedimentos de compra.

    E ainda há outros desafios. Imobiliárias e corretores oferecem seus serviços para intermediar a venda. Mas, alerta a Caixa, apenas cinco imobiliárias no Rio têm essa permissão. Já os corretores devem ser correspondentes do banco. Pelo serviço, eles recebem uma comissão de 5% da Caixa. Ou seja, não podem cobrar nada do comprador. Alguns se oferecem, ainda, para ajudar no processo de desocupação do imóvel. Neste caso, é preciso se certificar de que será uma assessoria prestada por advogados.

    Além da concorrência pública, a Caixa oferece imóveis por leilão e venda direta. No leilão são normalmente oferecidos imóveis financiados em contratos mais recentes, aqueles que tem como garantia a alienação fiduciária. Na concorrência, participam os imóveis de contratos mais antigos que tinham garantia hipotecária, ou aqueles que já passaram por dois leilões. E, a venda direta oferece os imóveis que não receberam propostas em concorrências. Outros bancos, inclusive os privados, também realizam leilões para vender os imóveis que foram retomados por falta de pagamento. No caso da Caixa, todos os imóveis disponíveis são listados em editais que são publicados em jornais de grande circulação e no site do banco. As listas de imóveis dos outros bancos podem ser procuradas nas agências de cada instituição.

    Geralmente, é preciso fazer um cadastro na agência para participar tanto de concorrências como de leilões. A maioria dos imóveis à venda podem ser financiados e é possível inclusive usar o FGTS. As exceções são as previstas em lei. Para uso do FGTS, por exemplo, o imóvel não pode ter preço superior a RS 750 mil, se for no Rio. Concorrências e leilões também exigem que o interessado faça um depósito caução de 5% do valor de avaliação do imóvel como garantia para participar do processo. No caso da concorrência, os que perderem terão o dinheiro devolvido, assim que o resultado for homologado. O vencedor também receberá o dinheiro de volta, mas somente quando apresentar a comprovação da compra. No caso do leilão, o valor é usado como sinal e descontado do valor total da compra
    Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 01/06/2014 Áreas de lazer valorizam os imóveis da cidade de Niterói
    Construtoras e imobiliárias se dedicam cada vez mais ao bem-estar e conforto dos moradores. O conceito é largamente difundido nos empreendimentos do bairro Jardim Icaraí, onde o investimento é grande nas áreas comuns e de lazer completo. Além de estudar o público a que o imóvel se destina, para traduzir nos projetos o que melhor pode atendê-los, a aposta é forte em diferenciais nos espaços de convivência, como minicampo de golfe, varandas gourmet, spa, salas de massagem, beer garden com churrasqueira, forno de pizza e home teen com boliche, sem contar os tradicionais: salão de festas, piscina e academia, que já são pré-requisitos entre os compradores.

    \"Estes itens, longe de serem modismos de mercado, passam a ser considerados essenciais aos moradores. Hoje, a maioria dos lançamentos adota o conceito de condomínio-clube. Dentre as principais opções de lazer oferecidas - piscina, academia e salão de festas - continuam ajudando na definição da compra de um imóvel. Porém, agora, não se fala apenas em piscina, mas piscina adulto, com raia e cascata, piscina infantil, piscina com aqua-volley, espaço gourmet e por aí vai\", destaca Marcelo Loureiro, diretor de lançamentos da imobiliária Júlio Bogoricin.

    Segundo a imobiliária, a oferta de lançamentos com área de lazer completa tornou-se quase uma obrigatoriedade no mercado. Não é mais um grande diferencial e sim a variedade de oferta. No fitness, há a preocupação com a terceira idade e já existem empreendimentos que se associam a redes de academias para gerenciar e projetar o espaço. Lugares para crianças e adolescentes são igualmente valorizados e crescem também os serviços pay per use, tais como: lavanderia, car wash, serviços de mensageiro, etc.

    \"Geralmente essas áreas são pensadas para a família toda, que querem ter a tranquilidade de ter os seus, próximos a eles, sem ter que sair para buscar estes espaços, como clubes e academias. Básico nestes espaços são: piscina, sauna, salão de festas, churrasqueira, inclusive na varanda da unidade, item que vem sendo valorizado e chamado como varanda gourmet, ou seja, a varanda integrada à sala ou à cozinha\", revela Loureiro.

    Jardim Icaraí - O mais novo lançamento residencial da empresa no Jardim Icaraí é o Essence, com apartamentos de três e quatro quartos. O prédio conta com uma estrutura completa agregada a vários itens de economia para o condomínio, outra atual preocupação dos consumidores na hora de escolher o novo lar. Além deste, há o The Flower, com apartamentos de sala e dois quartos. Ambos são da construtora Fernandes Maciel.

    Loureiro ressalta ainda que é importante ter um equilíbrio na oferta de atrativos nas áreas comuns, pois os mesmos podem se tornar um peso ao morador na hora de pagar o condomínio. A empresa vislumbra outros bairros para a tendência de amplos complexos de lazer nos empreendimentos.

    \"Entendemos que a tendência deste tipo de empreendimento é que ele seja construído em outros bairros da cidade como o Fonseca, de acordo com reformulação que passa a cidade em relação às futuras construções\", diz.

    Diversão tripla - A dentista Ana Paula Machado, de 32 anos, e o seu marido, o médico José Leonardo Machado, de 39, compraram recentemente um imóvel em Icaraí, com vários espaços de lazer. Segundo o casal, os locais fazem toda a diferença na rotina dos dois quando retornam do trabalho, principalmente a brinquedoteca, onde ambos frequentam com assiduidade atualmente, por conta da pequena filha Manoela, bebê de pouco mais de um ano de idade, que aproveita bem o lugar.

    \"Minha filha volta cansada da creche e, se quiser brincar, não precisa ficar exposta na pracinha, e tem acesso a brinquedos num espaço diferente do que de dentro do apartamento\", conta Ana Paula.

    Ana Paula disse, ainda, que o Espaço Gourmet e o Play também são locais preferidos da família e que o fato de não precisarem ir para rua faz com que se sintam mais seguros. Além destes, o empreendimento contém: salão de festas, churrasqueira, piscina, academia, entre outros.

    Mais segurança - Para a Soter, é preciso entender o perfil do cliente, para montar uma área de lazer que proporcione a ele o máximo de utilidade e conforto, principalmente em tempos de insegurança. A construtora acaba de lançar o Stilo Shopping & Offices, empreendimento comercial na Rua Raul Veiga, em Alcântara, onde houve grande sucesso de comercialização. Já o próximo lançamento residencial será o Avant Garde, de 2 e 3 quartos, na Rua Tiradentes, no Ingá. Este terá área de lazer completa com salão de festas, espaço gourmet, home-theater, brinquedoteca, playground, piscina, sauna, churrasqueira.

    \"Percebemos que, com todo o clima de insegurança e trânsito ruim que estamos vivendo, nossos clientes buscam ter lazer e facilidades dentro de seus condomínios. Esse cenário valorizou muito as áreas comuns dos empreendimentos, e por este motivo estamos investindo cada vez mais nessas áreas\", conta o diretor superintendente da construtora, Julio Kezem.

    Prédios também investem em equipamentos de segurança

    No intuito de proteger seus moradores, prédios sofisticados também investem em equipamentos modernos na tentativa de garantir a segurança e a economia de recursos, como ressalta Júlio Bogoricin. Outros itens que passam a ser valorizados são aqueles relativos à sustentabilidade, como o reaproveitamento de águas de chuva.

    \"Também é importante a oferta de hidrômetros com leituras individuais, sensores elétricos na iluminação das áreas comuns, elevadores de última geração, considerados inteligentes, e biometria na abertura de portas\", completa Marcelo.

    Além de ser um fator que valoriza o imóvel para a venda, a exclusividade é outro atrativo no momento de compra, segundo João Fortes Engenharia. Com 80% das unidades vendidas, o Prime Collection Condominium Club, no Jardim Santa Rosa, de apartamentos de 2 e 3 quartos, terá o Club Prime, a estrela do empreendimento, com 25 itens pouco vistos nas construções. Entre eles, bar e jogos do espaço happy hour, churrasqueira e forno de pizza, wet play/baby solarium, lounge externo, lounge music, jogos área externa, home teen com boliche, lounge teen com braseiro, brinquedoteca/balé/teatrinho, baby room, espaço beauty, fitness, tatame, sauna a vapor e repouso com hidro.

    \"Estamos desenvolvendo a área de lazer mais completa do Jardim Santa Rosa, com o exclusivo Prime Club. Mas não basta identificar a tendência e apostar na construção dos chamados condomínios-clube. É preciso saber para que público ele se destina e quantas pessoas vão morar ali. Temos sempre a preocupação de avaliar o custo-benefício desses itens para cada empreendimento\", informa Jorge Rucas, diretor de Negócios da João Fortes Niterói.

    O sucesso de vendas do primeiro imóvel da empresa na região fez com que lançassem a segunda no bairro. O Start Collection Condominium Club, que seguirá os mesmos conceitos e características do primeiro, porém com tamanhos mais compactos.

    \"Essa é a oportunidade para quem está iniciando a vida, saindo da casa dos pais ou dando um upgrade no bairro de moradia. A localização é extremamente residencial, mas com todo tipo de serviço disponível e próximo, e de fácil acesso ao Centro e ao Rio de Janeiro. Para facilitar ainda mais a vida dos moradores, estamos próximos a escolas, supermercados e bancos\", finaliza Rucas.

    No Jardim Icaraí, com a mesma tendência, a empresa tem os empreendimentos Varandas Jardim Icaraí e Nóbrega 100. Publicado por: O Fluminense - Íris Marini
  • 29/05/2014 Copa acelera ritmo de lançamentos imobiliários
    O ritmo dos lançamentos das incorporadoras de capital aberto tende a ganhar força até o último fim de semana antes do início da Copa do Mundo. Levantamento da área de inteligência de mercado da imobiliária Lopes aponta que as incorporadoras de capital aberto têm R$ 670 milhões em lançamentos programados para serem feitos na Região Metropolitana de São Paulo entre 30 de maio e 11 de junho. \"Desse total, cerca de 60% será lançado até 7 de junho\", afirma a diretora-geral de atendimento da Lopes, Mirella Parpinelle.

    Para efeito de comparação, dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) compilados pela Lopes indicam que, em abril, as incorporadoras listadas em bolsa lançaram R$ 862 milhões na Região Metropolitana de São Paulo, incluindo os segmentos residencial vertical, comercial e hotel, e em maio (até o dia 25), R$ 462 milhões. Considerando o mesmo recorte, o Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos do primeiro trimestre somou R$ 1,2 bilhão.

    O movimento começou a ganhar força na semana passada, com o início do lançamento da segunda fase do Jardim das Perdizes. O VGV total dos projetos do Jardim das Perdizes lançados na última semana soma R$ 376 milhões. O empreendimento pertence à Windsor Investimentos Imobiliários, na qual a Tecnisa tem participação de 68,9%, a PDG Realty, 25% e a BV Empreendimentos e Participações (BVEP), 6,1%.

    A Rodobens Negócios Imobiliários decidiu, desde o ano passado, que não faria nenhum lançamento no período da Copa. \"Não podemos concorrer com o maior evento de mídia do mundo\", diz o diretor-presidente da Rodobens, Marcelo Borges. Na semana que vem, a empresa vai lançar empreendimento residencial em São José do Rio Preto (SP), com VGV de R$ 110 milhões e parte própria de R$ 70 milhões.

    A PDG tem um lançamento previsto para este fim de semana em São Paulo. \"Não vamos lançar no fim de semana de abertura da Copa, quando todo mundo estará focado no evento\", diz o diretor de operações da companhia, Antonio Guedes. A PDG tem previsão de lançar dois projetos em meados de junho: um de incorporação no Rio de Janeiro e um loteamento em Atibaia (SP). Em relação aos estoques, a empresa reforçou a campanha junto a corretores desde 15 de abril. O patamar de descontos para unidades concluídas foi mantido.

    Outro lançamento previsto é o Artwork, projeto da Brookfield Incorporações com a Sabgroup. No mercado, os comentários são de que o projeto será apresentado na próxima semana. A Brookfield informou que o lançamento será durante a Copa, e a Sabgroup, que ocorrerá em junho.

    \"No período pré-Copa, haverá muitos lançamentos e ações promocionais para compensar o mercado menos aquecido no período dos jogos\", afirma o diretor da imobiliária focada em imóveis novos com descontos Realton, Rogerio Santos.

    A ACS Incorporadora, por exemplo, fará megafeirão em Campinas (SP) no próximo dia 8, com descontos de até 40% em unidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Barueri, Hortolândia, Paulínia e Sumaré. Até o fim da Copa, a Sabgroup concederá descontos em seus produtos no litoral de São Paulo e na capital paulista.

    No último fim de semana, a Cyrela Brazil Realty lançou o Mïstï Morumbi, com VGV de R$ 200 milhões, seu primeiro projeto do ano na capital paulista. A maior incorporadora de capital aberto do país não tem mais lançamentos previstos até o fim da Copa, de acordo com sua assessoria de imprensa.

    Até 12 de julho, estará em curso, na cidade de São Paulo, campanha da Cyrela estrelada pela atriz Fernanda Lima desde 21 de março, para incentivar corretores a comercializar unidades prontas ou em construção, com benefícios como viagens e prêmios. A Cyrela já deixou claro que, devido às entregas previstas para o ano, não espera redução do estoque pronto em 2014 e que o volume pode até crescer.

    A Gafisa fará um lançamento antes do início da Copa. Do fim de abril até o último sábado, a incorporadora fez promoção em que os compradores de seus imóveis com cartão Visa concorriam a ingressos com tudo pago para assistir a jogos da Copa. A iniciativa abrangeu lançamentos, imóveis em construção e prontos, no Estado de São Paulo.

    Segundo Carlos Valladão, sócio-diretor da Eugenio Publicidade, agência focada em marketing imobiliário, \"boa parte dos clientes correu para lançar produtos em abril e maio\", movimento que continuará na primeira semana de junho. No momento, as incorporadoras também estão preparando lançamentos que serão feitos a partir de agosto, conforme Valladão.

    Mas há incorporadoras que pretendem lançar normalmente durante a Copa, caso da MRV Engenharia. \"Os clientes vão aos plantões no fim de semana. Vamos manter o ritmo normal\", diz o co-presidente da incorporadora, Rafael Menin Teixeira de Souza. Durante o mês de maio, as vendas de incorporadoras como MRV, PDG e Rodobens foram impulsionadas também pelos feirões da Caixa Econômica Federal.

    Há expectativa, no mercado, que a Even Construtora e Incorporadora mantenha lançamentos no período dos jogos. A EZTec vai lançar um empreendimento na cidade de São Paulo neste fim de semana. \"Muito provavelmente, durante a Copa, também vamos lançar produtos\", afirma o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Emilio Fugazza. De acordo com o executivo, nos primeiros 40 dias do segundo trimestre, a velocidade de vendas do estoque da EZTec foi superior à do primeiro trimestre. Publicado por: Valor Econômico - Chiara Quintão
  • 29/05/2014 Grande SP lança R$ 33,3 bilhões em 2013
    Responsável por 37% do valor geral de vendas (VGV) de tudo o que foi lançado no Brasil no ano passado, a Região Metropolitana de São Paulo somou R$ 33,3 bilhões, com aumento de 17% em relação a 2012. Foram colocados no mercado 497 empreendimentos - residenciais (85%) , comerciais (12%) e hotéis (3%) - com 68.749 unidades.

    Os dados são do Anuário do Mercado Imobiliário Brasileiro, divulgado pela Lopes neste mês. Além da capital, que concentrou 73% do valor total de lançamentos (R$ 24,3 bi), destacam-se os municípios de São Bernardo, Guarulhos, Osasco e Santo André com VGV acima de R$ 1 bilhão.

    Agora em 2014, quando o prêmio Top Imobiliário chega à sua 21ª edição, os lançamentos recuaram 26% na capital, para 3.908 apartamentos no 1º trimestre. As vendas caíram mais: 45%. Em nota, o presidente do Sindicato da Habitação (Secovi) de São Paulo, Claudio Bernardes, diz que o mercado \"precisa reagir e retomar vendas no patamar de 30 mil unidades por ano\".

    Para isso, seria necessário comercializar 2.500 por mês. As vendas acumuladas - 3.755 unidades de janeiro a março -, com média de 1.251 por mês estão 50% abaixo dessa meta. O 1º trimestre é mais fraco do que os demais, diz o diretor da consultoria Unitas e professor titular de Real Estate da Poli-USP, João da Rocha Lima Jr.

    \"A queda de 45% mostra tendência de que este será um ano muito mais difícil no desempenho de vendas.\" Segundo ele, fatores relevantes para esse quadro são \"as expectativas frágeis da economia\", com baixo crescimento do PIB e inflação em alta. \"Compra de habitação é decisão de risco elevado. A família, além da entrada de 30%, compromete 25% do seu orçamento familiar, quando financia os 70% restantes, durante 20 a 30 anos\", afirma . \"Uma tendência é retardar a decisão de compra, até que a família se sinta mais segura quanto aos riscos.\"

    O diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), Luiz Paulo Pompéia, diz ser \"a primeira vez, nos últimos 10 anos, que há redução na produção e nos preços\". De acordo com ele, o mercado é cíclico, \"uma hora em cima e outra embaixo\", dependendo muito da \"saúde da economia\". Se começa a cair, segundo ele, o reflexo é quase imediato.

    Ele diz que número de unidades será menor que em 2013. Pompéia também acredita que boa parte da demanda reprimida do setor foi atendida. \"O investidor se tornou mais criterioso na compra do produto, porque o risco do mercado imobiliário está mais alto do que outros investimentos, tendo em vista a queda de vendas\", diz. \"Com isso, vem diminuindo a participação do investidor, o que colabora para a queda da produção.\"

    Especializado em finanças pessoais, Fabio Gallo, professor da Fundação Getúlio Vargas e colaborador do Estado, prevê que o setor vai vender menos que em 2013. \"Como tendência em São Paulo, o valor real dos imóveis será mantido até o final do ano\", diz. \"O preço nominal cresce pouco e vai acompanhar a inflação.\"

    Pontualmente, segundo ele, algumas localidades sofrerão mais pressão. \"A curva do aumento de preço nominal tem desacelerado desde 2012, e algumas regiões de São Paulo apresentam decréscimo no valor nominal.\"

    O diretor de operações do Zap Imóveis, Caio Bianchi, diz que a maioria dos agentes vê acomodação de preços. \"É uma flutuação, o fim de um ciclo.\" Ele destaca que o índice FipeZap, que começou em 2008, \"tem correção de 203% em São Paulo\". Para ele, a \"flutuação deve empatar com a inflação\" neste ano. Publicado por: O Estado de São Paulo - Especial Top Imobiliário
  • 29/05/2014 Novas regras alteram processos nas construtoras
    Adaptação tem sido o atual mote das empresas do setor da construção civil. Há pouco mais de dois anos, elas mal conseguiam atender à demanda de lançamentos imobiliários, e boa parte não era capaz de se livrar dos rótulos de atraso e ineficiência. Agora, garantem, a situação está mudando para melhor, reflexo de uma série de fatores, entre os quais se destacam regras mais rígidas sobre a atuação das companhias.

    Todos os projetos residenciais protocolados para aprovação nos órgãos públicos desde 19 de julho do ano passado tiveram de passar a observar as orientações da Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais, NBR 15.575, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os efeitos dessas regras para os consumidores só devem ser sentidos com força em aproximadamente dois anos, segundo especialistas, quando se encerrará o ciclo de obras iniciado em 2013. Por enquanto, as mudanças ocorrem dentro das organizações.

    Reunindo os principais parâmetros técnicos existentes, a norma passou a exigir que edificações residenciais apresentassem, na operação, eficácia mínima de segurança, resistência e conforto, incluindo neste último quesito aspectos como acústica e temperatura. Na prática, a regra obriga as empresas a garantirem que mesmo um prédio na região mais barulhenta da cidade, por exemplo, seja tão bom para os seus moradores quanto outro é em outra área bem mais tranquila.

    Os impactos nas empresas variáveis de acordo com o segmento do mercado. Para a Tecnisa, vencedora do Top Imobiliário deste ano na categoria Construtoras (leia abaixo como as premiadas avaliam essa conquista), a NBR 15.575 não teve efeitos radicais - mas nem por isso desprezíveis.

    Segundo o diretor executivo técnico da companhia, Fabio Villas Bôas, também coordenador da comissão de estudos responsável pela elaboração na norma, algumas empresas se anteciparam à obrigatoriedade durante o processo de discussão das regras, iniciado em 2001. \"Já estamos praticando ações há alguns anos. Temos algo em torno de 8 mil unidades com sistemas acústicos para pisos e em tubulações. E 80% dos prédios certificados com o selo Procel Edifica são nossos\", diz.

    Mesmo assim, Villas Bôas reconhece adaptações. Segundo ele, se é, por exemplo, necessária a colocação de uma janela maior em um apartamento, ela certamente será mais exigida do ponto de vista acústico. \"Mas, se for grande, e não colocarmos brises na fachada, podemos ter problemas do ponto de vista térmico. As soluções precisam ser integradas\", explica.

    Para fugir de problemas, construtoras como a Kallas, passaram a dar espaço, na fase de projetos, para consultores especializados nos quesitos presentes na nova norma. \"Com a entrada dos consultores, o processo de projeto fica um pouco mais lento, porque temos de incorporar o trabalho deles, mas não há acréscimos de custo nessa fase\", diz gerente de projetos da organização, Gabriela Sayd. Nas obras, porém, ela acredita que a norma cause aumentos.

    Dona da 9ª posição do Top Imobiliário, a MRV Engenharia preocupa-se com os custos dos seus empreendimentos, destinados ao segmento do mercado enquadrado no Minha Casa, Minha Vida - o teto para que imóveis possam ser beneficiados pelo programa federal é de R$ 170 mil em São Paulo. \"Uma laje que, antes, passava com 10 cm de concreto, agora vai passar com 12 cm. Isso causa impacto\", diz o gestor executivo de obras da MRV em São Paulo, José Roberto Pereira de Lima.

    Ele diz que o peso da NBR 15.575 é maior no segmento econômico - onde há maior déficit habitacional - porque as empresas dessa fatia do mercado têm margens mais apertadas para agir. \"Estamos estudando alternativas, mas nossa maior dificuldade é encontrar fornecedores que atendam as especificações\", diz Lima.

    Na construtora Edalco, do Grupo Esser, o relacionamento com os fornecedores também mereceu atenção. A empresa readequou os contratos de compra e, agora, os fornecedores têm de apresentar laudos de desempenho. \"Eles precisam nos dar garantia de que os produtos que oferecem cumprem os requisitos da norma. Se não conseguirem, estão fora do mercado\", diz o diretor técnico da Edalco, Alexandre Couso.

    Parte dos documentos de interesse dos compradores foram também alterados, entre eles se destacam memoriais de lançamentos e manuais de proprietários. \"Temos de mostrar para os compradores qual será o desempenho da edificação\", diz Couso. Segundo ele, ainda não há como saber o real impacto da norma para as empresas.

    Os vencedores do Top Imobiliário na categoria Construtoras

    \"Ser reconhecida como uma das melhores referenda nosso slogan de ser \'mais construtora por m²\'\"
    Douglas Duarte, TECNISA

    \"Estar no Top Imobiliário coroa a nossa equipe, que aliou o volume construído a práticas sustentáveis\"
    Silvio Gava, EVEN

    \"A indicação no prêmio, além de trazer muita alegria, mostra o reconhecimento do nosso esforço\"
    Rodrigo Von, PLANO & PLANO

    \"O desafio é construir com qualidade para quem vê na Eztec compromisso com organização e planejamento\"
    Emílio Fugazza,EZTEC

    \"Buscamos empregar as mais modernas técnicas nos canteiros. Nosso maior compromisso é a entrega\"
    Sandro Gamba, GAFISA

    \"Estar entre as dez pelo 2º ano é resultado de trabalho, foco em um segmento, eficiência e determinação\"
    Gil Vasconcelos, ATUA

    \"Receber o principal prêmio do segmento quando comemoramos 50 anos torna a homenagem especial\"
    Carlos Tibério, TIBÉRIO

    \"Obrigado aos amigos, parceiros e à equipe da empresa. Sem eles, este feito não seria possível\"
    Cid Ferrari, TOLEDO FERRARI

    \"O reconhecimento, além de mostrar que nosso trabalho diário segue no rumo certo, fortalece a nossa marca\"
    Rodrigo Resende, MRV ENGENHARIA

    \"Receber o Top Imobiliário é o coroamento de um trabalho sério na busca diária por desenvolvimento\"
    Yorki Estefan, CONX Publicado por: O Estado de São Paulo - Especial Top Imobiliário
  • 29/05/2014 Para fugir do aluguel!
    Na onda do período pré-Copa do Mundo no Brasil, construtoras do Rio lançam campanhas de descontos e de brindes na compra de imóveis prontos para morar, emconstrução e na planta, para todas as faixas de renda. Dependendo da unidade, o financiamento pode chegar a 90%, com prazo de pagamento de até 35 anos.

    Na João Fortes, por exemplo, a ação vai até o início dos jogos e inclui imóveis residenciais e comerciais. O Palms Recreio e o West Vintage, no Recreio dos Bandeirantes, estão com descontos de 10%. Em Niterói, a empresa oferece unidades com valor até 10% mais baixo em todo o estoque. Entre as opções estão o Prime Collection, em Santa Rosa, e Teramarine e Mitte, em Icaraí.

    O Grupo Avanço Aliados tem condições diferenciadas para pagamento à vista no Versailles, que está quase pronto na Freguesia (12% de desconto), e no Stilo, no Pechincha, na reta final de construção, com 15% de desconto.

    A imobiliária Fernandez entra no ritmo da Copa com descontos de até 15% em cerca de 300 unidades. Na Fmac, até o dia 13 de julho, quem comprar umimóvel pronto terá umano de IPTU e taxa condominial quitados pela construtora. Há oportunidades no Village Florença e Village Livorno, ambos na Freguesia, e no Village Di Capri, na Praça Seca.

    A Vitale está com promoção até domingo para empreendimentos emCampo Grande e Madureira. A construtora vai entregar um kit de armários para cozinha, quartos e banheiros, além de quitar a taxa de condomínio por um ano. Participam da ação Front Park Residence e Vivant Residencial, em Campo Grande, e Bella Vita, em Madureira. Publicado por: Meia Hora - Imóveis
  • 29/05/2014 Luxo na Zona Sul carioca
    A construtora Mozak, do empresário Isaac J. Elehep, especializada no mercado de luxo, contratou o escritório franco-italiano Triptyque para assinar o projeto arquitetônico do edifício residencial Cenário, que será construído no último terreno disponível na quadra da praia de Botafogo, no Rio de Janeiro. Com apenas 16 unidades, seu valor geral de vendas é de R$ 21 milhões. Publicado por: IstoÉ Dinheiro - Clayton Netz
  • 29/05/2014 Localização e lazer determinam a decisão
    Ele tem 38 anos e alto nível de escolaridade, é casado e, como opção preferencial, está interessado em adquirir imóvel para moradia. Este é o perfil do comprador, de acordo com pesquisa da imobiliária Lopes feita a pedido do Estado.

    As prioridades na hora de escolher o apartamento, segundo os três fatores principais apontados na pesquisa, são sua localização (19%), ser boa opção de investimento ou como \"poupança\" (12%) e ter área de lazer no empreendimento (10%). O estudo sobre o comportamento do comprador cruzou dados de 2.669 pessoas que fecharam negócio com a Lopes na aquisição de imóveis na Região Metropolitana de São Paulo em 2013.

    Um em cada sete consumidores (14%) demora 24 meses ou mais nessa busca. É o caso do analista financeiro Danilo Nascimento Moraes, de 28 anos, que pesquisa empreendimentos há dois anos. Ele trabalha no Brooklin, zona sul de São Paulo, e mora na Penha, na zona leste, ambos locais que considera movimentados demais. Por isso, Moraes elegeu a zona norte de São Paulo como um bom lugar para viver quando se casar, no ano que vem.

    Segundo a pesquisa, 45% dos compradores são solteiros, enquanto a maioria (55%) é casada. O levantamento também indica que, no caso da preferência por localização, uma forte inclinação é pela proximidade de serviços e de acesso a transportes públicos. \"Procuro um lugar que tenha supermercado e centros comerciais. Quero fazer coisas a pé\", afirma Moraes. \"Não me preocupo muito se o prédio tem academia ou pontos de lazer ou cultura próximos, pois não costumo frequentar.\"

    O analista acredita ter encontrado um imóvel que caiba no seu bolso após visitar o estande do empreendimento Homenagem Jaçanã, em fase de lançamento da segunda torre e previsão para conclusão da obra em 2016.

    Moraes diz preferir fechar a compra no estande. Com um financiamento de 15 anos em vista, o analista já traça planos para o futuro. \"Assim que terminar de pagar, penso em vender o apartamento e investir em um novo imóvel\", afirma. \"Minha ideia é sempre melhorar de vida; portanto, quero liquidar a dívida antes do tempo.\"

    A reportagem, ao visitar estandes de lançamentos, observou forte presença de famílias formadas por jovens em busca de seu primeiro imóvel. É um grande filão do mercado imobiliário, segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

    Esses jovens de 25 a 35 anos, que não dependem tanto do tamanho do apartamento, são os que estão indo para sua primeira aquisição residencial\", argumenta o economista chefe do Secovi, Celso Petrucci. \"Quer seja comprando um imóvel de dois dormitório na periferia ou um dormitório nas melhores áreas de São Paulo.\"

    O profissional de vendas tem um papel importante no negócio. Segundo a pesquisa, 30% dos compradores dizem que souberam do imóvel por indicação de corretor.

    Outras duas formas mais comuns para conhecer um empreendimento é ao passar em frente de um estande de um novo prédio (14%) e por indicação de amigos ou familiares (10%).

    O professor de Educação Física Andrey Andrade, de 29 anos, e sua noiva, a funcionária pública Aline Bezerra de Carvalho, de 27, não planejam ter filhos por hora, mas procuram um imóvel para morar com a mãe de Aline. Maria Sueli Bezerra, costureira de 50 anos que ajuda o casal na procura do imóvel.

    Na peregrinação, os três já visitaram mais de dez lançamentos, que conheceram tanto por indicação de amigos quanto por andanças em bairros onde desejam morar.

    O mais longe que estão dispostos a chegar é Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, mas desde que seja perto do eixo de transporte público. No último mês intensificaram a busca e começaram a visitar estandes de lançamento.

    Aline se considera uma compradora muito exigente e bate o pé ao determinar o valor que está disposta a investir: R$ 240 mil. \"Ainda não sei se encontramos, acho que vamos procurar um pouco mais\", diz sorrindo. Publicado por: O Estado de São Paulo - Especial Top Imobiliário
  • 28/05/2014 Escola de design aberta no prédio do Cassino da Urca
    O antigo prédio do Cassino da Urca, onde funcionou a TV Tupi, depois de anos de abandono, voltou a ser utilizado. A construção, uma das mais charmosas e emblemáticas da cidade, debruçado sobre a Praia da Urca e a Enseada de Botafogo, está abrigando o Instituto Europeu de Design (IED), uma tradicional escola italiana, inaugurada nesta terça-feira.

    A escola oferece programas de pós-graduação e extensão, a partir do ano que vem vai ter cursos de graduação. A unidade, a segunda no Brasil - outra fica em São Paulo -, é uma aposta que tem tudo para dar certo, conforme diz um dos diretores do IED, o italiano Alessandro Maneti. Segundo ele, o Rio de Janeiro é um laboratório natural para os cursos oferecidos pela escola e servirá como inspiração para colocar em prática os projetos da escola, como a economia criativa: \"A Copa e as Olimpíadas estão fazendo mais pessoas se interessarem pelo Rio\".

    Ele contou que a escolha do prédio seguiu uma tendência da escola, que sempre se instala em locais que têm uma relação com a história da cidade que o sediará - há outras sedes na Itália, Espanha e China. Os diretores garantiram que a linha de ensino é a mesma em todos as unidades pelo mundo. O aluno pode começar a graduação em uma unidade e terminar em outra.

    Devido a um convênio com a prefeitura, o IED terá que oferecer 10% de suas vagas para bolsistas. O acordo prevê que os beneficiados sejam funcionários municipais e pessoas de baixa renda. Os candidatos terão que passar por processos de seleção, que ainda estão sendo definidos.

    O prédio do Cassino da Urca foi construído para servir de hotel na Exposição Internacional de 1922, comemorativa do Centenário da Independência do Brasil. Ganhou fama quando transformado em cassino em 1933 - fechado em 1946. Na década de 1950, o prédio voltou a ser ocupado. Dessa vez pela extinta TV Tupi, que ficou ali os anos 1980.

    Justiça garantiu início de atividades

    A criação da escola sofreu resistência da Associação de Moradores da Urca, que temiam que a criação de uma unidade de ensino na região tirasse a tranquilidade no bairro. O caso foi parar na Justiça. O prédio é propriedade da Prefeitura do Rio, que firmou acordo com o Instituto Europeu de Design e o cedeu pelo prazo de 50 anos. A escola é responsável por manter as fachadas - já que o local é tombado - e também por manter seu interior reformado.

    Alguns dos moradores do bairro foram contra a instalação da escola por acreditarem que os carros dos estudantes bloqueariam as ruas da Urca. Para tentar resolver essa situação, o IED prometeu estimular que seus alunos se deslocassem de transporte público ou bicicleta. Não houve acordo e um processo começou a tramitar na Justiça em 2009, que proibiu que a escola funcionasse.

    No fim de 2012, desembargadores da 11ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio cassaram a liminar e autorizaram que o instituto italiano iniciasse suas atividades. Publicado por: O Dia - Athos Moura
  • 28/05/2014 Brasileiro residente na América do Sul poderá sacar FGTS no exterior
    A partir desta quarta-feira, dia 28, os brasileiros que moram em outros países da América do Sul poderão sacar seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) através dos Consulados-Gerais do Brasil na Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai. O dinheiro poderá ser usado para comprar imóveis, desde que no seu país de origem. O limite do financiamento com o recurso é de até R$ 750 mil.

    O serviço já existe no Japão desde 2010, nos Estados Unidos desde 2011 e na Europa há dois anos. Segundo o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto, a prática deve começar a valer na América Latina em breve. Até agora, foram liberados 4.700 pagamentos para quem reside fora do país, totalizando R$ 57,7 milhões liberados.

    As condições para saque via exterior são as mesmas de dentro do país: o trabalhador deve ter contrato de trabalho no Brasil rescindido sem justa causa; extinção normal do contrato de trabalho brasileiro; aposentadoria concedida pela Previdência Social brasileira; permanência do trabalhador por três anos ininterruptos fora do regime do FGTS; e permanência da conta vinculada por três anos ininterruptos sem crédito de depósito, para afastamento ocorrido até 13/07/1990.

    Antes de ir até o Consulado, é importante o trabalhador verificar se tem saldo e possui direito ao saque. As condições de saque podem ser consultadas no site da Caixa. Já o extrato do fundo está disponível na página do FGTS. Para solicitar o saque, deve-se imprimir e preencher o formulário \"Solicitação de Saque FGTS\" - a assinatura deste formulário deve ser feita na presença do representante consular. Além deste, os interessados precisam apresentar no Consulado-Geral do país onde estão seus documentos pessoais de identificação com foto e uma documentação específica, que vai variar para cada caso, e que também pode ser checada no site da Caixa.

    Se tudo estiver correto, o banco vai enviar uma confirmação e realizar o depósito em uma conta do trabalhador, ou, caso o mesmo não tenha uma no Brasil, poderá indicar a conta de alguém que a tenha no país. Em geral, o recurso é liberado em até 15 dias úteis após a entrega da documentação. O novo serviço é uma parceria da Caixa Econômica Federal com o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério do Trabalho e Emprego.
    Publicado por: O Globo Online - Morar Bem
  • 28/05/2014 Alta tecnologia para construir cidades fluidas

    Alta tecnologia para construir cidades fluidas
    O Globo, Catharina Wrede, 28/mai
    Diretor do Senseable City Lab no Massachusetts Institute of Technology (MIT), o arquiteto italiano Carlo Ratti fala sobre como a tecnologia pode melhorar a vida nas grandes metrópoles. Autor da expressão \"cidades fluidas\", ele apresentou suas ideias segunda-feira, no Encontros O GLOBO, na Casa do Saber, na Lagoa, e na terça, no Arq. Futuro, no Teatro Adolpho Bloch, na Glória

    O que é uma cidade fluida?

    Uma cidade fluida é quando recebemos informações sobre a nossa cidade em tempo real e, assim, você tem acesso a uma visão dinâmica sobre o que acontece o tempo inteiro. As cidades sempre estiveram em movimento, mas, no passado, era muito difícil captar isso. Hoje, podemos entender muito melhor o que acontece nas cidades e seus fluxos. E esse fluxos podem ser de pessoas, dos carros, de energia... Até fluxo de água, o que venho estudando agora.

    Como reunir essas informações e transformá-las em melhorias para as cidades?

    Um dos pioneiros do planejamento urbano chamado Élisée Reclus escreveu que duas coisas eram importantes: pesquisa e planejamento. E é isso que fazemos. Nesse caso, há projetos como o táxi compartilhado, em que cruzamos os dados de pessoas que querem se deslocar pela cidade e vemos quem pode sair de um ponto e buscar outro passageiro no caminho. Há sistemas de carros compartilhados também. Ou ainda chips que podemos instalar no lixo para saber para onde ele vai, ou até drones que sirvam de guias em locais públicos e levem pessoas até seus destinos.

    Mas não corremos o risco de perdermos a interação humana?

    A interação humana é muito importante, é claro, e justamente porque ela é importante e especial que você quer tê-la em momentos que realmente signifiquem algo. Tempo de qualidade. Ou seja, a tecnologia pode liberar o seu tempo para que ele seja usado em interação com qualidade. A tecnologia é um meio, uma ferramenta. O importante é o que você quer fazer com ela.

    Como desenvolver tecnologias para cidades com culturas tão diversas?

    A tecnologia é adaptada para cada cultura, desenvolvida de formas diferentes. Introduzir novas tecnologias é como introduzir mutações na seleção natural da espécie. Você vê culturas que abraçam aquela mudança e outras que não. Mudando de um ambiente para o outro, através da observação.

    O quão longe estamos dessa nova realidade tecnológica?

    Acho que isso está acontecendo agora. Um exemplo é a enorme quantidade de aplicativos que estão sendo desenvolvidos para smartphones. Não é futuro, é o presente.

    Um dos seus principais estudos atualmente é a água. Por quê?

    Porque é um fluxo muito importante. A água vem sendo usada há muitos anos como um ingrediente lindo para a arquitetura, mas venho pesquisando como podemos criar novos meios para ela. Como podemos monitorar a qualidade da água através de sistemas novos, como drones que medem essa qualidade, se é segura ou não...

    Os novos arquitetos são diferentes dos antigos arquitetos?

    São. Hoje podemos usar a tecnologia para criar novos efeitos fluidos, novos repertórios de formas e meios de interação das pessoas com o ambiente. Mas, no final, o que importa de verdade é o lado humano da arquitetura. Isso não muda nunca. Publicado por: O Globo - Catharina Wrede
  • 27/05/2014 Novos desenhos urbanos
    O designer Ricardo Leite, da Crama Design Estratégico, o arquiteto italiano Cario Ratti, do Massachusetts Institute of Technology, e Jorge Lopes, pesquisador do Instituto Nacional de Tecnologia, falam sobre o papel da tecnologia no planejamento urbano. O assunto foi o tema da série Encontros O GLOBO, ontem à noite, na Casa do Saber O GLOBO. A mediação foi da editora assistente Carla Rocha. Publicado por: O Globo -
  • 27/05/2014 Na reta final da autovistoria, só 3,9% dos prédios do Rio entregaram seus laudos
    Faltando pouco mais de um mês para o fim do prazo de entrega dos laudos de autovistoria predial - que segundo lei municipal em vigor desde julho do ano passado devem ser entregues até o próximo 1° de julho - apenas 3,91% das edificações da cidade cumpriram a determinação. E um dos motivos para tão baixa adesão é que tanto síndicos e condôminos como os profissionais que devem realizar o serviço ainda têm muitas dúvidas a respeito de como devem ser feitos os laudos técnicos.

    Para orientar os profissionais e, de certa forma, padronizar o atendimento, o Sindicato dos Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) lançou este mês o \"Guia de procedimentos - laudo técnico de vistoria predial\" que ajuda a esclarecer as principais dúvidas e orienta sobre os procedimentos corretos para atender às exigências da legislação.

    Luiz Consenza, engenheiro eletricista e de segurança e coordenador do guia, conta que o roteiro surgiu a partir de várias conversas e seminários entre os envolvidos:

    - Sentíamos que era necessário algo mais técnico, então, reunimos as principais dúvidas expostas pelos engenheiros em discussões e seminários e, a partir disso, juntamos os profissionais para dar as orientações na parte elétrica, mecânica e civil.

    Até a última sexta-feira, apenas 10.577, dos 270 mil prédios que devem realizar a autovistoria, já havia enviado o laudo para a prefeitura. Ou seja, 3,91%, sendo que 9.616 são prédios residenciais e mistos e 961, comerciais - o que inclui indústrias e shoppings. Entre os que entregaram, 5.569, ou 52,65%, precisam de obras.

    Segundo a Secretaria municipal da Casa Civil, o bairro que mais apresentou laudos até agora foi Copacabana, com 1.251 documentos. Em seguida, vem Tijuca (954), Recreio (818), Barra (680), Ipanema (628), Leblon (482), Botafogo (476), Jardim Guanabara (412), Centro (384) e Flamengo (289).

    Confira as dúvidas mais frequentes:

    O preço. O sindicato criou uma tabela para servir de parâmetro. O valor da hora trabalhada é de, no mínimo, R$ 157. Mas, claro, os profissionais têm liberdade para dar seus preços acima desse valor. O custo foi feito com base nas leis dos salários mínimos dos engenheiros.

    Área comum X unidades. Muitos proprietários se recusam a deixar o profissional a entrar nos imóveis. Mas verificar as condições dos apartamentos é tão importante quanto fazer a vistoria na área comum, lembra Cosenza. O proprietário pode, por lei, não permitir que o profissional entre na sua casa. E ninguém pode obrigá-lo a abir a porta, mas o profissional deve deixar bem claro no laudo o número de apartamentos não vistoriados.

    Responsabilidade. É do profissional que assina o laudo e do síndico, mas, em caso de acidente, o morador poderá também responder judicialmente, se o problema tiver sido causado por alguma obra irregular em sua unidade.

    Profissionais. O ideal é que o laudo seja feito em conjunto por diferentes profissionais: da parte elétrica, de estrutura, mecânica, por exemplo.

    Laudo. Deve ser assinado pelo profissional responsável e ficar no condomínio. Para a prefeitura é entregue apenas um resumo do que precisa ser feito via internet.

    Prazos. Apenas o prazo para entrega do laudo se encerra no dia 1° de julho. O tempo para cumprimento das obras necessárias, entretanto, varia conforme os consertos que precisam ser feitos e é sugerido pelos profissionais.

    O guia é gratuito e pode ser baixado pelo site do Senge. Síndicos e profissionais também podem pedir uma cópia impressa na sede do sindicato Publicado por: O Globo Online - Morar Bem
  • 26/05/2014 Tecnologia a favor da segurança nos prédios
    A automatização chegou m às portarias. Além das câmeras de segurança, é possível ter os acessos aos prédios totalmente monitorados a distância. O sistema, chamado Kiper, é disponibilizado por empresas de segurança e acionado com câmeras espalhadas por diferentes pontos prédio, além de interfones. O sistema funciona assim: ao chegar ao prédio, o visitante toca um interfone que será atendido por uma pessoa da empresa de segurança que oferece o serviço. O atendente, então, liga para o morador para que ele libere o acesso e envia a imagem do visitante. Os moradores também conseguem falar diretamente com a pessoa.

    É possível personalizar

    Tudo é gravado remotamente por câmeras que ficam instaladas na portaria, o que permite que a entrada de qualquer pes¬soa estranha ao condomínio fique registrada. Já os moradores têm controles remotos para portaria e ga¬ragem que, segundo a Segurare, empresa que criou o sistema, não podem ser clonados e permitem a criação de regras próprias pelo morador, como não permitir a entrada da mesma pessoa mais de duas vezes, por exemplo.

    Além disso, esses controles vêm com a função \"pânico\", que permite aos moradores, com apenas um botão, acionar a empresa de segurança instantaneamente em qualquer situação de risco.

    - Empresas de segurança que oferecem o Kiper como solução podem aumentar o do¬mínio sobre o monitoramento de acessos, controlando tudo o que entra e sai na portaria de clientes. Além disso, os acessos são auditados remotamente, o que reduz custos e permite destinar os funcionários da portaria para outras atividades - explica Luiz Henrique Bo- natti, presidente da Segurare.

    Segundo Bonatti, o sistema era uma demanda dos próprios condomínios preocupados com segurança e com os gastos cada vez mais altos.

    - Moradores, visitantes e prestadores de serviço ficam protegidos, porque a permis-são de entrada ao condomínio é de responsabilidade do mo¬rador - destaca o empresário, acrescentando que o sistema não autoriza a entrada de funcionários ou visitantes somente por intermédio das imagens.

    O custo do serviço, que normalmente tem uma taxa mensal, varia de acordo com o tamanho do condomínio e os serviços utilizados, já que a empresa de segurança pode oferecer outro tipo de monitoramento para outras áreas do prédio, por exemplo. Publicado por: O Globo - Mora
  • 26/05/2014 Feirão: R$ 1,6 bilhão em negócios
    A décima edição do Feirão Caixa da Casa Própria, que terminou no último domingo, recebeu mais de 58 mil pessoas nos três dias de evento, no Riocentro. De acordo com balanço do banco, o volume de negócios chegou a R$ 1,6 bilhão, o que corresponde a 9.602 contratos assinados e encaminhados. Foram ofertadas durante o feirão mais de 29 mil imóveis entre novos, usados e em construção.

    Segundo o superintendente regional da Caixa, José Domingos Martins, as pessoas têm procurado o feirão cada vez mais informadas.

    Isso auxilia no poder de decisão e na escolha da nova casa própria. Foi mais um ano de superação nos volumes de negócios na feira\", diz Martins.

    Quem contratou o financiamento no feirão teve a chance de começar a pagar a primeira parcela em janeiro de 2015. Publicado por: O Dia -
  • 25/05/2014 Conferência
    A 14ª Conferência Internacional da Sociedade Latino Americana de Estudos Imobiliários será realizada pela primeira vez no Rio em setembro, entre os dias 18 e 20. Serão discutidos temas como o preço dos imóveis, a recuperação dos mercados imobiliários dos Estados Unidos e da Europa e o projeto do Porto Maravilha. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 23/05/2014 Casa dos sonhos à venda na Grécia
    O cenário cinematográfico é daqueles que fazem sonhar. Uma casa de 650 metros quadrados com piscina infinita encrustrada numa das montanhas de Mikonos e debruçada sobre o mar grego. E não é que essa maravilha está à venda? O preço é salgadinho, claro: € 6,2 milhões ou R$ 18,72 milhões. A informação está no site espanhol El Pais.

    Toda pintada de branco como é tradição na Grécia, a casa tem decoração minimalista e branco também nos móveis internos de todos os ambientes, o que dá uma sensação de continuidade. Destaque mesmo é para a área externa com a vista do porto de Mikonos, a pedra na qual está encrustrada e a piscina de seis mil metros quadrados de águas cristalinas que parecem se fundir ao azul do mar. Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 22/05/2014 Hotéis na Barra abrem as portas para investidores
    Em meio ao boom de lançamentos imobiliários por que passa a Barra da Tijuca, um investidor, hoje, não tem como opções apenas comprar um apartamento para morar ou alugar: ele pode apostar no mercado hoteleiro. Pela região, já existem diversas oportunidades de investimento no setor. Os interessados têm à disposição três modalidades: podem adquirir um dos quartos, uma cota ou uma fração ideal do empreendimento.

    Uma série de hotéis financiados por estes modelos começa a sair do papel. Um deles é o Ramada Hotel e Suítes Riocentro, que fica próximo ao centro de convenções de mesmo nome e foi inaugurado em 2012. O local é praticamente todo de pessoas físicas e jurídicas que decidiram comprar quartos. Das 216 unidades, 210 pertencem ao chamado pool de investidores. Marcos Hadid, comprador de 12 quartos, afirma que a decisão de investir surgiu por conta do bom momento para o setor no Rio.

    - Este não seria um hotel, mas sim um residencial com serviços. Em 2010, aprovamos a mudança no projeto, devido ao potencial relacionado à Copa do Mundo e às Olimpíadas - explica Hadid, enfatizando que o hotel já está com 100% de ocupação para o Mundial.

    Para ele, o investimento em hotéis se justifica pela maior segurança contra a inadimplência e a desocupação, o que não acontece quando se compra ou aluga apartamentos comuns. A rentabildiade é de 0,4% a 0,7% sobre o valor da unidade. Segundo Hadid, um quarto no Ramada está avaliado em cerca de R$ 350 mil.

    Pelo modelo de pool, os investidores são efetivamente donos das unidades. Ou seja, se alguém quiser deixar de receber um percentual sobre seu apartamento e morar nele, pode. Mas outro investidor do Ramada, Cláudio Gioielli, alerta que, enquanto se está no pool, não basta simplesmente comprar a unidade e esperar o lucro chegar:

    - A gestão administrativa hoteleira é do Ramada, mas as decisões são tomadas por um conselho consultivo, que é formado por nós - frisa.

    A perspectiva para o futuro é boa. Hoje com uma ocupação de 60% a 65%, dentro da meta, os donos do Ramada esperam mais valorização quando o corredor Transolímpico ficar pronto.

    Cotas são opção mais barata

    Quem não tem dinheiro suficiente para comprar um quarto inteiro pode adquirir uma cota ou uma fração ideal dos hotéis que admitem pequenos investidores. No sistema de cotas, a pessoa adquire um percentual do hotel (é como se fosse um acionista). A diferença para a fração ideal é que, neste caso, adquire-se literalmente uma parte do empreedimento. Nas duas situações, o investidor recebe um rendimento baseado no lucro do empreendimento.

    A diretora da Facility Realty, Bianca Carvalho, explica que a compra de cotas ou frações é melhor para quem tem menos recursos. Ela comercializou frações ideais do Hotel Americas Ramada, segundo da rede na região, em construção na Avenida das Américas 13.750:

    - A grande vantagem é que o investimento costuma ser mais baixo que comprar um apartamento ou uma unidade de hotel. É possível encontrar cotas por cerca de R$ 100 mil.

    Uma das possibilidades de investimento é o AC Hotels Marriott, que será erguido na Avenida Evandro Lins e Silva 600. Walter Oaquim, presidente da Mega Realizações Imobiliárias, responsável pelo edifício, afirma que, num primeiro lote, cada fração ideal foi vendida por R$ 232 mil. O segundo será comercializado no próximo semestre deste ano por cerca de R$ 280 mil.

    - O segundo lote será mais caro, mas a pessoa vai ter dez anos para pagar - explica.

    O empresário ressalta que comprar uma fração ideal ou cota é um investimento que tem riscos:

    - Precisamos tomar muito cuidado com isso. Como em qualquer investimento, não há uma taxa de retorno certa.

    As construtoras vêm apostando em atrair sócios para seus empreendimentos porque isso gera caixa, diz Bianca:

    - Isso faz com que não seja necessário recorrer a financiamentos em bancos para fazer a obra.

    Além do Marriott, pelo menos outros dois hotéis estão sendo erguidos desta forma: o Pestana Rio Barra, na Avenida Lucio Costa 5.650, e o Hotel Premium Design Rio, da rede Blue Tree, na Lucio Costa 17.360, que já teve todas as cotas vendidas.

    ABIH alerta para risco no negócio

    O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), Alfredo Lopes, alerta que há riscos na compra de cotas ou frações ideais deste tipo de empreendimento:

    - É necessário compreender o mercado. Imagina um hotel com 600 cotistas que não entendem a operação, que esperam uma rentabilidade constante?

    De acordo com ele, a melhor opção é investir em hotéis que têm algum diferencial, como uma bandeira conhecida ou localização privilegiada. Ele vê com melhores olhos o sistema de venda de apartamentos.

    -É melhor, porque você é efetivamente dono da unidade. O Fasano (em Ipanema), por exemplo, foi feito assim, por pool. Se você tiver um produto diferenciado, é mais fácil de dar certo. Quando se tem prédios que não estão nem praia nem na Avenida das Américas, fica mais difícil - observa.

    Bianca Carvalho, diretora da Facility Realty, dá uma dica a seus clientes que apostam no mercado hoteleiro.

    - É importante que o investidor saiba que o que dá bom retorno é a hotelaria de negócios, pois oscila menos. Ou seja, o empreedimento vai se manter bem ocupado ao longo do ano. Este tipo de hotel faz contratos com grandes empresas, o que garante o movimento - avalia.
    Publicado por: O Globo - Fábio Teixeira
  • 22/05/2014 Novo Jardim Botânico terá mais dois orquidários em área de clube
    Quando a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, visitar o Jardim Botânico no próximo dia 6 para inaugurar um punhado de novidades do parque - que incluem um novo centro de visitantes próximo ao restaurante La Bicyclette, o funcionamento de um portal bilíngue (português-inglês), a ampliação dos carros elétricos de cinco para dez, a criação de um aplicativo para celulares e o fornecimento de tablets com passeios e informações sobre o parque, a construção de bicicletários e a reforma dos banheiros, além da instalação de 67 câmeras de vigilância em pontos estratégicos -, ela estará fazendo bem mais que anunciar os planos do lugar para a Copa do Mundo.

    Nas palavras da presidente do Jardim Botânico, Samyra Crespo, esse é o pontapé inicial de um ambicioso projeto da instituição para se transformar no maior e mais influente parque botânico, centro de pós-graduação em ecologia e botânica tropical e laboratório de genética de plantas do país. A tarefa, no entanto, só será possível com a retomada do terreno que, historicamente, pertence à instituição e com a desapropriação dos imóveis de 520 famílias que, segundo o governo, ocupam irregularmente o local. Trata-se de ocupações que sequestram um terço do tamanho original do jardim (1,325 milhão de metros quadrados).

    - Com a ajuda de pesquisas de opinião, de consultorias e do Conselho de Sustentabilidade do Jardim Botânico, estabelecemos um plano de medidas, além da decisão, recém-tomada, de fechar às segundas-feiras para permitir a recuperação dos espaços públicos e de desativarmos, até 2 de junho, o estacionamento da Rua Jardim Botânico. O fato é que passamos de uma visitação de 600 mil pessoas por ano, em 2007, para um milhão, ano passado. Sem ajustes, não cabe tanta gente, e o risco de degradação é grande - diz Samyra.

    O foco imediato, com a chegada da Copa, é a excelência no atendimento. Mais 60 profissionais, entre guardas, bilheteiros e monitores, serão capacitados para engordar o time de 110 pessoas que fazem a segurança e o atendimento no parque. Esse contingente recebeu treinamento em inglês instrumental, conhecimento sobre história e atrativos do jardim e uma espécie de manual de etiqueta com dicas de abordagem gentil. Explica-se: por incrível que pareça, o roubo mais comum no Jardim Botânico hoje é praticado por idosas, que levam para casas orquídeas do orquidário do lugar.

    - Eu não preciso de um guarda armado ali. Eu preciso de um monitor capaz de conversar com essas senhoras, com tato, sobre a inconveniência e a ilegalidade do ato - conta Samyra.

    Corredor com Maciço da Tijuca

    As primeiras obras - R$ 3 milhões de investimentos com a ajuda de patrocinadores, principalmente - já começaram no terreno de quatro mil metros quadrados onde funcionava ilegalmente o Clube Caxinguelê. Ali, as máquinas derrubaram casas e quadras, e o local vai abrigar dois novos orquidários, que já devem estar funcionando em dois meses. Haverá ainda a recuperação total do antigo Aqueduto da Levada, construído em 1853. A construção histórica havia sido soterrada pelo clube, que, em cima, ergueu uma arquibancada. Em um ano, quando estiver pronta a reforma, a estrutura, que lembra os Arcos da Lapa em miniatura, vai captar as águas de nascentes naturais da região para irrigar as plantas e abastecer o próprio Jardim Botânico. Por fim, a longo prazo e com a oferta de água, no local será construído um jardim projetado pelo escritório de Burle Marx, harmonizando lagos e plantas e recuperando um terreno hoje degradado pelo lixo e pela falta de cuidado com a natureza.

    - O que houve aqui foi a privatização irregular, ao longo do tempo, de um patrimônio público que, por sua importância, não pertence somente aos cariocas. Pertence ao Brasil inteiro. O que estamos fazendo é trazer de volta a área que é do parque, com a responsabilidade social de recolocar essas famílias em locais o mais próximo possível do jardim - diz Samyra.

    - As obras servirão para ligar de novo o parque com o Maciço da Tijuca num corredor natural - explica João Rezende, assessor de Assuntos Estratégicos do Jardim Botânico.

    Lentidão na transferência de famílias

    A presidente do instituição critica a lentidão com que a prefeitura vem tratando a questão da transferência das 520 famílias cadastradas e que se encontram em situação irregular. Ela informou que, depois que a delimitação do terreno do Jardim Botânico foi legalmente definida ano passado, criou-se um escritório para recadastramento das famílias. Só 123 se inscreveram. Ainda assim, há 117 ações de reintegração de posse transitadas em julgado, ou seja, que permitem a desocupação do local já. Segundo Samyra, é necessário acelerar a concessão de alvarás e a instrução da base de apoio do prefeito Eduardo Paes na Câmara dos Vereadores, para a mudança de gabarito necessária para a construção das moradias.

    - Com a cessão da área da Secretaria de Patrimônio da União ao Jardim Botânico, em março passado, nós agora precisamos de mudanças de gabarito e zoneamento que permitam a construção de pequenos prédios e projetos do Minha Casa, Minha Vida. No terreno do Toalheiro Brasil (no bairro do Jardim Botânico), que o próprio Paes escolheu como possível lugar para receber 120 famílias, é necessária uma mudança de gabarito. O fato é que temos projetos e recursos, mas não as autorizações da prefeitura para fazer o processo acelerar. Essa parceria precisa andar melhor - diz Samyra.

    Mas os projetos não param aí e incluem reformas para melhorar acessibilidade, a construção de quiosques de livros para leitura ao ar livre, a criação de roteiros históricos ligando o jardim ao crescimento da cidade, a requalificação de áreas degradadas por ocupações e a instalação de estufas para novas espécies.

    Briga judicial se arrasta há três décadas

    Objeto de uma batalha judicial que dura três décadas, a doação de terras do Jardim Botânico a antigos funcionários virou um fardo para o parque. Os imóveis das chamadas comunidades do Horto foram passados de pais para filhos e até alugados e vendidos. No últimos anos, o assunto ganhou conotação política, pois a presidente da Associação de Moradores do Horto, Emília Souza, é filiada ao PT e é irmã do deputado petista Edson Santos.

    Várias ações de reintegração de posse foram movidas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo extinto Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), mas acabaram não executadas. Acionado, o Tribunal de Contas da União (TCU) também estabeleceu medidas e prazos. A questão só começou a ser resolvida em maio do ano passado, quando a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou a delimitação do parque.

    Dentro dos limites do parque, há 520 imóveis que terão de ser desocupados. Outros 101, da comunidade Vila Castorina, permanecerão. Estão sendo estudadas soluções para incluir as famílias em programas do governo federal como o Minha Casa, Minha Vida e o Compra Assistida.

    Novidades previstas

    Mobilidade: A consultoria KPMG foi contratada para elaborar um estudo de mobilidade que melhore a acessibilidade e amplie o uso de biciletas, inclusive com um novo bicicletário.

    Jardim virtual: Aplicativos em celulares e tablets ajudarão os visitantes a se localizarem no parque e a conhecê-lo melhor

    Roteiros históricos: Passeios temáticos serão criados e explicarão, por exemplo, que no Império ter uma palmeira imperial na porta de casa era símbolo da aristocracia.

    Sustentabilidade: Estudos vão inventariar as emissões de CO2 do parque e dizer como neutralizá-las. O uso de energia eólica como parte de um programa de eficiência energética está previsto.

    Qualidade: Reforma do centro de visitantes para adaptá-lo a plataformas virtuais e treinamento permanente de funcionários.

    Reflorestamento: Requalificação das áreas invadidas por moradias informais, recompondo matas ciliares dos rios Macaco e Iglesias e o Grotão, coração da mata que liga o Jardim Botânico ao Maciço da Tijuca. Publicado por: O Globo - Gilberto Scofield Jr
  • 21/05/2014 Telhado verde, econômico e produtivo
    Ainda este mês uma grande feijoada vai reunir os funcionários do Shopping Eldorado, em São Paulo numa grande confraternização. Mas não vai ser uma feijoada qualquer. Afinal, o feijão e a couve serão colhidos ali mesmo, no telhado do centro comercial, que há dois anos foi transformado numa grande horta.

    Tudo começou em 2011 com um projeto de reciclagem. Os materiais limpos como plástico, vidro, papel e alumínio passaram a ser separados. Já o lixo orgânico, que normalmente continua sendo levado para aterros sanitários, também passou a ser separado para que a maior parte passasse por um processo de compostagem. Com isso, o shopping passou a produzir adubo, que num primeiro momento era doado a hortas comunitárias. Até que o shopping resolveu fazer um telhado verde em parte de sua cobertura.

    - Todo empreendimento de grande porte deveria ter essa preocupação com a sustentabilidade. Além de envolver nossos funcionários, o projeto é bom por questões econômicas. Desde que fizemos o telhado verde, reduzimos nosso consumo de energia e também a quantidade de lixo que levamos para o aterro, o que também reduz nossos custos - conta Márcio Glasberg, gerente de Operações do mall.

    Hoje, o shopping leva 200 toneladas de lixo por mês para o aterro: 40% menos que antes do projeto. A economia de energia ainda é pequena, já que apenas 2,5 mil metros quadrados do telhado tem a cobertura verde. Mas a intenção é que até o fim do ano, ela alcance seis mil metros quadrados.

    Para que o projeto tivesse o resultado esperado, o primeiro passo foi mudar o sistema de funcionamento da praça de alimentação do shopping, que serve cerca de dez mil refeições por dia e costuma gerar 400 quilos diários de resíduos. Enquanto em outros centros comerciais, o cliente leva sua bandeja até a lixeira despejando todas as sobras num só lugar, no Eldorado, o recolhimento das bandejas é tarefa dos funcionários da limpeza, que levam os dejetos até ilhas de separação - há sete delas no shopping - onde é feita uma primeira seleção do lixo orgânico e limpo. O orgânico segue para uma usina de compostagem também localizada no shopping. Ali, ele passará por um tratamento com a inclusão de duas enzimas que tiram seu odor, eliminam o chorume e ainda aceleram o processo de compostagem: de 180 para apenas sete dias.

    Mensalmente, são produzidas dez toneladas de composto orgânico e aproveitadas 45 toneladas de material reciclável. Mas em breve os números devem crescer. É que há dois meses o projeto entrou na segunda fase: de conscientização dos lojistas. A ideia é que a partir daqui, também eles passem a separar o lixo que produzem nas lojas para aumentar a produção de hortaliças do telhado.

    Afinal, apesar de simples, a ideia beneficia a todos os funcionários. É que no dia da colheita, todos podem subir no telhado e fazer uma feirinha ali mesmo, gratuitamente. Publicado por: O Globo Online - Morar Bem
  • 21/05/2014 Tecnisa lança mais Jardim das Perdizes
    A Tecnisa inicia amanhã o lançamento da segunda fase do seu maior projeto, o Jardim das Perdizes, desenvolvido na zona oeste da cidade de São Paulo. Na segunda etapa de lançamentos do bairro planejado, a Tecnisa apresentará ao mercado prédios residenciais, além de edifícios comerciais, hotel, mall (shopping de vizinhança) e prédio de \"long stay\" (composto por apartamentos com serviços voltados para hospedagem por períodos mais longos).

    Nesta semana, a Tecnisa vai lançar um edifício residencial com unidades menores do que as da primeira etapa e Valor Geral de Vendas (VGV) total de R$ 193 milhões, com parte própria de R$ 145 milhões, e um prédio de salas comerciais, com VGV total de R$ 183 milhões e parcela da companhia de R$ 137 milhões. O VGV total dos projetos do Jardim das Perdizes a serem lançados amanhã soma R$ 376 milhões e a parte própria, R$ 282 milhões.

    O Jardim das Perdizes pertence à Windsor Investimentos Imobiliários, na qual a Tecnisa tem participação de 68,9%, a PDG Realty, 25% e a BV Empreendimentos e Participações (BVEP), 6,1%.

    A empresa não informa a estimativa de lançamentos do total da segunda fase do Jardim das Perdizes, que inclui também um prédio corporativo, um hotel, um mall, outro prédio residencial e o prédio de \"long stay\", assim como não informa sua meta de VGV para o ano, considerando os demais projetos de seu portfólio. Na primeira fase do Jardim das Perdizes, o VGV dos lançamentos - todos residenciais - somou R$ 1,866 bilhão, com parte Tecnisa de R$ 1,315 bilhão.

    O preço do m2 residencial do lançamento desta semana começa em R$ 9.890 mil, acima do valor inicial das unidades da primeira etapa do projeto. No prédio de unidades de 241 m2 e 283 m2 da primeira etapa do Jardim das Perdizes, por exemplo, o preço de lançamento do m2 era de R$ 8.017. Esse valor corrigido pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou a ser de R$ 8.796, mas o m2 é vendido hoje por R$ 11.581, segundo o diretor comercial da Tecnisa, Douglas Duarte. O metro quadrado do prédio comercial será vendido a partir de R$ 11.090.

    Duarte diz que a Tecnisa não está preocupada com a velocidade de vendas das unidades residenciais da nova etapa, neste momento em que o consumidor está mais cauteloso e o ritmo de comercialização no mercado tem sido menor, porque a empresa \"tem um produto único\". O prazo previsto para a entrega das unidades que serão lançadas nesta semana é de 39 meses. Justamente pela defasagem de tempo entre lançamento e entrega é que o executivo afirma também que o prédio corporativo ficará pronto num momento positivo para o mercado de grandes lajes.

    Na primeira fase, o foco do marketing dos lançamentos era promover o bairro planejado em si, com destaque para a qualidade de vida a ser oferecida aos moradores. \"Agora, o foco é mais racional do que emocional\", diz Duarte. A comunicação é direcionada tanto para quem vai morar quanto investir. Como a segunda etapa abrange também edifícios comerciais, a possibilidade de economia de tempo para quem trabalha e mora na região é um dos pontos destacados. Por enquanto, não estão previstos lançamentos comerciais nas próximas fases.

    Nos próximos 90 dias, a Tecnisa vai lançar o prédio corporativo da segunda fase e o mall. Posteriormente, será lançado o outro prédio residencial da segunda etapa e o edifício de \"long stay\". A empresa ainda está definindo a forma jurídica pela qual vai comercializar as lojas do mall, mas já definiu que a gestão desse empreendimento será feita pela Florida Center. A Tecnisa não vai atuar como empresa de renda, mas vai vender as lojas, as saletas e as lajes corporativas, assim como os residenciais
    Publicado por: Valor Econômico - Chiara Quintão
  • 21/05/2014 Imóveis compactos lideram preferência do novo casal
    Encontrar um imóvel cujas prestações caibam no bolso. Este é o principal desafio dos casais que estão começando a formar uma família. Se a casa dos pais dessa geração tinha três ou quatro quartos para acomodar os filhos, hoje a situação é bem diferente.

    \"Como as taxas de natalidade vêm diminuindo, as empresas estão desenvolvendo novos produtos, condizentes com essa mudança\", afirma Michelle Magalhães, gerente de produtos da Magis Incorporações.

    \"Um apartamento de dois quartos atende a necessidade desses casais, os quais geralmente estão adquirindo o primeiro imóvel. Eles estão mais dispostos a morar em bairros em expansão, mas sem abrir mão da facilidade no ir e vir\", destaca.

    Regiões como Guararapes, Parangaba e Maraponga estão entre os locais mais procurados pelos recém-casados por oferecerem uma boa estrutura de serviços e imóveis com preços bem mais acessíveis.

    NA PLANTA

    Os apartamentos comprados ainda na planta estão entre os preferidos do novo casal, com idades entre 25 e 35 anos. Com metragens que vão de 40 a 70m², eles requerem praticidade na hora de decorar e harmonizar os espaços.

    \"A dica mais importante ainda é avaliar a opção de planta que atenda às necessidades do casal. Os casais mais novos geralmente transformam um dos quartos em closet ou escritório, pois marido e mulher estão em desenvolvimento profissional e precisam levar trabalho para casa\", aponta Tatiana Medina, coordenadora de projetos da Porto Freire Engenharia.

    \"Para melhor aproveitamento dos espaço, os móveis retráteis e os que podem ser utilizados pra mais de uma função são ótimas alternativas\" aponta Tatiana.

    Segundo ela para casos como esses, mandar fazer espaços sob medida compensa na relação custo-benefício, ainda que eles sejam cerca de 30% mais caros\", explica.

    Além de lugar de descanso, lazer e trabalho, os jovens casais querem que a nova casa seja confortável suficiente para receber os amigos. \"As cozinhas gourmet (integradas à sala ou varanda) são espaços de socialização dentro dos apartamentos. Cozinhar deixou de ser o simples ato de preparar a própria comida e passou a ser um pretexto para reunir os amigos\", afirma.

    NÚMEROS

    2 quartos possui a maior parte dos imóveis adquiridos pelo novo casal.

    70 metros quadrados é a metragem preferida do imóvel dos recém-casados. Publicado por: O Povo Online -
  • 20/05/2014 Feirão da Casa Própria mantido nas agências
    Um dos principais atrativos para quem estiver interessado, além da taxas de juros mais em conta, é a possibilidade de pagar a primeira prestação do empréstimo a partir de janeiro do ano que vem. As regras que estão mantidas valem para contratos que vão usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

    Os imóveis podem ser financiados em até 35 anos, com taxas de juros a partir de 4,5% ao ano, que variam conforme a renda do comprador e o valor financiado. É possível fazer uma simulação da compra no site www.caixa.gov.br

    REGRAS FACILITADAS

    De acordo com balanço divulgado pelo banco, o 10º Feirão Caixa da Casa Própria recebeu mais de 58 mil pessoas nos três dias de evento. Na avaliação do superintendente regional da Caixa, José Domingos Martins, o resultado do evento confirma o acerto na estratégia do banco em investir nas regras facilitadas de crédito habitacional.

    Segundo ele, a iniciativa leva as famílias, cada vez mais, a procurarem o evento com maior conhecimento sobre transações e condições de pagamento. Para Martins, os clientes têm mais condições de decidir sobre a escolha da casa própria.

    \"Foi mais um ano de superação nos volumes de negócios na feira. O sucesso deste feirão está ligado, diretamente, ao esforço de cada um dos empregados da Caixa que atuaram no evento. Isso garante a credibilidade de nossa instituição perante as famílias\", disse ele.
    Publicado por: O dia -
  • 20/05/2014 Campo de Santana vai ganhar livraria e café de estilo francês
    O lixo espalhado no gramado e no espelho d\'água contrasta com os centenários fícus e os monumentos da Fundição Val D\'Osne que embelezam o histórico Campo de Santana, no Centro. As marcas de anos de abandono podem ser vistas na gruta, nos bancos e nos lagos imundos, mas a revitalização do parque ganhou fôlego na semana passada, com o apoio do consulado da França, que pretende atrair empresas interessadas em investir no espaço. Como informou a coluna Gente Boa, do GLOBO, a ideia principal dessa parceria é viabilizar a criação do Café Glaziou, um quiosque inspirado no modelo parisiense.

    O projeto do Café Glaziou, pronto há 14 anos, prevê também a instalação de uma charmosa livraria. Para isso, as duas construções onde ficam os banheiros terão que ser reformadas.

    Mas os planos para o Campo de Santana vão além. Incluem a adoção de áreas do parque por empresas francesas, a criação de uma sinalização bilíngue (português-francês), além da realização de exposições de artistas da França.

    - Queremos atrair mais pessoas para o Campo de Santana - diz o presidente da Fundação Parques e Jardins, Fábio Mamedio.

    De concreto, além da parceria com o consulado, ele anunciou o investimento de R$ 144 mil na reforma da gruta, atualmente fechada ao público. No segundo semestre, a prefeitura pretende lançar um edital, a fim de buscar interessados em remodelar os banheiros e implantar o Café Glaziou.

    Junto à movimentada Avenida Presidente Vargas, o Campo de Santana tinha tudo para ser um refúgio para o carioca. O espaço tem 15 mil metros quadrados, mais de 500 árvores e diversas espécies de aves, além de cerca de 800 cutias. O parque, no entanto, acabou sendo ocupado por moradores de rua. Frequentador do lugar, o argentino Julio Cesar lamenta o abandono do campo:

    - Gosto do contato com a natureza e com a fauna brasileira. Mas o espaço está um pouco descuidado.

    Glaziou criou Jardins cariocas

    O nome Café Glaziou é uma homenagem ao paisagista e botânico francês Auguste François Marie Glaziou (1828-1906), que deixou sua marca em jardins cariocas como Campo de Santana e Quinta da Boa Vista. Ele veio morar no Rio em 1858. Antes de se tornar o paisagista do Império, Glaziou fez pequenos serviços e trabalhou até como mascate.

    - Foi quando ele conheceu Francisco José Fialho. Dono de um cartório, homem muito influente e rico, ele convidou Glaziou para fazer o jardim de sua casa, na Glória - explica o historiador Nireu Cavalcanti.

    Em pouco tempo, o paisagista foi convidado para trabalhar para a família imperial. O primeiro grande projeto foi a reforma do Passeio Público. Com a República, ele voltou para a França. Publicado por: O Globo -
  • 18/05/2014 Mais de 12 mil imóveis estarão disponíveis no Feirão em Niterói
    A décima edição do Feirão de Imóveis do Centro Leste Fluminense promovido pela Caixa Econômica Federal, em Niterói, está programada para o próximo fim de semana (24 e 25 de maio), no Clube Canto do Rio, no Centro de Niterói. Mais de 12 mil unidades estarão à venda durante o evento, que contará com a participação de 19 construtoras e 4 imobiliárias da região. A entrada é gratuita. A expectativa da Caixa é que o número de pessoas que passem pelo local ultrapasse a marca de 15 mil visitantes. Além disso, a previsão é que se movimente aproximadamente R$ 300 milhões durante a realização do Feirão, que, no sábado, vai funcionar das 10h às 18h. Já no domingo, a abertura acontece às 9h e o fechamento às 16h.

    \"O Feirão é um evento que reúne as ofertas de imóveis de inúmeros municípios como Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí, além da Região dos Lagos, Região Serrana e o próprio Rio de Janeiro. Na edição do ano passado, recebemos 16.646 mil visitantes nos dois dias, e realizamos, ou encaminhamos negócios de 1.945 compras\", informou o gerente regional de construção civil da Caixa, Fábio Quintino, acrescentando que em 2013, foram colocados em oferta quase 16 mil imóveis por cerca de 30 empresas, entre imobiliárias e construtoras. Entre negócios fechados ou encaminhados, foi superada a marca de R$ 304 milhões.

    Ele revela que os imóveis enquadrados no programa Minha casa minha vida, direcionados às famílias com renda familiar mensal de até R$ 5 mil, têm a maior procura.

    Além destes, também serão vendidos imóveis novos, na planta e usados. Entre as empresas participantes do evento estão a Brasil Brokers, RC Vieira, Cury Construtora, PDG, Joama, House Vendas, Zayd, Rossi, Tenda, UE União Realizações, M&P, União Engenharia, Brookfield e Fox Construtora.

    Quem contratar o financiamento imobiliário poderá optar por pagar a primeira parcela somente em janeiro de 2015. A condição vale para os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) realizados durante os feirões ou nas agências.

    Documentos- A recomendação da Caixa é de que o público leve documentos como carteira de identidade, CPF, comprovante de residência e comprovante de renda, para que, caso se interesse por alguma oferta, já possa iniciar o processo de financiamento ou dar andamento nas negociações de um imóvel. Os interessados também podem obter informações em todas as agências da Caixa ou pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (0800 726 0101), disponível 24 horas por dia, inclusive nos finais de semana. O prazo para o financiamento imobiliário da Caixa é de até 35 anos e as taxas de juros são a partir de 4,5% ao ano, variando de acordo com a renda do tomador e o valor financiado. O simulador habitacional da Caixa tem uma nova funcionalidade que permite ao cliente saber quanto pode financiar antes de definir o valor do imóvel. Os interessados podem realizar as simulações do crédito imobiliário no endereço www.caixa.gov.br.

    Oportunidade para conquistar o sonho da casa própria

    Quem mora em Niterói ainda terá mais oportunidades de realizar o sonho da casa própria. O programa Morar melhor, que segue as mesmas diretrizes do Minha casa minha vida, tem a previsão inicial de construir mais de 5 mil moradias até o fim do ano de 2016.

    O banco de cadastro de demanda habitacional da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária possui um total de 29.228 famílias inscritas, destas, 25.814 possuem renda mensal de até R$ 1,6 mil, enquadradas na 1ª faixa do Minha casa; 3.087 possuem renda entre R$1.600,01 e R$3.275 enquadradas na 2ª faixa e as 327 famílias restantes estão enquadradas na 3ª faixa, com renda entre R$3.275,01 e R$ 5 mil.

    As famílias beneficiárias pelo aluguel social e as moradoras de áreas de risco, provenientes da situação de emergência serão atendidas de forma prioritária, até restarem esgotados o número de desabrigados e beneficiários do aluguel social em Niterói.

    O programa Morar melhor também irá priorizar os idosos e as pessoas com deficiência na seleção de beneficiários - 3% das unidades habitacionais deverão ser destinadas exclusivamente aos idosos e 3% para as famílias de que façam parte pessoas com deficiência. Neste caso, o beneficiário deverá apresentar atestado médico que comprove a deficiência.

    Atualmente o banco de cadastro da Secretaria possui a inscrição de 5.939 idosos e de 2.391 famílias de que façam parte pessoas com deficiência. Os apartamentos destinados a estas famílias serão adaptados de acordo com o tipo de deficiência do beneficiário.

    Todas as informações deverão ser comprovadas antes da assinatura do contrato com a Caixa Econômica Federal.

    O prefeito Rodrigo Neves também contratou quase 1,7 mil imóveis em Niterói para a faixa 1 do programa Minha casa, minha vida, voltada para quem não tem renda ou possui renda familiar mensal de até R$ 1,6 mil.

    Andamento - No bairro do Caramujo, já está em fase final de terraplanagem e prestes a iniciar as obras de edificação os Empreendimentos Abaré, Araxá e Açu, do programa Minha casa, minha vida com 600 unidades habitacionais, e em algumas semanas iniciaremos a seleção das famílias que serão beneficiárias destes imóveis. Essas obras correspondem a um investimento de cerca de R$46,5 milhões.

    Somando as 600 unidades habitacionais do Caramujo às 374 em construção na Rua Teixeira de Freitas, no Fonseca, que atenderão além de outras famílias desabrigadas, as famílias que moravam no 3º B.I e no prédio inacabado, conhecido como \"Esqueleto de Riodades\", tem-se um total de 974 imóveis do Minha casa, minha vida em construção no município de Niterói.

    Além disso, existem outros empreendimentos em fase final de análise na Caixa Econômica Federal e na Prefeitura de Niterói, para atendimento aos desabrigados, que totalizam 3.434 unidades habitacionais enquadradas na 1ª faixa de renda do Minha casa.

    Desses empreendimentos, o projeto com 500 unidades habitacionais da Estrada Bento Pestana, no Baldeador, já foi aprovado e assinado pela Prefeitura e pela Caixa. As obras serão iniciadas no final desse mês, com um investimento total de R$ 40 milhões, sendo R$ 37, 5 milhões com recursos do Ministério das Cidades e R$ 3,3 milhões de recursos do Fundo Municipal de Habitação e Regularização Fundiária.

    A Prefeitura de Niterói se preocupou também em incentivar a construção de unidades habitacionais enquadradas no Minha casa para as 2ª e 3ª faixas de renda, atendendo famílias com renda mensal entre R$1.600,01 e R$5 mil.

    Com o estímulo da construção também para estas faixas de renda, atualmente existem 540 unidades habitacionais em construção e 780 unidades em fase de análise de projetos, todas enquadradas no Minha casa, nas faixas 2 e 3. Estas unidades habitacionais estão localizadas nos bairros Fonseca, Sapê, Rio do Ouro, Atalaia, Várzea das Moças e Badu.

    Projeto - A Secretaria de Habitação também está atuando junto à Associação de Moradores Amigos da Paz para viabilizar a construção de um empreendimento habitacional de interesse social no Sapê, com 200 imóveis, para atendimento aos Associados, antigos moradores das Torres da Joaquim Távora.

    Considerando todos os empreendimentos em construção, em análise e desenvolvimento de projetos, a Secretaria de Habitação possui em seu banco, 5.434 unidades habitacionais. Publicado por: O Fluminense - Iris Marini
  • 09/05/2014 Construtora investe R$ 310 mi em três Estados
    O grupo goiano Elmo, que atua com construção e incorporação imobiliária, vai lançar três novos empreendimentos até agosto deste ano, que, juntos, receberão um aporte de R$ 310 milhões.

    Os projetos serão desenvolvidos em Goiás, no Tocantins e no Distrito Federal.

    A maior parte do investimento -R$ 230 milhões- irá para um edifício de alto padrão em Brasília, com apartamentos de até 370 metros quadrados e quatro suítes.

    \"O prédio ficará no sudoeste da capital, em uma região muito adensada, onde há poucos lotes vagos para projetos desse porte\", afirma o diretor, Marcelo Janot.

    Em Palmas, a empresa planeja um complexo de uso misto com apartamentos, salas comerciais e um pequeno shopping, próximo ao centro administrativo do município.

    \"É uma cidade jovem que ainda recebe muita gente de fora e esse será um dos nossos públicos-alvo\", diz.

    \"São profissionais que nem sempre residem em Palmas, mas que tem negócios na cidade e precisam de um ponto de apoio, como um escritório ou uma sala comercial\", afirma o executivo.

    O empreendimento de Goiânia, por sua vez, será um residencial com apartamentos mais compactos e serviços compartilhados, como lavanderia, área de negócios e bicicletas para os moradores.

    Os recursos para as obras sairão de caixa próprio da companhia, de acordo com Janot. Nos três casos, os edifícios deverão ser entregues no segundo semestre de 2017.

    Além dos três Estados que receberão os novos empreendimentos, o grupo também atua em Mato Grosso. Publicado por: Folha de São Paulo - Mercado Aberto
  • 09/05/2014 Aeroporto Santos Dumont vai ganhar shopping e hotel em 2015
    Os moradores de boa parte da Zona Sul e do Centro e os passageiros que transitam pelo Aeroporto Santos Dumont terão uma nova opção de lazer em breve. Está previsto para ser inaugurado em meados do ano que vem o Bossa Nova Mall, um shopping integrado ao terminal de embarque, que contará também com hotel e centro de convenções.

    O empreendimento será construído no antigo prédio ocupado pelas companhias Varig e Vasp. As obras estão orçadas em R$ 240 milhões.

    - O Bossa Nova Mall é um complexo multiuso. Serão quatro empreendimentos: um hotel, com 290 quartos, operado pela bandeira Prodigy, quatro estrelas; um centro de convenções, com capacidade para 800 pessoas; uma área de escritórios, com 4.132 metros quadrados; e o mall, com 5.869 metros quadrados. Serão 40 lojas, incluindo marcas internacionais, que não podemos revelar no momento. Mais dois restaurantes na cobertura e cinco fast-foods na praça de alimentação. A área total é de 42 mil metros quadrados - adianta Paulo Stewart, CEO da empresa Saphyr, responsável pelas obras.

    O executivo conta que os trâmites legais para o início dos trabalhos já estão sendo providenciados:

    - Tivemos aprovação de todos os órgãos da prefeitura no último dia 29. O projeto está agora no Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Temos todas as licitações para começar as obras. Pelo cronograma, serão 13 meses. Pretendemos inaugurar tudo até junho de 2015.

    Por conta de sua localização estratégica, a intenção dos empreendedores do Bossa Nova Mall não é apenas atrair quem transita pelo aeroporto, mas a população em geral, especialmente quem trabalha e mora na Zona Sul e no Centro.

    - Vamos oferecer um mix de serviços, lojas e gastronomia, com tratamento acústico em suas dependências. Além disso, teremos uma vista deslumbrante para a Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor. E vamos recuperar toda a fachada do prédio - finaliza Stewart. Publicado por: O Globo - Rodolfo Mageste
  • 08/05/2014 Oportunidades nos fundos imobiliários
    O primeiro fundo imobiliário disponível ao público em geral está fazendo um aniversário importante: trata-se do FII Pátio Higienópolis, que completa em 2014 seus primeiros 15 anos de vida. Desde seu lançamento, o fundo acumula uma rentabilidade média de 24,7% ao ano (variação das cotas mais o rendimento mensal), tornando-se um dos fundos imobiliários mais admirados do mercado.

    Esse fenômeno não é exclusivo do Higienópolis. Entre 2005 e 2012, os fundos imobiliários acumularam uma rentabilidade média anual de 28,8% contra 12,0% do CDI e 11,1% no Ibovespa. Nesse mesmo período, o FII Pátio Higienópolis acumulou média anual de 30,2%. Foi um retorno excepcional que contribuiu enormemente para aumentar a popularidade, o número de fundos listados, a liquidez e fez dobrar a base de cotistas, ultrapassando os 104 mil investidores individuais ao fim de 2012.

    São 123 fundos imobiliários listados e disponíveis aos investidores. Desses, pouco mais que 60 fazem parte do Ifix, índice oficial da BMF&Bovespa. A maioria deles é composta pelos tradicionais fundos de renda, em que os imóveis pertencentes ao fundo já geram um aluguel mensal aos cotistas. Temos também no Ifix os fundos de renda garantida, alguns poucos de incorporação, fundos de fundos e fundos de recebíveis imobiliários.

    Entretanto, no Brasil, o preço dos fundos tem sido fortemente influenciado pelas variações das taxas de juros do mercado, ao contrários dos EUA, onde o resultado operacional dos fundos é a principal alavanca de rentabilidade.

    Por conta desta peculiaridade do nosso mercado e do grande aumento da taxa Selic e dos juros de longo prazo, aliados a seguidas revisões para baixo nas estimativas do PIB e ao aumento da oferta de novas lajes corporativas, há um temor no mercado de fundos imobiliários. A partir de fevereiro de 2013, as cotas dos fundos passaram a cair e acumularam uma queda de 12,6% em 2013.

    Em 2014, o panorama começou de mesma forma e o Ifix chegou a acumular em meados de fevereiro 10,4% de queda no ano, até que os investidores começaram a perceber que havia uma grande oportunidade de investimento pela frente: um índice com queda acumulada de 21,7% entre 2013 e 2014 e vários fundos com baixa ainda mais expressiva, de até 40%.

    Analisamos diversos componentes que influenciam a cota: taxa de juros, valor de locação, taxa de vacância, preço de compra e venda de ativos etc., com o intuito de determinar quais variáveis possuem maior correlação com a cotação e retorno dos fundos. Detectamos uma altíssima correlação (r = 0,95) entre as taxas de juros (Selic e NTN-B) e o retorno no mercado secundário, comprovando a percepção do mercado e investidores.

    Analisamos com mais profundidade 13 fundos imobiliários que possuem exclusivamente lajes comerciais e as conclusões foram surpreendentes: esse conjunto de fundos, que tem um valor de mercado próximo a R$ 3 bilhões, havia acumulado uma queda média de 31% nos últimos 12 meses, levando o múltiplo P/B (valor de mercado versus valor contábil) a apenas 0,72. Isso significa que o comprador das cotas desses fundos no mercado secundário estaria adquirindo um ativo por um valor bem abaixo do valor patrimonial. Esse mesmo conjunto de fundos tinha um preço médio das suas lajes de R$ 11,4 mil/m2, o que em muitos casos mal conseguia cobrir o custo de reposição das mesmas lajes.

    A comparação fica mais surpreendente quando analisamos outros imóveis comerciais à venda. Nas regiões nobres da cidade de São Paulo, esses imóveis raramente são vendidos a preços abaixo de R$ 16 mil por m2.

    Analisamos a distribuição de rendimentos desses 13 fundos nos últimos 24 meses. Com raras exceções, os fundos têm conseguido aumentar a distribuição em termos nominais (em R$). Caso um cotista tivesse adquirido 1 cota de cada um desses fundos no início dos 24 meses ou na data de início de negociação (para aqueles que possuem negociação em período menor) teria recebido neste último mês 36,5% a mais do que no início desse período. Mesmo excluindo o FII The One, que teve um grande aumento na distribuição por conta das lajes locadas, a média dos 12 fundos restantes teria tido um acréscimo de 19% nos 24 meses.

    Avaliamos também os indicadores dos fundos americanos (REITs ou real estate investment trusts), um setor maior e mais maduro que o nosso. Concluímos que a taxa de juros de longo prazo nos EUA (Treasury), ao contrário do que ocorre no Brasil, não é o principal parâmetro de referência que guia a rentabilidade do fundo. Naquele mercado, o desempenho operacional do fundo é um indicador relevante e que guia o valor da cota.

    E O FUTURO?
    No Brasil, o desempenho operacional tem pouco influenciado na cotação. Mesmo assim, acreditamos que, à medida que o setor de fundos imobiliários amadureça e os cotistas passem a compreender melhor a dinâmica desses fundos, nós possamos ter uma maior correlação entre o valor das cotas e o desempenho operacional que tem sido, via de regra, bastante satisfatório.

    Neste cenário, o Ifix passaria a ter um comportamento mais próximo do mercado imobiliário, refletindo a expectativa de desempenho operacional de cada fundo e seus ativos. De qualquer maneira, sempre será relevante monitorar o comportamento das taxas de juros, pois ainda poderão impactar nas cotações.

    José Alberto Diniz é sócio-diretor de Investimentos Imobiliários da Rio Bravo. Publicado por: Valor Econômico - José Alberto Diniz
  • 08/05/2014 Opção mais em conta
    A palavra portabilidade se tornou bastante conhecida de todo brasileiro quando o setor de telefonia passou a permitir que o cliente migrasse para um empresa para outra mantendo o número do celular ou da linha fixa. E agora a tal da portabilidade chega também ao crédito, incluindo os financiamentos imobiliários. Mas, na prática, qual mudança a nova regra traz para quem já paga as prestações da casa própria?

    O mutuário passa a ter o poder de escolher mesmo depois que o financiamento já estiver em vigor, fazendo com que as instituições bancárias ofereçam juros menores para fidelizar os clientes. E isso vale também para os financiamentos de imóveis que usam recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

    Especialistas apostam que as instituições financeiras vão buscar uma fatia maior deste mercado para ampliar suas carteiras de produtos em cima dos mutuários. Presidente do Canal do Crédito, Marcelo Prata diz or que acredita que o setor imobiliário será a menina dos olhos das novas regras da portabilidade: \"O comprador de imóveis está numa situação diferente daquele que está em um empréstimo comum, pois é uma pessoa financeiramente saudável.\"

    São clientes como a confeiteira Elisângela Monteiro, de 42 anos, que atraem os bancos. Ela atualmente mora em Bangu e financia a casa pela Caixa Econômica Federal, mas está disposta a mudar de banco se encontrar juros mais \'camaradas\' do que os que paga atualmente. \"Caso oferecessem juros mais baixos, eu faria a portabilidade. Mesmo pagando a taxa mais baixa, a prestação pesa no orçamento\", afirma a mutuária. Publicado por: Meia Hora - Imóveis
  • 08/05/2014 Cais do Valongo poderá se tornar patrimônio da humanidade
    As riquezas do sítio arqueológico do antigo Cais do Valongo, no Rio, foram (re)descobertas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Antigo porto da cidade que recebeu cerca de um milhão de escravos, o local - assim como a Vila Ferroviária de Paranapiacaba (em Santo André, São Paulo) e o mercado Ver-o-Peso (Belém, no Pará) - foi incluído pela entidade na lista indicativa de bens culturais brasileiros que poderão ser futuramente apresentados ao Comitê do Patrimônio Mundial para serem avaliados e receberem o título de patrimônio mundial da humanidade. A última atualização da lista indicativa brasileira foi há 18 anos. Agora, em 2014, com a inclusão de mais três bens culturais, a listagem possui 18 bens naturais e culturais que poderão ser futuramente inscritos na lista do patrimônio mundial.

    O Valongo já havia sido declarado patrimônio histórico nacional em novembro do ano passado. Na ocasião, a Unesco considerou o local parte da chamada \"Rota do Escravo\", um projeto lançado pelo órgão da ONU em 2006 para destacar o patrimônio material e imaterial relacionado ao tráfico de escravos no mundo. E o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) avaliou o reconhecimento da Unesco como um reforço da campanha do Rio de Janeiro para promover a candidatura do cais a Patrimônio Mundial da Humanidade. O porto, etratado em várias pinturas do francês Jean-Baptiste Debret, foi o que mais escravos africanos recebeu em toda a América.

    As listas indicativas são compostas pela indicação de bens culturais, naturais e mistos, apresentados pelos países que ratificaram a Convenção do Patrimônio Mundial da Unesco. Essa iniciativa pode partir de gestores de sítios, autoridades locais e regionais, comunidades locais, ONGs e outros interessados na preservação do patrimônio cultural e natural do país. Os bens culturais brasileiros - indicados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) - contemplam o patrimônio histórico, arqueológico e ferroviário. O instituto vai apresentá-los oficialmente ao Comitê do Patrimônio Mundial na sua próxima reunião, que este ano ocorrerá em Doha, no Qatar, em junho.

    Redescoberto em 2011, durante as obras de revitalização da zona portuária, o Cais do Valongo ocupava uma área de cerca de 2.000 metros quadrados, estendendo-se da Rua Coelho e Castro até a Rua Sacadura Cabral, no Centro. O cais foi construído em 1811, para desembarque e comércio dos africanos escravizados, vindos principalmente de Angola, Congo e Moçambique. Em 1843, passou por grande remodelação, recebendo o nome de Cais da Imperatriz, e, no início do século, foi aterrado para construção da Praça do Commercio.

    Na área, foram encontrados objetos que revelam a vida cotidiana das classes dominantes do império e dos negros escravizados. As peças estão armazenadas no Museu Nacional e vão compor um memorial com os achados mais significativos. É um testemunho de grande valor histórico, um símbolo da violência da escravidão e da diáspora africana, que trouxe para o Brasil mais de quatro milhões de escravos.

    A Vila Ferroviária de Paranapiacaba foi tombada pelo Iphan em 2008. Segundo o instituto, a área central e seu entorno estão em região de grande importância histórica e ambiental, que registra uma época da influência da cultura e tecnologia inglesas. \"O município (de Santo André) possui 55% de seu território em área de mananciais, que compõe o cinturão verde da capital paulista com vegetação de Mata Atlântica. A ocupação desse local está associada à construção da Ferrovia Santos-Jundiaí, pela companhia inglesa de trens São Paulo Railway Co., que ocorreu a partir de 1860. Em 1946, a concessão chegou ao fim e a União incorporou o patrimônio da empresa\", conta o Iphan, em seu site.

    Já a região do Ver-o-Peso, cujo mercado foi tombado pelo Iphan em 1977, é palco da maior feira livre da América Latina. Segundo o instituto, \"o conjunto arquitetônico e paisagístico dessa região abrange ainda a Praça Pedro II e Boulevard Castilhos França, além dos mercados de Carne e de Peixe, compreendendo uma área de 25.000 m2, com inúmeras construções históricas, na Cidade Velha, às margens da baía do Guarajá. O Mercado do Ver-o-Peso começou a ser construído em 1899 e, atualmente, é um dos principais pontos turísticos de Belém (PA) Publicado por: O Globo - Paula Autran
  • 08/05/2014 Sabe quais as próximas cidades são as apostas do mercado imobiliário de luxo?
    Uma pesquisa da empresa Candy & Candy, em cooperação com a imobiliária Saviilis, revela que no topo das novas queridinhas dos investidores estão ainda: Tel Aviv (Israel), Melbourne (Austrália), Miami e Chicago (EUA), Dublin (Irlanda), Cidade do Panamá, Cidade do Cabo (África do Sul) e Chennai (Índia). Publicado por: O Globo Online -
  • 07/05/2014 Se fosse no Rio... medida anunciada por prefeito de NY teria que incluir mudanças na legislação e investimentos em infraestrutura
    Se há algo que Rio e Nova York têm em comum, ao menos nos últimos anos, é o alto preço dos imóveis, o que se reflete também nos valores de aluguéis das duas cidades.

    Lá, numa tentantiva de minimizar o problema, o prefeito Bill de Blasio anunciou nesta segunda-feira um plano para implementar, em dez anos, 200 mil novas unidades residenciais em regiões periféricas da cidade como o Brooklyn, que viriam tanto de novas construções, como da preservação de prédios antigos. Com o aumento significativo na oferta, acredita De Blasio, os valores dos aluguéis cairiam significativamente. Para isso, o prefeito nova-iorquino prevê a captação de US$ 30 bilhões da iniciativa privada. Outros US$ 11,1 bilhões viriam do poder público. E, se fosse aqui? Será que o Rio teria condições de criar um plano parecido? Dificilmente, dizem agentes do mercado ouvidos pelo Morar Bem.

    Para o presidente da Associação dos Dirigentes dos Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), João Paulo Matos, os recursos nem seriam o problema, já que nossos bancos estão dispostos a investir no mercado imobiliário e as construtoras não têm tido dificuldades nesse sentido. Mas, segundo ele, não haveria demanda para crescimento tão acelerado. No ano passado, foram 21.247 unidades lançadas no Rio, sendo 14.361 residenciais. Ou seja, para lançar tantas novas unidades em tão pouco tempo, o mercado precisaria quase dobrar o número de lançamentos residenciais anuais.

    - Não temos consumidor final para tanta oferta. Por isso, não vejo como implementar um plano como esse aqui. Até porque, muito provavelmente, esse investimento em Nova York será feito em unidades compactas, entre 30 e 45 metros quadrados, o que no Rio só é permitido pela legislação em pouquíssimas áreas - explica ele.

    De fato, a legislação carioca só permite que sejam construídos imóveis com metragem inferior a 55 metros quadrados em algumas poucas áreas do Recreio e do Porto. Mudar essa lei, aliás, é pleito antigo dos construtores de imóveis, que com uma metragem menor, investiriam em mais imóveis de apenas um quarto.

    - São imóveis que têm uma ótima liquidez, principalmente para o mercado de locação, pois há uma demanda muito grande e quase nenhuma oferta. Se houvesse uma mudança da lei, certamente, o mercado se interessaria em investir nesses imóveis e aí sim poderia ser possível chegar a esse número de novas unidades - completa Matos.

    Presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos vê na geografia da cidade outra dificuldade para implementação de projeto similar no Rio:

    - A região onde o preço de locação é mais desequilibrado é em Ipanema e Leblon. E quem mora lá, não vai trocar os bairros pelo Porto ou por outra região mais periférica. A escassez no Rio está na linha do mar, onde não há como aumentar a oferta. Então, mesmo que essa oferta cresça em outras regiões, não acredito que isso mexa nos preços de locação da Zona Sul.

    Já o vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio), Leonardo Schneider, acredita que seria preciso, antes de mais nada, investir em infraestrutura já que a falta de um bom transporte público para a maior parte dos bairros mais afastados da região central inviabilizariam que um projeto como esse tivesse sucesso.

    - Em Nova York, onde o metrô liga toda a cidade, a logística é muito mais simples. Aqui, não faria sentido implementar essas novas unidades em Campo Grande ou Santa Cruz, por exemplo, até pela dificuldade com transporte. Zona Sul já não tem mais terrenos, Tijuca também não. Onde então criar essas unidades? Acho que só valeria se fosse em regiões centrais como São Cristóvão e Porto Maravilha. Investir na revitalização e uso para habitação dos muitos imóveis abandonados do Centro e Lapa também poderia ser uma opção - conclui.
    Publicado por: O Globo online -
  • 07/05/2014 Tintas à base de barro são sustentáveis e podem ser feitas em casa
    Tintas também possuem sua versão \"sustentável\". São as \"geotintas\", feitas à base de terra e barro. Para quem quiser aprender a fazer a própria tinta ecológica, a Fundação Alphaville promoverá, no próximo sábado (10), um curso rápido sobre o tema, que contará ainda com uma palestra de introdução à bioconstrução -processos construtivos integrados a seres vivos.

    Segundo a organização do evento, as geotintas são tão resistentes quanto as tintas tradicionais, além de não possuírem odor e serem mais baratas.

    O curso será realizados das 9h às 15h no Centro de Educação para Sustentabilidade Alphaville (al. Michelangelo, 12 - Santana de Parnaíba).

    As inscrições custam R$ 15 e podem ser feitas pelo e-mail assousa@alphaville.com.br ou pelo telefone (11) 4153-3618. Publicado por: Folha de São Paulo -
  • 07/05/2014 Em São Paulo, construtoras mantêm os descontos depois do Feirão da Casa Própria
    Pelo menos dez construtoras participantes do 10º Feirão Caixa da Casa Própria, que terminou no último domingo (4), em São Paulo, garantiram que irão manter os descontos e as condições de pagamento após o evento. O feirão ocorreu no Pavilhão de Exposições do Anhembi (zona norte) e durou três dias.

    Representantes das construtoras Tenda, MRV, OAS, Atec e RGL afirmaram que vão manter os preços e as condições de pagamento até o dia 31 de maio. Engelux, Kallas e PDG manterão os descontos até sexta-feira. A Cury garantiu as condições do feirão pelas próximas duas semanas. A Plano&Plano informou que os resultados do feirão é que vão determinar se as promoções irão continuar, mas não descartou a possibilidade de manter os descontos.

    Os interessados deverão procurar diretamente as construtoras.

    O último dia do feirão correu de forma mais tranquila que os demais dias. Até as 11h, não havia fila nos guichês da Caixa, onde eram emitidas as cartas de crédito. Ao contrário do dia anterior, quando, nesse horário, a média de tempo para ser atendido era de 1h30.

    Até as 17h de domingo, 63.907 clientes passaram pelo feirão durante os três dias. O volume de negócios, nos dois primeiros dias de evento foi de R$ 2,5 bilhões.

    Aconteceu até o último domingo, em SP, o 10º Feirão da Casa Própria realizado pela Caixa Econômica Federal.

    POPULARES

    A percepção dos corretores de construtoras que estavam vendendo apartamentos de padrão médio era de que, neste ano, o feirão foi bom para os imóveis populares.

    Um corretor, que não quis se identificar, afirmou que as vendas dos imóveis de padrão médio foram fracas neste ano e, por isso, a construtora em que trabalha aumentou em 10% a margem de desconto das unidades no último dia de evento.

    \"O forte deste feirão foram os imóveis populares e que fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida [do governo federal]\", diz.

    O funcionário de outra grande construtora teve a mesma impressão. \"As pessoas até se interessam por imóveis de padrão médio, mas a falta de informação faz com que elas venham na intenção de comprar um imóvel de R$ 300 mil, com uma renda pequena. Quando percebem que o crédito não será liberado, logo correm para os estandes onde têm imóveis mais baratos\", afirma o corretor.

    IMÓVEL USADO É PREFERIDO DE QUEM QUER ECONOMIA

    A área destinada às imobiliárias que vendiam imóveis usados no Feirão Caixa da Casa Própria deste ano teve movimento intenso.

    A cabeleireira Michelle Cristine dos Santos, 32 anos, da Cidade Patriarca (zona leste), e seu namorado Rodrigo Augusto Messias Ribeiro, 31 anos, do Aricanduva (zona leste), estavam em busca de um imóvel usado de até R$ 200 mil, nos bairros de Vila Matilde ou Aricanduva, ambos na zona leste.

    \"Quando você compra um imóvel novo, há muito o que se fazer, como colocar piso e armários. Os usados geralmente vêm com esses itens. Isso gera uma economia. Além do fato de poder mudar mais rápido\", diz Michelle.

    Apesar de o contrato não ser fechado na hora, por causa da impossibilidade de ver o imóvel, as empresas garantem que os consumidores podem fazer bons negócios depois do feirão.

    \"As chances de o comprador encontrar o imóvel usado que atenda suas necessidades é grande, porque continuamos a busca pelo tempo que for necessário\", explica Claudimir Greg, corretor da imobiliária Parceiros Imóveis.

    Para o corretor Francisco Daniel Martins, da Prohabitar, o custo-benefício é um atrativo dos imóveis usados. \"Podem ser maiores e mais baratos\", afirma Martins. Publicado por: Folha de São Paulo -
  • 07/05/2014 Onde financiar seu imóvel
    O bancário Marcelo Kinoshita, de 37 anos, deixará o aluguel para trás. Casado, sem filhos, Kinoshita negociou com o proprietário a compra do apartamento em que mora hoje, com 100 metros quadrados e três dormitórios, no bairro da Lapa, Zona Oeste de São Paulo. Agora, ele aguarda apenas a liberação final de um financiamento pela Caixa para realizar o sonho da casa própria. Kinoshita orçara a operação num banco privado, mas diz que a Caixa lhe ofereceu as melhores condições financeiras.

    Se tudo der certo, Kinoshita afirma que não precisará tirar praticamente nada do bolso. A entrada, de R$ 75 mil, 10% do valor do imóvel, será paga quase integralmente com o dinheiro que acumulou no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O resto ele financiará em 20 anos. Ainda poderá abater, a cada dois anos, o valor das prestações ou o saldo devedor com os recursos que acumular daqui para a frente no FGTS.

    \"Para obter o financiamento, tive de entregar uma série de documentos, mas nada que tenha me dado muito trabalho\", diz. \"Já tinha pensado em comprar outro apartamento uns três anos atrás, mas os preços estavam altos. Agora, eles não abaixaram, mas começaram a se acomodar, e a negociação ficou mais fácil.\"

    Assim como Kinoshita, milhares de brasileiros de todas as faixas de renda procuram o crédito bancário para comprar suas casas. Mesmo quem já é dono do imóvel em que vive, recorre aos financiamentos para mudar para um melhor. Segundo os agentes financeiros, até os mais abo-nados, antes refratários ao crédito, entraram na onda, para não se descapitalizar ao pagar praticamente à vista um imóvel de altíssimo padrão nos bairros mais valorizados.

    De acordo com a Abecip, entidade que reúne os bancos que oferecem crédito imobiliário, o número de operações contratadas quase triplicou desde 2007, e chegou a 529.800 em 2013. O volume de financiamentos multiplicou por seis no mesmo período, puxado não apenas pelo aumento da demanda, mas também pela disparada dos preços. Só em 2013, o aumento foi de 31,8%. O crédito imobiliário se tornou no ano passado a principal modalidade de crédito do país, com 40% do total. Nem a desaceleração da economia parece afetar o setor.

    A estimativa de crescimento em 2014 é de cerca de 20%, enquanto a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deverá ficar cm torno de 2%.

    Embora a Caixa ainda seja responsável por quase metade dos financiamentos de imóveis no país, os grandes bancos privados - Itaú, Bradesco, Santander, HSBC, Citibank e Pan (antigo PanAmericano) - querem uma fatia cada vez maior do mercado. Muitas vezes, como no caso de Kinoshita, a Caixa oferece a melhor condição, mas nem sempre. Para ajudá-lo a identificar a melhor opção de crédito imobiliário e a fugir das \"pegadinhas\" dos bancos e imobiliárias, ÉPOCA traz nesta reportagem o segundo levantamento exclusivo sobre o tema.

    A pesquisa, realizada pela Cfin, uma empresa de consultoria especializada em crédito imobiliário, apurou as condições de financiamento para imóveis de três preços diferentes - R$ 500 mil, R$ 750 mil e R$ 1 milhão. Nas simulações, a Cfin, que ajuda os candidatos a mutuário a escolher o banco com a melhor condição financeira e a reunir a papelada para o financiamen¬to, levou em conta um crédito de 80% do valor do imóvel, por um prazo de 30 anos, para um cliente de 30 anos.

    Os cálculos das prestações foram feitos com base nas taxas de juro 11 de balcão\", usadas como referência pelos bancos para iniciar a negociação. Na maioria das vezes, é possível reduzi-la, de acordo com o perfil do cliente e seu relacionamento com o banco. \"Não há um banco que seja melhor em todos os casos o tempo todo\", diz a consultora Andreza Reis, da Cfin. \"Vira e mexe, a gente se sur-preende com as cotações.\"

    Neste ano, a Caixa, que ficara em segundo lugar no ranking das melhores condições de financiamento para imóveis de R$ 500 mil e de R$ 750 mil em 2013, chegou ao topo da lista. Nos financiamentos de imóveis de R$ 1 milhão, o HSBC, que já conquistara a primeira posição no ano passado, repetiu o bom desempenho em 2014. A concorrência entre os bancos ficou mais dura que em 2013. A diferença entre o banco mais caro e o mais barato, que chegava a representar 60% a mais para o mutuário 110 financiamento de um imóvel de R$ 1 milhão, diminuiu. Agora, não passa de 12% do valor do crédito.

    Nos imóveis de R$ 500 mil, é ainda menor - 8,3%. Mesmo assim, isso pode representar uma economia de R$ 33.500 nos imóveis de R$ 500 mil, ou de quase R$ 90 mil nos imóveis de R$ 1 milhão, ao longo de todo o contrato.

    Os contratos imobiliários têm muitas nuances, desconhecidas pela maior parte dos candidatos a mutuário. Alguns bancos, que não oferecem as melhores condições financeiras, parecem querer confundir deliberadamente a clientela, para tentar fisgá-la de qualquer forma. Muitas imobiliárias têm contratos de exclusividade com um banco e tentam empurrar seu financiamento para os clientes, para ganhar uma comissão. Alguns agentes, em vez de informar o custo efetivo total do crédito (CET), que inclui os seguros contra morte e invalidez do mutuário e contra incêndio do imóvel, restringem as informações à taxa de juro nominal, apenas uma referência para o cálculo das prestações. Para evitar as armadilhas, a melhor saída é solicitar a soma de todas as parcelas do financiamento, para poder compará-las e saber qual custará menos.

    Desde que, é claro, todas as propostas tenham considerado as mesmas condições de entrada e o mesmo prazo. A compra de um imóvel é quase sempre o maior investimento que fazemos ao longo da vida. Convém, portanto, conhecer as diferentes opções disponíveis e avaliar a melhor alternativa.

    Apesar da alta de quatro pontos na taxa básica de juros (Selic) desde o ano passado, os juros dos financiamentos imobiliários permaneceram praticamente inalterados. Como a Selic tem pouca influência no rendimento da caderneta de poupança, e como a maior parte dos recursos do crédito imobiliário vem da caderneta, o aumento dos juros teve um impacto apenas marginal. Alguns bancos, como o Itaú, cujo volume de crédito para a compra de imóveis caiu no primeiro trimestre, e a própria Caixa, a que Kinoshita recorreu, tornaram-se mais \"seletivos\". Oficialmente, a Caixa informa que permite um comprometimento de até 30% da renda mensal do mutuário com o pagamento das prestações. Na prática, só tem liberado o crédito quando o candidato compromete no máximo 25% de sua renda. De forma geral, como revela o salto dado pelo crédito imobiliário em 2013, os financiamentos para a compra de imóveis continuam com fartura, mesmo com a economia patinando.

    Os executivos dos bancos parecem não temer que, com a queda da atividade econômica, possa haver um aumento de inadimplência que comprometa a saúde das instituições. Segundo Cláudio Borges, diretor de crédito imobiliário do Bradesco, a taxa de inadimplência dessas operações continua relativamente baixa, se comparada a outras modalidades de crédito - na faixa de 1,8% a 2% do total de mutuários.

    A maioria dos mutuários nem sequer usa o limite de crédito de até 80% do preço do imóvel, oferecido pela maior parte dos bancos. Em média, os financiamentos giram em torno de 60% do valor do imóvel. Borges afirma que, como os mutuários investem uma quantia de seus próprios patrimônios nos imóveis, em geral eles procuram pagar em dia, para não perder o investimento.

    O diretor de negócios imobiliários do banco Santander, Gilberto Abreu, afirma que a maior parte dos mutuários \"raspa\" o caixa, para aumentar o valor da entrada do financiamento. Muitos usam o 132 salário e eventuais bônus recebidos para amortizar as prestações ou o saldo devedor.

    Depois, entram no cheque especial ou no crédito rotativo do cartão para pagar a decoração da casa, o material escolar das crianças, o 1PVA do carro e o IPTU. De acordo com Abreu, como o crédito imobiliário é o mais barato da praça e tem os prazos mais longos, os mutuários deveriam dar a menor entrada possível, para não ter de pagar juros mais altos depois, para cobrir eventuais \"rombos\" no orçamento. \"É melhor quitar primeiro as dívidas mais caras e deixar um capital de proteção para imprevistos e situações de emergência\", afirma. Publicado por: Época - José Fucs
  • 07/05/2014 Os bairros mais cobiçados do Brasil
    Poucos lugares no Brasil - e provavelmente no mundo - são tão charmosos quanto o Leblon, na Zona Sul cio Rio de Janeiro. Cenário frequente das novelas do escritor Manoel Carlos, da TV Globo, que mora há 40 anos no bairro, o Leblon é o endereço preferido de boa parte da elite política, econômica e cultural que vive no Rio. Oferece o que há de melhor na sociedade de consumo, como shoppings, bares, restaurantes e uma vida noturna movimentada. Também conserva características de bairro residencial. Embora esteja localizado na orla, ao lado da Praia de Ipanema, numa das regiões mais belas da cidade, tem enclaves tranquilos com atmosfera de cidadezinha do interior. O Leblon ficou em primeiro lugar na lista dos bairros mais cobiçados do Brasil, segundo o Anuário do mercado imobiliário brasileiro 2013 - um levantamento realizado pela Lopes Consultoria de Imóveis, uma das principais empresas do setor no país, publicado com exclusividade por Época.

    Praticamente sem terrenos disponíveis e com uma demanda crescente de moradores potenciais, o Leblon é um exemplo perfeito de como funciona a lei da oferta e procura. No ano passado, o bairro recebeu um único lançamento, de acordo com o estudo da Lopes, com apenas cinco apartamentos de alto padrão. Cada unidade, com 150 me¬tros quadrados, custou cerca de R$ 5,3 milhões, ou R$ 34.870 por metro quadrado. Apesar de ser bem superior ao de qualquer outra região do país, o preço no Leblon, equivalente a cerca de US$ 15 mil por metro quadrado, ainda pode ser considerado relativamente baixo para os padrões internacionais. No condomínio One57, ao lado do Central Park, em Nova York, o metro quadrado custa em torno de US$ 100 mil, quase sete vezes isso. É praticamente o mesmo preço de um imóvel perto do Hyde Park, em Londres, ou na exclusivíssima Monte Cario, em Mônaco. \"Os bairros mais cobiçados se concentram onde está o dinheiro\", afirma Mirella Parpinelli, diretora da Lopes.

    O estudo, realizado pela área de pesquisa imobiliária da Lopes pelo terceiro ano consecutivo, monitorou os lançamentos de edifícios residenciais em 134 cidades no ano passado. Além de acompanhar a valorização do mercado de imóveis novos, com base no critério tradicional da mediana dos preços por metro quadrado (o valor que divide a amostra estudada em duas metades iguais, uma com preços superiores, outra com inferiores a ele), a Lopes também lançados, além da área privativa e do número de dormitórios dos apartamentos.

    Na lista dos mais valorizados do país, o segundo lugar ficou com o Itaim Bibi, na Zonal Sul de São Paulo. No Itaim, o preço do metro quadrado mediano dos lançamentos ficou em R$ 22.940, 35% abaixo do Leblon. Quem mora no Itaim está perto de alguns dos shoppings mais sofisticados da cidade e do comercio mais popular da Rua João Cachoeira, que corta o bairro. Também está perto de dois grandes parques, o Ibirapuera e o Parque do Povo. Conta com uma noite agitada - para muitos, mais agitada do que poderia desejar quem valoriza uma tranquila noite de sono. Logo em seguida no ranking, praticamente colados ao Itaim, ficaram o Ibirapuera e o Jardim Europa, dois tradicionais bairros paulistanos. Entre os 25 bairros mais valorizados do Brasil, 18 estão em São Paulo e quatro no Rio de Janeiro, um resultado até certo ponto previsível, considerando a população e o custo de vida nas duas cidades.

    O estudo da Lopes trouxe também algumas surpresas. Na lista das cidades com o preço mediano do metro quadrado mais caro, 11 não são capitais, entre elas Niterói, no Rio de Janeiro, Campinas e Santos, em São Paulo, e Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. O primeiro lugar da lista ficou com Brasília, onde o preço do metro quadrado alcançou R$ 10.960, quase o dobro do resultado nacional, de R$ 5.560, calculado pela Lopes com base nos valores dos 1.342 empreendimentos residenciais lançados no país em 2013.

    A grande surpresa da pesquisa foi Goiânia. A cidade liderou o ranking de valorização dos imóveis no país, com uma alta de 39,2% no valor do metro quadrado. Outras cidades de médio porte registraram valorizações expressivas, como Sumaré, em São Paulo, com 29,2%, São José, em Santa Catarina, com 26,3%, e Vila Velha, no Espírito Santo, com 24,2%. Embora o preço do metro quadrado nessas cidades seja menor que nas grandes metrópoles, a alta foi maior.

    A pesquisa revelou também que os preços dos imóveis começam a entrar num momento de acomodação, depois da explosão dos últimos anos. Os preços medianos dos lançamentos no Rio de Janeiro em 2013 subiram 9,7%, um pouco acima da inflação e menos que em anos anteriores. Em outras capitais, eles subiram menos que a inflação ou até caíram. Em Brasília, o preço mediano do metro quadrado caiu 0,5% no ano passado, em relação a 2012. Em Curitiba, a queda chegou a 6%. Em Florianópolis, a 24,6%, a maior do país. \"A visão da economia hoje é pior do que as pessoas tinham no passado\", afirma Cláudio Bernardes, presidente do Secovi paulista, entidade que reúne os empresários do setor de construção no Estado. \"Isso leva ao adiamento da decisão de compra.\"

    Nos primeiros meses de 2014, a retração observada em algumas cidades no ano passado parece se alastrar. Em São Paulo, maior mercado do país, um levantamento feito pela Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) e pela Lopes mostra que os preços do metro quadrado de lançamentos caíram 10,33%, já deduzida a inflação do setor de construção. Eles voltaram ao patamar de 2012. No primeiro bimestre do ano, o Secovi de São Paulo registrara queda de 27,5% nas vendas, em comparação com 2013.

    Há quem tema a existência de uma bolha especulativa. Na semana passada, o economista americano Robert Shiller, prêmio Nobel de Economia em 2013, voltou a mostrar preocupação com a questão. \"O mercado hipotecário ainda se desenvolve no Brasil, e os erros podem facilmente acontecer\", afirmou. O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles disse que \"claramente em algumas regiões do Rio de Janeiro e de São Paulo\" há uma bolha imobiliária, embora afirme que, no Brasil, ao contrário do que ocorreu nos Estados Unidos, ela \"não contaminou a economia real\".

    No setor imobiliário, quase todo mundo nega a existência da bolha. O principal argumento é que, no Brasil, o crédito imobiliário equivale a apenas 8% do PIB, em comparação com os 70% dos Estados Unidos e com os 75% do Reino Unido. Pelo sim, pelo não, com a retração dos compradores, as construtoras e incorporadoras diminuíram os lançamentos. De acordo com a Embraesp, houve uma queda de 26,6% no número de unidades residenciais lançadas em São Paulo no primeiro trimestre, em relação ao ano passado. \"O mercado passou por um longo período positivo, eufórico até\", diz Luiz Henrique Rimes, diretor de negócios da João Fortes, uma das maiores construtoras do país. \"É importante as empresas se anteciparem e se prepararem para evitar uma crise.\" A expectativa é que, em 2014, o número de lançamentos seja parecido com 2013. Não foi um ano ruim, apesar das incertezas políticas e econômicas. Em endereços cobiçados como o Leblon e o Itaim Bibi, provavelmente a demanda continuará alta.
    Publicado por: Época - Maria Christina Carvalho
  • 06/05/2014 Portabilidade de crédito imobiliário deve estimular concorrência
    As novas regras de portabilidade de crédito vão estimular a concorrência no setor e permitir aos clientes acesso a melhores taxas e condições de pagamentos, avaliam o Banco Central (BC) e a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, em nota conjunta.

    Segundo o BC e a secretaria, as novas regras de portabilidade de crédito, que entram em vigor nesta segunda-feira, permitem que o cliente de instituição financeira transfira, sem burocracia e custos adicionais, sua dívida para outra instituição.

    \"A portabilidade eletrônica assegura maior agilidade, segurança e confiabilidade à portabilidade de crédito. Para iniciar o processo, o cliente precisa apenas negociar com outro banco a concessão de um crédito para liquidação da dívida e identificar o banco credor e a operação original, dispensando qualquer providência adicional\", informa a nota conjunta.

    A transferência de dívida de uma instituição para outra, conhecida como portabilidade do crédito, foi criada em setembro de 2006. \"Em função da falta de uniformidade nos procedimentos adotados para a efetivação dessas transferências, o que tornava o processo mais complexo do que o necessário e que nem sempre proporcionava o pleno exercício desse direito, o Conselho Monetário Nacional aperfeiçoou as regras\", acrescenta o texto.

    Na nota, o BC e a secretaria lembram que, a partir de hoje, é obrigatória a utilização de sistema eletrônico para troca de informações entre a instituição credora original (detentora da operação a ser liquidada) e a proponente (ofertante do novo crédito para liquidação da operação original).

    Pelas regras, fica proibido o uso de procedimentos alternativos para fazer a portabilidade, como boletos de pagamento, por exemplo. O valor e o prazo da nova operação devem ser limitados ao saldo devedor e ao prazo remanescente da operação original.

    A instituição credora original tem até cinco dias úteis para se manifestar quanto à manutenção do cliente ou o envio das informações à instituição proponente para a finalização da portabilidade. Assim, o banco credor pode fazer uma proposta melhor para manter o cliente.

    A transferência de recursos entre as instituições deve ser feita por meio de Transferência Eletrônica Disponível (TED). Os bancos não podem repassar ao cliente os custos da transferência de recursos entre as instituições envolvidas.

    As instituições financeiras serão obrigadas ainda a divulgar aos clientes as informações necessárias para o pleno exercício do direito à portabilidade, em local e formato visíveis ao público nas suas dependências, nos correspondentes e nos sites.

    Se as novas regras não forem cumpridas, o cliente poderá recorrer aos órgãos de proteção e defesa do consumidor e ao BC.
    Publicado por: Valor Econômico -
  • 06/05/2014 Portabilidade pode garantir economia de até 25% no valor final do imóvel
    A longo prazo, a economia gerada pela portabilidade pode ser grande, garantem algumas simulações da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Segundo a associação, o mutuário pode poupar poupar quase R$ 250 mil em um financiamento de 30 anos pela tabela Price, caso o juro seja reduzido de 10% ao ano para 9% ao ano.

    A Anefac assinala que apesar de as taxas do crédito imobiliário já serem baixas e o juro ter se mantido inalterado e estar com tendência de alta por conta da Selic, qualquer redução da taxa garante economias enormes neste tipo de financiamento.

    As novas regras para portabilidade de crédito entraram em vigor hoje para tentar desburocratizar a transferência de dívidas entre bancos. São cinco passos para entrar com o pedido de portabilidade. Na decisão, o consumidor deve levar em conta a taxa de juros, o Custo Efetivo Total (CET) e os custos da operação. Apesar de a portabilidade sair de graça para o cliente, o novo contrato de financiamento deve ser registrado no Cartório de Registro de Imóveis, o que significa um custo extra na hora de fazer a comparação.
    Publicado por: O Estado de São Paulo - Yolanda Fordelene
  • 06/05/2014 Em alta de 0,67%, imóvel no Rio continua acima da média nacional
    Os preços de venda de imóveis no país continuam em ritmo mais contido. O Índice FipeZap, que calcula o custo médio do valor do metro quadrado anunciado em 16 cidades brasileiras, subiu 0,49% em abril, mas voltando a registrar desaceleração - após uma sequência de quatro meses de taxas mais baixas, ele subira de fevereiro (0,57%) para março (0,64%). E, no Rio, os preços perderam força pelo quarto mês consecutivo, ficando em 0,67% em abril, contra 1,03% em março.

    No acumulado do ano, a capital fluminense registra 4,04% e, nos últimos 12 meses, 14,2%. Na média do país, as taxas são, respectivamente, de 2,48% e 12,2%.

    - Percebemos esta desaceleração há bastante tempo, de uma forma bem suave, e é natural que seja assim. O atípico foram as altas de 2010 e de 2012. Desde então, os preços estão se assentando. Aquele boom realmente ficou para trás, mas não dá para se dizer que vivemos hoje um movimento de correção de preços. Os aumentos apenas ficaram um pouco abaixo da inflação - analisa o coordenador da pesquisa Eduardo Zylberstajn.

    Do total de cidades pesquisadas, apenas Fortaleza, com taxa de 1,38%, registrou um aumento mensal maior do que a inflação esperada - que, considerando a expectativa do Boletim Focus, é de 0,8% para abril. Todas as outras metrópoles, incluindo o Rio de Janeiro, tiveram variações abaixo da inflação prevista no período, o que significa que houve queda de preços em termos reais. No Sul, inclusive, houve queda nominal nos preços anunciados: -0,13% em Florianópolis, -0,57% em Curitiba e -1,35% em Porto Alegre.

    Preço médio do m² no Rio é de R$ 10.538

    Com esses resultados, a média do valor anunciado por metro quadrado ficou em R$ 7.455 em abril, muito próximo ao de março, de R$ 7.414. Mantendo a colocação no ranking regional, a metragem no país variou entre R$ 10.538 (Rio de Janeiro) e R$ 3.937, Vila Velha, no Espírito Santo. Também sem mudanças, os bairros de Leblon, cujo preço médio do metro quadrado é de R$ 22.335, Ipanema (R$ 20.118) e Lagoa (R$ 17.473) continuam com o título de mais caros do Brasil. Em São Paulo, o destaque é de Vila Nova Conceição, com R$ 13.788, seguido por Jardim Europa (R$ 12.207).

    Aluguéis apontam para cenário de estabilidade

    No caso dos aluguéis, o FipeZap faz pesquisas apenas em Rio e São Paulo. No Rio, a variação também apresentou desaceleração saindo de uma alta de 1,3% em março para 1% em abril. Já em São Paulo, houve ligeiro aumento, em resultados que, entretanto, indicam forte estabilidade: 0,07% em março e 0,21% em abril. Publicado por: O Globo online -
  • 06/05/2014 Oferta de hotéis no Rio pode subir 45% até 2016
    O aumento na oferta de cinco estrelas cariocas pode aliviar queixas costumeiras de hóspedes mais exigentes e endinheirados que passam pela cidade.

    - É comum ouvir reclamações de quem fica em cinco estrelas no Rio, por conta da diária elevada e serviços aquém do esperado. Há tarifas mais altas que as cobradas em cinco estrelas de Nova York. Mais hotéis é boa notícia para a cidade - conta Cláudia Rodrigues, sócia-gerente da Fórmula Turismo, agência carioca especializada em viagens de luxo.

    A chegada das grandes marcas sinaliza um upgrade para o segmento, diz Martin Frankenger, sócio-diretor da Matueté, operadora paulistana que monta roteiros classe A:

    - Em dez anos, há um avanço inquestionável. Mas o Rio é um caso único de super destino turístico com escassa oferta de hotéis de luxo. Efetivamente, temos Copacabana Palace e Fasano. Está melhor, mas é um desafio fazer a área crescer. Falta escola de formação para o setor - diz o empresário.

    O Rio, destaca o diretor da Howart HTL, tem a diária média mais alta e a melhor ocupação do segmento no país. Segundo dados da ABIH-RJ, a ocupação carioca como um todo ficou em 71,86% ano passado. Nos cinco estrelas, ficou em 67,42%, um patamar elevado para essa categoria. A diária média começou 2013 em R$ 776,56, em janeiro, e chegou a R$ 1.027,24, em dezembro. Uma noite nos melhores quartos da cidade custa a partir de R$ 1.670 no Fasano; de R$ 1.490 no Copacabana Palace.

    - Passamos anos ao largo da expansão em hotéis de luxo em São Paulo. Agora, o jogo está mudando. O investimento demonstra confiança no setor. É posterior à realização de Copa e Jogos. E existe carência na categoria de luxo. O aumento da concorrência pode melhorar o preço da diária e a qualidade dos serviços - admite Alfredo Lopes, presidente da ABIH-RJ.

    A Barra concentra a maior parte dos projetos por ter a melhor oferta em terrenos, embora a área de maior demanda seja a Zona Sul do Rio. O Trump Hotel Collection, com previsão para abrir o lobby aos hóspedes em dezembro de 2015, está sendo erguido em um terreno adjacente à Praça do Ó, no Jardim Oceânico. O projeto de R$ 300 milhões prevê a revitalização da praça vizinha. A aposta recai sobre a estimativa de que o bairro vai superar o Centro em número de escritórios até 2020.

    - Quem aposta só em Copa ou Olimpíadas sofre de miopia. O Rio é sede constante de grandes eventos. É o lugar onde todos querem estar. A presença local de indústrias globais, como no setor de óleo e gás, junto a melhorias em infraestrutura, como a privatização do Galeão, têm mais influência (na decisão de investir na cidade) que esses eventos isoladamente - explica Paulo Figueiredo Filho, CEO da Polaris Brazil, à frente da construção do Trump, em parceria com a LSH Barra.

    Tratamento de luxo e personalizado no Trump Barra, que terá 170 apartamentos, podem ser traduzidos em uma piscina com borda infinita, bicicletas premium, carros com motoristas para levar o hóspede a compromissos no bairro e um leque de outros mimos oferecidos pela rede, como passeador para animais de estimação e serviço de babá. Além de centro de convenções com business center.

    Mimo: tablado de madeira para dormir

    O Hilton Barra, na Av. Embaixador Abelardo Bueno, tem inauguração prevista para o fim do ano. Com 298 quartos, terá espaço para eventos. A rede aposta no segmento de negócios e de lazer, vendo o Rio como destino chave para sua expansão no Brasil e na América Latina. Fica próximo ao RioCentro e a uma caminhada de distância de instalações dos Jogos. Já o Grand Hyatty, será um resort urbano, com 436 quartos, também terá área para negócios e eventos. Abre em 2015.

    Com localização premiada na Zona Sul, o Emiliano subirá no Posto 6, em Copacabana. Segundo a Howarth HTL, o hotel terá cem apartamentos, recebendo investimento de US$ 16,9 milhões, abrindo ano que vem. É exemplo de hotel butique com atendimento de alta categoria, diz Mariano Carrizo. O livro de dez anos da unidade paulistana reúne histórias que dão uma medida do que se pode esperar no novo empreendimento no Rio. Em um dos casos, ao arrumar uma suíte, as arrumadeiras encontravam o lençol colocado no chão, de manhã. Descobriram que o hóspede sofria de dor na coluna. Em quatro horas, o hotel providenciou um tablado em madeira para ser posto sobre a cama, garantindo uma boa noite ao cliente.

    O fundo suíço Acron, que comprou o Hotel Glória da REX, empresa do grupo EBX, anunciou que garante a inauguração do hotel na virada de 2015 para 2016. Construído originalmente em 1922, o novo Glória terá 352 quartos e piscina com vista para o Pão de Açúcar. Fontes próximas ao negócio, garantem que a Four Seasons irá administrar o hotel. Publicado por: O Globo - Glauce Cavalcanti
  • 05/05/2014 Com dinheiro no bolso
    Não há praticamente áreas disponíveis para construções em bairros como Leblon, Ipanema e Lagoa, o que explica, em parte, a valorização dos imóveis nessas áreas, e, por tabela, no restante da Zona Sul do Rio. Grandes construtoras geralmente gerenciam vários empreendimentos simultâneos e, na dificuldade de promover lançamentos em série, acabaram se afastando um pouco da Zona Sul, abrindo espaço para incorporadores médios, que ficam garimpando locais para possíveis edificações, geralmente imóveis antigos cujos herdeiros não têm mais condições de ou interesse em mantê-los. Então, o perfil das construções na Zona Sul está mudando, com prédios de poucos andares, sem muitas unidades e quase sempre admitindo alterações solicitadas pelos compradores.

    A Mozak, que mirou nesse nicho, que vai da alta classe média ao luxo (pois os imóveis custam acima de R$ 16 mil por metro quadrado), atrai compradores que nem recorrem a financiamentos. A maioria adquire o imóvel para uso da própria família, quitando-o durante os 24 meses da construção. Há, nesse mercado de potenciais compradores, muito mais pessoas com dinheiro no bolso do que se imagina. Publicado por: O Globo - George Vidor
  • 05/05/2014 Portabilidade pode baixar juro do crédito imobiliário
    Com a portabilidade do crédito imobiliário, que entra em vigor efetivamente nesta segunda-feira, a Caixa Econômica Federal, dona de quase 70% desse mercado, será pressionada a negociar contratos antigos, com juros mais altos, se não quiser perder os clientes. O Banco do Brasil (BB), que tem uma carteira ainda pequena, está pronto a oferecer taxas semelhantes às cobradas pelo maior concorrente do ramo. Até então, os juros mais baixos oferecidos pela Caixa foram destinados aos novos contratos, clientes que estavam comprando o imóvel pela primeira vez.

    Os bancos privados também estão atentos, embora o ambiente macroeconômico, com alta na Selic (taxa de juros básica da economia) seja pouco propício a maior disputa no sistema financeiro por novos correntistas.

    - A Caixa estava numa situação muito confortável. Se o Banco do Brasil tiver apetite e interesse em continuar expandindo sua carteira de crédito imobiliário, a Caixa pode ser obrigada a renegociar contratos, principalmente de clientes com quem tem alto nível de relacionamento, como produtos de capitalização, seguro e aplicações - disse o diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira.

    Segundo o vice presidente de Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, o foco da instituição continuará sendo a concessão do crédito a quem está comprando a casa pela primeira vez. Duarte disse, no entanto, que o banco está preparado e vai analisar o comportamento num primeiro momento:

    - O foco é quem ainda não tem casa. Mas vamos observar o mercado.

    A expectativa do governo e do Banco Central (BC) é que comece no país um processo que vai permitir a médio e longo prazo uma redução dos taxas de juros na modalidade e um certo nivelamento entre as instituições no custo dos empréstimo para a compra da casa própria. As taxas hoje variam entre 11% e 8,3% ao ano, mais a TR e nesse tipo de financiamento de longo prazo (30 a 35 anos), qualquer ponto percentual faz diferença.

    De acordo com projeções da Anefac, a redução de meio ponto percentual num contrato habitacional de 30 anos resulta para o mutuário uma economia de 10% no valor final do financiamento.

    Portabilidade ainda é baixa

    Quem tem contrato fora do Sistema Financeiro da Habitação
    (SFH), que tem taxas de juros mais altas estão entre os que mais podem ser beneficiados com a portabilidade. Vale lembrar que até setembro do ano passado, só estava enquadro no SFH - que tem taxas abaixo de 12% ao ano e permite o uso do FGTS para aquisição e para abatimento do financiamento - imóveis avaliados até R$ 500 mil. O valor no entanto, foi atualizado para R$ 750 mil nas capitais, o que aumentou o número de possíveis candidatos ao sistema.

    O Banco Central espera ainda que a automatização do processo de portabilidade do crédito imobiliário ajude a deslanchar no país a migração de outras modalidades de financiamento, o que já é permitido, desde dezembro de 2006, quando foram registradas 20 operações, no valor total de R$ 294,6 mil. Em abril deste ano, foram realizadas 43,6 mil operações, no montante de R$ 390,7 milhões - um volume considerado ainda baixo.

    O consultor do Departamento de Regulação do BC, Anselmo Pereira, no entanto, não acredita que o processo de portabilidade de crédito imobiliário crie um uma \"explosão\" de operações. Na avaliação de Pereira, a tendência é que os bancos renegociem e ofereçam melhores condições para não perder os clientes.

    Banco tem cinco dias para migrar o financiamento

    As novas regras da portabilidade facilitaram a vida do mutuário que não precisa mais pedir ao banco seu histórico de pagamento e levantar o valor presente da dívida para migrar a operação para outra instituição. O processo agora é automático, inclusive a liquidação do empréstimo, que é feita por TED, dispensando o uso do boleto. O banco tem cinco dias, a partir do comunicado do interesse do cliente em migrar o crédito para outro instituição, para fazer uma contraposta. Se isso ocorrer, os bancos são obrigados a se comunicarem para executar todos os passos da portabilidade.

    O cliente também não precisa fazer nova escritura, apenas averbação no cartório (que custa cerca de R$ 240) para transferir a garantia (o imóvel) para o novo credor. Também não é necessário pagar Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) - que varia de 2% a 4% do valor do bem, dependendo do estado, porque o bem continuará no nome do mesmo proprietário.

    No entanto, o interessado precisa estar ciente de que portabilidade implica em nova operação de crédito, em que é preciso passar na análise de risco da instituição para onde está migrando seu crédito. Outra orientação é não se ater apenas à taxa de juros, mas o custo efetivo total do novo empréstimo, que leva em conta outros gastos, como cobrança de taxa de início de relacionamento, de administração, avaliação do imóvel por engenheiros, entre outras.

    Segundo o consultor do Departamento de Regulação do BC, Anselmo Pereira, o interesse do governo é que os clientes se movimentem para forçar uma concorrência no mercado:

    - Será bom para o cidadão e tornará o sistema mais eficiente.

    Para inibir irregularidades, foi definido que a portabilidade é restrita ao saldo devedor e ao prazo remanescente. Isso significa que os bancos não poderão oferecer um troco, um crédito de sobra para outra finalidade, a fim de atrair novos clientes. Nem podem condicionar a migração à aquisição de qualquer outro produto. As instituições terão ainda que pagar ao concorrente o custo com a originação do crédito, sem gasto adicional para o cliente. Publicado por: O Globo - Geralda Doca
  • 05/05/2014 Até da Ponte dá para ver
    Um dos primeiros prédios prontos no projeto Porto Maravilha, o Port Corporate Tower, na Avenida Rio de Janeiro, vem projetando, em quatro andares de janelas (640 metros quadrados), imagens como o Cristo e os Arcos da Lapa. Revezam-se a cada doze segundos, a partir das 18h30. A bossa, criação da Tishman Speyer, é visível de várias ruas e da Ponte Rio-Niterói, e vai até junho.
    Publicado por: Veja Rio - Histórias Cariocas
  • 04/05/2014 O mercado do Rio hoje
    Homens na faixa dos 30 e poucos anos e que ganham acima de seis salários mínimos são a maioria dos compradores de imóveis no Estado do Rio. O perfil foi traçado a partir de um levantamento feito entre os mutuários da Caixa Econômica Federal, que mostra que 35% dos tomadores de crédito imobiliário hoje têm até 30 anos. Um reflexo direto, segundo a instituição, do aumento de renda e da maior estabilidade no emprego obtida nos últimos anos por brasileiros, embora grande parte dos jovens esteja atrasando sua entrada no mercado de trabalho, para completar os estudos em cursos de pós-graduação.

    As previsões para o ano indicam que mutuários de até 35 anos de idade deverão representar 57% ao longo de 2014, como ano passado, contra 55% de dez anos atrás. Apesar desse avanço, o primeiro trimestre não foi dos melhores para a Caixa: aqui no Rio, em relação aos três primeiros meses de 2013, o número de contratos fechados caiu 15,3% e o volume desembolsado, 5,5%. Agora, foram concedidos 138.907 empréstimos, num total de R$ 18,35 bilhões, contra 163.964 contratos fechados e R$ 19,42 bilhões liberados entre janeiro e março do ano passado.

    O banco - que concentra 68% de toda a carteira de financiamento de imóveis do país - estará realizando em 13 cidades, até o dia 25, seu Feirão da Casa Própria e conta com ele para melhorar seus resultados este ano.

    - Depois de tantos anos de forte expansão, essa redução é natural. Além disso, tivemos muitos feriados. Mas o feirão é um indutor de negócios, e, certamente, no segundo semestre, após a Copa, os negócios vão melhorar - avalia Sergio Sales, gerente regional de Construção Civil da Caixa, no Rio, acrescentando que a instituição mantém a previsão de crescimento de cerca de 15% no volume de crédito este ano.

    Entre os negócios fechados até aqui, os homens contrataram 63,6% dos empréstimos do trimestre e aqueles com renda superior a seis salários somaram 51,5% do total.


    - A gente tem mais pessoas nessa faixa de renda, o que acaba gerando uma procura maior por imóveis também. Como as pessoas estão se sentindo mais seguras, com maior estabilidade no emprego, perdem o medo de entrar num financiamento de longo prazo - explica Sales.

    Os números batem com outra pesquisa, feita pela imobiliária Lopes. Segundo o levantamento, 70% dos clientes têm entre 25 e 49 anos, com predominância da faixa etária entre 30 e 34 anos que soma 19% dos 1.260 entrevistados entre os compradores de empreendimentos residenciais verticais do Rio. O estudo mostrou ainda que 67% são homens e 49%, solteiros.

    - O imóvel é um investimento seguro, principalmente para esse comprador jovem, em busca da independência financeira. Ele significa o início de formação de um patrimônio ao mesmo tempo que pode gerar rentabilidade - analisa Fabio Pacheco, diretor da Lopes no Rio.

    Vendas e lançamentos em ritmo mais lento


    - É difícil dizer ao certo o que aconteceu. De fato, os dois primeiros meses do ano foram muito bons, o que não é comum. Talvez, alguns empresários tenham transferido lançamentos do fim do ano passado, para este ano. E o carnaval, apenas em março, também contribuiu.
    < Dono da Calçada, o próprio João Paulo de Matos lançou mão da estratégia de atrasar o lançamento de um dos seus empreendimentos, em fins de 2013, para o início deste ano. Já a RJZ Cyrela antecipou para fevereiro o lançamento de dois empreendimentos que aconteceriam ao longo do ano, justamente por conta dos feriados, da Copa do Mundo e das eleições.

    Tanto assim, que o mercado não espera que esse bom resultado do primeiro trimestre se repita ao longo do ano.

    - O segundo trimestre certamente será mais fraco que o primeiro e não acredito numa recuperação ao longo do ano, não. O número de lançamentos este ano deve crescer em torno de 5% em relação ao ano passado - diz Matos.

    É que já existe um maior equilíbrio entre oferta e demanda e, com isso, a velocidade de vendas diminuiu.

    - Não é mais aquele tsunami dos últimos cinco anos em que mal chegava ao mercado e o empreendimento já estava todo vendido. Agora, as vendas voltaram a patamares normais: cerca de 20% a 30% no lançamento, a maior parte durante a obra e alguns imóveis depois de prontos - explica Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel, rechaçando a ideia de que as vendas mais lentas possam ser um primeiro sinal de estouro de uma bolha imobiliária. - O imóvel sempre será um grande ativo para o brasileiro. Nos últimos anos, ele estava sendo usado como moeda. Isso acabou. Mas continuará sendo visto como um investimento seguro.

    Outro fator que vem preocupando especialistas é que o preço dos imóveis continua subindo acima da inflação. Até o Nobel de economia, Robert Shiller, conhecido caçador de bolhas econômicas, questionou esse crescimento elevado. O valor médio do metro quadrado chegou a R$ 9.145 em março deste ano, segundo o Secovi-Rio, um aumento de 11,8% em relação a março do ano passado, enquanto a inflação do período, medida pelo IPCA, foi de 6,65%.

    - Acreditar em bolha é dizer que todo o sistema de crédito do Brasil está errado. Países europeus que tiveram bolha, como a Espanha, estão adotando métodos que o Brasil já usa há anos como limitar o financiamento a 80% do valor do imóvel e proibir a segunda hipoteca - diz Matos, presidente da Ademi-RJ. Publicado por: O Globo - Karine Tavares
  • 04/05/2014 Sustentabilidade em meio à natureza
    O terreno em Charitas, Niterói, fica pertinho do Parque da Cidade. Tem, de um lado, a vista para o Rio, a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar. Do outro, a Mata Atlântica. Numa localização tão privilegiada não daria mesmo para construir qualquer casa. A solução, então, foi investir numa construção sustentável que respeitasse a natureza em volta e priorizasse as características naturais de sua localização.

    A posição dos ventos e do sol foi a primeira a ser estudada pela arquiteta Viviane Cunha, que precisou lançar mão de algumas soluções para tirar o melhor proveito das condições naturais, ao projetar o imóvel, que ficará localizado num condomínio da cidade.

    Nada de um grande bloco único, por exemplo. A planta foi desenhada com um recorte: tem um bloco mais à frente, uma área aberta no meio (que serve como um prisma de ventilação e permite que os ventos cruzem toda a casa) e um segundo bloco atrás. Com isso, todos os cômodos da casa, com exceção dos banheiros, têm ventilação cruzada, o que diminui a necessidade de uso de ar-condicionado e melhora o conforto térmico no interior dos ambientes.

    BRISES PARA COMBATER SOL E SUDOESTE

    A posição do bloco da frente foi escolhida por dois motivos: barrar o sol que vem do Oeste e o vento Sudoeste. É que, como o terreno é alto, o sol ali é horizontal e, à tarde, entraria com toda a sua força pela casa.


    - Por isso, avançamos esse bloco para frente e previmos o uso de brises-soieils verticais e automatizados. Assim, de manhã, eles poderão ficar abertos para a linda vista que se tem dali e, à tarde, podem ser fechados evitando essa incidência mais forte - explica Viviane, acrescentado ainda que barrar o vento Sudoeste, aquele que traz as tempestades, é importante, pois o local onde ele bate costuma sofrer infiltrações.

    MATERIAIS QUE SEJAM PRÁTICOS

    Os brises escolhidos foram os feitos de aço pois são mais duradouros em regiões com tanta incidência de sol e ventos. Além deles, outra medida que foi adotada visando ao conforto térmico é a previsão de telhados verdes sobre os dois blocos. O da frente, aliás, tem até uma rampa de acesso e poderá ser usa¬do como um terraço.

    Além disso, houve uma preocupação com a escolha dos materiais. A estrutura será metálica e feita a partir de materiais reciclados. Os tijolos usados são do tipo solo-cimento, que dispensam o uso de revestimento, tornando a obra mais limpa e rápida. A casa ainda terá reutilização de águas da chuva e estação própria para tratamento de esgoto.

    - A intenção era fazer uma construção com um bom custo-benefício e uma casa prática - diz Viviane.

    A previsão é que toda a obra dure cerca de um ano. Por enquanto, está apenas começando, mas quando for concluída, a casa terá 250 metros quadrados, dois quartos na área principal, além de uma suite ambientada como um loft para hóspedes.
    Publicado por: O Globo - Morar Bem
  • 04/05/2014 Casa própria se compra no feirão
    A 10ª edição do Feirão Caixa da Casa Própria, que começará no próximo dia 16 no Pavilhão 2 do Riocentro, terá unidades comerciais e residenciais para todas as faixas de renda. O evento é uma oportunidade para pesquisar bastante e escolher o tipo de imóvel que mais se encaixa ao perfil de cada família. A Rossi, por exemplo, vai levar unidades a partir de R$ 100 mil em empreendimentos prontos, em obras e lançamentos.

    Um deles é o Rossi Mais Parque Iguaçu, em Nova Iguaçu, com apartamentos de dois quartos, com ou sem suíte, além de lazer. Também serão ofertados imóveis em bairros como Benfica, Campo Grande, Cordovil, Pedra de Guaratiba, Irajá e Taquara. A empresa também estará no Feirão Caixa de Niterói, marcado para os dias 24 e 25.

    A MDL estará no evento com mais de 500 unidades, entre apartamentos de dois e três quartos a partir de R$ 128 mil e salas comerciais a partir de R$ 109 mil em regiões como Jacarepaguá, Campo Grande, Nova Iguaçu, Madureira e Barra da Tijuca. Nos três dias de feira, a construtora dará 10% de desconto em apartamentos comuns e 15% para apartamentos dúplex do residencial Bourgogne, em Jacarepaguá. Haverá ainda condições diferenciadas no comercial Metropolis, em Nova Iguaçu, e no empreendimento Completo Campo Grande, do programa \'Minha Casa\'.

    Já a Cabral Garcia colocará à venda três empreendimentos: Village Park Itanhangá, Residencial Alto Vilar e o Barra Dream Village. Para a compra do imóvel, o visitante deve l evar documentos de identidade, CPF, comprovante de residência, e os três últimos contracheques. No caso de renda informal, os seis últimos extratos bancários podem ser apresentados. Publicado por: O Dia - Cristiane Campos
  • 02/05/2014 Prédio de madeira mais alto do mundo começa a ser erguido na Noruega
    Morar em uma casa de madeira é algo comum. Mas já imaginou se fosse um prédio inteiro construído com o material? Pois, apesar de raro, existe. E, em Bergen, na Noruega começou a ser erguido em abril o maior edifício de madeira do mundo, o Treet ou The Tree, que significa árvore.

    Com 14 andares, o edifício terá 49 metros, ou seja, 17 metros a mais que o atual recordista, em Melbourne. A obra está prevista para ser concluída em outubro de 2015. Para o projeto, serão usados diversos tipos de madeira. A fachada, entretanto, receberá um revestimento em vidro e aço para proteger o material do clima úmido da cidade.

    A empresa responsável pelo projeto, Bergen and Omegn Building Society, afirma que há um comprometimento sustentável e que o edifício vem sendo planejado nos últimos três anos e meio com a ajuda de uma consultoria em engenharia e tecnologia ambiental.

    Ao todo, serão 62 apartamentos de luxo, com terraços e varadas. Os preços variam de 330 mil euros (R$ 1 milhão) a 440 mil euros (R$ 1,3 milhão), sendo que destes, 32 já foram comprados. Além da bela aparência, o projeto combina duas tendências de altura: de estruturas de madeira e construção modular.
    Publicado por: O Globo online - Morar Bem
  • 02/05/2014 Sabe como era o apartamento de luxo em 1941?
    Você sabe o que estava em alta nos anúncio de imóveis para locação na década de 1940 na rua mais glamourosa das Américas, a 5ª Avenida? Mais precisamente em abril de 1941, em plena Segunda Guerra Mundial? Se pensou em apartamento sisudos, com mobília pesada e de cores escura, a resposta está errada.

    Segundo registros na Biblioteca do Congresso Americano, Coleção Gottscho-Schleisner, há exatamente 73 anos os apartamentos residenciais anunciados como ideais em Nova York eram funcionais e no maior estilo clean possível.

    O site Curbed reuniu algumas destas fotos, onde é possível ver os ambientes. O branco prevalece, sempre. Entre os destaques, poltronas no estilo Bauhaus, lâmpadas globulares, almofadas finas. Tais itens revelam uma decoração minimalista no início da década de 40. Isso era o sinônimo de luxo da época. O quarto chega a ser frio de tão impessoal, quase que um quarto de hotel.

    Uma das curiosidades do quarto e sala é que não há espaços para televisores, por exemplo. Bem diferente de hoje, onde há espaço para o ar-condicionado, TV de plasma e micro-ondas, entre outros itens tecnológicos. Somente depois da Segunda Guerra Mundial é que a TV se popularizou.

    Embora, com uma tecnologia cada vez voltada para aparelhos pequenos, pode ser que um dia, quem sabe, voltemos a ver anúncios como este: casas sem muitos acessórios. Publicado por: O Globo online - Morar Bem
  • 01/05/2014 Olha o feirão aí, gente!
    A 10ª edição do Feirão Caixa da Casa Própria no Rio de Janeiro vai ocorrer entre os próximos dias 16 e 18, no Riocentro, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. Este ano, estarão à venda 31.820 imóveis nas zonas Oeste, Norte e Sul da capital, além dos municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Nilópolis, Magé, Belford Roxo, Itaguaí, São Gonçalo, Niterói, Maricá e Petrópolis.

    \"O feirão foi uma das alavancas da aquisição da casa própria, nos últimos dez anos. A contratação do financiamento habitacional ao longo desse período se tornou mais simples e ágil\", diz o vice-presidente de Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, que completa: \"Como feirão, as famílias tiveram mais acesso a informações sobre financiamento, e isso ajudou a desmistificar conceitos sobre a compra do imóvel. O feirão também aproximou ainda mais a Caixa de seus clientes, permitindo saber mais quais são suas vontades e necessidades.\"

    Primeira parcela em janeiro

    No evento, quem contratar o financiamento imobiliário vai poder optar por pagar a primeira parcela somente em janeiro de 2015. A condição vale para os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), assinados
    durante a promoção, tanto nos feirões quanto nas agências da Caixa. Em todo o país, os eventos ocorrem de de amanhã até o dia 25.

    No ano passado, no Rio, 71.223 pessoas passaram pelo feirão e foram negociados mais de R$ 1,5 bilhão entre contratos assinados e encaminhados, correspondendo a 9.017 negócios.

    Imóvel na planta é mais barato

    Afinal de contas, o que é melhor: comprar um imóvel pronto ou ainda na planta? O imóvel na planta sai mais barato, mas o preço mais camarada só acontece por conta dos riscos do projeto, que os compradores compartilham com a incorporadora do empreendimento. Não à toa, o preço da unidade aumenta conforme as obras avançam. Professor de finanças da PUC-SP, Fabio Gallo pontua que os riscos da unidade na planta são diversos: não é possível saber se a construção será seguida à risca, se as obras vão atrasar ou se a construtora pedirá falência.

    \"O desconto no valor da unidade pode não compensar a dor de cabeça e os custos com multas e as ações judiciais\", adverte o especialista.

    Antecipar a quitação do financiamento pode ser um bom negócio, caso o dono do imóvel tenha planejado um pagamento maior do que as parcelas mensais, e este desembolso não interfira no orçamento da família, além de reduzir o pagamento de juros, reduzindo o gasto final. \"O banco é obrigado a dar descontos\", diz Gallo.

    Documentos necessários

    Para requerer o crédito e comprar a casa própria no feirão, basta levar documento de identidade, CPF e comprovante de renda. Os interessados também podem obter informações nas agências da Caixa ou pelo telefone 0800 726 0101, disponível 24 horas por dia, inclusive nos fins de semana.

    O prazo para o financiamento imobiliário da Caixa é de até 35 anos, e as taxas de juros são a partir de 4,5% ao ano, variando de acordo com a renda do cliente e o valor financiado.

    No alto e com sol da manhã

    Apartamentos em andares altos custam mais caro por conta de serem menos barulhentos. Unidades com sol da manhã também são mais valorizadas.

    Para quem pensa noimóvel como um bom investimento, fica a dica: a valorização vai depender, principalmente, da evolução da renda dos futuros compradores, assim como da atividade econômica do país. \"O desempenho passado dos imóveis não garante o desempenho dele no futuro\", alerta o consultor financeiro André Massaro.
    Publicado por: Meia Hora - Imóveis
  • 01/05/2014 Caixa espera ofertar mais de 300 mil imóveis em Feirão da Casa Própria
    A Caixa Econômica Federal inicia amanhã a 10ª edição do Feirão da Casa Própria com a expectativa de ofertar mais de 300 mil imóveis. O evento, que acontece até o dia 25 de maio, passará por 13 cidades. Em São Paulo, o feirão se inicia amanhã e vai até o dia 04 de maio.

    Está prevista em todo o evento a presença de 560 construtoras e 340 imobiliárias. Depois de São Paulo, o feirão ocorrerá entre os dias 16 e 18 em mais oito cidades: Brasília, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. O último fim de semana do evento será de 23 a 25 nas cidades de Campinas (SP), Florianópolis, Porto Alegre e Uberlândia (MG).

    Em São Paulo, serão oferecidos mais de 147 mil imóveis no feirão, distribuídos pela capital, Grande São Paulo e Baixada Santista. Participarão 83 construtoras, 57 imobiliárias, além de corretores e parceiros institucionais. No ano passado, cerca de 53 mil pessoas visitaram o evento em São Paulo, onde foram fechados ou encaminhados mais de R$ 3,2 bilhões em negócios, correspondendo a 20.311 contratos.

    Neste ano, a Caixa repetirá uma promoção oferecida em 2013. Os clientes que comprarem um imóvel no Feirão ou em alguma agência do banco durante o período do evento poderão optar por pagar a primeira parcela somente em janeiro de 2015. A condição vale para os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

    O prazo para o financiamento imobiliário é de até 35 anos. As taxas de juros são de no mínimo 4,5% ao ano, variando de acordo com a renda do tomador e o valor financiado.

    No ano passado, o Feirão da Casa Própria registrou R$ 14 bilhões em negócios. Segundo o banco estatal, o valor representa crescimento de 13,3% em relação ao verificado em 2012. Em torno de 407 mil pessoas passaram pelo evento na edição de 2013. Mais de 88.700 contratos foram fechados ou encaminhados, com um financiamento médio de cerca de R$ 160 mil.

    Para este ano, a instituição espera que as concessões imobiliárias cresçam 14,2%, mais tímido que o avanço de 26,4% visto em 2013, quando as contratações ficaram em R$ 35 bilhões. Publicado por: O Estado de São Paulo -

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